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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O batismo cristão


O batismo Cristão

Mateus 28.19 “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

 

Na comissão que Jesus nos deixou , ele nos mandou pregar o evangelho a todas as nações, ensinar e batizar. O batismo administrado na igreja faz parte de sua pregação e comissão. Batizamos tanto adultos como crianças filhos de pais crentes, porque nunca encontramos na escritura algo que não nos permitisse batizar as crianças. Pelo contrário, Jesus mesmo afirmou dizendo em Mt 19.14: “Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus.”. Sendo assim, cremos no batismo adulto e no infantil. O batismo em s,i não salva ninguém, mas simboliza a salvação ocorrida através da fé em Jesus, na vida do batizado. Por isso vamos entender a luz da escritura e da doutrina da igreja o sentido desse ato:
I – O QUE É BATISMO?

O nosso Breve Catecismo diz que “o batismo é o sacramento no qual o lavar com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, significa e sela a nossa União com Cristo, a participação das bênçãos do pacto da Graça, e nosso compromisso de pertencemos ao Senhor” (Breve Catecismo pergunta 94).
Nesta definição de Batismo oferecida por nosso símbolo de fé podemos destacar algumas coisas:
1.1 – O batismo é um Sacramento: O termo “Sacramento” significa algo que é Santo. Um sacramento, dentro da definição presbiteriana, é “um sinal visível de uma graça invisível” que tem sido destinada aos crentes em Cristo , devemos levar em consideração este conceito presbiteriano, o batismo não é qualquer coisa, tem valor e muito valor.
1.2 – O batismo significa e sela a nossa união com Cristo: O batismo aponta para a realidade de que fomos alcançados por Cristo, Deus declara-nos que fomos salvos e que lhe pertencemos mediante este sacramento.
 
            O batismo é o sinal visível da graça que temos dentro de nós, que é o batismo com o Espírito Santo. João Batista mesmo declarou, conforme Mateus 3.11: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.”
            Que venhamos a entender que o batismo que recebemos e administramos não consiste em apenas um derramar de água sobre a cabeça, mas é o símbolo do batismo que recebemos de Jesus, o derramar do seu Espírito Santo em nossas vidas, o qual nos lava, nos purifica, nos consola , nos anima e leva-nos a um relacionamento profundo com Deus.
Pr Welinton

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A pregação do evangelho através de Filipe, e a nossa pregação.


Texto Base: Atos 8.1-8

1 E Saulo consentia na sua morte. Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria.

2 Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande pranto sobre ele.

3 Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere.

4 Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra.

5 Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo.

6 As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava.7 Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. 8 E houve grande alegria naquela cidade.

         A narrativa do livro de Atos dos apóstolos começa com muita paz e crescimento da igreja. Mas no capitulo 6 e7, vemos a perseguição a igreja se levantando no meio dos judeus. Então houve uma dispersão da igreja para as regiões da Judéia e Samaria.

         Em Atos 1.8 temos a ordem de Jesus, dada a sua igreja para serem testemunhas em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra. “1.8 mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.”.  Porém a igreja estava bem tranquila e acomodada em Jerusalém.

Logo após Lucas narrar a história da vida e morte do diácono Estevão, passa narrar a história de Filipe. Lucas faz três  relatos e, Atos, o primeiro é sobre Estevão, o segundo sobre Filipe e o terceiro sobre Paulo ( o perseguidor da igreja que tornou-se um pregador do Evangelho).

Estevão, contribuiu para a proclamação do Evangelho aos gentios (não Judeus), ensinou sobre o templo, a lei e Cristo, mostrando que o Evangelho era para todos que cressem em Cristo Jesus ressurreto.

Lucas agora passa a mostrar o ministério de Filipe com os samaritanos e com um Etíope.

Os resultados do martírio de Estevão foram:
Grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém,  o que levou a igreja a dispersão, e por onde foram dispersos, nasceram outras igrejas.
Grande dispersão da Igreja
Grande evangelização pela Igreja

           O  diabo tentou destruir a Igreja, matando Estevão e dispersando a Igreja, John Stott disse que, “a perseguição apenas espalhou os cristãos” e Bengel comentou este texto de Atos dizendo, “o vento aumenta a chama”. Quanto mais vento o diabo soprava contra a Igreja, mais a chama do Evangelho se espalhava. Vale lembrar que os pregadores, evangelizadores não eram de tempo integral, a medida que eles seguiam seus caminhos e tentavam recomeçar suas vidas em outro lugar, proclamavam as Boas novas em cada região que passavam, eram “missionários amadores anônimos”.

              Tendo mostrado os resultados da morte de Estevão, Lucas passa a relatar dois grandes exemplos da evangelização primitiva, onde Filipe é o protagonista. Dos versos 4-8  temos a evangelização de Filipe na Samaria, terra que os judeus não gostavam. Dos versos 9-13, temos o relato da conversão de um homem chamado Simão. Dos versos 26-38, Filipe encontra-se evangelizando um etíope, eunuco, oficial da rainha de Candence. Dos versos 39-40, Filipe foi tirado pelo Espírito Santo de diante do Etíope e foi levado até Azoto, onde continuou pregando o Evangelho entre aquelas pessoas.
Vejamos agora a audácia de Filipe em sua evangelização:

1)      Filipe foi um homem que pregou para aqueles que ninguém queria pregar  (v.5)

5 Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo.

        Jesus disse que seus discípulos, seriam testemunhas em Jerusalém,  Judéia e Samaria, e Filipe estava indo pregar  em Samaria, mesmo que essa cidade não fosse querida pelos Judeus.

A grande hostilidade entre Judeus e Samaritanos existia há 1000 anos, teve início no fim da monarquia no século X a.C, quando as dez tribos desertaram e fizeram Samaria sua capital, e apenas duas tribos permaneceram leais  a Jerusalém, Israel dividiu-se em reino do Sul e do norte, as tribos dividiram-se em reino do sul e reino do norte. No ano de 722 a.C o império Assírio, invadiu o reino do norte, este tinha reino do Norte a  capital foi Samaria, mais tarde o reino do norte e conseqüentemente Samaria foram destruídos e levados cativos, seu país foi repovoado por estrangeiros.

No século VI a.C, os Judeus, do reino do Sul, voltaram para sua terra, mas recusaram a ajuda dos samaritanos para reconstrução do templo. Mas o maior cisma entre Judeus e Samaritanos aconteceu no ano IV a.C, quando os samaritanos construíram um outro templo, localizado no monte Gerizim, e além disso, os Samaritanos rejeitavam o Antigo Testamento, os únicos livros que liam e ensinavam eram Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Rejeitaram o templo de Deus que estava entre os Judeus e rejeitaram a palavra de Deus que os judeus tinham, mantendo-se apenas com a Torá ( Genesis a deuteronômio) . Isso tudo, históricmente causou um grande mal-estar entre Judeus e Samaritanos.

Mas, Filipe foi até estas pessoas para pregar a Palavra de Deus, ninguém tolerava os samaritanos, eram odiados, considerados hereges e blasfemos, porém Filipe não importava com isso, ele não fazia distinção de pessoas, na sua visão todos precisavam de forma igual receber as Boas Novas, o anúncio que o Messias era Jesus, o Cristo ressuscitado.

Quantas vezes nós pregamos apenas para aquelas pessoas que nos convém, escolhemos quem o Evangelho deve alcançar. Por exemplo, muitas vezes pregamos apenas para aquelas pessoas que são mais receptíveis ao Evangelho, ou para aquelas que são “bondosas", levam uma vida integra diante da sociedade e temos a certeza que ao ouvirem a mensagem do Caminho, mesmo não aceitando serão simpáticos conosco e assim não sentiremos medo e rejeição.

Filipe foi um homem que pregou para aqueles que ninguém queria pregar.

Mas você me pergunta, quais são aqueles que ninguém quer pregar no século XXI? E porque não querem pregar?
Essa resposta é muito fácil de responder, primeiro quem são os samaritanos do nosso tempo? Traficantes, usuários de drogas e bebidas alcoólicas, prostitutas, travestis, gays, lésbicas, presidiários, criminosos, orgulhosos, pessoas marginalizadas, pessoas odiadas pelo mundo.
 Porque as pessoas não querem pregar para estes? Medo, ódio, raiva, preconceito, intolerância, falta de tempo e falta de um encontro verdadeiro com Jesus Cristo.
Mas Filipe foi um homem que pregou para aqueles que ninguém quis pregar.

2)      Quais foram os resultados da pregação de Filipe? ( v,6-8)

6 As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava.7 Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. 8 E houve grande alegria naquela cidade.

