sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Decisões



Jeremias 17.9
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? “
            Na maioria das vezes tomamos decisões conforme os nossos sentimentos, sem examinar se realmente estamos certos.
            O texto que lemos nos faz uma advertência, quanto aos nossos sentimentos, quanto aos nossos pensamentos, dizendo que nossos corações são enganosos. Muitas vezes somos enganados por nós mesmos, achamos que a nossa decisão é a melhor. Que as orientações que a Bíblia nos dá, não correspondem ao que queremos.
Quantos casais se separam, por acharem que o amor acabou – sendo que a Bíblia diz em 1 Co 13, que o amor jamais acaba- se separam, pois foram enganados pelo próprio coração. Outros sentem que determinado problema não tem solução, quando na verdade, Deus tem a resposta; e movidos pelo sentimento se desesperam. Outros tomam decisões, achando que, estão agindo certo. Decidem pelas ofertas deste mundo; jovens que decidem pela bebida e pelas drogas; outros que decidem pela fraude e pelo crime, achando que é o melhor caminho.
Mas, veja o que a palavra de Deus nos diz: Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte. (PV 14.12). Há caminhos que parece direito – a pessoa pensa que é a melhor coisa a ser feita- mas está enganada pelo seu coração, enganada pela emoção, pois não percebe que colherá consequências de suas decisões.
            Quantas vezes estamos agindo conforme o nosso desejo, sendo que ele é perigoso. Sendo que, por aquilo que queremos podemos nos distanciar de Deus e encontrar até a morte?
            Antes de tomar qualquer decisão, devemos analisar, se o que estamos querendo é da vontade do Senhor. O que é da vontade do SENHOR- é aquilo que nos aproximará mais de Deus. Mas a decisão errada- é aquela que nos afastará de Deus, nos afastará da oração, da palavra, da casa de Deus.
            Então, nunca haja por impulso, mas verifique se o caminho a ser tomado vai te levar pra perto de Deus, ou vai te afastar, te levando a destruição.
            Então busque em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça- que essa seja a nossa vontade, que seja esse o desejo do nosso coração.
            Há uma orientação para nós na palavra do Senhor, sobre que decisão tomar, sobre que caminho andar. Jo 14.6:Disse Jesus: “ Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao pai a não ser por mim”.

            Que no seu coração haja o desejo de andar por esse caminho, que é o caminho da SALVAÇÃO- JESUS!






quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A Bíblia viva dentro de nós



E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.
E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça.
O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.
E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar. (
Joel 2:28-32)
Tenho, nesse  últimos anos, descoberto uma nova forma de ler a palavra. Quando  lemos a bíblia precisamos compreender que ela apresenta fatos e não fábulas, que é a palavra de Deus, porém mostra Deus revelado e atuante na  história e na de seu povo. A questão relevante que trará diferença em nossa leitura é: “ as manifestações históricas da bíblia podem tornar-se a repetir?” . O que tenho presenciado nesses anos, é que tudo o que está na Bíblia é real e pode acontecer, porque o Deus da bíblia ainda é o mesmo, e ele não nos revelou simplesmente o que ele fez, afim vermos como algo passado, mas o que ele fez para podermos acessar suas manifestações no presente, e saber quem Ele é, e como ele é, e como ele age, pois  Deus procura relacionar-se amorosamente com sua criação. As vezes infantilmente, poderíamos pensar que bastava Deus manifestar-se como antigamente para crermos, mas a questão é que ele escolheu manifestar-se conforme o que ele mostrou nos seus  escritos e nos seus atos bíblicos. Por que? Porque ele quer que nós o procuremos em sua palavra, para que ao encontrarmos, as manifestações dEle se concretizem na vida daqueles que o procuraram,  Eu amo aos que me amam, e os que diligentemente me buscam me acharão”. ( Pv 8,17)   Quando o procuramos em sua palavra, percebemos um Deus que cura o enfermos, um Deus que revela uma nuvem de glória pra manifestar a presença dEle ao seu povo, um Deus que faz tremer o monte pra falar com Israel, um Deus que faz o céu fechar, para que não haja chuva e depois abre o céu e ordena a chuva para mostrar que ele é Deus, é verdade que muitos destes sinais aconteceram por motivos específicos, a fim de manifestá-lo e dar livramentos ao povo de Israel, mas isso não anula o fato de que ele pode mostrar sinais mais intenso em nossas vidas hoje. Cremos que pela palavra de Deus, ele continua curando, pois manifestou sua vontade de curar no filho Jesus, cremos que ele continua agindo poderosamente sobre a face de toda a terra. Porém, ele nos chama a relacionamentos e manifestações que são para íntimos e próximos dele, são sinais da sua glória e da sua presença, são manifestações de seu amor, quando o percebemos diariamente e até podemos ouvir e sentir corporalmente a manifestação da sua glória. Ele não escolheu habitar em templos feitos por mão humanas, mas em templos feitos por suas mãos (at 7.48 e 49; At 2.1-4),mas dentro de seus filhos, os quais receberam sua pessoa o Espírito Santo. Através do sacrifício de Jesus, somos perdoados de nossos pecados, o que nos habilita em sermos seus templos e receber o derramamento do Espírito Santo de Deus, bem como suas manifestações em nós.
O que lemos e ouvimos na palavra pode ser vivido numa dimensão de intimidade dentro de nós, creio que não precisamos esperar o mar se abrir, mas  podemos abrir cadeias com nosso louvor e com nossas orações ( Atos 16.24 a 26). Ou receber  sinais e maravilhas não especificados na bíblia, mas bem reais, como as que Estevão experimentou e operou (At 6.8) , ou ainda sermos agentes de cura, onde a presença e o poder de Deus se manifeste em nossas próprias sombras ou lenços ( At 19.11 a 12) e termos uma alegria que supera qualquer perseguição ou prisão como o apóstolo Paulo. São vários os milagres em Atos, são vários dons dados a igreja, a Bíblia nunca disse que isso cessou, mas afirma que Jesus Cristo é o mesmo ( Hb 13.8) e ele habita no seu corpo que é a igreja. Cristo manifestou nele quem é o Espírito Santo, sendo assim, sabemos quem é o Espírito que habita em nós olhando para Cristo. Viva intensamente o Espírito Santo, não leia a bíblia como algo do passado, mas ela está viva pelo Espírito Santo em você. 
        “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.”

