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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Venha a nós o teu reino


Venha a nós o teu reino
“A palavra “reino” do grego “basileuo” significa soberania, poder, domínio, regimento. Refere-se à esfera de governo. Ao falarmos do Reino de Deus, estamos falando do direito que Deus tem de governar sobre Sua criação, visível e invisível, material e espiritual. Este é seu direito como criador e redentor”.[1]
O Reino de Deus na terra, pode ser ilustrado claramente através do processo antigo de colonização, como se deu em nosso país.
O descobrimento do Brasil deve ser entendido dentro do contexto das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos. Dos séculos XV e XVI. Portugal e Espanha eram as nações mais poderosas do mundo e se lançaram ao mar em busca de novas terras para explorar. Usavam também o mar como rota para chegar as Índias, grande centro comercial da época, onde compravam especiarias (temperos, tecidos, joias) para revender na Europa com alta lucratividade. O Brasil foi descoberto em 22 de abril de 1500 e o rei de Portugal, na época, era D. Manuel I, também chamado de "O Venturoso", pois levou Portugal a um dos períodos mais prósperos de sua história, ao investir na exploração ultramarina. Nesta data as caravelas da esquadra portuguesa, comandada por Pedro Álvares Cabral, chegaram ao litoral sul do atual estado da Bahia, no monte batizado de Monte Pascoal. Porém, os portugueses não foram os primeiros a encontrar nosso país, não podemos esquecer da presença de mais de cinco milhões de indígenas, divididos em várias tribos, que já habitavam o Brasil muito tempo antes da chegada dos portugueses. Portanto, muitos historiadores preferem falar em “Chegada dos Portugueses ao Brasil”. Desta forma é valorizada a presença dos nativos brasileiros no território. Diante deste contexto, podemos afirmar que os portugueses descobriram o Brasil para os europeus. Em 24 de abril, dois dias após a chegada, ocorreu o primeiro contato entre os indígenas brasileiros que habitavam a região e os portugueses. De acordo com os relatos da Carta de Pero Vaz de Caminha foi um encontro pacífico e de estranhamento, em função da grande diferença cultural entre estes dois povos. Neste contato houve um “choque de culturas”, estranhamento de ambos os lados. Os portugueses estranharam muito o fato dos índios andarem nus, enquanto os indígenas também estranharam as vestimentas, barbas e as caravelas dos portugueses. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil, rezada pelo Frei Henrique de Coimbra. Após a missa, a esquadra tomou rumou em direção as Índias, em busca das especiarias. Como acreditavam que a terra descoberta se tratava de uma ilha, a nomearam de Ilha de Vera Cruz (primeiro nome do Brasil).
         Quando um reino alcança outros lugares, o primeiro passo é estabelecer um governo no local através da figura de um governador originário do reino. O primeiro governador-geral escolhido para o Brasil foi Tomé de Sousa, um militar e político português. Tomé de Sousa chegou ao Brasil em 29 de março de 1549, juntamente com soldados, colonos, materiais para se construir a primeira cidade e alguns animais. Tomé de Sousa fundou a cidade de Salvador em 1549, o centro do governo e primeira capital do Brasil, também proporcionou o grande desenvolvimento da agricultura e pecuária na época. Pensando nas possibilidades reais de invasões de piratas estrangeiros e na manutenção do domínio português, o governador-geral distribuiu armas e munições aos colonos e construiu várias fortalezas em áreas estratégicas.
Sendo o reino português de cultura religiosa católica romana, no âmbito religioso, o governo de Tomé de Sousa foi muito marcante. Com ele vieram os primeiros jesuítas e nesse período foi criado o primeiro bispado do Brasil. Os jesuítas, chefiados por Manuel da Nóbrega, começaram a catequizar os índios, criando também o primeiro colégio do Brasil. Além disso, os jesuítas tentavam impor aos portugueses as normas da moral cristã no relacionamento com os indígenas, visto que a escravização dos índios e a exploração sexual das mulheres indígenas era um fato presente na época.
         Durante a colonização do Brasil, houve forte contato entre a cultura do conquistador português e as culturas dos povos indígenas e dos africanos trazidos como escravos. Por causa desse contato, ocorreram modificações tanto na cultura dos europeus recém-chegados – que assimilaram muitos traços culturais dos outros povos – quanto na dos indígenas e africanos, que foram dominados e perderam muitas de suas características. Desse processo de contato e mudança cultural – conhecido como aculturação – resultou a cultura brasileira, oriunda da cultura portuguesa. Quando pessoas de grupos diferentes entram em contato direto e contínuo, geralmente ocorrem mudanças culturais nos grupos, pois verifica-se a transmissão de traços culturais de um povo para outro. Alguns traços são rejeitados; outros são aceitos e ajuntados, quase sempre com mudanças significativas, à cultura resultante. Assim, em nosso país, temos fortes traços da cultura que foi trazida de Portugal, tais como a língua, a escrita, as roupas, alimentação, nomes, costumes e a predominância religiosa. Tais traços, são resultado da cultura que dominou por muito tempo a Europa, pelo império Romano e era conhecida como “romanização”, onde o modo de estabelecer os costumes de Roma era colocado através do envio de pessoas de Roma para os locais conquistados, assim era na época de Jesus, onde os Judeus eram dominados por Roma, e sua cultura era imposta sobre eles.
Dessa forma, ao falarmos do Reino de Deus, ilustrando com os reinos antigos, falamos do estabelecimento de uma cultura diferente na terra. Toda essa história, ilustra o que Jesus fala a respeito do Reino de Deus e sua colonização na terra, Jesus veio como conquistador da terra, estabeleceu seu Reino, estabeleceu seus princípios e enviou um governador para governar a vida de cada pessoa conquistada através da fé em Jesus, trazendo a cultura do Reino dos céus para a terra. A diferença é que o Reino dos céus não traz dominação, mas filiação e liberdade; pois tais traços são oriundos do Reino de Deus, que é um Reino de amor, “ Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Colossenses 1.13 e 14).