              Na medida em que Filipe anunciava Cristo, as pessoas começaram a ser curadas das suas enfermidades, os espíritos imundos estava sendo expulsos, toda multidão de forma unânime, atendia as coisas que Filipe dizia e com esta combinação de salvação e cura, Filipe levou para os samaritanos a alegria, trouxe um novo significado  na vida daquelas pessoas.

Quando pregamos o Evangelho às pessoas são curadas, fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. O poder não era de Filipe, mas da pessoa que ele anunciava ( Jesus Cristo), as curas não foram para trazer prestígio para Filipe, porém para glorificar o nome de Jesus e trazer salvação para aquelas pessoas.

Precisamos mostrar para as pessoas quão grave é o pecado que elas estão, quão enfermas elas estão, não devemos ficar presos em formulas miraculosas de evangelização, quatro pontos disso, leis espirituais daquilo outro, mas anunciar o Reino de Deus na sua integra.

Nossa pregação deve ir para além das fronteiras da comunidade que estamos inseridos, temos o dever de ir até os samaritanos, o que Jesus disse aos seus discípulos em Atos 1.8, “...sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, em toda Judéia, SAMARIA e até os confins da terra”.


Quando formos até aqueles que ninguém quer ir, seremos usados como fonte de restauração, libertação, resignificação e salvação das pessoas.

Se envolva em missões, vá até aqueles que ninguém quer ir, certamente Deus estará com você e conduzirá sua vida da melhor maneira possível. Peça a Deus para tirar o medo, ódio, raiva, preconceito, intolerância e falta de tempo.

Filipe foi um homem que pregava para aqueles que ninguém queria pregar.

Será que existe um Filipe dentro de você? Se não, peça a Deus para balançar sua vida e fazer de você um Filipe do século XXI.

Deus abençoe sua vida sempre!

Baseado em Leandro Louzada: http://refugioteologico.blogspot.com.br/
 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O dinheiro no ministério de Jesus

               O dinheiro é uma bênção para a vida de todos aqueles que sabem o usar, ele pertence a Deus e é administrado pelos homens; o problema é quando os homens amam mais ao dinheiro do que a Deus, invertendo o valor das riquezas, colocando os bens acima do Senhor. Nesse artigo, iremos aprender que nossos recursos financeiros podem e devem ser investidos no bem, e o maior bem que podemos investir nossas finanças é na obra de Deus. Olhamos para o ministério do Senhor Jesus aqui na terra, e percebemos que ele recebeu ofertas e dinheiro para manter seu próprio ministério.
               Quando Jesus iniciou seu ministério público, ele chamou 12 discípulos para seguirem com ele. Por três anos, ele e seu pequeno grupo viajaram por toda a Palestina, Galiléia, desceram o rio Jordão para as colinas da Judéia e subiram para Jerusalém. Mesmo naqueles dias, quando viajar significava montar sobre um animal, às vezes dormir a céu aberto, buscar abrigo em casa de amigos e manter tantas pessoas na estrada, o gasto devia ser considerável. Alimentação e roupas para doze ou mais pessoas, dia após dia, semana após semana, exigiam que Jesus tivesse dinheiro o suficiente para as provisões. Mas, de onde vinha o dinheiro? A Bíblia nos fala de parceiros  do ministério de Jesus que o ajudavam com o sustento. Vejamos esse fato em Lucas 8. 1-3(NVI): Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele,2 e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios;3 Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens.” Essas mulheres relatadas e muitas outras ajudavam no sustento de Jesus com seus doze discípulos, e em Jo 12.v 6, temos a informação que Judas era o tesoureiro dos discípulos e de Jesus, apesar de ser o traidor, e que ele até roubava das ofertas que eram dadas a Cristo e aos discípulos.
Mas, apesar disso, notamos que no ministério de Jesus, sempre houve a necessidade das contribuições financeiras.
           Sendo assim, nas nossas finanças, é desejo de Deus que tenhamos um propósito espiritual, que é de levar o     evangelho, através dos dízimos e ofertas.

         Dizimar e ofertar são formas poderosas de nos ligarmos ao que Deus está fazendo no mundo. O dizimo combinado de toda uma congregação gera fundos para sustentar as obras de uma igreja, estruturar o Corpo de Cristo,  servir aos pobres, sustentar missões , ajudar na pregação por rádio, TV ou internet, ajudar no sustento de pastores e dos ministérios da igreja que precisam sempre de recursos. Aquelas mulheres relatadas em Lucas 8.1-3, que lemos anteriormente, fizeram uma parte essencial no ministério de Cristo. Por isso, quando estamos dizimando e ofertando, não apenas estamos cumprindo uma determinação Bíblica, mas também estamos cumprindo o mandamento de irmos e pregarmos o evangelho. Pois a missão é feita também pelas mãos que contribuem.

Deus te abençoe!
Pr Welinton Mehret

        

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Se quiserdes e me ouvirdes

Isaías 1.19 “Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra.”

        Quantas vezes estamos fazendo tudo certo, estamos obedecendo a Deus, mas olhamos para as situações difíceis da vida, e nos perguntamos: “- Por que tudo está difícil, se estou fazendo tudo certo e obedecendo a Deus?”. E até questionamos a Deus e pensamos: “Por que Deus não está me abençoando, se tenho feito sua vontade, vou à igreja, participo dos cultos e até dou o dizimo”. A dificuldade que acontece, nos leva a questionarmos a palavra e a vontade de Deus, e pensamos: - “será que Deus mentiu?” Não . É claro que não mentiu. Na verdade nessas situações o erro não está em Deus , como pensamos, mas em nós, pois Deus é perfeito e nós que somos pecadores.
          Deus falou através do profeta Isaías no texto que lemos acima, que se quisermos e o ouvirmos, comeremos o melhor dessa terra. A palavra aqui “ouvirdes” está no sentido da obediência, e logo concluímos que se temos obedecido, Deus “tem” que nos abençoar, pois o texto nos diz que se o ouvirmos comeremos o melhor desta terra, e aí surgem os questionamentos. Mas, o texto não diz apenas para obedecermos, mas para querermos obedecer , se “quiserdes e me ouvirdes”.
        A verdade é, que a bênção condicionada a obediência, é precedida pelo querer humano. Ou seja, primeiro eu tenho que querer obedecer, segundo eu tenho que obedecer voluntariamente a Deus e aí sim o resultado será a bênção do Senhor.
           Quem sabe, estamos fazendo tudo certo para Deus aos nossos olhos, oramos, participamos do culto, dizimamos, ofertamos, pregamos o evangelho e até ganhamos vidas, mas fazemos tudo isso como uma obrigação, e no coração desejamos ser por Deus recompensados por essa “obediência”, mas nossos corações não expressam a Deus, o mesmo desejo de nossos atos. Muitas vezes, não temos recebido o que Deus chama de “ o melhor dessa terra”, porque não estamos preparados, estamos obedecendo, mas não existe uma preparação interior de obedecer a Deus.
         Então, o que precisamos fazer para sermos realmente abençoados por Deus? Precisamos ajustar o nosso coração com a nossa obediência a Deus. Primeiro eu preciso querer obedecer, depois obedecerei e aí sim virão as bênçãos de Deus.
          Então, analíse suas intenções, peça perdão pelos seus erros, e queira obedecer.

Deus abençoe a todos!



Pr Welinton.

Veja:Senhor, ensina-nos a orar

sábado, 22 de setembro de 2012

Saindo da posição de conforto para trilharmos uma jornada de fé!

Hebreus11: 23-29


“23- Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei. 24 – Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, 25 – preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; 26- porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. 27 – Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. 28 – Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos Israelitas. 29- Pela fé, atravessaram o mar Vermelho como por terra seca; tentando-o os egípcios foram tragados de todo.”

Parece-nos que não existe nada melhor do que viver confortavelmente, sem grandes preocupações ou grandes desafios, não é mesmo? Mas, a nossa pergunta é será que é a vontade de Deus que permaneçamos na posição de conforto em nossas vidas, ou que saíamos dela e ousemos mais, usando a fé?

O fato é que a fé agrada a Deus, e muitas pessoas que estão confortavelmente estabelecidas, não ousam usar a fé para agradar a Deus, crescendo na vida e no serviço ao Senhor.

John C. Maxwell escreveu:“A história de vida de cada pessoa está escrita com base nos riscos- tanto os assumidos quanto os evitados.”

O texto de Hebreus 11: 23 – 29 descreve-nos um resumo da história de fé de Moisés. Porém, a história de Moisés, está registrada desde o Êxodo até o Deuteronômio. E atribui-se a Moisés os escritos de Genesis até Deuteronômio.