João 14:16-18



sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O espírito de dominação


       
  Estranhamente um ministério tão perfeccionista pode não ser perfeito aos olhos de Deus? 
Como igrejas deixam de ser lugares prazerosos e de comunhão para se tornar lugares de competição e parecidas com um campo de concentração? 
            Como muitos lideres, pastores , ministros, apóstolos, evangelistas, deixam de ser usados por Deus e se tornam pequenos generais dentro de suas denominações "reinados". Essas e outras perguntas estão respondidas na bíblia, e esclarecidas pelo pastor Marcos de Souza Borges , em seu livro :Cura e edificação do lider". Tais respostas estaremos trazendo nesse blog nos próximos dias.
Acompanhe  , leia TODO O TEXTO, e compartilhe.

O espírito de dominação – 1º Estudo
Série de estudos sobre o capítulo 6 do livro “Cura e edificação do líder” – de “Marcos de Souza Borges”.

  Síndrome de Diótrefes  

"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais". Efésios 6:12

Introdução

            Um dos maiores triunfos do Diabo é nos levar a exercer um ministério apenas no plano natural. É fácil constatar que este tem sido um dos ataques mais comuns contra a liderança, onde tantos estão caminhando na força carnal do braço, do intelecto, da tradição, da posição, e até de uma pseudo-unção, inspirados por interesses escusos e motivações reprovadas que se baseiam principalmente nas feridas de uma personalidade, consequentemente instala-se uma concupiscência obstinada de controlar. Esse sopro do Diabo dá origem à um espírito de liderança dominador.
         Este processo tende a acentuar-se através de um exercício de autoridade cada vez mais impositivo, com apelos emocionais, falsas promessas de prosperidade, chantagens espirituais e até ameaças indiretas ou abertas em relação aos, que por uma questão de bom senso, não conseguem engolir a situação.
         A culpa é um dos principais artifícios de MANIPULAÇÃO ao dispor de uma liderança espiritual, onde determinados padrões de submissão e obediência, que descartam a liberdade alheia, são impostos em nome de Deus.
         Por causa da culpa, ou melhor, de uma falsa culpa, a pessoa se sujeita situações absurdas, podendo ficar presa indefinidamente nessas cadeias de manipulação e controle, que enfraquece cada vez mais sua mente, fragiliza a consciência, tornando-a débil, vulnerável e imatura.
         Dessa forma, sutilmente o inimigo penetra e começa a assumir o controle fazendo do líder controlador sua principal marionete para distrair a igreja de seu verdadeiro papel.
         Todo esse esquema destrói a liberdade e traumatiza a vida espiritual das pessoas, fragilizando a igreja. Ao invés de serem impulsionados no seu potencial de liderança, as pessoas são encaixotadas em nome de uma submissão doentia e abusiva.
              Veja bem , o que estamos enfatizando o estilo de liderança de uma pessoa, mas o espírito de liderança que a inspira. O espirito de manipulação e controle numa liderança. Sãos as digitais dessa infiltração satânica.

Instinto de liberdade ou rebeldia?

