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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Freedom

Liberdade
“Portanto, agora não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus”. (Rm 8.1).
O sistema religioso de nosso tempo, tem atribuído aos homens  um sistema de severas cobranças, onde em nome do “IDE,” se reprime os dons, os chamados e as capacitações de cada cristão. As personalidades são agredidas, a cobrança sempre é a respeito de um pastor perfeito que tenha habilidade em todos os dons, cristãos  que obrigatoriamente têm que exercer uma liderança, um cargo, um serviço, mesmo que não sintam paz ou capacidade para exercer tal compromisso, tendo, muitas vezes, suas personalidades atropeladas em nome da visão estabelecida em seu determinado ministério, tantas vezes tendo que passar por cima do seu convívio familiar para cumprir um chamado que já não é mais o “IDE” de Jesus, mas a agenda e o sistema de um ministério.
Não temos nada contra as visões de crescimento, mas sim contra a escravidão ministerial, as cobranças condenatórias e a “rebelião”, quando na verdade, não estamos em um serviço que Deus nos colocou exatamente. Cada dia mais, crescem as igrejas com pessoas que logo as deixam, quando a graça é substituída pela cobrança, a intimidade com Deus é trocada pela rotina de obrigatoriedades, então os crentes frustrados se tornam “ex-crentes” e abandonam suas congregações ficando acuados em suas casas com medo de se comprometer novamente com visão da cobrança.
Na verdade Deus, distribuiu os dons aos homens conforme sua vontade, mas lideres impõe as vontades deles e pessoas se sentem cobradas, fracassadas e rejeitadas, por não atingirem o alvo, quando Deus não as rejeitou. O “Ide” de Jesus, é sempre sereno e conforme ele nos capacitou, com liberdade e amor. “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! Portanto, permanecei firmes e não vos sujeiteis outra vez a um jugo de escravidão” (Gálatas 5.1). Tantas vezes, nós pastores e líderes, impomos jugos pesados sobre nossos liderados que Cristo não colocaria, e nós também, tantas vezes somos confrontados a realizarmos milhares de atividades, quando o que Jesus quer, é que gastemos tempo com o Pai em oração, como ele fazia. Se priorizarmos a oração, descobriremos o ministério da liberdade e da paz, e o Senhor acrescentará dia a dia os que serão salvos.  De nada adiantará, libertarmos as pessoas das trevas e as escravizarmos nas igrejas, todos precisam saber que são amados e são filhos e não escravos. Inclusive, nós pastores e lideres precisamos saber, aquele que se deu na cruz por nossos pecados, não nos rejeitou, mesmo que não estejamos batendo as metas de nossos ministérios, ou nossas próprias metas. Vamos acordar, vamos voltar para intimidade, vamos deixar de nos escravizarmos com a vontade dos homens, e vamos nos tornar servos do amor. Paulo confrontou a igreja de Corinto, falando das ações com a ausência do amor, dizendo: “ E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará”(1 Co 13.3). Quantas vezes estamos invertendo essa instrução, nos entregando para sermos “queimados”, mas não estamos vivendo em amor. Quantas famílias estão sendo sufocadas pelos ministérios, quantas vezes trocamos nossos filhos por membros para nossa célula ou igreja, e deixamos de evangelizar e ganhar nossa própria casa, quando aquele que não cuida dos seus é pior do que o infiel.

Como Jesus desempenharia seu ministério em nosso tempo? Talvez alguns pastores o rejeitassem e não aceitassem nas galerias de seus templos, porque ele gastava muito tempo se relacionando com pessoas, muito tempo em oração e muitas vezes confrontado os religiosos. Vamos dar um basta nas cobranças e vamos começar a exercer o ministério do amor, onde nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, não temos condenação do pecado, não temos o acusador nos condenando, pois não tem mais esse direito sobre nós, mas também não estamos mais debaixo da condenação ministerial e religiosa. Que Jesus tenha misericórdia de nós, possamos amar mais e condenar menos, exercendo a liberdade para a qual fomos chamados.

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