Moisés foi um israelita que nasceu no Egito, num tempo em que o Faraó temia o crescimento dos israelitas no Egito, o Faraó os escravizou e tentou controlar a natalidade dos israelitas. Faraó, naquela época havia mandado as parteiras hebréias matar todos os meninos que nascessem e poupar apenas as meninas, tentando assim diminuir o povo de Israel no meio do Egito, mas as parteiras temeram a Deus e não ao faraó , poupando a vida dos meninos (Exodo 1.15-19).

Mas o povo de Israel continuava crescendo, e então o Faraó ordenou que os egípcios lançassem no rio Nilo todo o menino e deixassem as meninas viverem. Foi nesse contexto que Moisés nasceu, sua mãe o escondeu por três meses para não ser morto, não podendo mais escondê-lo o colocou num cesto calafetado e o colocou no Nilo, o entregando nas mãos de Deus. Nesse dia a princesa do Egito estava banhando-se no Nilo, e o cesto com Moisés chegou até ela. Foi então que , compadecida do menino, o adotou e chamou uma Hebréia, justamente a mãe de Moisés, para cuidar dele, até ter certa idade. Moisés então cresceu na corte do Egito, até seus quarenta anos quando saiu para visitar seus irmãos israelitas que eram escravos.

Veja o que Estevão em Atos dos Apóstolos, resumiu essa história: (At 7. 22-30)

“22- E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios era poderoso em palavras e obras. 23 – Quando completou quarenta anos , veio-lhe a idéia de visitar seus irmãos, os filhos de Israel. Vendo um homem tratado injustamente, tomou-lhe a defesa e vingou o oprimido, matando o egípcio. 25 – Ora, Moisés cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele; eles porém não compreenderam. 26 No dia seguinte,aproximou-se de uns que brigavam e procurou reconduzi-los à paz, dizendo: Homens, vós sois irmãos; porque vos ofendeis uns aos outros? 27- Mas o que agredia o próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu autoridade e juiz sobre nós? 28 – Acaso queres matar-me, como fizestes ontem ao egípcio? 29 – A estas palavras Moisés fugiu e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos. 30 – Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe no deserto do monte Sinai, um anjo por entre as chamas de uma sarça que ardia”.

Então, foi naquele momento, que Deus tirou Moisés de trás dos rebanhos de Jetro, seu sogro, e o mandou voltar para o Egito, revestido do poder e autoridade de Deus, juntamente com Arão seu irmão, para que Deus através dele, tirasse Israel do Egito. Moisés obedeceu, Deus manifestou suas dez pragas sobre o Egito, e Deus libertou o povo na direção dada a Moisés. Na saída de Israel do Egito e no deserto posterior, Moisés presenciou muitos milagres, como o Mar Vermelho se abrindo, as águas amargas se tornarem doces, o maná, a revelação dos mandamentos e leis do Senhor no monte Sinai. Porém, Moisés teve que ter paciência com o povo murmurador de Israel, murmurações tais que levou Deus a adiar a chegada na terra de Canaã por quarenta anos de peregrinações no deserto. Moisés morreu no fim dessas peregrinações e não adentrou a terra de Canaã, mas pode a contemplá-la e adentrar a Canaã celestial.

Moisés poderia ter ficado tranqüilo no Egito, vivendo como príncipe sem se importar com a dor dos israelitas ou com o propósito de Deus? Poderia. Mas, Moisés escolheu viver na zona da fé e não na zona da segurança. Ele preferiu abrir mão do conforto do Egito para registrar seu nome na galeria da fé. Ele preferiu servir a Deus, e enfrentar as lutas de e chamado , do que ficar no Egito no conforto inútil de um príncipe. O autor dos Hebreus, no cap 11, mostra-nos que Moisés agiu pela fé.

Moisés: Saindo da posição de conforto e trilhando uma jornada de fé.

Como podemos sair de nossa posição de conforto, para trilharmos uma jornada de fé?

1) Sairemos de nossa posição de conforto e trilharemos uma jornada de fé, superando as experiências do passado.

Moisés superou as experiências de seu passado. Moisés nasceu em meio à incerteza, mas, depois de sua mãe tê-lo colocado nas mãos de Deus, ele foi levado pela filha de faraó, a qual concedeu-lhe uma vida de conforto. Cresceu na zona de segurança, numa posição de conforto, no palácio do rei do Egito, e não queria outra coisa. Até que aos 40 anos, ele assumiu um risco. Deixou de seu conforto de príncipe e tentou libertar o seu povo por sua própria conta, isso foi quando matou um egípcio enquanto defendia um hebreu. A conseqüência de seu esforço humano foi que o faraó quis matá-lo por isso. Foi então que Moisés fugiu para Midiã, deixando para trás tudo o que conhecia.

Nos quarenta anos seguidos no deserto de Midiã, mesmo vivendo outra realidade, Moisés nunca esqueceu sua má experiência de ter que fugir do Egito, ele teve que fugir de sua posição de conforto, e aprendeu a lição que o Egito não era o seu lugar.

Moisés não ficou lamentando o que havia deixado pra trás, nem sequer ficou reclamando de ter deixado o conforto do palácio do faraó. Ele venceu as lembranças do conforto que tinha no Egito, para poder viver uma vida diferente no deserto.

Às vezes as pessoas se apegam demais a lembranças e não conseguem dar um passo à frente, vivem de lembranças, de memórias do que se passou, do bom tempo que viveram e não se dão conta que o passado não é o seu lugar. Que não é mais possível voltar ao palácio de faraó.

As experiências do passado, sejam elas boas ou ruins, não podem nos impedir de prosseguir hoje. Acomodarmos-nos naquilo que já fizemos, pode nos levar a não fazermos algo novo hoje. Até mesmo as experiências e lembranças do que já vivemos tem que ser superadas por algo melhor que viveremos hoje.

Lembre- se que sairemos de nossa posição de conforto e trilharemos uma jornada de fé, superando as experiências do passado.

2) Sairemos de nossa posição de conforto e trilharemos uma jornada de fé, superando as situações de conforto do nosso presente.

Após deixar o Egito, Moisés passou os próximos quarenta anos no deserto de Midiã, cuidando de rebanhos e acabou por se acostumar com o estilo de vida que tinha ali, mais uma vez Moisés estava em uma posição de conforto. Estava casado, tinha dois filhos, morava junto do sogro, tinha sustento e trabalho, uma vez que Jetro só tinha filhas ele estava seguro nos negócios de seu sogro, ali não tinha a perseguição do faraó, talvez pensasse que sua vida findaria por ali mesmo.

Mas veja o que aconteceu: ( Ex 3.1-12) "1 Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe.
2 Apareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia.
3 Então, disse consigo mesmo: Irei para lá e verei essa grande maravilha; por que a sarça não se queima?
4 Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!
5 Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. 6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus. 7 Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento;
8 por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu. 9 Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo. 10 Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito. 11 Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel? 12 Deus lhe respondeu: Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte."

Moisés mais uma vez foi chamado a deixar o comodismo e o conforto e voltar para o Egito, para livrar o povo de Israel das mãos de faraó.

Embora estejamos muito bem conosco mesmos, a vida não pára.

John Maxwell escreveu: “ Triste é o dia em que uma pessoa se sente completamente satisfeita com a vida que está levando, com os pensamentos que está tendo, com as obras que está realizando – quando o desejo de realizar algo maior para Deus deixa de bater para sempre a porta de sua alma.”

Não pensemos que, porque tudo está bom, Deus não nos chamará para novos desafios. Tantas vezes o esfriamento espiritual na igreja e a falta de crescimento do evangelho é resultado de tempos de tranqüilidade e estabilidade. Quando tudo está bem, infelizmente muitos não se importam com a obra de Deus, com a oração, com a missão. Por isso, muitas vezes , Deus lança diante de nós, novos desafios.

Moisés precisava deixar o conforto em Midiã, para voltar ao Egito, não mais em busca do conforto do Egito, mas para enfrentar a opressão que seu povo ali vivia, e assim ver Deus os livrar.

Lembre- se que sairemos de nossa posição de conforto e trilharemos uma jornada de fé, superando as experiências do passado e superando as situações de conforto do nosso presente.

3) Sairemos de nossa posição de conforto e trilharemos uma jornada de fé, superando a insegurança do futuro.

Êx 3:11-15 Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel? 12 Deus lhe respondeu: Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte. 13 Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?

14 Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.

15 Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.