         Todo ser humano nasceu com um papel de liderança a ser desempenhado e Satanás quer usurpar esse potencial. A liberdade de liderarmos as nossos as vidas segundo a natureza do nosso dom e chamado é uma das mais fortes expressões do propósito divino.
O que na verdade é rebeldia? Normalmente, quando tentamos controlar de maneira imprópria a vida de outras pessoas, a menos que essas pessoas sofram de insegurança, elas resistirão a nossa manipulação.
Controlar de maneira imprópria significa exercer autoridade em detrimento da liberdade da pessoa subordinada. Normalmente, essas pessoas que  resistem ao nosso controle rotulamos de rebeldes. Mas será que isso é realmente rebeldia? Quem na verdade está sendo rebelde? A pessoa que resiste ao controle, ou a pessoa que quer controlar? Vamos ver o que a bíblia ensina sobre rebeldia.
A bíblia nos apresenta Saul como líder que seguiu o caminho da rebelião. A sua história mostra como ele queria controlar o povo e também queria controlar o futuro ,tentando sustentar sua liderança através de manipulação:
24 Então disse Saul a Samuel: Pequei, porquanto tenho transgredido a ordem do Senhor e as tuas palavras; porque temi ao povo, e dei ouvidos à sua voz”. – 1 Sm 15.24
A questão chave é que todas as vezes que queremos manter as pessoas debaixo do nosso controle, perdemos a perspectiva de uma vida de obediência a Deus. Isso na verdade vem da insegurança como Samuel bem discerniu em relação a Saul:
 E disse Samuel: Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel? E o Senhor te ungiu rei sobre Israel” 1 Sm 15.17.
Samuel revela que o grande problema de Saul e de muitos lideres controladores é, inferioridade e insegurança. Com intensão de saciar sua insegurança, Saul tenta controlar o povo.  A história de sua liderança é marcada por atitudes de controle, dominação e intimidação que cultivaram sua decadência.
Começa agradando o povo em detrimento de uma ordenação de Deus e termina praticando o terrível absurdo de consultar uma médium feiticeira. Tudo para se sentir no controle! Diante disto, Deus o repreende fortemente, dizendo: Saul o que você fez é iniquidade e explica que rebeldia e feitiçaria são as mesmas coisas. “Pois a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a iniquidade de idolatria” – 1 Sm 15.23.
É importante mencionar que esta palavra foi dirigida a Saul e não ao povo. O que é então a feitiçaria? É basicamente a tentativa de controlar  a vida de um outro ser humano. Este é o conceito de domínio que não devemos exercer. É satânico e só trará perdas e destruições. Deus chama isto de rebelião!
 Portanto, preste bastante atenção nisto: rebelião não é resistir o controle de alguém, mas é a tentativa de controlar outro ser humano! Ou seja, o líder, que ao invés de inspirar, quer controlar o seu povo, é um feiticeiro. Qualquer líder que controla as pessoas está em rebelião contra Deus.
Porque Deus chama o controle de rebelião? Porque o desejo e o propósito natural de Deus é que todo o ser humano, inspirado pelo Espírito Santo, governe o seu destino e a sua vida. Quando você tenta controlar outros, você está em rebeldia com o propósito de Deus.
         Um líder verdadeiro não controla as pessoas,  ele inspira e libera as pessoas. As primeiras palavras de Jesus a seus discípulos foi: “Vinde a mim”, a ultima foi: “ide”. Porém, como nós lideramos? Dizemos “vinde” e depois dizemos “fiquem”. Dizemos você é meu membro, meu povo, minha igreja. Não vá para nenhum outro lugar. Se sair dessa igreja, não será abençoado, coisas horríveis vão acontecer com você.
A questão não é o compromisso, mas a motivação de dominação, e sobre isso precisamos estar em alerta. O líder verdadeiro inspira e envia, não retém para ter um grande número de discípulos debaixo de suas asas.
         O líder verdadeiro não procura títulos, não procura posição, não procura o poder. Sua motivação não é dominar as pessoas . Ele procura oportunidade para servir e desenvolver a visão e a liderança que existe nos outros.

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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O espírito de dominação - estudo 2

“Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito diz o Senhor”. (Zc 4.6)
Um dos mais elevados princípios de batalha espiritual é entender que o Senhor dos Exércitos proíbe o espírito de controle e dominação. Ele diz não a isto. Isto o entristece. A unção repele a dominação e a dominação repele a unção.
Síndrome de Diótrefes
         “Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que ambiciona dominar, não nos recebe. Pelo que, se eu aí for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas;  e não contente com isto, ele não somente deixa  de receber os irmãos, mas aos que os querem receber ele proíbe de o fazerem e ainda os exclui da igreja”        (3 Jo, vers 9 e 10).
         Esse texto  nos fornece a radiografia de um líder  dominador,   que luta com unhas e dentes para manter o controle.
Diótrefes é um nome grego que significa no literal “educado por Júpiter”, Júpiter, apesar de ser uma entidade do panteão grego, tornou-se  também o supremo deus dos romanos, aonde eles assumiram uma forma dominadora e agressiva, pela qual subjugaram o mundo. E esse comportamento acabou se infiltrando na igreja do terceiro século e se espalhando pelo mundo todo através do catolicismo romano.
         Jesus foi contemporâneo desse domínio romano em seu auge, e revelou o antidoto contra esta toxina espiritual da dominação.
Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas”.
Mateus 5:39-41
O que Jesus está enfatizando aqui, não é uma sujeição ao líderes dominadores, mas uma sujeição ao bem, aos valores do reino de Deus, tendo o domínio próprio e a força moral de não agir no mesmo espírito de agressão, manipulação e desrespeito. Ou seja, não se contaminam com a violência através da amargura e da vingança.
         Quem são os Diótrrefes?
1-    São aqueles que ambicionam dominar.
Uma outra tradução diz: “gosta de ter entre eles a primazia”. Usam a liderança não para servir, mas para dominar outros e manipulá-los com interesses particulares, usando para isto pretextos espirituais bem convincentes.

2-    São aqueles que não recebem líderes que para eles significam uma ameaça.
Se fecham para outros líderes simplesmente porque eles tem pensamentos e opiniões diferentes. Sentem-se ameaçados por outros líderes e companheiros de ministério que podem significar algum tipo de perda pessoal ou confrontação espiritual para a sua vida e ministério.
São pessoas que não tem uma visão da igreja como corpo de Cristo. Não pensam em termos de ganhos para o Reino de Deus, mas no fundo, estão criando um “imperiozinho” para si mesmos. São como os agricultores da parábola contada por Jesus, que se apropriaram indevidamente da vinha do seu patrão, matando os enviados dele e até mesmo o próprio filho.

3-    São aquele que proferem palavras maliciosas
Buscam  falsos argumentos para desacreditar  e difamar as pessoas que de alguma forma significam uma ameaça à sua posição, ou à sua doutrina, ou à sua visão, ou à sua denominação, etc. Não estão edificando, mas destruindo pela maledicência o corpo de Cristo. Edificam a si próprios destruindo os outros.
4-    São aqueles que proíbem os irmãos da igreja de receber ou visitar pessoas com quem eles estão ressentidos ou tem alguma reserva.
Proíbem pessoas de receberem de outras fontes por motivos injustificáveis, senão pela in segurança que possuem. Existe um partidarismo claro e aberto.
5-    São aqueles que boicotam os membros que não rezam sua cartilha
Se sentem no direito de retalhar ou até excluir pessoas  que não concordam com suas restrições amarguradas ou impositivas. Não há tolerância ou disposição para conversar. Investem em seu grupinho de pessoas que se submetem cegamente, mas boicotam ou excluem aqueles que os questionam.
        


