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quarta-feira, 27 de abril de 2011

O poder glorioso da ressurreição

Romanos 6.4; 4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida
2 Coríntios 4.6-18

4.6 Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo . 7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. 8 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; 9 perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; 10 levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. 11 Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. 12 De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida. 13 Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos, 14 sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco. 15 Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus. 16 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. 17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, 18 não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

1. Introdução

Nos textos lidos O ensino evidente é que na ressurreição, o poder de Deus vence o poder da morte e nos dá vida plena, abundante. De fato, se morremos com Cristo para o pecado, com ele ressurgimos para uma vida nova. O nosso objetivo é descobrir as conseqüências práticas disto em nossa vida.
O 1º texto que lemos nos revela que já morremos para nossa vida com Cristo na cruz, assim como ele foi para a cruz, nós quando nele cremos morremos para o nosso querer e passamos a viver para sua vontade, e assim como ele foi ressuscitado passamos a viver, de maneira diferente, uma nova vida conforme a vontade dele.
O 2º texto revela-nos que diante das dificuldades que passamos, estamos morrendo como Cristo, porém para nossas próprias paixões, mesmo sofrendo como Cristo também sofreu; porém a ressurreição de Cristo é manifesta na nossa própria vida v.10 levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Deve existir em nosso corpo a manifestação de Cristo em nós.
O ensino evidente é que na ressurreição, o poder de Deus vence o poder da morte e nos dá vida plena, abundante.
1 – O poder da ressurreição traz vida nova. ( Rm 6.4)
"Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida
A palavra ensina que “como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Romanos 6.4b).
O versículo lido diz que, assim como Cristo foi sepultado, existe o nosso sepultamento quando recebemos o batismo do Espírito Santo (em nossa conversão). Esse sepultamento se dá pelo fato de quando estamos com Cristo, abandonamos como numa sepultura quem éramos para vivermos o que Deus deseja que sejamos.
É justamente o que Deus deseja de nós, que deixemos como que na sepultura nossa vida em pecado, deixemos para traz o erro, aquilo que sabemos desagradar a Deus, e tenhamos uma nova vida. Paulo teve essa experiência de à partir do momento que creu em Cristo, sepultou o antigo Saulo, fariseu , perseguidor dos Cristãos, para que pudesse viver o novo Apostolo Paulo, homem de acordo com a vontade de Cristo. Assim, a vida de Paulo, como Cristo foi ressuscitado, passou a ser uma nova vida.
Já morremos para nós e ressuscitamos com Cristo?
Já houve uma transformação real na sua vida?
Você já passou pela experiência da Cruz e de abandonar sua própria vida, como num tumulo, para viver a verdadeira vida de Deus?
Viver com Cristo, e de acordo com a vontade de Cristo , só é possível se o poder que ressuscitou Cristo, dentre os mortos nos leve a viver a vida que Deus deseja para nós. Qual é esse poder? O Espírito Santo que em nós habita.
“Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita.” ( Rm 8.11)
2 – O poder da ressurreição transforma as nossas fraquezas em vitórias. (1 Co 4.7-10)
7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. 8 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; 9 perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; 10 levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo
Somos vasos de barro
O poder de Deus que opera em nós é como um tesouro guardado em vasos de barro para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. “para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós” (2 Coríntios 4.7b - BLH). Esses potes de barro representam as experiências humanas pontilhadas de tribulações, de angústias, de perplexidades, de perseguições, de abatimento e de exposição aos perigos de morte (2 Coríntios 4.8-10). Porque é onde terminam as nossas forças, é que começa a manifestação do poder de Deus. Paulo está nos mostrando, que somos fracos, mas quando reconhecemos a nossa fraqueza exterior diante das lutas, aquilo que é interior em nós, o poder de Deus, se manifesta.