Êx 4:1 “ Respondeu Moisés: Mas eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O SENHOR não te apareceu.”

Quando Deus chamou Moisés, por meio da sarça ardente, para deixar sua posição de conforto e voltar para o Egito, trilhando uma jornada de fé, afim de cumprir a missão de sua vida, Moisés se sentiu totalmente desqualificado para ser um líder. Se sentiu inseguro com relação a si mesmo e seu futuro. E por causa disso, tinha muitas perguntas e duvidas:

Êx 3.11 – “ Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?”

Êx 3.13 no final: “ Que lhes direi?”

Êx 4.1: “Mas eis que não crerão”

Êx 4.10 : “Então, disse Moisés ao SENHOR: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua.”

Toda vez que Moisés apresentava uma objeção ao chamado de Deus, a resposta de Deus era perfeita. Mas, Moisés ainda estava com medo. E chegou a dizer: “Envia aquele que hás de enviar, menos a mim” ( Êx 4.13).

Para a alegria de Moisés, Deus não aceitou um “não” como resposta. E, embora com medo, Moisés finalmente fez a única coisa que nos ajuda quando estamos indecisos com relação ao nosso futuro: Confiou em Deus, naquele que conhece o nosso futuro nos mínimos detalhes. E assim, concordou em atender o chamado de Deus e deixar, mais uma vez, a sua posição de conforto, para voltar ao Egito, e assim os filhos de Israel foram libertos das mãos do Faraó.

O medo do futuro muitas vezes nos prende naquilo que é confortável, algumas vezes ao sermos chamados por Deus para um novo tempo, temos que usar a fé e a certeza que Deus sabe do nosso futuro e Ele nãos nos colocará em dificuldades, basta trilharmos o caminho da fé.

Se Moisés, não tivesse deixado sua posição de segurança no Egito, nunca teria tido a experiência na sarça ardente. Depois se não tivesse deixado Midiã, Moisés não teria visto Deus abrir o mar Vermelho ou libertar o seu povo, jamais teria conversado com Deus face a face e nem experimentado o maná ou vista grandes manifestações no deserto.

Conclusão

Será que é a vontade de Deus que permaneçamos na posição de conforto em nossas vidas, ou que saíamos dela e ousemos mais, usando a fé?

O fato é que a fé agrada a Deus, e muitas pessoas que estão confortavelmente estabelecidas, não ousam usar a fé para agradar a Deus, crescendo na vida e no serviço ao Senhor.

Moisés poderia ter ficado tranqüilo no Egito, vivendo como príncipe sem se importar com a dor dos israelitas ou com o propósito de Deus? Poderia. Mas, Moisés escolheu viver na zona da fé e não na zona da segurança. Ele preferiu abrir mão do conforto do Egito para registrar seu nome na galeria da fé. Ele preferiu servir a Deus, e enfrentar as lutas de e chamado , do que ficar no Egito no conforto inútil de um príncipe. O autor dos Hebreus, no cap 11, mostra-nos que Moisés agiu pela fé.

Como podemos sair de nossa posição de conforto, para trilharmos uma jornada de fé?
Sairemos de nossa posição de conforto e trilharemos uma jornada de fé, superando as experiências do passado, superando as situações de conforto do nosso presente e superando a insegurança do futuro.
Para vermos milagres no deserto, é preciso trilhar uma jornada de fé!

Deus nos abençoe!





Deus sempre faz tudo certo!

Hebreus 11.8-12

“8 Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. 9 Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; 10 porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador. 11 Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa. 12 Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar.”
Hebreus 11: 17-19

“17 Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, 18 a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; 19 porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou.”

Em alguma vez na sua vida, você já pensou que Deus estivesse errando com relação a você? Ou você já se sentiu, apesar de andar com Deus, meio desencontrado ao querer de Deus? Será que algumas vezes, não estamos querendo controlar aquilo que Deus tem pra fazer em nossas vidas, achando que estamos certos e Deus está errado? Na verdade, Deus sempre faz a coisa certa.

Explicação : O autor aos hebreus, quando descreveu os exemplos de fé da história bíblica, trouxe o exemplo da história de fé de Abraão e sua esposa Sara.

A família do Pai de Abraão, Tera, nasceu em Ur dos Caldeus, e depois da morte de um dos filhos, Tera, resolveu sair de Ur dos Caldeus rumo a Canaã, mas foi com sua família até Harã, cidade que levou o nome do falecido irmão de Abraão, pai de Ló.

Genesis 11.31 nos conta : “ Tomou Tera a Abraão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir a terra de Canaã; foram até Harã, onde ficaram.” E m Harã morreu Tera, o pai de Abraão.

Em todo esse contexto, Deus estava mexendo com a vida de Abraão. Juntamente com seu pai, Abrão havia sido retirado de Ur ( cidade) dos caldeus para Harã. Mas em Harã, Deus o chamou e fez uma promessa, e a partir de então estava inaugurado na vida desse homem um tempo de promessas de Deus.

Genesis 12: 1-3

 " Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra." – Essa era a promessa de Deus.

Abraão, com seus setenta e cinco anos, não tendo filho, levando sua mulher e sobrinho, obedeceu a Deus e foi até Canaã, percorreu aquela terra e recebeu a promessa de Deus, de que sua descendência herdaria aquela terra. Mas ainda não era tempo de se apossar das promessas de Deus, mas de esperá-las. Havia fome naqueles dias, naquela terra e por causa disso Abraão com os seus, desceu ao Egito. Do Egito Abraão foi para o Neguebe. Do Neguebe voltou a terra de Canaã.

Genesis 13: 1-4: “Saiu, pois, Abrão do Egito para o Neguebe, ele e sua mulher e tudo o que tinha, e Ló com ele. 2 Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. 3 Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, 4 até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do SENHOR.”

Nesse período , Abrão separou-se de Ló, que partiu para Sodoma, enquanto Abrão foi habitar naquela região, junto aos carvalhais de Manre. Em Sodoma, Ló foi seqüestrado em um tempo de guerra, e Abraão se levantou com trezentos e dezoito homens em guerra contra o Quedolaomer e os seus aliados,para resgatar a Ló e seus pertences. Depois disso Deus quis destruir Sodoma, por causa da imoralidade dessa cidade, e Ló habitava lá, Abrão intercedeu por Ló e sua família, que lá estavam. Passado esse período, Deus estava confirmando a promessa de um filho a Abraão, do qual viria a sua descendência, esse filho foi Isaque. Depois de toda a espera, de todo esse desgaste, Abraão pensava que suas provas haviam acabado, mas não. Ainda quando Isaque era menino, Deus pediu uma demonstração da confiança de Abraão, pedindo-lhe que lhe oferecesse Isaque em Holocausto, oferta sacrificada e queimada. Abraão aceitou o desafio, oferecendo a Deus a única possibilidade das promessas de Deus se cumprirem, Isaque foi levado ao altar no monte Moriá, mas Deus não queria a morte de Isaque, que não foi sacrificado, mas sim a confiança de Abraão.

Abraão começou viver o período das promessas com setenta e cinco anos, e conforme o capitulo 21 de Genesis, quando Isaque nasceu, Abraão já tinha cem anos e Sara seus noventa anos. Mas em tudo Deus foi fiel.

Às vezes não entendemos o modo como Deus age, e porque ele não age de acordo com o nosso tempo e o nosso querer. Na verdade, Deus age no tempo dele, conforme ele quer, com os objetivos perfeitos dele. O que nunca podemos fazer é achar que Deus está errado. Deus está sempre certo, e age de maneira correta para nos dar grandes e maiores bênçãos.

Que lições podemos retirar da vida de Abraão , que demonstrem que Deus sempre faz tudo certo?

1) Deus sempre faz tudo certo, ainda que para isso, leve muito tempo.

Nós somos imediatistas, queremos tudo para ontem, mas nem sempre com Deus as coisas são imediatas. Abrão, apesar da sua fé, passou por momentos de impaciência. Quando Deus tirou Abrão de Harã, Deus prometeu-lhe a terra de Canaã e muitos descendentes ,conforme Genesis 12: 1 e 2 : “12.1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome” . O cumprimento dessa promessa iria trazer-lhe grande alegria. Mas depois de dez anos, Deus ainda não havia cumprido sua promessa. Durante esse tempo de espera, Abraão passou por algumas situações:

• Ele deixou sua terra e familiares;

• Deus prometeu abençoar a ele e a seus descendentes;

• Abraão passou um período de dificuldade e fome, tendo que sair de Canaã e ir ao Egito.

• No Egito, teve medo de Faraó e mentiu que Sara não era a sua esposa.