 Retirado do livro "Cura e Edificação do Líder" , escrito pelo Pr Marcos de Souza Borges.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O espirito de dominação - estudo 3

  Baseado no livro"Cura e edificação do líder" , escrito pelo pastor Marcos de Souza Borges.
Características do espírito de dominação e controle    ( 1a parte)

    1 -Luta por posição

A primeira característica de quem carrega o espírito de dominação e controle é uma estima exagerada por títulos e posições. Valoriza-se o esforço próprio e conquistas pessoais acima da aprovação divina. A pessoa faz questão de ser chamada e reconhecida por um título que a faz sentir-se superior. É dominada por uma concupiscência de reconhecimento, fazendo questão que as pessoas não deixem de chamá-la pelo título.
         Um exercício legítimo da autoridade espiritual traz a unção, que por sua vez, no tempo certo proporciona a posição adequada. Em contra- partida, um título humano, um diploma, por si mesmos, isolados de uma consciência da presença de Deus não tem significado espiritual. A promoção humana pode nos levar a dominação, mas não unção.  Aí entram as estratégias de politicagem para conseguir uma posição ou um título, mesmo que não se tenha unção para tal função.

           2 - Cobiça e ostentação
Esse ponto é uma consequência do primeiro. Pessoas que lutam por posição, idolatram o poder e ao mesmo tempo quando o conseguem, sentem uma forte necessidade de ostentar esse poder. De alguma forma tentam impressionar, convencer, chamar a atenção para si mesmos através de artifícios de sofisticação.
“E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro,
Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo.
Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro.
Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus.
Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração;
Pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniquidade.”
Atos 8:18-23
Aqui vemos um homem tentando negociar o poder de Deus. Quando Simão viu  o que os apóstolos faziam, imediatamente, como mágico que era, ele cobiçou aquele poder. Um mágico , antes de encantar os outros, é alguém encantado ou enfeitiçado pelo poder.
O grande segredo de uma mensagem mágica é falar o que as pessoas querem ouvir. Quanto mais uma mensagem é cheia de privilégios e vazia de responsabilidades, maior será o seu pseudo-sucesso.
Simão ofereceu dinheiro a Pedro, porque sabia que com aquele dom, teria um incomparável retorno financeiro. Aqui temos uma outra característica desse espirito de controle. Todo líder controlador tem sérios problemas com o dinheiro. São gananciosos ou esbanjadores, ou ainda fingem ser pobres ou desprendidos afim de obter favores e lucros. Muitos fazem questão de ostentar suas poses e sentem prazer quando conseguem colecionar a inveja de outros pro aquilo que eles tem, seja materialmente, ou espiritualmente.
Infelizmente existem muitos “Simãos”, como Pedro disse, pessoas presas nestes laços de iniquidade, querendo se promover, ou até mesmo obter lucros através da graça de Deus, buscando um caminho largo e fácil para obter posições, títulos e o tão almejado poder. Essa preocupação crônica com o reconhecimento humano independente da aprovação divina caracteriza francamente  um líder dominador.

 3) Incentiva a lei das obras e a competição
Temos em palco um estilo humanista de liderança, vinculado ao ceticismo espiritual. Não há muito espaço para a intercessão ou para o ministério profético, que podem ser interpretados como aberrações. Pessoas que se fiam em seu carisma ou na força de sua personalidade, na sua capacidade humana de engendrar relacionamentos, na sua persuasão , na sua desenvoltura natural de resolver problemas, na sua experiência de trabalho, enfim recursos pessoais e capacidades humanas. Obviamente todas essas coisas são boas e necessárias , mas quando idolatradas tornam-se pedra de tropeço.
Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do homem.O Senhor se agrada dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia. Salmos 147:10,11

Uma pessoa dominadora, está sempre tentando convencer os outros que merece determinada posição ou situação privilegiada. Advoga sempre em causa própria. Por isso torna intrinsecamente competidora. Aí  onde as portas se abrem para  o espírito de engano e superioridade adentrarem a vida do líder e  no ministério,  formando equipes que competem entre si dentro de uma mesma igreja, assim como o líder é competitivo . Perde-se de vista que temos um inimigo comum, e começamos a competir entre si, é o engano no corpo de Cristo. Nascem discordâncias, opiniões se conflitam ,relacionamentos entre os líderes se desgastam, nutrindo um implacável processo de divisão e destruição.  Surge então grandes divisões na igreja.