O primeiro pedido que Jesus ensina na oração é a respeito do Reino de Deus. Essa é a nossa primeira petição ao Pai, é a primeira coisa que Jesus nos ensina a buscar, sendo nossa prioridade essencial.
Há quatro ofícios distintos de Cristo apresentados nos Evangelhos: Mateus apresenta Jesus como Rei; primeiramente escrito, para os judeus. Ele é o Filho de Davi (descendente real do rei Davi). Sua genealogia real é dada no capítulo 1. Marcos descreve Jesus como Servo; escrito para os romanos, não contém genealogia. Achamos mais milagres em Marcos do que em qualquer outro Evangelho. Lucas mostra Jesus como o Homem perfeito; escrito para os gregos, sua genealogia vai até Adão, o primeiro homem. Como Homem perfeito, vemo-lo constantemente em oração e os anjos o servindo.  João retrata Jesus como Filho de Deus; escrito para todos os que hão de crer, com o propósito de levar os homens a Ele (João 20.31), tudo nesse Evangelho ilustra e demonstra seu relacionamento com Deus, os versículos iniciais nos transportam ao “princípio”.
E orar pedindo o reino de Deus, é nos submetermos a cultura, direção, senhorio do Pai nas nossas vidas. Jesus é aquele que estabeleceu na terra o reino dos céus; assim como no Brasil o reino de Portugal foi estabelecido pelos conquistadores. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto” (Isaías 9.6 e 7).
O Reino de Deus foi a principal pregação de Jesus: “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4.17). “ Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo”. (Mateus 4.23). “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5.3). Mateus 4.17:  “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Mateus 4.23:   “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo”. Mateus5.3:  “ Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Em Mateus 6.10 na oração ele pediu:  “ venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu“ , Mateus 6.13: “  e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”. Mateus 6.33:  “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus7.21:   “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”
Jesus ensinou sobre o reino, essa foi a sua pregação, porém esse reino de Deus tem seu estabelecimento total no reino milenar de Cristo, após a tribulação, mas sua cultura, salvação, perdão de pecados e linguagem precisam chegar a cada língua, povo e nação dessa terra. E, como o Brasil era parte do reino de Portugal e recebeu um governador português, Jesus enviou um governador para trazer a linguagem e a cultura do  reino do céu na terra, que é o Espírito Santo, fazendo com que a igreja seja parte do reino dos céus, porém na terra.
O princípio do reino de Deus, é um reino de príncipes, filhos do Rei, que têm o Espírito do Pai, diferente do reino humano que estabelece a colonização de territórios, o reino de Deus coloniza indivíduos e acultura cada um pelo governo do Espírito Santo, tornando-os seus filhos. Cada pessoa alcançada sai, é liberta do reino de Satanás e passa a pertencer ao reino do “Filho de seu amor”, o reino de Jesus. Quando Jesus designou os setenta que o precedessem mandou-os anunciar que o Reino de Deus estava próximo, curar os enfermos e expulsar os demônios, pois o Rei estava chegando para colonizar, conquistar, salvar cada vida que o recebesse ( Lc 10.1-20).
Ele veio para nos constituir em geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anunciemos as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
... que em outro tempo não éramos povo, mas agora somos povo de Deus; que não tínhamos alcançado misericórdia, mas agora alcançamos misericórdia”
, conforme
1 Pedro 2:9,10. Agora, cada um de nós, que é alcançado, leva a cultura, a influência e a linguagem de amor desse reino, colonizando cada pessoa a quem somos enviados, que convivemos. Assim somos conhecidos por nossa cultura e linguagem, não somos mais da terra e sim do céu, e levamos a colonização, que é adoção como filhos de Deus, por onde passamos.
Nossa ideia de missões não se limita apenas a pessoas que vivem integralmente desenvolvendo uma obra missionária em um outro país ou região; entendemos que a transformação e a revolução do Reino de Deus só se tornam prática quando os filhos de Deus se tornam a própria mensagem e expressão de Jesus inseridos nas bases da sociedade de uma cidade ou nação. 
Davi foi um exemplo de filho que herdou um reino, ele cuidava das ovelhas de seu pai Jessé, ele defendia as ovelhas de serem mortas pelo leão e pelo urso, e Deus o escolheu para ser ungido por Samuel para ser rei em Israel em lugar de Saul. A diferença era que Saul tinha a cultura de cuidar das suas próprias coisas e de como preservar a sua reputação diante do povo, fazendo até uma estátua para homenagear a si mesmo, porém nem sequer obedecia a Deus. Mas, Deus viu em Davi, um coração de filho que cuidava dos interesses do seu pai, esse filho olharia para Deus como Pai e cuidaria do povo de Deus, como cuidava das ovelhas de seu pai Jessé, defendendo com a própria vida, não para ser considerado valente, ou ter seu nome ressaltado na história, mas para agradar o coração do Pai Celeste. Deus tem chamado pessoas para se tornarem filhos e reinarem como filhos, assim como Davi, não se preocupando com sua imagem diante dos homens, mas em revelar o cuidado do Pai para com os seus filhos, sua igreja.