• Experimentou conflitos na família – ele e Ló se separaram.

• Quando Ló foi raptado, ele perseguiu o raptor e lutou para resgatá-lo.

• Ele esperava uma grande descendência, mas ainda não tinha filho.

Deus tinha promessa a Abraão, mas nesse período , aos olhos de Abraão, parecia que Deus não estava se importando com a promessa, a impressão que temos, é que Deus não estava fazendo tudo certo. Mas ao olharmos toda a história de Abraão, percebemos, que esse período de espera, na verdade era um tempo que Deus estava preparando todas as coisas.

Gn 15: 1-6: “15.1 Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande.
2 Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 3 Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. 4 A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. 5 Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. 6 Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.

Deus confirmou a Abraão as promessas que lhe havia feito, mas Abraão, ainda não sabia o que Deus estava preparando. Ainda depois dessa confirmação, em um momento de duvida, ele e Sara, tentaram resolver a situação, fazendo com que Abraão tivesse um filho com a escrava de Sara, tentaram resolver com as próprias mãos, sendo que Deus ainda daria um filho para Sara.
Precisamos entender que os caminhos de Deus e seu sentido de tempo, não são como os nossos. Deus cumpre suas promessas, mas na hora dele e do jeito que não imaginamos, ele faz melhor do que esperamos. Ainda que o tempo possa parecer longo para nós, Deus sempre faz o que é certo e sempre cumpre a sua promessa.
Não sei o que você tem esperado de Deus, o que tem buscado em oração, eu sei que você tem buscado o seu bem e de sua família na presença de Deus em oração, e sei também que Deus fará tudo certo, ainda que para isso leve, aos nossos olhos, muito tempo. Mas, descanse no Senhor, na hora exata, no dia marcado, o que você tem esperado de Deus vai acontecer.
2)Deus sempre faz tudo certo, ainda que nós o questionemos.
No capitulo 18 de Genesis, 3 anjos apareceram a Abraão e Sara e prometeram a eles um filho. Esses anjos foram enviados da parte do Senhor, e de alguma forma eles traziam a palavra do Senhor. Isso era uma teofonia, uma revelação da pessoa de Deus , através de figuras humanas. Não nos fica claro, na bíblia, quem eram esses três homens, provavelmente eram três anjos, ou o Anjo do Senhor, que era uma manifestação clara de Jesus ainda não encarnado. Mas, o fato era que vieram para trazer uma palavra do Senhor para Abraão e Sara. Depois de um ano o Senhor Deus diz através deles, que voltaria e Sara estaria com um filho nos braços. Mas depois, de cumprirem essa tarefa, esses três anjos, em figura humana, foram até Ló avisá-lo e livrá-lo com sua família da destruição de Sodoma e Gomorra. Ló habitava em Sodoma, e enquanto os anjos iam até Sodoma para a destruir, Abraão ficou com o Senhor Deus, falando com Deus para que Sodoma não fosse destruída, pois Abraão, temia a morte de seu sobrinho Ló, com sua família que moravam lá. Abraão ainda não estava entendendo que Deus sempre faz tudo certo.
Talvez você já questionou a Deus, e já se perguntou sobre o caráter de Deus. Abraão fez esses questionamentos a Deus, diante da revelação de que Sodoma seria destruída.

Gn 18: 23-25
“23 E, aproximando-se a ele, disse: Destruirás o justo com o ímpio?
24 Se houver, porventura, cinqüenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinqüenta justos que nela se encontram? 25 Longe de ti o fazeres tal coisa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra”

Abraão perguntou a Deus com ousadia: “Destruirás o justo com o ímpio?” Na continuação do texto, vemos que ele começou a negociar, pedindo a Deus que poupasse a cidade, se ali houvesse cinqüenta justos, depois por quarenta e cinco justos, depois por quarenta justos, depois pelos trinta justos, depois por vinte justos, até chegar aos dez justos. Abraão intercedeu, Deus tirou Ló e os seus da cidade, depois não encontrou lá mais nenhum justo e a destruiu.
Deus ouviu a oração de Abraão, e livrou de lá aqueles pelos quais Abraão intercedeu.
As vezes questionamos a vontade de Deus e podemos interceder pela sua misericórdia, mas não podemos esquecer que Deus sempre faz tudo certo, ainda que nós o questionemos.

3 ) Deus sempre faz tudo certo, ainda que nós não compreendamos.

Hebreus 11: 17-19

“17 Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, 18 a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; 19 porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou.”

Depois de tudo que vimos, Isaque já havia nascido, o filho da promessa, e os idosos Abraão e Sara estavam curtindo o menino Isaque, estavam esperando a promessa de que de Isaque viria uma grande descendência , que é o povo de Israel. Mas, a maior prova da confiança de Abraão estava para acontecer, quando Deus pediu que lhe oferecesse o menino Isaque. Deus queria sondar o coração de Abraão e pediu para ele sacrificar o menino amado , Isaque. Porém ,sabemos no decorrer da história que Isaque foi poupado, e um cordeiro foi providenciado por Deus e sacrificado naquele altar ,feito no monte Moriá. Mas, a situação entre o pedido de Deus, e o cordeiro sacrificado no lugar de Isaque constituiu-se na maior prova na vida desse homem.
Quando somos provados, sempre passa-se em nossa mente, muitos questionamentos, muitos “porquês.”
Mas, desta vez, Abraão não questionou, nem duvidou. Ele simplesmente levantou-se cedo na manha seguinte, pegou a lenha, o fogo, o cutelo e foi com seu filho para Moriá, foi obedecer ao que Deus lhe havia pedido. Após muitos anos questionando, negociando com Deus e reagindo a sua direção, Abraão finalmente se submeteu em total obediência. Ele havia aprendido o segredo de andar com Deus, que é confiar e obedecer. Deus foi fiel em todas as suas promessas que fez, por isso Abraão confiou em seu caráter. Ele finalmente compreendeu, que não devemos tentar entender Deus, antes de obedecer-lhe primeiro.
Quando Abraão estava para sacrificar Isaque, o Senhor o impediu, e atrás de Abraão , o Senhor havia providenciado um cordeiro preso pelos chifres, para ser morto em lugar de Isaque.
As vezes não compreendemos o que Deus está fazendo em nossas vidas. Não compreendemos as provas, as mudanças de situação, os altos e baixos da vida, as situações boas e difíceis que passamos, mas sabemos que em Jesus temos uma aliança com Deus, e olhando para a vida de Abraão temos uma boa noticia: “ Deus está no controle” e Ele sempre faz tudo certo, ainda que nós não compreendamos.

Conclusão

Em alguma vez na sua vida, você já pensou que Deus estivesse errando com relação a você? Ou você já se sentiu, apesar de andar com Deus, meio desencontrado ao querer de Deus? Será que algumas vezes, não estamos querendo controlar aquilo que Deus tem pra fazer em nossas vidas, achando que estamos certos e Deus está errado? Na verdade, Deus sempre faz a coisa certa.
O autor aos hebreus, quando descreveu os exemplos de fé da história bíblica, trouxe o exemplo da história de fé de Abraão e sua esposa Sara.
Vimos hoje, algumas lições na vida de Abraão e Sara que demonstram que Deus sempre faz tudo certo
Deus sempre faz tudo certo, ainda que para isso, leve muito tempo ; Deus sempre faz tudo certo, ainda que nós o questionemos e Deus sempre faz tudo certo, ainda que nós não compreendamos.
Lembre-se, ele te ama, ele está no controle, e Ele faz tudo certo, em nome de Jesus, receba essa palavra em sua vida.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Noé! Fazendo a diferença.

Gn 6.5-14

“5 Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;
6 então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração.
7 Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
8 Porém Noé achou graça diante do SENHOR.
9 Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.
10 Gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé.
11 A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência.
12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra. 13 Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra. 14 Faze uma arca de tábuas de cipreste; nela farás compartimentos e a calafetarás com betume por dentro e por fora.”

Hb 11.7:
“Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.”

Você pode fazer uma grande diferença onde está.
Noé brilhou como um farol numa sociedade de trevas. As condições morais dos seus dias haviam deteriorado ao ponto em que Deus determinou inundar o mundo inteiro. Assim, ele selecionou Noé para construir um barco para preservação da vida na terra, e para pregar ao povo a respeito do julgamento devastador que estava se aproximando (2 Pedro 2:5). O Novo Testamento elogia Noé como um modelo de fé e justiça (Hebreus 11:7).

Achado graça?