domingo, 17 de dezembro de 2017

O espírito de dominação - estudo 4


Egocentrismo e centralização

         Uma pessoa dominadora tem a estranha necessidade de ser vista e reconhecida como a mais importante, precisa estar continuamente sentindo-se na posição de maior destaque tendo a primazia. Não tolera que ninguém desponte mais que ela. Isto pode incomoda-la ao ponto de inibir o crescimento e a atuação de outros. Ela condiciona a autoridade e o ministério de pessoas a aprovação dela.
          Saul nos mostra um exemplo bem característico de uma liderança centralizadora. Uma das principais inspirações da dominação é a inveja. A Bíblia revela o conflito de Saul por causa do sucesso de Davi:
E as mulheres dançando e cantando se respondiam umas às outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém, Davi os seus dez milhares.
Então Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares deram a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão só o reino?
E, desde aquele dia em diante, Saul tinha Davi em suspeita.
1 Samuel 18:7-9
         Veja bem que Davi passou a ser perseguido por Saul, não por uma deslealdade, mas simplesmente pelo seu excelente desempenho. Isto o transforma numa ameaça. O rei deixou de ser o centro das atenções.  Isto bastou para que ele tentasse de todas as maneiras eliminar o ministério de Davi, chegando ao extremo de planejar sua morte. Aqui percebemos como o ciúme pode tornar-se doentio e implacável.
         O líder centralizador cria uma obrigação das pessoas com ele, a ponto de roubar a liberdade dos subordinados. Condiciona as decisões dos outros à sua aprovação  e interesses. Nenhum detalhe pode escapar ao seu controle. Normalmente estes lideres acabam estressados. Este é o alto preço para conseguir ser o centro.
         Um líder pode fazer duas coisas com sua autoridade: delegá-la ou monopolizá-la. Delegando, estará investindo no potencial de liderança das pessoas subordinadas a ele, acelerando o processo de discipulado e produzindo novos líderes que possibilitarão um crescimento seguro. Monopolizando, atrofia o crescimento das pessoas e aprisiona seus dons, restringindo o crescimento do reino de Deus.
         O monopólio da autoridade é um comportamento da anti-liderança que conspira contra o governo divino. Presidir não é reter, mas investir responsavelmente em outros delegando autoridade.

Deus te abençoe.

Leia também:





sábado, 16 de dezembro de 2017

O espírito de dominação (5). Pastores ou dominadores

 Baseado no livro "Cura e Edificação do líder " de Marcos de souza Borges.

Pastores ou dominadores?
Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:
Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.

1 Pedro 5:1-3
        "O apóstolo Pedro é visto por muitos como um líder entre os demais do grupo apostólico. Sem entrar no mérito da questão se ele teve ou não a primazia sobre os demais, podemos concordar que ele teve um lugar importante de liderança na Igreja Primitiva, sobretudo entre as igrejas que se originaram de judeus. Convém, pois, dar uma boa refletida em sua exortação: “Postoreai o rebanho de Deus que há entre vós, … nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho”. (I Pe. 5.2,3).A palavra traduzida por dominadores é um interessante verbo da mesma raiz do substantivo “kírios” (do grego, “senhor”, “dono”). O verbo empregado expressa a ação de “dominar sobre alguém”, “exercer controle completo”, “assenhorar-se de”. Pedro, pois, exorta: “Não, não sejais assim”.Por quê? Essa maneira é desfavorável ao rebanho. (A preposição prefixada ao verbo no texto original indica isso.)
               Ao modelo liderança-dominadora, o apóstolo antepõe o modelo liderança-exemplar. “Antes, tornando-vos modelo…” A palavra modelo é uma palavra muito interessante, do grego “tipos”. Dessa palavra se origina a nossa em português, tipo". (Conforme cita o blog: "pastorchicco.wordpress").

Devemos usar a autoridade recebida para proteger as pessoas e não para dominá-las. Essa é a grande questão: Pastores ou dominadores? Servos ou senhores? Mordomos ou donos?
46 Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim.47 Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.
48 Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá;49 E começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios,50 Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe,
51 E separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.
(Mt 25.46-51)
        O espírito de dominação vem para assolar o ministério pastoral. Uma pessoa dominadora, desistiu do amor de forma agressiva. Nosso conceito de amor tem tudo a ver com a maneira como exercermos autoridade. O que predomina na nossa forma de tratar as pessoas? Compaixão, transparência, longanimidade, paciência , temor a Deus ou impaciência, rigidez, orgulho e interesse próprio ?
         Uma pessoa dominadora almeja sempre ser o centro, age como se fosse o dono das pessoas. Perde o senso de gratidão as pessoas e age como se elas fossem obrigadas a agradá-la em tudo.
         Dessa forma ela peca frontalmente contra o ministério pastoral em todas estas admoestações que Pedro faz. Ao invés de ter cuidado ,  ela tem interesse. Ao invés de propor e aconselhar , ela se impõe e manda. Ao invés de atuar como despenseiro de Deus , torna-se a despensa, pois só recebe, ao invés de servir, apenas quer ser servido. Ao invés de amar a vocação , torna-se um profissional amando o lucro. Impõe uma série de condições visando seus direitos em vez de ser servo. Ao invés de estimular seus liderados pelo exemplo, os força com argumentos manipulativos e estratégias de dominação, ou ainda ameaças constrangedoras.
         Um líder centralizador sacrifica a liberdade dos seus liderados com o intuito de se autopromover e conservar sua reputação.
Porém o que Pedro nos ensina, é que o pastor não manda, guia as ovelhas. É justo e respeita a individualidade e voluntariedade das pessoas. Não chefia as pessoas, mas as inspira. Não se impõe como dono, mas com um servidor. Teme a Deus sabendo que prestará contas pela vida de cada um que lhe foi confiado (Hb 13.17). Não usurpa a herança de Deus. Não é inspirado pela recompensa ou pelo ganho, mas pelo amor as ovelhas.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O espírito de dominação (6) Afronta, ameaça e ingratidão

