quarta-feira, 27 de abril de 2011

Páscoa, o livramento da morte !

Ex 12.1-20
1 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito:
2 Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano.
3 Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família.
4 Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, convidará ele o seu vizinho mais próximo, conforme o número das almas; conforme o que cada um puder comer, por aí calculareis quantos bastem para o cordeiro.
5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito;
6 e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde.
7 Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem; 8 naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão.
9 Não comereis do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura.
10 Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis.
11 Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR.
12 Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR.
13 O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.
14 Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
15 Sete dias comereis pães asmos. Logo ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas, pois qualquer que comer coisa levedada, desde o primeiro dia até ao sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel.
16 Ao primeiro dia, haverá para vós outros santa assembléia; também, ao sétimo dia, tereis santa assembléia; nenhuma obra se fará nele, exceto o que diz respeito ao comer; somente isso podereis fazer. 17 Guardai, pois, a Festa dos Pães Asmos, porque, nesse mesmo dia, tirei vossas hostes da terra do Egito; portanto, guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo. 18 Desde o dia catorze do primeiro mês, à tarde, comereis pães asmos até à tarde do dia vinte e um do mesmo mês. 19 Por sete dias, não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado será eliminado da congregação de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra. 20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos.
A Páscoa ocupa um lugar central nas Escrituras. No Antigo Testamento a Páscoa fala da libertação do povo de Israel do terrível cativeiro do Egito.
Deus mandou as dez pragas para o Egito, mas antes que a décima praga viesse, instituiu que o seu povo deveria sacrificar um cordeiro, sem defeito, macho de um ano, ou um cabrito e matá-lo á tarde, passarem o sangue nas portas e comerem de sua carne, pois a décima praga viria: a morte dos primogênitos do Egito. O anjo enviado por Deus passaria por cima do povo e veria que a casa marcada pelo sangue do Cordeiro era de seu povo de Deus, Então enquanto o SENHOR feriria o povo Egípcio, seu povo Israel estaria comendo o cordeiro sacrificado, com pães sem fermento e ervas amarga em suas casas.
V.13 – “O sangue vos será por sinal”.
Este cordeiro é um anuncio do cordeiro de Deus que seria sacrificado para salvar aqueles que marcarem suas vidas e casas com seu precioso sangue derramado no sacrifício da Cruz.
O sangue de Jesus, marca a vida da família, é nas portas de nossas casas (famílias) que ele deve ser colocado, e quando nossas famílias estão marcadas pelo sangue de Jesus, não sofreram a morte Eterna, mas passarão da morte para a vida.
A páscoa tornou-se uma das três grandes festas, em comemoração do êxodo, ou seja, da libertação dos israelitas do Egito.
O povo de Deus reunia-se anualmente, em Jerusalém para esta festa que começava no mês primeiro, aos 14 do mês, no crepúsculo da tarde. Iniciava com uma refeição , que consistia de um cordeiro assado, ou um cabrito, pães asmos e ervas amargas. O cordeiro servia para recordação do sacrifício; o pão sem fermento da pureza; e as ervas amargas da servidão amarga do Egito.
Jesus foi crucificado em um dia de Páscoa. No dia seguinte à Pascoa (15 de Nisã) começava a festa dos pães ázimos (Hag Hamatzot). Durante sete dias não poderia haver fermento dentro das casas dos israelitas. Originalmente os pães ázimos representavam a saída rápida do Egito. Mas vemos também na ausência de fermento o símbolo de ausência de pecado em Cristo.
FESTA DAS PRIMÍCIAS (Lv 23:9-14): Acontecia no "dia seguinte ao sábado" (verso 11), isto é, no dia 16 de Nisã, era celebrada a festa das primícias (Bikurim). Neste dia os israelitas deviam apresentar no templo o primeiro produto da colheita. Notemos como Jesus cumpriu estas festas morrendo no dia da Páscoa (14 de Nisã) e ressuscitando no dia 16 do mês, no dia das primícias.Sendo ele a primícia dos que ressuscitarão.
No Novo Testamento (NOVA ALIANÇA)a Páscoa refere-se à morte e ressurreição de Jesus Cristo. Deus tirou o seu povo do Egito com mão forte e poderosa através do sangue do Cordeiro. Deus nos tirou do cativeiro do pecado pelo sangue de Jesus. A morte do cordeiro na páscoa judaica era um tipo da morte de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Algumas lições podem ser destacadas para o nosso ensino:
1. O livramento da morte depende da morte do Cordeiro (Ex 12.4-6) –
4 Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, convidará ele o seu vizinho mais próximo, conforme o número das almas; conforme o que cada um puder comer, por aí calculareis quantos bastem para o cordeiro.
5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito;
6 e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde
.
Quando a Páscoa foi instituída, Deus ordenou a Moisés que cada família se reunisse para matar o cordeiro e aspergir as ombreiras da porta com o sangue. O anjo do Senhor passaria naquela noite e vendo o sangue passaria por alto e não feriria de morte o primogênito. Todos os primogênitos do Egito morreram naquela noite, exceto aqueles que estavam debaixo do abrigo do sangue do Cordeiro.
Não foi a vida do cordeiro, mas sua morte que trouxe livramento para os israelitas. Assim, também, somos libertos da morte pela morte de Cristo. Ele morreu a nossa morte. Ele é o nosso cordeiro pascal.
2. O livramento da morte depende de estar debaixo do abrigo do sangue (Ex 12.7,13,14)
7 Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem;
13 O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.
14 Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.