Gn 6. 8 : "Porém Noé achou graça diante do SENHOR" No meio de um mundo corrompido , onde os valores familiares e morais estavam destruídos, Noé fez a diferença aos olhos do Senhor e agradou a Deus. Isto significa que Deus se agradava dele, o que é, por si só, um pensamento admirável. Deus é tão santo que é difícil imaginar que homens pudessem realmente viver de tal modo a dar-lhe prazer. Mas Noé o fez, e nós também podemos. Como? Gn 6.9:"Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus" Noé era fiel a Deus e vivia como Deus gostava que ele vivesse. E, é notável que Noé vivia numa época de muita impiedade. “5 Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; (Gênesis 6:5). É possível viver fielmente diante de Deus no meio da impiedade e do mal. De fato, se queremos agradar a Deus, precisaremos fazer isso.

Enquanto olhamos para Noé, podemos aprender de sua vida, maneiras, pelas quais podemos fazer a diferença no contexto onde estamos e num mundo corrompido.
De que maneira poderemos fazer a diferença?

1) Podemos fazer a diferença para a nossa família ( 8-10).

“8 Porém Noé achou graça diante do SENHOR.

9 Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.

10 Gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé. “

Noé era um pai de família, tinha ele três filhos: Sem, Cam e Jafé.

Noé foi escolhido por Deus para construir a arca por causa do modo como ele vivia. Felizmente, sua obediência não foi benefício exclusivo dele. Ele também salvou sua família. Lemos em Gênesis 7.1: “Disse o SENHOR a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração.” A diferença que Noé fez, trouxe bênção para sua família também. O Senhor poupou a família de Noé, porque este andava com Deus.

Levar uma vida de integridade e obediência a Deus é algo que sempre tem o potencial de causar um impacto positivo nos outros, a começar pelos da nossa casa. Nem sempre estamos atentos a esse impacto, mas é o que acontece. Aqueles que estão próximos a você, são os que mais se beneficiam quando você faz o que é certo.

A nossa diferença começa por um comportamento santo dentro de casa, vivendo com integridade, com testemunho no lar, e isso beneficiará aqueles que estão conosco em casa.

Vamos relacionar isso com o ensino do Novo Testamento:

I Coríntios 7:12-14 12" Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; 13 e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. 14 Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos. "

I Pedro 3:1e2

"Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa,
2 ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor. "

O apóstolo Paulo ensinou em I Coríntios 7:12-14 que, tanto o marido crente casado com a mulher incrédulo quanto a mulher crente casada com marido incrédulo não devem se separar e que o crente santifica o descrente.

Pedro, em I Pe 3:1e 2, manda que as mulheres casadas com maridos incrédulos ganhem seus maridos com seu bom testemunho de Cristo:” , sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, 2 ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor”. Para o apóstolo Pedro, a mulher que viver os princípios da Palavra terá seu marido impactado pelo seu testemunho.

Fazer a diferença dentro do lar, traz bênçãos para o cônjuge. O bom comportamento e o procedimento fiel dentro do lar, faz a diferença e traz resultados de felicidade na família. Creia nisso e lembre-se que é possível fazer a diferença dentro do lar. Lembre-se que podemos fazer a diferença para a nossa família.

2) Podemos fazer a diferença para gerações futuras (Hb 11.7)

“Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.”

Deus tem  uma aliança com a humanidade. Desde o Gênesis, no capitulo 3vers 15, temos a promessa da vinda do Salvador, que redimiria o homem do seu pecado. Porém, na época de Noé, essa promessa ainda não havia acontecido, Jesus o Salvador, ainda não havia nascido e morrido pelos nossos pecados. Então, o Senhor Deus preservou a vida e a família de Noé, para que através de sua família, houvesse a esperança e certeza do nascimento do Salvador prometido, dando assim a salvação para todo o que nele crer. Por causa da diferença de Noé, a graça do Senhor o alcançou e a promessa do salvador se cumpriu para nós e assim somos salvos em Jesus Cristo.

Noé fez diferença na sua geração, fez diferença para a sua família e fez diferença para gerações futuras, inclusive a nossa. Se Deus não tivesse salvado a Noé, não existiríamos. Mas graças a Deus, estamos predestinados para a salvação , antes da fundação do mundo. Por tudo isso, Deus preservou a Noé.

Como Noé, também podemos fazer diferença para a vida de gerações futuras.

Conta a ilustração: ”Certo jovem ficou observando um homem com seus 80 anos plantando um pomar de maçãs. O ancião, com amor e esmero, preparou a terra, plantou as mudinhas e as regou. Depois de observar por um tempo , o jovem disse:

- O senhor espera comer maçãs dessas arvores, não é?

O ancião respondeu: - Não, mas alguém as comerá.

Muitas coisas que plantamos hoje serão colhidas pelos nossos filhos , netos, bisnetos e assim por diante.

A oração de Augusto Heck, um dos meus antepassados dizia: “ Senhor que tua graça, passe como fio de prata por entre a minha descendência” .

Existem orações e coisas boas que fazemos hoje, que darão um grande exemplo, ou grandes benefícios para aqueles que vêm depois de nós. Como foi no caso de Noé.

Suas ações, podem ajudar aqueles que vêm depois de você. Por causa da Aliança de Deus com Noé, podemos ter certeza de que estamos livres da destruição causada por um dilúvio que atingiu o mundo inteiro.

Os habitantes da terra, ainda recebem o benefício decorrente da vida de retidão de um homem. De igual modo, você e eu podemos beneficiar as gerações futuras. Quando você serve as pessoas ou as influencia de maneira positiva , e as incentiva a passar para os outros o que recebeu, cria uma série de impactos que pode mudar pessoas, e as levar pra perto de Deus.

Lembre-se que podemos fazer a diferença para a nossa família e podemos fazer a diferença para gerações futuras.

3) Podemos fazer a diferença para Deus

“8 Porém Noé achou graça diante do SENHOR”

Toda uma geração estava corrompida, porém Noé, agradou o Senhor.

2 Crônicas 16: 9 a “Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele;”

Noé agradou o Senhor por entregar seu coração totalmente a Ele.

Deus estava desanimado com o povo que havia criado. Contudo, Noé em sua integridade, despertou a misericórdia do coração de Deus, levando o Senhor a salvar a humanidade da destruição total, através dele. Por causa de seu relacionamento com Deus, Noé mudou o curso da história.

A Palavra de Deus refere-se em pelo menos três textos acerca de pessoas a quem Deus procura. São as pessoas com quem Deus se propõe a ter comunhão e a usar poderosamente na sua obra.

a) Deus procura os fiéis: Sl 101.6:“Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda em reto caminho, esse me servirá.”



O que é ser fiel?

É quando não quebramos alianças estabelecidas.

Deus procura o marido que é fiel a sua esposa;

Deus procura a esposa que é fiel ao seu marido;

Deus procura jovens e adolescentes que são fiéis ao mandamento de honrar os seus pais e suas mães.

Deus procura o empregado que não defrauda o seu patrão; e o patrão que não explora seu empregado.

Deus procura pessoas fiéis.

b)Deus procura intercessores:

Em Ezequiel 22:30:

“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.”

Nosso Deus está em busca de pessoas que se disponham a interceder (orar com fervor) pelos países, nações, igrejas, cidades.

Intercessão é a chave que move ou retém a mão de Deus.

O intercessor levanta as mãos para Deus e coloca-se a pedir, a sentir a necessidade espiritual de outra pessoa, colocando-a diante do SENHOR.

Portanto, o intercessor é alguém que, com humildade, mas com ousadia, “compra causa do outro com Deus”, por assim dizer, em favor de seu semelhante.

c) Deus procura adoradores verdadeiros

Jesus declarou para uma mulher samaritana em Jo 3.23 e 24:

“23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. 24 Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”

Os justos, intercessores e adoradores são pessoas que fazem a diferença nessa terra aos olhos do Senhor, e esse agradam ao Senhor, achando graça aos olhos de Deus.

Lembre-se que podemos fazer a diferença para a nossa família, podemos fazer a diferença para gerações futuras e podemos fazer a diferença para Deus.

4) Podemos fazer diferença em qualquer época de nossas vidas.

Gn 5.32: “Era Noé da idade de quinhentos anos e gerou a Sem, Cam e Jafé”

Quando Deus chamou a Noé para fazer a arca ele tinha “apenas” quinhentos anos.

Gn 7.6 : “ Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando as águas do dilúvio inundaram a terra.” Quando terminou a arca, Noé ainda era “novo” tinha apenas seiscentos anos. E seus filhos já tinham perto, pelo menos dos cem anos. Mas, a idade e a época que estavam vivendo, não os excluiu dos projetos de Deus.