E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas.
Efésios 6:9
Uma forte característica de ma pessoa dominadora é frequentemente usar os artifícios da afronta e das ameaças para concretizar seus interesses. Quando Paulo diz :” , fazei o mesmo para com eles”, mostra que se estamos numa posição de liderança devemos servir de boa vontade aqueles que se subordinam a nós, da mesma forma que Jesus agiu.
O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente;
1 Pedro 2:23
Jesus jamais usou a autoridade como instrumento  de ameaça e manipulação.
Manipulando informações
É característico também, para um líder dominador, um sério problema relacionado à ética pastoral. Informações negativas recebidas através de confidências ou fofocas alheias são indiscriminadamente usadas como um arquivo morto para controlar a vida das pessoas e principalmente calar a boca delas.
Na verdade, temos aqui uma distorção extrema do ministério pastoral. Ao invés do líder, pastor, usar as informações confidenciais para discernir as raízes dos problemas, solucionando-os, usa para manipular o comportamento da pessoa de acordo com seus interesses, fazendo-a refém de suas próprias confissões, a ponto de sugerir ameaças.  Ao ser contrariado, o líder vai ao arquivo de informações, e escolhe a acusação certa para jogar na cara da pessoa, deixando-a sem argumentos e condenando-a a se calar ou consentir com seu comportamento ou sofrer retaliações.
Se as estratégias do manipulador não conseguem calar o oponente, passa-se a perseguição e busca-se uma maneira de exclusão do oponente. Deixando para todos o recado de que o líder controlador é aquele que manda e não pode ser questionado.

Amaldiçoar ao invés de demonstrar gratidão
Muitos líderes ao invés de incentivar apenas lisonjeiam seus liderados. Enquanto estão concordando com tudo são tratados como prediletos, porém quando conseguem discernir algo errado são tratados com grande resistência, sendo boicotados ou marginalizados no ministério, quando não excluídos .
Tais liderados acabam sendo despedidos debaixo de uma maldição ou rótulo de rebeldes, quando na verdade apenas identificaram o erro. Muitas vezes , não recebem a benção para ir a outro ministério.
Como lideres, não podemos ser ingratos , mas abençoar aqueles que deixam o aprisco, liberando-os e abençoando-os para que sejam benção em outro lugar, pois estão no mesmo reino. Precisamos dizer não ao nosso reino pessoal e dizer sim e buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça.
Quem estamos sendo?  Servos ou senhores? Pastores ou dominadores? Mordomos ou donos da herança de Deus?
 E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” Zc 4.6.



 Pr Welinton, baseado em Marcos de Souza Borges "Cura e edificação do líder".

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Coloque-se na brecha

“E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.
Por isso eu derramei sobre eles a minha indignação; com o fogo do meu furor os consumi; fiz que o seu caminho recaísse sobre a sua cabeça, diz o Senhor DEUS.
Ezequiel 22:30,31
Esta passagem foi escrita em uma época em que os homens travavam suas batalhas cara a cara, espada contra espada, mão-a-mão. As cidades eram cercadas por grandes muralhas e se durante uma batalha o inimigo abria uma brecha na muralha de uma cidade, um guerreiro consideraria seu momento de glória a oportunidade de se colocar naquele espaço estreito, enfrentar o inimigo e defender a cidade inteira atrás dele.
 Deus diz no texto acima que, quando ele buscou um homem que se colocasse na brecha, ele não encontrou nenhum. Onde estavam os guerreiros? Onde estavam os intercessores? Quando abrem uma fenda na muralha o que pode ser mais importante do que se colocar na brecha?
O inimigo está sempre trabalhando para penetrar as muralhas da nossa vida e invadir a igreja de Jesus Cristo. Todos os dias vemos os efeitos desse ataque violento; um homem de Deus cai em pecado, uma família é destruída, a igreja é dividida, alguém adoece, etc. Porém , muitas vezes, o povo de Deus fica à margem, assistindo a catástrofe. Mas Deus não está nem um pouco satisfeito. Não somos chamados para fofocas, mas para nos colocarmos na brecha, vigiar as fronteiras e defender a retaguarda através da oração. A oração é uma questão de vida ou morte, e um homem ou uma mulher, estrategicamente posicionado na oração, pode ser usado por Deus para trazer poderosas vitórias para a sua gloria !
O que vamos fazer diante da crise moral de nosso país? O que vamos fazer ao ver o mal matando com fogo crianças e outras expostas ao abuso sexual da pornografia, apelidado de arte? Onde está a culpa?
Precisamos nos levantar em oração nos colocando imediatamente na brecha.

Baseado em Daniel Kolenda: “A chave para os milagres através da fé e da oração”, Capitulo 3, pág. 35 e 36.)




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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Venha a nós o teu reino