O reino de Deus é um reino de filhos, que servem ao Pai por amor, que estão dispostos a lutar pelas coisas do Pai, a fazer a vontade do Pai, a levar o amor de Deus e sua paternidade em seus corações para aqueles que precisam ser colonizados, ou adotados como filhos do Pai de amor, saindo da cultura do mundo, uma cultura de orfandade, para viverem na cultura de filhos. O maior exemplo está em Jesus, pois o que satisfazia sua fome era “fazer a vontade do Pai” (João 4.34). Um filho trabalha por amor, e recebe suas recompensas no amor, um escravo serve por obrigação, o reino de Deus é estabelecido por filhos que oram e buscam a manifestação de seu amor na terra e “ que seja feita a vontade do Pai na terra, como é feita nos céus”, é o mesmo Reino do Pai no céu, estendido para terra, os filhos são agentes dessa vontade de Deus sendo manifesta na terra através da oração.













[1] TORRES, Héctor- Venha o teu Reino; Editora Tempos, 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Série PAI NOSSO. Santificado seja o teu nome


Santificado seja o teu nome
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A primeira expressão que temos na oração do Senhor é a da santidade do nome do Senhor. Essa proclamação de Jesus está intimamente ligada ao terceiro mandamento que diz: “ Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Ex 20.7). Porém, santificar o nome do Senhor, não é apenas não tomá-lo em vão, mas mostrar a santidade contida em seu nome. O nome do Senhor, é representado pela palavra hebraica ,  transliterado por IAVÉ ou Javé, porém essa palavra perdeu a pronúncia entre os judeus por causa do zelo pelo terceiro mandamento, e muitas vezes é traduzida para o português como SENHOR, ou em algumas versões “o Eterno”, ou “Jeová”, enfim a raiz desse nome é simplesmente “ Eu Sou”. Foi assim que Deus se apresentou a Moisés, quando ele perguntou seu nome: “Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros”. (Êxodo 3.13)
Um nome impronunciável que aparece 6.828 vezes no Antigo testamento. O tetragrama do nome de Deus era impronunciável “YHWH”.  Entende-se que o nome de Deus possui apenas consoantes, por isso, ocorreram algumas adaptações para não perder sua identificação. A primeira letra “H” recebeu a vogal “A” a primeira letra do nome “Adonai” A segunda letra “H” recebeu a vogal “E” a primeira letra do nome “Elohim” Ficando deste modo: YaWe. Tanto o nome Adonai como o nome Elohim são nomes atribuídos a Deus. Adonai significa Senhor. Elohim é o plural do nome “EL” que significa Deus, desse modo ELOHIM é plural na forma, o mesmo Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, mas singular no significado. O nome de Deus, em sua raiz EU SOU, foi usado por Jesus muitas vezes para se identificar com a pessoa de Deus. Jesus se apresentou como sendo o EU SOU:
Marcos 14:62: “Jesus respondeu:  EU SOU, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu”. João 6:35 :“Declarou-lhes, pois, Jesus:  EU SOU o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede”. João 8:12: ” De novo, lhes falava Jesus, dizendo:  EU SOU a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”. João 8:24 “Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que  EU SOU, morrereis nos vossos pecados”. João 8:28: “Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do Homem, então, sabereis que  EU SOU e que nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou.” João 8:58 Respondeu-lhes Jesus: “Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU”. João 10:7: “Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo:  EU SOU a porta das ovelhas”. João 10:11 “ EU SOU o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”. João 11:25:” Disse-lhe Jesus:  EU SOU a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”. João 13:19: “Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que  EU SOU”. João 14:6: Respondeu-lhe Jesus:  EU SOU o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. Apocalipse 1:8:   “EU SOU o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso”. Apocalipse 1:17: Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; EU SOU o primeiro e o último.” Apocalipse 2:23: “Matarei os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que EU SOU aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras ”. Apocalipse 21:6: “Disse-me ainda: Tudo está feito.  EU SOU o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida”. Apocalipse 22:13:   EU SOU o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim”. Apocalipse 22:16: ”Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas.  EU SOU a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã”.
Jesus é a expressão da pessoa de Deus na terra, ele é o grande Eu sou.O nome de Deus, nos é revelado no filho Jesus, e esse é o nome sobre todo o nome.

O nome do Senhor revela sua glória

Quando Moisés estava na presença de Deus intercedendo pelo povo de Israel, rogou ao Senhor para ver a sua glória, e Deus o respondeu que lhe mostraria a sua bondade e o seu nome, essa foi a resposta de Deus. A glória de Deus está contida no nome de Deus. “Então ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. Porém ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do Senhor diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Êxodo 33:18,19), e então no capitulo 34, vemos Deus colocando Moisés entre a fenda de uma rocha, passando com sua glória e ao mesmo tempo proclamando o nome do Senhor, a versão Católica, traduz Êxodo 34. 6 e 7 da seguinte forma: O Senhor passou diante dele, exclamando: "Javé, Javé, Deus compassivo e misericordioso, lento para a cólera, rico em bondade e em fidelidade,
que conserva sua graça até mil gerações, que perdoa a iniquidade, a rebeldia e o pecado, mas não tem por inocente o culpado, porque castiga o pecado dos pais nos filhos e nos filhos de seus filhos, até a terceira e a quarta geração”
(
Êxodo 34:6,7). Percebemos que Deus faz a exclamação de seu nome, a glória de Deus é proclamada por ele, com seu nome dito a Moisés. Gostaria de citar outra versão aqui, do mesmo versículo 6, a Nova Versão Internacional em português traduz: E passou diante de Moisés, proclamando: "Senhor, Senhor, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade,
que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado.