– A libertação da morte dependeu não apenas da morte do cordeiro, mas também, do seu sangue aspergido nas ombreiras das portas. Precisamos estar debaixo do sangue de Cristo para sermos salvos. Não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. Não é o sangue de um cordeiro que pode nos purificar do pecado, mas apenas o sangue do Cordeiro sem defeito, o sangue de Cristo. Por ele somos remidos, comprados, purificados e justificados.
Toda vez que falamos da morte de Cristo na cruz, falamos ao mesmo tempo do derramamento do seu sangue. Em toda a Bíblia, o sangue tem um significado muito especial. Desde o gênesis, até o Apocalipse, ele aparece como elemento indispensável na redenção da humanidade.
Deus providenciou, então uma maneira perfeita e definitiva de resolver o problema dos nossos pecados. Jesus, como sacrifício perfeito, derramou uma única vez o seu sangue por nós, pagando assim, a nossa dívida.
( Hb 9:12-14 ) :
12 não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. 13 Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, 14 muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!
O sangue foi o preço pago pela nossa libertação
Talvez você já tenha assistido ou lido algo sobre o mercado de escravos que existia ( e infelizmente, ainda existe ) em muitos lugares do mundo. Pessoas eram expostas como mercadoria pra que outras pessoas as comprassem e as levassem para viverem em escravidão. Nós estávamos mortos por causa dos nossos pecados, sobre nós pesava uma condenação impagável, mas Cristo nos viu, quando ainda éramos pecadores e pagou um alto preço por cada um de nós.
Ele nos comprou! Mas, logo após a compra, Ele nos deu uma “carta de alforria”, ou seja, disse: “ eu lhe comprei, mas você é livre”.
Pois é essa consciência que devemos ter. Jesus pagou um alto preço por nós e agora, livremente, e de coração agradecido, vamos servi-lo!
O sangue representa a vida! Ele corre por nossas veias e artérias transportando oxigênio e nutrientes pra todo o nosso corpo. Quando Jesus derramou seu sangue por nós, Ele estava nos dando a sua própria vida. Nada mais justo que agora também vivamos por Ele e para Ele.
Você precisa cobrir-se com o sangue de Jesus
O sangue de Jesus é poderoso! Ele é suficiente pra nos purificar de todo o pecado ( I João 1:7 ), mas ele também nos dá acesso a Deus e nos oferece cobertura e proteção. Cobrir-se com o sangue de Jesus significa apropriar-se de todos os benefícios da cruz.
3)Os que foram libertos pelo sangue precisam se alimentar do Cordeiro
; 8 naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão.
9 Não comereis do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura.
10 Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis.
11 Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR.
12 Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR.

– Aqueles que foram salvos pelo sangue alimentaram-se do cordeiro. Reunidos em famílias os israelitas se fortaleceram para a caminhada, comendo a carne do cordeiro com ervas amargas.
Aqueles que são salvos pelo sangue de Cristo, precisam se alimentar de Cristo. Ele é o pão vivo que desceu do céu. Ele é o alimento para a nossa alma. A Páscoa judaica foi substituída pela Ceia do Senhor , onde pão simboliza o corpo de Cristo e o vinho o seu sangue. Devemos nos alimentar do corpo e do sangue do Senhor. O pão e o vinho não se transubstanciam em corpo de Cristo como ensina o dogma romano nem Cristo está presente fisicamente neles, como pensava Lutero. Cristo está presente na Ceia espiritualmente e dele nos alimentamos espiritualmente.
4. Os que celebram a Páscoa do Senhor precisam lançar fora todo o fermento da maldade (Ex 12.15, 19-20) –
15 Sete dias comereis pães asmos. Logo ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas, pois qualquer que comer coisa levedada, desde o primeiro dia até ao sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel.

19 Por sete dias, não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado será eliminado da congregação de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra. 20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos.
Durante a celebração da Páscoa judaica, os israelitas não podiam ter nenhuma espécie de fermento em casa nem comer pão levedado. O fermento é um símbolo da contaminação do pecado.
Assim a nossa aliança com Cristo consite num abandono diário de atos pecaminosos.
Precisamos examinar a nós mesmos antes de comermos o pão e bebermos o cálice. A igreja precisa ser uma comunidade de santidade, amor e perdão, antes de ser uma comunidade de celebração.

Conclusão:
Páscoa, o livramento da morte

Algumas lições podem ser destacadas para o nosso ensino:
1- O livramento da morte depende da morte do Cordeiro
2- O livramento da morte depende de estar debaixo do abrigo do sangue (Ex 12.7,13,14)
3- Os que foram libertos pelo sangue precisam se alimentar do Cordeiro
4- Os que celebram a Páscoa do Senhor precisam lançar fora todo o fermento da maldade.


Pr Welinton ( Adaptado de Hernandes Dias Lopes)

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