Algumas pessoas querem impor restrições a si mesmas de acordo com o seu talento , inteligência ou experiência. Outras se preocupam com a idade. Mas, com Deus uma pessoa sempre pode fazer a diferença, independentemente de circunstâncias ou situações. E a idade não significa nada para Deus. Certa vez, quando Jesus alimentou as cinco mil pessoas , foi um adolescente que proveu os cinco pães e os dois peixes ( Jo 6.9). No caso de Noé, ele tinha seiscentos anos quando começou a chover e entrou na arca. Não importa a idade, não importam suas condições financeiras, não importa se você pode oferecer cinco pães e dois peixes para Jesus, ou se você pode construir uma embarcação, você pode fazer diferença, e SER UMA BÊNÇÃO, conforme Deus quiser e em qualquer fase de sua vida. Não pense que está velho demais para fazer algo pra Deus, não pense que é novo demais. Vá em frente e faça diferença nessa terra que o Senhor te colocou.

Lembre-se que podemos fazer a diferença para a nossa família, podemos fazer a diferença para gerações futuras, podemos fazer a diferença para Deus e podemos fazer diferença em qualquer época de nossas vidas.

Conclusão

Você pode fazer uma grande diferença onde está.

Noé brilhou como um farol numa sociedade de trevas.

A história de Noé nos ensinou hoje que podemos fazer diferença nesta terra. Noé foi o exemplo mais concreto que uma pessoa pode fazer diferença.

Qual é o contexto que você está inserido? Onde você trabalha? Quais são as pessoas que estão ao seu redor?Como é sua família?

Seja uma bênção, FAZENDO A DIFERENÇA: Lembre-se que podemos fazer a diferença para a nossa família e podemos fazer a diferença para gerações futuras, podemos fazer a diferença para Deus e podemos fazer diferença em qualquer época de nossas vidas.











sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Famílias fortes

Texto: II Reis 4:8-37


8 Certo dia, passou Eliseu por Suném, onde se achava uma mulher rica, a qual o constrangeu a comer pão. Daí, todas as vezes que passava por lá, entrava para comer. 9 Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus.

10 Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto, obra de pedreiro, e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para ali.  11 Um dia, vindo ele para ali, retirou-se para o quarto e se deitou. 12 Então, disse ao seu moço Geazi: Chama esta sunamita. Chamando-a ele, ela se pôs diante do profeta.  13 Este dissera ao seu moço: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com muita abnegação; que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao rei ou ao comandante do exército? Ela respondeu: Habito no meio do meu povo.
14 Então, disse o profeta: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho. 15 Disse Eliseu: Chama-a. Chamando-a ele, ela se pôs à porta.
16 Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás um filho. Ela disse: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva. 17 Concebeu a mulher e deu à luz um filho, no tempo determinado, quando fez um ano, segundo Eliseu lhe dissera.  18 Tendo crescido o menino, saiu, certo dia, a ter com seu pai, que estava com os segadores. 19 Disse a seu pai: Ai! A minha cabeça! Então, o pai disse ao seu moço: Leva-o a sua mãe.
20 Ele o tomou e o levou a sua mãe, sobre cujos joelhos ficou sentado até ao meio-dia, e morreu.
21 Subiu ela e o deitou sobre a cama do homem de Deus; fechou a porta e saiu.
22 Chamou a seu marido e lhe disse: Manda-me um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte. 23 Perguntou ele: Por que vais a ele hoje? Não é dia de Festa da Lua Nova nem sábado. Ela disse: Não faz mal.
24 Então, fez ela albardar a jumenta e disse ao moço: Guia e anda, não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser.
25 Partiu ela, pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita;
26 corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudo bem contigo, com teu marido, com o menino? Ela respondeu: Tudo bem. 27 Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, abraçou-lhe os pés. Então, se chegou Geazi para arrancá-la; mas o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura, e o SENHOR mo encobriu e não mo manifestou.
28 Disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes?
29 Disse o profeta a Geazi: Cinge os lombos, toma o meu bordão contigo e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes, e, se alguém te saudar, não lhe respondas; põe o meu bordão sobre o rosto do menino.
30 Porém disse a mãe do menino: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. Então, ele se levantou e a seguiu.31 Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida; então, voltou a encontrar-se com Eliseu, e lhe deu aviso, e disse: O menino não despertou.
32 Tendo o profeta chegado à casa, eis que o menino estava morto sobre a cama. 33 Então, entrou, fechou a porta sobre eles ambos e orou ao SENHOR.
34 Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu.
35 Então, se levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a subir, e se estendeu sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos. 36 Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. 37 Ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se em terra; tomou o seu filho e saiu.”



Quando estudamos as famílias bíblicas, observamos que muitas delas enfrentaram crises gravíssimas.

A primeira família na Bíblia a enfrentar uma grande crise foi a de Adão. A crise surgiu com a entrada do pecado na vida deles e conseqüentemente, entre os seus filhos Caim e Abel. Caim começou a encher o seu coração com ciúme e inveja. Ciúme e inveja são sentimentos profundamente destrutivos.

Na família de Jacó houve um serio problema de relacionamento entre os seus filhos. José era objeto de ciúme e inveja. Seus irmãos rejeitavam os seus sonhos e se revoltavam contra o pai, por este ter preferência por José. E mais tarde o venderam como escravo para o Egito.

Na família de Abraão, houve uma grave crise entre Sara e uma serva chamada Hagar. Deus havia prometido a Sara um filho. Sara não espera o cumprimento da promessa de Deus, e pede a Abraão que tenha um filho da escrava.

Ao lembrarmos da família de Ana, mãe de Samuel, recordamos dos conflitos que ela enfrentou dentro da sua casa com Penina. Ana era humilhada por não poder ter filhos. Mas, Deus a honra e abre a sua madre.

Todas estas famílias venceram seus conflitos porque estavam firmadas sobre a rocha.

Conforme Jesus alertou em Mateus 7 os ventos podem soprar contra a casa do homem prudente e contra a casa do homem insensato. Em suma, os tempos de crise podem vir sobre todos nós, tementes a Deus ou não. Todos nós sofremos ataques do maligno com objetivo de matar, roubar e destruir nossos lares.

Mas, a casa forte é aquela edificada sobre a rocha, é a que ouve e pratica a palavra de Jesus.

O capitulo 4 de II Rs descreve alguns milagres no ministério do profeta Eliseu: o primeiro, quando o azeite da viúva pobre foi multiplicado por Deus, outro milagre, o do texto lido, foi quando o Senhor deu para família que hospedava Elizeu um filho, e este menino morreu, mas através da fé de Eliseu esse menino foi ressuscitado, e ainda outro milagre, foi quando os discípulos dos profetas estavam vivendo um período de necessidades, então um dos discípulos colheu um fruto que não conheciam, e que era venenoso, quando estavam para comer desse fruto, alguém exclamou que havia “morte na panela”, mas Eliseu colocou farinha na panela e o fruto deixou de ser venenoso, e ainda nesse texto 20 pães de cevada são multiplicados para alimentar cem homens.

No texto que lemos encontramos uma família, que tomamos como exemplo de uma família forte, que resistiu às provações, enfrentou desafios e conquistou vitórias mesmo estando diante de um quadro de morte.

- Quais são as provações que sua família tem vivido? Há alguma dificuldade no seu lar? Elas serão vencidas, em nome de Jesus, através do ensino de hoje.

Vamos aprender neste texto algumas marcas de uma família forte, que devemos cultivar também em nossas famílias. E assim, vencermos as diversas lutas que passamos como família.


QUAIS SÃO AS MARCAS DAS FAMÍLIAS FORTES?

I – FAMÍLIAS FORTES SE RELACIONAM PROFUNDAMENTE COM DEUS (V.8-11)

8 Certo dia, passou Eliseu por Suném, onde se achava uma mulher rica, a qual o constrangeu a comer pão. Daí, todas as vezes que passava por lá, entrava para comer. 9 Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus.

10 Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto, obra de pedreiro, e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para ali.

11 Um dia, vindo ele para ali, retirou-se para o quarto e se deitou



De acordo com o vs 08 a 11, a mulher sunamita percebeu que aquele homem que passava por ali era um “santo homem de Deus”, então procurou meios para que o relacionamento com ele se aprofundasse. Construindo um quarto para ele, com certeza ela o constrangeria a se demorar mais ali.

Ela sabia que Eliseu era um santo homem de Deus, um profeta que ministraria a palavra do Senhor em sua casa, um profeta que abençoaria a sua casa. Por isso, ela faz questão de hospedá-lo em sua casa, para ter um relacionamento com o Deus que Eliseu servia.