(
Êxodo 34:6,7).  A glória do Senhor é revelada em seu nome, que tem as seguintes características:
Deus compassivo - Compadecer é "sofrer com". O termo “compaixão” deriva de duas palavras latinas: “cum” e “patire”. “Cum” significa “com” e “patire” indica “sofrer”, daí que, pela etimologia da palavra, poderemos dizer que a compaixão é a capacidade que uma pessoa tem de sofrer com outra. Ter compaixão significa compartilhar o sofrimento dos outros, é não ser indiferente ao sofrimento deles. Não significa aprovar suas razões, sejam elas boas ou más, porém, ter compaixão é não ter indiferença frente ao sofrimento do outro.  Quando Moisés ouve o nome do Senhor, percebe quem é Deus, pois naquele contexto os nomes revelavam as características das pessoas, e Deus se revela como aquele que sofre os nossos sofrimentos, que sente o que passamos, ele conhece a necessidade, os sofrimentos, os sentimentos e as lutas de cada um de seus filhos.
Misericordioso – Deus é cheio de misericórdia, essa palavra misericórdia vem do latim - derivado de “miserere”– de onde vem a palavra miséria, que se refere à nossa pobreza, e “ cordia” de onde vem a palavra coração, assim, “misericórdia” quer dizer colocar-se na mesma miséria de coração de outra pessoa, está intimamente ligada com a palavra anterior que vimos “ compaixão”. Revelar o nome de Deus como misericordioso, significa que Deus coloca-se nos mesmos sentimentos do homem, ou percebe nossa miséria, nossa pequenez, e se esvazia da sua glória para   ser pequeno como nós, como homem e assume nossa miséria, que é nosso estado de pecadores, assumindo nosso castigo na cruz. O apóstolo Paulo declarou: Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! ”
(Filipenses 2:5-8), essa é a expressão máxima da misericórdia de Deus.
Quando falamos da misericórdia de Deus, falamos da sua disposição em perdoar e nos santificar, afim de sermos filhos dele, que se relacionam com um Pai Amoroso. Para John Wesley, fundador do metodismo, o Filho, Jesus, provou a morte por todos, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando os seus primeiros delitos. Deus concede o perdão dos pecados e a nossa reabilitação à sua graça. A santificação é o fruto imediato da justificação. A justificação implica no que Deus faz por nós em seu filho. Wesley diz em um dos seus sermões: “ É também muito mais fácil admitir, que provar pela escritura, que a justificação é o livramento da acusação produzida contra nós, pela lei: ao menos, se este modo forçado e artificial de falar significa mais ou menos que isto – visto que transgredimos a lei de Deus e por isso merecemos a condenação do inferno, Deus não inflige aos que são justificados a punição que tinham merecido”.[1]
 Para sermos claros, vejamos certa ilustração diz que existia um juiz que sempre fazia justiça, era famoso pelas suas sentenças justas e seu modo de julgar.   Certo dia, ele foi para o seu ofício em um julgamento, chegando lá, teve uma grande surpresa: o réu era o seu filho. Então, ele pensou: “ como farei justiça nesse caso?  O que eu devo fazer? ” Estava diante daquele juiz um grande dilema: A justiça que deveria ser feita e seu grande amor pelo seu filho. No final do julgamento, este juiz declarou a sentença ao filho criminoso, dizendo: - Você é CULPADO.  Depois declarou a pena ao seu filho: Você terá que pagar uma multa de cem mil reais. Mas, terminando o julgamento, o juiz saiu do seu lugar e pagou os cem mil reais do seu amigo, e os dois foram juntos para a casa do juiz. Esta ilustração narra claramente a misericórdia de Deus, ainda que não inocenta o culpado. Nós somos culpados de nossas transgressões, mas Deus o Santo Juiz, pagou por nós esta culpa na cruz de Cristo. Porque Deus nos ama, paga a dívida do pecado. Por causa da misericórdia, Deus nos torna livres da culpa que nos é revelada pela lei, isso se chama justificação. Este livramento ocorre através da aceitação do sacrifício de Jesus em nossas vidas. E assim, nenhuma condenação existe para aqueles que estão em Cristo (Rm 8.1) e Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores ( Rm5.8). No contexto de Moisés ele percebe no nome de Deus a disponibilidade de ver a miserável situação de pecado de Israel e perdoar seu povo.
Paciente – Deus não desanima, ele espera o arrependimento de seus filhos, pois não tem prazer na condenação de seus filhos pelos seus erros, mas deseja o arrependimento de cada um.Livrem-se de todos os males que vocês cometeram, e busquem um coração novo e um espírito novo. Por que deveriam morrer, ó nação de Israel?
Pois não me agrada a morte de ninguém; palavra do Soberano Senhor. Arrependam-se e vivam!
(Ezequiel 18:31,32).  Paulo escreve a Timóteo que Deus deseja que todos os homens sejam salvos a cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tm 2.4).
Cheio de amor – Deus é cheio de amor, ele é um Pai amoroso, faltariam livros para descrevermos seu amor, pois ele é o próprio amor. “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1 João 4:8). A condição para sermos iguais ao nosso Pai Celeste é o amor incondicional, como Jesus declarou: Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês” (Mateus 5:44-48).
Fidelidade – Deus é fiel, ele não nega a si mesmo, ele não nega a sua palavra e é sempre o mesmo.
Ele é um Deus perdoador, que mantêm o seu amor, o culpado não é inocente aos olhos dele, mas ele se fez culpado por amor do pecador, para que tivéssemos perdão na cruz de Cristo.
Todas as características do nome de Deus, fazem parte do seu caráter, e todas elas foram manifestas em Jesus na terra, o evangelho de João declara no capítulo 1, verso 14, que “o Verbo (se referindo a Deus) se fez carne, habitou entre nós cheio de graça e de verdade e vimos a sua glória”, Jesus revelou a glória de Deus em sua vida, ele manifestou o Pai na terra, e seu nome traz a nós a glória de Deus.
 A glória de Deus é manifesta em Jesus, e o Pai é revelado na vida do Filho na terra, Jesus declarou: “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras”
(João 14:7-10).