Venha a nós o teu reino
“A palavra “reino” do grego “basileuo” significa soberania, poder, domínio, regimento. Refere-se à esfera de governo. Ao falarmos do Reino de Deus, estamos falando do direito que Deus tem de governar sobre Sua criação, visível e invisível, material e espiritual. Este é seu direito como criador e redentor”.[1]
O Reino de Deus na terra, pode ser ilustrado claramente através do processo antigo de colonização, como se deu em nosso país.
O descobrimento do Brasil deve ser entendido dentro do contexto das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos. Dos séculos XV e XVI. Portugal e Espanha eram as nações mais poderosas do mundo e se lançaram ao mar em busca de novas terras para explorar. Usavam também o mar como rota para chegar as Índias, grande centro comercial da época, onde compravam especiarias (temperos, tecidos, joias) para revender na Europa com alta lucratividade. O Brasil foi descoberto em 22 de abril de 1500 e o rei de Portugal, na época, era D. Manuel I, também chamado de "O Venturoso", pois levou Portugal a um dos períodos mais prósperos de sua história, ao investir na exploração ultramarina. Nesta data as caravelas da esquadra portuguesa, comandada por Pedro Álvares Cabral, chegaram ao litoral sul do atual estado da Bahia, no monte batizado de Monte Pascoal. Porém, os portugueses não foram os primeiros a encontrar nosso país, não podemos esquecer da presença de mais de cinco milhões de indígenas, divididos em várias tribos, que já habitavam o Brasil muito tempo antes da chegada dos portugueses. Portanto, muitos historiadores preferem falar em “Chegada dos Portugueses ao Brasil”. Desta forma é valorizada a presença dos nativos brasileiros no território. Diante deste contexto, podemos afirmar que os portugueses descobriram o Brasil para os europeus. Em 24 de abril, dois dias após a chegada, ocorreu o primeiro contato entre os indígenas brasileiros que habitavam a região e os portugueses. De acordo com os relatos da Carta de Pero Vaz de Caminha foi um encontro pacífico e de estranhamento, em função da grande diferença cultural entre estes dois povos. Neste contato houve um “choque de culturas”, estranhamento de ambos os lados. Os portugueses estranharam muito o fato dos índios andarem nus, enquanto os indígenas também estranharam as vestimentas, barbas e as caravelas dos portugueses. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil, rezada pelo Frei Henrique de Coimbra. Após a missa, a esquadra tomou rumou em direção as Índias, em busca das especiarias. Como acreditavam que a terra descoberta se tratava de uma ilha, a nomearam de Ilha de Vera Cruz (primeiro nome do Brasil).
         Quando um reino alcança outros lugares, o primeiro passo é estabelecer um governo no local através da figura de um governador originário do reino. O primeiro governador-geral escolhido para o Brasil foi Tomé de Sousa, um militar e político português. Tomé de Sousa chegou ao Brasil em 29 de março de 1549, juntamente com soldados, colonos, materiais para se construir a primeira cidade e alguns animais. Tomé de Sousa fundou a cidade de Salvador em 1549, o centro do governo e primeira capital do Brasil, também proporcionou o grande desenvolvimento da agricultura e pecuária na época. Pensando nas possibilidades reais de invasões de piratas estrangeiros e na manutenção do domínio português, o governador-geral distribuiu armas e munições aos colonos e construiu várias fortalezas em áreas estratégicas.
Sendo o reino português de cultura religiosa católica romana, no âmbito religioso, o governo de Tomé de Sousa foi muito marcante. Com ele vieram os primeiros jesuítas e nesse período foi criado o primeiro bispado do Brasil. Os jesuítas, chefiados por Manuel da Nóbrega, começaram a catequizar os índios, criando também o primeiro colégio do Brasil. Além disso, os jesuítas tentavam impor aos portugueses as normas da moral cristã no relacionamento com os indígenas, visto que a escravização dos índios e a exploração sexual das mulheres indígenas era um fato presente na época.
         Durante a colonização do Brasil, houve forte contato entre a cultura do conquistador português e as culturas dos povos indígenas e dos africanos trazidos como escravos. Por causa desse contato, ocorreram modificações tanto na cultura dos europeus recém-chegados – que assimilaram muitos traços culturais dos outros povos – quanto na dos indígenas e africanos, que foram dominados e perderam muitas de suas características. Desse processo de contato e mudança cultural – conhecido como aculturação – resultou a cultura brasileira, oriunda da cultura portuguesa. Quando pessoas de grupos diferentes entram em contato direto e contínuo, geralmente ocorrem mudanças culturais nos grupos, pois verifica-se a transmissão de traços culturais de um povo para outro. Alguns traços são rejeitados; outros são aceitos e ajuntados, quase sempre com mudanças significativas, à cultura resultante. Assim, em nosso país, temos fortes traços da cultura que foi trazida de Portugal, tais como a língua, a escrita, as roupas, alimentação, nomes, costumes e a predominância religiosa. Tais traços, são resultado da cultura que dominou por muito tempo a Europa, pelo império Romano e era conhecida como “romanização”, onde o modo de estabelecer os costumes de Roma era colocado através do envio de pessoas de Roma para os locais conquistados, assim era na época de Jesus, onde os Judeus eram dominados por Roma, e sua cultura era imposta sobre eles.
Dessa forma, ao falarmos do Reino de Deus, ilustrando com os reinos antigos, falamos do estabelecimento de uma cultura diferente na terra. Toda essa história, ilustra o que Jesus fala a respeito do Reino de Deus e sua colonização na terra, Jesus veio como conquistador da terra, estabeleceu seu Reino, estabeleceu seus princípios e enviou um governador para governar a vida de cada pessoa conquistada através da fé em Jesus, trazendo a cultura do Reino dos céus para a terra. A diferença é que o Reino dos céus não traz dominação, mas filiação e liberdade; pois tais traços são oriundos do Reino de Deus, que é um Reino de amor, “ Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Colossenses 1.13 e 14).
O primeiro pedido que Jesus ensina na oração é a respeito do Reino de Deus. Essa é a nossa primeira petição ao Pai, é a primeira coisa que Jesus nos ensina a buscar, sendo nossa prioridade essencial.