No AT, o Espírito Santo era dado a reis, sacerdotes e profetas, no NT o Espírito Santo é dado para aquele que crê em Jesus. O profeta Eliseu, era um homem cheio do Espírito Santo, e era bom tê-lo em casa. Aquela família, queria ouvir mais de Deus através de Eliseu, queria conhecer mais da vontade de Deus para vida deles, e quem poderia falar disso era o profeta Eliseu. Hospedando Eliseu, se estava hospedando o portador da palavra de Deus. Hospedando Eliseu, estava se hospedando o portador da bênção de Deus.

Mesmo num tempo de superficialidade nos relacionamentos uma família forte, faz do seu lar, um lugar da habitação permanente de Deus. Uma família forte compreende que o relacionamento com Deus deve ser cultivado todos os dias e não apenas nas reuniões de domingo na igreja.

Uma família forte é composta por pessoas que desejam ouvir a Deus todos os dias, e que se relacionam com sua palavra e com seus servos. Uma família forte é aquela que quer um relacionamento cada vez mais profundo com Deus.

( I – Famílias fortes se relacionam profundamente com Deus).

II – FAMILIAS FORTES CULTIVAM SONHOS VINDOS DE DEUS (V.14-17)

14 Então, disse o profeta: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho. 15 Disse Eliseu: Chama-a. Chamando-a ele, ela se pôs à porta.

16 Disse-lhe o profeta: Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás um filho. Ela disse: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva. 17 Concebeu a mulher e deu à luz um filho, no tempo determinado, quando fez um ano, segundo Eliseu lhe dissera.



A mulher sunamita tinha o sonho de ter filhos, mas humanamente, era impossível realizar seu sonho, uma vez que seu marido já era velho. Porém quando Deus habita em nosso lar os sonhos nunca morrem. O profeta anunciou que Deus estava restaurando o sonho daquela família. “Daqui a um ano, abraçaras um filho.” Vs 16

Ela, porém nem queria acreditar, ela diz:”Não mintas à tua serva”, para ela era um sonho muito grande, que humanamente ela não poderia receber , mas Deus ressuscitou através do profeta Eliseu o sonho dessa família e “concebeu a mulher e deu a luz um filho, no tempo determinado, quando fez um ano, segundo Eliseu lhe dissera.”vs 17

Uma família forte faz do seu lar um incubatório de sonhos. Um lugar onde a esperança triunfa sobre o desanimo e o fracasso. A esperança em Deus é o oxigênio da alma de uma família.

Quem sabe existam famílias tão complicadas e difíceis que os membros, nem sequer tenham mais sonhos juntos. Desistiram de sonhar, a situação é difícil, o esposo desistiu dos projetos com a esposa, o pai desistiu da libertação do filho dos vícios, ou ainda, a esposa desistiu do marido viciado. Quem sabe existam famílias que tem desistido de servir a Deus juntos na casa do Senhor.

A sunamita, havia desistido de ser mãe, humanamente era impossível, mas Deus não desiste dos sonhos que nós mesmos já desistimos.

( I – Famílias fortes se relacionam profundamente com Deus; II – Famílas fortes cultivam sonhos vindos de Deus ).



III - FAMILIAS FORTES ENFRENTAM OS DESAFIOS AJUDADOS POR DEUS (V.18-20)

18 Tendo crescido o menino, saiu, certo dia, a ter com seu pai, que estava com os segadores. 19 Disse a seu pai: Ai! A minha cabeça! Então, o pai disse ao seu moço: Leva-o a sua mãe.

20 Ele o tomou e o levou a sua mãe, sobre cujos joelhos ficou sentado até ao meio-dia, e morreu.

Conforme os versos 18 a 20, o filho tão esperado adoeceu e veio a morrer. Agora diante da crise que se estabelece em seu lar, vendo seu sonho desmoronar, a mulher sunamita não se entregou. Ela decidiu firmemente ir ao encontro do homem de Deus para buscar a solução. Elias estava no monte Carmelo, e ela foi ao seu encontro.

V22-24:

22 Chamou a seu marido e lhe disse: Manda-me um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte. 23 Perguntou ele: Por que vais a ele hoje? Não é dia de Festa da Lua Nova nem sábado. Ela disse: Não faz mal. 24 Então, fez ela albardar a jumenta e disse ao moço: Guia e anda, não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser.

25 Partiu ela, pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita;

As expressões “guia e anda, não te detenhas no caminhar…” mostram a determinação e perseverança da mulher sunamita.

Ao enfrentar desafios Famílias fortes cultivam a perseverança. Não se rendem diante dos obstáculos que se postam no caminho para a realização dos sonhos de Deus.

Hebreus 12.1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, 2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

Quais são os desafios que estão diante de sua família?

Decida enfrentá-los e resolve-los olhando firmemente para Jesus. Vá a luta, não se conforme com a triste situação, creia no milagre e busque o socorro que só vem das mãos do Senhor.

( I – Famílias fortes se relacionam profundamente com Deus; II – Famílas fortes cultivam sonhos vindos de Deus III - FAMILIAS FORTES ENFRENTAM OS DESAFIOS AJUDADOS POR DEUS )



IV - FAMILIAS FORTES SE AUTO AVALIAM NA VONTADE DE DEUS (V 25-26)

25 Partiu ela, pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita;

26 corre ao seu encontro e dize-lhe: Vai tudo bem contigo, com teu marido, com o menino? Ela respondeu: Tudo bem.

Ao se aproximar do Monte Carmelo onde estava o “homem de Deus” a mulher sunamita é conduzida por Deus a pensar sobre sua vida familiar em três níveis: Vai tudo bem contigo, com teu marido e com o menino?

E mesmo com o menino morto, ela não se desespera e declara com fé: tudo bem.

Famílias fortes têm coragem de examinar a si mesmas em relação a vontade de Deus e quando necessário dirigidas pelo Espírito Santo fazerem mudanças. E, por mais que a situação familiar não esteja bem, pela fé você pode declarar: “Tudo bem”. Mas, muitas vezes somos convidados a refletir o real estado de nossas famílias, e pela fé crer que tudo estará bem.

Davi o “homem segundo o coração” orou dizendo “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” Sl 139 – é preciso uma avaliação pessoal e uma avaliação se vai tudo bem com nossas famílias.

( I – Famílias fortes se relacionam profundamente com Deus; II – Famílas fortes cultivam sonhos vindos de Deus III - FAMILIAS FORTES ENFRENTAM OS DESAFIOS AJUDADOS POR DEUS ;IV - FAMILIAS FORTES SE AUTO AVALIAM NA VONTADE DE DEUS (V 25-26



V - FAMILIAS FORTES CREEM NO PODER DE DEUS (v.34-36)

O texto nos fala sobre o profeta Eliseu:

34-Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. 35 Então, se levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a subir, e se estendeu sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos. 36 Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho.

Mesmo diante de um quadro de morte a mulher sunamita não desistiu de crer na ação sobrenatural de Deus em seu lar. Sua perseverança foi segundo a graça de Deus recompensada. Através do profeta Eliseu, Deus ressuscitou seu filho.

Famílias fortes esperam a ação sobrenatural de Deus diante da impossibilidade humana. A mulher sunamita creu e sua fé foi recompensada com o milagre que Deus operou em sua casa.

É impossível, espere e creia no milagre!

Conclusão

Quando estudamos as famílias bíblicas, observamos que muitas delas enfrentaram crises gravíssimas, desde Adão até o dia de hoje, todas as famílias tem suas dificuldades. Mas a família forte é aquela que é como a casa edificada na rocha, é a que ouve e pratica a palavra de Deus.

No texto que lemos encontramos uma família, que tomamos como exemplo de uma família forte, que resistiu às provações, enfrentou desafios e conquistou vitórias, mesmo estando diante de um quadro de morte.

Famílias fortes



QUAIS SÃO AS MARCAS DAS FAMÍLIAS FORTES?



I – FAMÍLIAS FORTES SE RELACIONAM PROFUNDAMENTE COM DEUS (V.8-11)

II – FAMILIAS FORTES CULTIVAM SONHOS VINDOS DE DEUS (V.16-17)

III - FAMILIAS FORTES ENFRENTAM OS DESAFIOS AJUDADOS POR DEUS (V.18-20)

IV - FAMILIAS FORTES SE AUTO AVALIAM NA VONTADE DE DEUS (V 25-26)

V - FAMILIAS FORTES CREEM NO PODER DE DEUS (v.34-36)