          O nome de Deus é santificado em nossas vidas, como o Filho Jesus santificou pelas suas obras, nós o santificamos expressando as mesmas características pelo fruto do Espírito Santo. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” (Gálatas 5:22,23). A glória de Deus, santifica o nome dele, em nossas vidas, através do fruto do Espírito Santo. Nosso comportamento vai revelar nossa filiação, nos tornaremos parecidos com o nosso Pai, pelo fruto do Espírito, pois o Espírito dele habita em nós. Então santificar o nome do Senhor é viver as características do nome do Senhor em nosso comportamento, uma vida diferente das demais pessoas do mundo, uma cultura nova, vinda do reino, onde o amor, alegria,  paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e o domínio de nossas atitudes se fazem presentes.
Que o nome de Deus, seja santificado na vida de seus filhos pelo Espírito Santo. Que pareçamos com Jesus , e que seu nome seja visto em todas as nossas características de filhos. Que possamos, ao orar, declarar a paternidade de Deus dizendo: “Santificado seja o teu nome, cheio de compaixão (compassivo), misericordioso, paciente, cheio de amor, fiel e perdoador! E que sejamos assim como nosso Pai, pelo fruto de seu Espírito Santo em nós”.

Deus te abençoe!!
Pr Welinton



[1] WESLEY, John – Sermões de Wesley. São Paulo. Imprensa Metodista,1926.


sábado, 24 de junho de 2017

Nosso Pai

Pai
"Pai nosso que estás nos céus ..."

A primeira palavra na oração do Senhor é esta: Pai. O que Jesus ensina primeiramente é falarmos com nosso Pai, não com um Deus distante de nossa realidade, que ficou nas histórias bíblicas do Antigo Testamento, mas como Deus sempre quis se apresentar como Pai.
O que significa para você a figura de um pai? Qual é o papel de um pai em relação aos seus filhos? O que você espera de um pai, e o que você como pai ou mãe trará a seus filhos? Muitas respostas como amor, cuidado, sustento, carinho, direção e proteção nos vem através da palavra “pai”. Então em nossas orações, no simples fato de chamarmos Deus de Pai, já estamos declarando a ele que confiamos em sua perfeita direção, proteção, cuidado, carinho, sustento, provisão e enfim, tudo o que vem de um pai. Declarar em nossas orações que Deus é nosso Pai, já é em si uma oração perfeita e sincera, onde entendemos pela paternidade todo o cuidado de Deus.
Existe um testemunho em nosso espírito, pelo Espírito de Deus, de sermos filhos de Deus e recebermos tudo o que o filho tem da parte do Pai. Veja qual é a confiança que deve estar presente em nossas orações: O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).  O apostolo Paulo, ao escrever aos Romanos, tinha dentro de si a certeza de ser filho de Deus, e que os sofrimentos que a igreja vivia, não seriam comparados em nada com a glória que, como a filhos, tinha para receber do Pai (Rm 8.18).
Vejamos esse trecho de forma mais completa, em Romanos 8.14 – 18:
 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós”. Ao chamarmos o Pai celeste, estamos agindo pela certeza que existe dentro de nós, que somos filhos, e na sequência Romanos 8.26, Paulo fala da intercessão do Espírito por nós, que manifesta-se com gemidos inexprimíveis. E o Espírito Santo que intercede em nossas orações, não nos escraviza, mas nos faz clamarmos como filhos, dizendo Aba (paizinho) Pai. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”
Como ora e vive um filho de Deus?
 Um filho de Deus ora e vive com certeza da bondade do Pai: Jesus ensinou isso: ”Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir [pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir] um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? ” (Lucas 11.9-13).
         Se nós que somos maus devido aos nossos pecados, ainda assim, amamos nossos filhos e respondemos aos seus pedidos, lhes dando o que é bom e não coisas ruins, quanto mais podemos confiar que o Pai Celeste é bom, responderá nossas orações conforme sua bondade e nos dará o seu Espírito Santo. É preciso viver confiando em sua bondade, e entendendo que ele tem cuidado de nós. Sempre costumo dizer que uma vez que não confiamos em Deus, “desconfiamos” de Deus, não percebemos sua fidelidade, mas Jesus revela-nos o Pai em quem e ao qual podemos conceder nossa confiança, como também, abandonarmos toda a ansiedade e medo. Filipenses 4; versos 6 e 7 nos diz: ”Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”.
Quer receber paz? Entre em teu quarto, vá para um lugar secreto, fale com o Pai, e ele cuidará de tudo.
 Um filho de Deus ora e vive, buscando o Espírito Santo. A base de nossa confiança no Pai, está em sua presença sendo manifestada em cada minuto de nossa existência. O que é mais confortante para um filho é justamente a presença de seu pai, isso lhe gera segurança e retira o medo. Como uma criança que a noite teme o escuro, mas ao chamar ao seu pai a segurança chega, o Pai celeste também quer gerar em nós a segurança de que não há o que temer, e esta segurança está na presença. E esta presença, habita dentro de nós, no lugar mais íntimo que o Pai encontra para depositar seu Espírito. Assim como um filho recebe uma carga genética que o identifica e o torna parecido com o Pai, recebemos dentro de nosso corpo a presença de Deus, que é seu Espírito.
 O Pai é o amor, Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor”. O Pai é em sua essência amor, e quando ele nos dá seu Espírito, nos dá a sua pessoa nos tornando cheios de amor, o amor é meio pelo qual o poder dele se move em nós, mas também é aquele que tira de nós o medo: Dessa forma, o amor é aperfeiçoado em nós, a fim de que tenhamos total segurança no Dia do Juízo, pois, assim como Ele é, nós semelhantemente somos nesse mundo. No amor não existe receio; antes, o perfeito amor lança fora todo medo. Ora, o medo pressupõe punição, e aquele que teme não está aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque Ele nos amou primeiro (1 João 4.17-19). Se temos a presença do Espírito do Pai, não temos o que temer, estamos baseados na confiança de que não estamos sozinhos, não somos filhos abandonados pelo Pai na terra, mas o Espírito do Pai anda conosco e está em nós.