v.11" Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal."
- Quando somos entregues à morte por causa de Jesus, através das lutas pela nossa fé, das perseguições que nos vem por crermos em Deus, a vida Dele se manifesta em nós (2 Coríntios 4.11). O poder da ressurreição opera pela graça, mediante a fé, no meio das fraquezas humanas e transforma as aparentes derrotas em vitórias, (Vs 15 e 16 a)"15 Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus. 16 Por isso, não desanimamos ..."
Há sofrimentos na sua vida exterior?
Há lutas?
Você reconhece que exteriormente você é como vaso de barro pronto a se quebrar?
Então, o que é interior em você, o poder do Espírito Santo vai se manifestar, você não agirá mais com tuas forças exteriores que são fracas, mas o que agirá é o tesouro de Deus que está em você, o mesmo poder que ressuscitou a Jesus , o poder do Espírito de Deus, entrará em ação e te trará vitórias. Tudo que existe , existe por amor de nós, para que vindo o livramento, venhamos a ser agradecidos.
Entendemos aqui que somos vasos de Barro – porém temos um tesouro dentro de nós:
Qual é esse tesouro?
2 co 4.5-" Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus". –Quando o apostolo Paulo fala que, como vasos de barro temos um tesouro interior, está se referindo ao fato de que Jesus Cristo é Senhor e nós somos seus SERVOS.
Tomar a cruz significa viver num espírito constante de renúncia do eu, reconhecendo-nos como potes de barro, falhos, quebráveis, fracos, porém cheios do poder de Deus, para que Jesus Cristo reine em nossas vidas e o seu poder libertador seja exercido no mundo para a salvação de pessoas e extensão do reino de Deus.

3. O poder da ressurreição nos enche de bom ânimo e de esperança.
16 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. 17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,
Mesmo que as dificuldades venham nos corromper exteriormente, nos maltratando, algumas vezes nos entristecendo e nos trazendo abatimento, o nosso homem interior, o poder de Deus em nós, se renova e fortalece dia após dia.
A experiência do poder do Deus, que traz vida onde há morte, nos enche de ânimo e esperança, por que:
a) somos interiormente renovados de dia em dia mesmo quando o nosso corpo se corrompe (2 Coríntios 4.16); "16 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia."
b) as tribulações não se comparam com a glória reservada para nós (2 Coríntios 4.17); . 17 "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação". Talvez pensamos que nossas tribulações nessa terra são terríveis, e alguns pensem que nem vale a pena perseverar na fé, quando chegarmos no céu, veremos que tudo o que fizemos, todo o nosso esforço, não é nada perto da grandiosidade que é o lar celestial preparado para nós.
c) o tesouro guardado em potes de barro tem valor eterno e supera todas as expectativas humanas (1 Coríntios 2.9-10).
"...9 mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.
10 Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus ".
Conclusão

O 1º texto que lemos nos revela que já morremos para nossa vida com Cristo na cruz, assim como ele foi para a cruz, nós quando nele cremos morremos para o nosso querer e passamos a viver para sua vontade, e assim como ele foi ressuscitado passamos a viver, de maneira diferente, uma nova vida conforme a vontade dele.
O 2º texto revela-nos que diante das dificuldades que passamos, estamos morrendo como Cristo, porém para nossas próprias paixões, mesmo sofrendo como Cristo também sofreu; porém a ressurreição de Cristo é manifesta na nossa própria vida.
O ensino evidente é que na ressurreição, o poder de Deus vence o poder da morte e nos dá vida plena, abundante.
O poder glorioso da ressurreição
1 – O poder da ressurreição traz vida nova.
2 – O poder da ressurreição transforma as nossas fraquezas em vitórias.
3. O poder da ressurreição nos enche de bom ânimo e de esperança.

O mesmo poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos é este que nos dá uma nova vida, que transforma nossas fraquezas em vitórias e que nos dá ânimo e esperança.

Pr Welinton Mehret

Páscoa, o livramento da morte !