Há quatro ofícios distintos de Cristo apresentados nos Evangelhos: Mateus apresenta Jesus como Rei; primeiramente escrito, para os judeus. Ele é o Filho de Davi (descendente real do rei Davi). Sua genealogia real é dada no capítulo 1. Marcos descreve Jesus como Servo; escrito para os romanos, não contém genealogia. Achamos mais milagres em Marcos do que em qualquer outro Evangelho. Lucas mostra Jesus como o Homem perfeito; escrito para os gregos, sua genealogia vai até Adão, o primeiro homem. Como Homem perfeito, vemo-lo constantemente em oração e os anjos o servindo.  João retrata Jesus como Filho de Deus; escrito para todos os que hão de crer, com o propósito de levar os homens a Ele (João 20.31), tudo nesse Evangelho ilustra e demonstra seu relacionamento com Deus, os versículos iniciais nos transportam ao “princípio”.
E orar pedindo o reino de Deus, é nos submetermos a cultura, direção, senhorio do Pai nas nossas vidas. Jesus é aquele que estabeleceu na terra o reino dos céus; assim como no Brasil o reino de Portugal foi estabelecido pelos conquistadores. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto” (Isaías 9.6 e 7).
O Reino de Deus foi a principal pregação de Jesus: “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4.17). “ Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo”. (Mateus 4.23). “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5.3). Mateus 4.17:  “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” Mateus 4.23:   “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo”. Mateus5.3:  “ Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Em Mateus 6.10 na oração ele pediu:  “ venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu“ , Mateus 6.13: “  e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”. Mateus 6.33:  “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus7.21:   “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”
Jesus ensinou sobre o reino, essa foi a sua pregação, porém esse reino de Deus tem seu estabelecimento total no reino milenar de Cristo, após a tribulação, mas sua cultura, salvação, perdão de pecados e linguagem precisam chegar a cada língua, povo e nação dessa terra. E, como o Brasil era parte do reino de Portugal e recebeu um governador português, Jesus enviou um governador para trazer a linguagem e a cultura do  reino do céu na terra, que é o Espírito Santo, fazendo com que a igreja seja parte do reino dos céus, porém na terra.
O princípio do reino de Deus, é um reino de príncipes, filhos do Rei, que têm o Espírito do Pai, diferente do reino humano que estabelece a colonização de territórios, o reino de Deus coloniza indivíduos e acultura cada um pelo governo do Espírito Santo, tornando-os seus filhos. Cada pessoa alcançada sai, é liberta do reino de Satanás e passa a pertencer ao reino do “Filho de seu amor”, o reino de Jesus. Quando Jesus designou os setenta que o precedessem mandou-os anunciar que o Reino de Deus estava próximo, curar os enfermos e expulsar os demônios, pois o Rei estava chegando para colonizar, conquistar, salvar cada vida que o recebesse ( Lc 10.1-20).
Ele veio para nos constituir em geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anunciemos as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
... que em outro tempo não éramos povo, mas agora somos povo de Deus; que não tínhamos alcançado misericórdia, mas agora alcançamos misericórdia”
, conforme
1 Pedro 2:9,10. Agora, cada um de nós, que é alcançado, leva a cultura, a influência e a linguagem de amor desse reino, colonizando cada pessoa a quem somos enviados, que convivemos. Assim somos conhecidos por nossa cultura e linguagem, não somos mais da terra e sim do céu, e levamos a colonização, que é adoção como filhos de Deus, por onde passamos.
Nossa ideia de missões não se limita apenas a pessoas que vivem integralmente desenvolvendo uma obra missionária em um outro país ou região; entendemos que a transformação e a revolução do Reino de Deus só se tornam prática quando os filhos de Deus se tornam a própria mensagem e expressão de Jesus inseridos nas bases da sociedade de uma cidade ou nação. 
Davi foi um exemplo de filho que herdou um reino, ele cuidava das ovelhas de seu pai Jessé, ele defendia as ovelhas de serem mortas pelo leão e pelo urso, e Deus o escolheu para ser ungido por Samuel para ser rei em Israel em lugar de Saul. A diferença era que Saul tinha a cultura de cuidar das suas próprias coisas e de como preservar a sua reputação diante do povo, fazendo até uma estátua para homenagear a si mesmo, porém nem sequer obedecia a Deus. Mas, Deus viu em Davi, um coração de filho que cuidava dos interesses do seu pai, esse filho olharia para Deus como Pai e cuidaria do povo de Deus, como cuidava das ovelhas de seu pai Jessé, defendendo com a própria vida, não para ser considerado valente, ou ter seu nome ressaltado na história, mas para agradar o coração do Pai Celeste. Deus tem chamado pessoas para se tornarem filhos e reinarem como filhos, assim como Davi, não se preocupando com sua imagem diante dos homens, mas em revelar o cuidado do Pai para com os seus filhos, sua igreja.
O reino de Deus é um reino de filhos, que servem ao Pai por amor, que estão dispostos a lutar pelas coisas do Pai, a fazer a vontade do Pai, a levar o amor de Deus e sua paternidade em seus corações para aqueles que precisam ser colonizados, ou adotados como filhos do Pai de amor, saindo da cultura do mundo, uma cultura de orfandade, para viverem na cultura de filhos. O maior exemplo está em Jesus, pois o que satisfazia sua fome era “fazer a vontade do Pai” (João 4.34). Um filho trabalha por amor, e recebe suas recompensas no amor, um escravo serve por obrigação, o reino de Deus é estabelecido por filhos que oram e buscam a manifestação de seu amor na terra e “ que seja feita a vontade do Pai na terra, como é feita nos céus”, é o mesmo Reino do Pai no céu, estendido para terra, os filhos são agentes dessa vontade de Deus sendo manifesta na terra através da oração.

Bem-vindo Espírito Santo














[1] TORRES, Héctor- Venha o teu Reino; Editora Tempos, 

Sou do meu amado e o meu amado é meu

Uma palavra de Deus pra você

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