         Então, na oração buscamos a presença do Pai em seu Espírito, esse é a segurança que temos, assim como Jesus declarou: “Atentai! Eu vos tenho dado autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, assim como sobre todo o poder do inimigo, e nada nem ninguém vos fará qualquer mal “ (Lucas 10.19). “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros” (João 14.16-18).
         Jesus disse, que o Pai dará o Espírito Santo para aqueles que o pedirem, essa confiança que Jesus nos dá, não permite que fiquemos indiferentes quanto ao Espírito Santo, mas nos anima a pedirmos mais do Espírito Santo. Então, tomemos essa atitude e vejamos que nossa filiação será repleta da alegria, força, e poder do Espírito, que nos levará a nos movermos na obra do Pai, mas também nos confortará como filhos que confiam em um Pai que está presente.
Um filho de Deus ora e vive entendendo o cuidado do Pai. Jesus ensinou: “ Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai Celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal”.
Por muitos anos tenho percebido o cuidado de Deus para com nossa família, como pastor de uma igreja tradicional e conceituada em nosso país, passei por  seis cidades em nove anos, foram muitas mudanças de cidade dentro do mesmo estado, de cultura, de amizades e de estilos de vida, bem como muitas mudanças de situações financeiras, após esse período fomos para mais uma cidade sem termos vínculos com a denominação e passamos mais dois anos lá, Maringá, e lá aprendi a depender mais de Deus do que antes quando estávamos afiliados à uma denominação que nos amparava, porém o mais incrível é que em todas essas situações altas ou baixas, Deus nunca nos desamparou, nunca tivemos fome, sempre houve algum tipo de trabalho, algumas vezes escasso, porém sempre houve sustento, embora as situações de mudança nem sempre tenham sido confortáveis, foi um período que aprendemos o contentamento, mas mais ainda, a paternidade de Deus sempre se manifestou. Nem sempre fui calmo, muitas vezes fui insatisfeito e descontente, muitas vezes corri atrás de soluções humanas imediatistas que me frustraram, mas meu descontentamento e minha insatisfação somente impediam meus olhos de ver Deus agindo em seu cuidado para com minha família, claro que sei que situações difíceis sempre vêm , mas aprendi também que elas vão embora e chega o tempo da paz, o grande segredo, e onde Deus quer sempre nos ensinar, é vivermos confiando nele e agradecidos em todas as situações, como o apóstolo Paulo aprendeu. “Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:10 -13).
Certa frase que li diz: “O contentamento não vem de grande riqueza, mas de poucos desejos”. Então quando ambicionamos muito, não encontramos a satisfação. Poderíamos definir “ ganância” como o desejo por coisas que Deus não quer nos dar, e o esquecimento do cuidado que Ele nos dá. Quando você examina o contexto da afirmação feita por Paulo acima, percebe que ele estava em tribulações, ou seja, necessidades materiais. Os irmãos filipenses interferiram com uma ajuda, uma oferta amorosa para seu sustento, e ele lhes diz que ela veio de encontro à sua necessidade do momento, ou como ele mesmo denomina: pobreza. Mas o apóstolo não reclama da privação, mas diz que aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação. Observe isto: ele aprendeu o contentamento, o que significa que no início de sua carreira cristã ele não o possuía. E onde foi que ele aprendeu a exercer esta virtude? Em meio a abundância ou à falta? É claro que em meio a falta, pois são em circunstâncias como esta que Deus trabalha em nós. Quando chegou a provisão enviada pelos irmãos filipenses, Paulo teve a vitória sobre a privação e necessidade, mas ele não apenas venceu, ele aprendeu o contentamento. Aprendeu que sua alegria em Deus independe do que acontece do lado de fora e deve estar presente em toda e qualquer situação.
Precisamos aprender que nossa alegria vem de Deus, e não dos bens que possuímos. Paulo aprendeu que não são as circunstâncias que devem reger nossos sentimentos, mas sim a confiança no Deus da nossa vitória. Paulo foi tratado pelo Senhor a ponto de se desapegar completamente das coisas materiais e viver contente pelo fato de que Deus é maior do que nossos problemas e intervém neles. El ainda diz que tinha experiência em tudo, tanto na fartura e abundância como na falta e escassez, mas que não interessava que tipo de situação ele passava, pois ele podia todas as coisas naquele que o fortalecia: Deus. E vemos que, poder todas as coisas não é deixar de passar por tribulações, nem tampouco vencê-las tão imediatamente cheguem, mas suportá-las paciente e confiantemente sabendo que a vitória do Senhor é certa e que ela chegará a tempo.
A única forma de não nos deixarmos envolver pela ganância é deixar a Palavra de Deus prevalecer em nossos corações. E o que as Escrituras Sagradas mais ensinam no que tange as coisas materiais, é que devemos viver com contentamento. Nosso coração não deve ser preso pela ganância, mas sustentado pelo contentamento. A base de não vivermos ansiosos é percebermos o cuidado do Pai em toda a sua criação, quanto mais o cuidado dele com seus filhos, “Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;
         O nosso Pai sabe de todas as nossas necessidades, não precisamos ficar ansiosos, mas ao orarmos e dizermos “Pai”, já estamos dizendo que ele tem cuidado de nós. “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? ”.
Se o Pai Celeste, nos entregou e se entregou por nós em seu filho Jesus na cruz, negará a nós as respostas, providências e benefícios que como filhos precisamos?
Ao orarmos Pai, nos colocamos em suas mãos e declaramos que temos nele essa confiança.
Basta ao dia o seu próprio mal
Basta ao dia o seu próprio mal, cada dia já tem problemas demais para serem resolvidos naquele dia, e não podemos ficar ansiosos com os problemas que serão resolvidos amanhã, o amanhã trará os seus cuidados. Na posição de filhos, Deus nos ensina a viver um dia de cada vez, e percebermos no “hoje” o cuidado dele, as provisões, os livramentos, as respostas, e assim da mesma forma como até hoje o Senhor nos ajudou, nos ajudará amanhã, mas nós não precisamos estar aflitos com o amanhã, porque o mesmo Pai que nos ajudou hoje, amanhã estará presente em nossas vidas. Precisamos aprender a viver um dia de cada vez. Confiando que Deus cuidará do amanhã e não desconfiando que nos deixará algo faltar, pois ele não é um pai negligente. Com confiança podemos dizer: PAI.

Firme-se no amor dele.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Oração, intimidade com o Pai Nosso

         
    Deus é um bom Pai. Paulo diz que podemos chamá-lo de papai, em hebraico "Aba". 
       Paternidade é a função do Pater (pai em grego), falar da paternidade de Deus relaciona-se com a linhagem de Deus, a família de Deus. Tal assunto, é essencial  nos dias atuais, pois vemos cada dia mais o distanciamento entre pais e filhos em um mundo seduzido pela promiscuidade e desestabilidade da família, a promiscuidade está substituindo a paternidade e anulando a função da mãe, os padrões bíblicos têm sido ridicularizados por propostas governamentais e de mídia, cada dia mais, a figura do pai está perdendo seu valor e a mãe está se ausentando de casa por consequência desse contexto. Sendo os pais um referencial do caráter, cuidado, lealdade, fidelidade, presença e amor de Deus, cada dia mais, se tem uma ideia de um Pai Celeste ausente.
       O exercício da autoridade paterna baseado em extremos de ausência ou abusos promovem graves distorções na vida dos filhos, as funções de direção, limites e proteção ausentes em um pai, ofuscam os filhos de verem em Deus um Pai que os dirige, protege e sustenta, e confunde as noções de limite, afeição e liberdade, onde se sustenta o amor.
           O texto do Evangelho de João no capitulo 1, versos 12 e 13, revela-nos o propósito de Deus em nos enviar Jesus, de colocar aqueles que creem e o recebem como salvador, na posição de filhos amados de Deus, tirando-os de sua natureza decaída de filhos da ira, ou filhos da condenação. Jesus pagou pelos seus pecados que os afastavam do Pai, para que o recebessem e assim tivessem sua filiação e adoção eternas, com todos os privilégios que os filhos podem ter. Assim o texto bíblico contraria a proposta satânica do mundo da orfandade espiritual, solidão, abandono paterno e abandono por Deus, e nos faz voltar para o Pai e voltarmos nossos corações ao Pai do Céu.  
             A oração que o Senhor Jesus ensinou seus discípulos, a conhecida oração do “ Pai nosso”, mostra-nos princípios em toda a bíblia que revelam nossa real posição de filhos de Deus.
Pai Nosso
 “E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. [Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém.] Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas" (Mateus 6. 5 ao 15). 
            Nossos pais, por sua humanidade, falharam em muitos aspectos, como nós também falhamos como filhos, mas os erros deles não podem ofuscar as atitudes boas que tiveram; porém em Deus vamos encontrar um Pai perfeito, como sempre sonhamos e que nunca errou conosco em nenhum aspecto, e nunca colocará em nós um fardo pesado, mas nos carregará no colo nos momentos mais difíceis e sempre estará ao nosso lado. Quando nos sentíamos sozinhos em nossa infância ele estava lá, quando chorávamos ele estava presente, quando tínhamos medo ele nos acalmava, porém nossos pecados e sentimentos de orfandade muitas vezes não nos levaram a reconhecer a presença do Pai Celeste conosco, ou mesmo agradecer por ele estar por perto. Quantas vezes, ele manifestou seu cuidado através de nossos pais físicos, e não o percebemos. Agora, porém, poderemos colocar todas as nossas expectativas de filhos em cima de nosso Pai perfeito. Precisamos entender, exatamente através da oração que Deus não nos deixou em nenhum momento de nossa caminhada da vida. 
            Jesus está ensinando seus discípulos sobre a oração. Ao conversar com seus discípulos em uma planície, o Senhor Jesus estava explicando sobre os valores do Reino de Deus, que ele veio trazer a terra, e no decorrer de sua mensagem ele ensina seus discípulos a orarem, porém a oração que Jesus ensina é diferente da oração que os fariseus demonstravam, não era uma expressão de badalação humana, mas de relacionamento familiar com o Pai. "E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa” (Mt 6.5). Os fariseus, (do Hebraico perushim, significa "os segregados"), grupo de religiosos que nasceu no século II, a. c, dedicavam-se sua maior atenção às questões relativas à observância das leis de pureza ritual, inclusive fora do templo. Porém, tinham esse tipo de entendimento sobre a oração, expressar como atores (hipócritas) uma religiosidade e fé que era apenas para atrair a admiração dos homens, e a recompensa deles era essa, por isso não eram recompensados pelo Pai, porque tudo o que queriam era a admiração humana, suas orações não atraiam a Deus para uma conversa de Pai e filhos. “Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. O que Jesus ensina na oração é nos posicionarmos como filhos, em casa e não em uma praça, no particular e não em público, ao Pai e não aos homens, pois não é um discurso, mas uma conversa de filho para Pai e do Pai para com seus filhos. A palavra quarto no texto, não refere-se ao local que as pessoas dormiam, mas o quarto aqui, refere-se ao lugar onde as pessoas guardavam seus alimentos em casa, que era fechado e sem janelas. Jesus ensina a buscar o alimento espiritual no quarto. Jesus não está condenando a oração em conjunto, ou a oração feita diante dos homens, mas expressando que a oração é o meio de entrarmos na presença do Pai, e não de atrairmos a admiração das pessoas por nossa religiosidade. Desde que criou o ser humano, Deus procurava comunhão com seus filhos, “8 E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia” (Gênesis 3.8), Deus sempre visitava o jardim e chamava seu filho e sua filha, mas quando o pecado veio o homem e sua mulher se esconderam de Deus. Porém, hoje através de Jesus, do seu sacrifício na cruz e de seu nome, podemos nos apresentar novamente diante do Pai e nos encontrarmos com ele no jardim que é a oração, esse encontro nos traz a paz, o sentimento de segurança paterna que precisamos. 
          Jesus Cristo, muitas vezes se retirou para os montes e lugares solitários para estar com o Pai, e ao irmos a esses lugares solitários, ele manifesta sua presença para juntos entrarmos no jardim da presença do Pai, e esse jardim é a oração; o lugar onde nos encontramos intimamente com o Pai, como Adão e Eva antes da queda costumavam receber sua visitação, hoje podemos recebe-la também. Podemos recordar no Evangelho de Marcos 14: 37 ao 39, que Jesus estava no Getsêmani, e já estava preparando-se para o dia da sua crucificação e ali seria preso, mas preocupou-se em estar com o Pai em oração: “Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras” (Marcos 14:37-39). Diante da prova que estava por vir, a prisão e crucificação de Jesus, Jesus pediu para seus discípulos se colocarem em oração, preparando-os para as provas que aconteceriam, assim, ele se retirou e levou consigo Pedro, Tiago e João para orar; depois afastou-se um pouco dos três e foi orar sozinho. Mais tarde voltou e achou-os dormindo, e repreendeu-os por não poderem orar nem sequer uma hora com ele. Interessante é notarmos que mesmo Jesus sendo Deus e homem, colocou-se numa posição de dependência da oração. Ele se pôs dependente do Pai celestial. E notamos que os discípulos Pedro, Tiago e João não sentiam a mesma dependência e se deixaram ser vencidos pelo sono. Jesus então os ordenou que estivessem vigiando, por que os guardas estavam por vir, e se mantivessem em oração. Jesus sabia das provas que estavam por vir, e também sabia do cansaço de Pedro, Tiago e João. Mas, a ordem de Jesus é que apesar da fraqueza da carne, das fraquezas físicas, do cansaço, precisamos e somos chamados a permanecer em oração. Jesus nos exortou a vigiar e orar, (Marcos 14:38) “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”. Ensinou-nos também onde orar, (Mateus 6:6) “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”. Além do quarto, (dispensa) apontou outro lugar, (Lucas 19:46) “Dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores”. Está bem claro que Jesus nos ordena a oração. Mas, ainda percebemos que Satanás tenta colocar sobre nós a ideia de que a oração é um peso, ou um sacrifício. A religiosidade tenta colocar a oração como uma penitência, como um castigo pelos nossos pecados. Essa é uma visão da cultura religiosa de nosso país, onde diante da confissão auricular o sacerdote ordenava 10 ou 20 orações repetidas como pagamento dos pecados para se receber perdão de Deus. Mas quando Jesus nos ensinou a oração, por exemplo do “pai nosso”, ele estava ensinando a conversar com Deus como um Pai, a ter nele uma confiança paterna e não uma expressão de religiosidade ou farisaísmo. Quando Jesus nos ensina a oração, nos manda sacrificar a nossa carne sim, mas afim de sentirmos o maior prazer que existe para aqueles que amam a Deus, o prazer de estar na presença do Pai. Salomão retratou esse prazer da comunhão em Cantares de Salomão nas expressões de amor da noiva para com o noivo, a noiva simbolizando a igreja e o noivo simbolizando ao Senhor Jesus. Davi expressou seu amor pelo Senhor em vários salmos, e em muitos vemos ele clamando por essa comunhão com o Senhor dizendo: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória. Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam. Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos” (Salmo 63.1-4).
           O que o Senhor Jesus ordena é que vivamos em oração mantendo profunda comunhão com o Pai em nome de Jesus. Que sintamos o prazer da oração que é melhor do que o tranquilo sono, ou do que a fome saciada ou do que qualquer coisa que o mundo possa nos oferecer. A oração é um mandamento prazeroso que não se cumpre como castigo, mas sim um momento de estarmos na presença do Pai de amor, onde seu Espirito e seu Filho se manifestam presentes. Quão doce e agradável é estar na presença do Pai! “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes” (Mateus 6.7 e 8). A oração é um momento de intimidade com o Pai, e nela conhecemos seu grande amor, nela as expressões tem que sair do coração e não de repetições que nos foram religiosamente apresentadas. 
               A oração do Senhor (Pai nosso) não é uma repetição, mas tem um sentido didático, de ensino, não uma formalidade que necessite ser repetida constantemente, se tornarmos essa oração em uma repetição, já de início perderemos sua essência de amor. Jesus deixa isso claro no verso 8, e declara que antes de nós pedirmos qualquer coisa a Deus ele já conhece a nossa necessidade, pois todo pai verdadeiro e presente, percebe atentamente as necessidades de seus filhos, e nosso Pai celeste está atento às nossas necessidades também, porém ele espera que a necessidade nos atraia para o jardim da oração, onde ele ouvirá nossas vozes e atenderá nosso clamor, pois ama nossa aproximação dele.
          Corra para a presença do Pai agora mesmo. " Se me amardes guardareis os meus mandamentos" ( Jo 14.15).



Deus te abençoe!
Pr Welinton