Ex 12.1-20
1 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito:
2 Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano.
3 Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família.
4 Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, convidará ele o seu vizinho mais próximo, conforme o número das almas; conforme o que cada um puder comer, por aí calculareis quantos bastem para o cordeiro.
5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito;
6 e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde.
7 Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem; 8 naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão.
9 Não comereis do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura.
10 Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis.
11 Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR.
12 Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR.
13 O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.
14 Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
15 Sete dias comereis pães asmos. Logo ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas, pois qualquer que comer coisa levedada, desde o primeiro dia até ao sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel.
16 Ao primeiro dia, haverá para vós outros santa assembléia; também, ao sétimo dia, tereis santa assembléia; nenhuma obra se fará nele, exceto o que diz respeito ao comer; somente isso podereis fazer. 17 Guardai, pois, a Festa dos Pães Asmos, porque, nesse mesmo dia, tirei vossas hostes da terra do Egito; portanto, guardareis este dia nas vossas gerações por estatuto perpétuo. 18 Desde o dia catorze do primeiro mês, à tarde, comereis pães asmos até à tarde do dia vinte e um do mesmo mês. 19 Por sete dias, não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado será eliminado da congregação de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra. 20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos.
A Páscoa ocupa um lugar central nas Escrituras. No Antigo Testamento a Páscoa fala da libertação do povo de Israel do terrível cativeiro do Egito.
Deus mandou as dez pragas para o Egito, mas antes que a décima praga viesse, instituiu que o seu povo deveria sacrificar um cordeiro, sem defeito, macho de um ano, ou um cabrito e matá-lo á tarde, passarem o sangue nas portas e comerem de sua carne, pois a décima praga viria: a morte dos primogênitos do Egito. O anjo enviado por Deus passaria por cima do povo e veria que a casa marcada pelo sangue do Cordeiro era de seu povo de Deus, Então enquanto o SENHOR feriria o povo Egípcio, seu povo Israel estaria comendo o cordeiro sacrificado, com pães sem fermento e ervas amarga em suas casas.
V.13 – “O sangue vos será por sinal”.
Este cordeiro é um anuncio do cordeiro de Deus que seria sacrificado para salvar aqueles que marcarem suas vidas e casas com seu precioso sangue derramado no sacrifício da Cruz.
O sangue de Jesus, marca a vida da família, é nas portas de nossas casas (famílias) que ele deve ser colocado, e quando nossas famílias estão marcadas pelo sangue de Jesus, não sofreram a morte Eterna, mas passarão da morte para a vida.
A páscoa tornou-se uma das três grandes festas, em comemoração do êxodo, ou seja, da libertação dos israelitas do Egito.
O povo de Deus reunia-se anualmente, em Jerusalém para esta festa que começava no mês primeiro, aos 14 do mês, no crepúsculo da tarde. Iniciava com uma refeição , que consistia de um cordeiro assado, ou um cabrito, pães asmos e ervas amargas. O cordeiro servia para recordação do sacrifício; o pão sem fermento da pureza; e as ervas amargas da servidão amarga do Egito.
Jesus foi crucificado em um dia de Páscoa. No dia seguinte à Pascoa (15 de Nisã) começava a festa dos pães ázimos (Hag Hamatzot). Durante sete dias não poderia haver fermento dentro das casas dos israelitas. Originalmente os pães ázimos representavam a saída rápida do Egito. Mas vemos também na ausência de fermento o símbolo de ausência de pecado em Cristo.
FESTA DAS PRIMÍCIAS (Lv 23:9-14): Acontecia no "dia seguinte ao sábado" (verso 11), isto é, no dia 16 de Nisã, era celebrada a festa das primícias (Bikurim). Neste dia os israelitas deviam apresentar no templo o primeiro produto da colheita. Notemos como Jesus cumpriu estas festas morrendo no dia da Páscoa (14 de Nisã) e ressuscitando no dia 16 do mês, no dia das primícias.Sendo ele a primícia dos que ressuscitarão.
No Novo Testamento (NOVA ALIANÇA)a Páscoa refere-se à morte e ressurreição de Jesus Cristo. Deus tirou o seu povo do Egito com mão forte e poderosa através do sangue do Cordeiro. Deus nos tirou do cativeiro do pecado pelo sangue de Jesus. A morte do cordeiro na páscoa judaica era um tipo da morte de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Algumas lições podem ser destacadas para o nosso ensino:
1. O livramento da morte depende da morte do Cordeiro (Ex 12.4-6) –
4 Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, convidará ele o seu vizinho mais próximo, conforme o número das almas; conforme o que cada um puder comer, por aí calculareis quantos bastem para o cordeiro.
5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito;
6 e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde
.
Quando a Páscoa foi instituída, Deus ordenou a Moisés que cada família se reunisse para matar o cordeiro e aspergir as ombreiras da porta com o sangue. O anjo do Senhor passaria naquela noite e vendo o sangue passaria por alto e não feriria de morte o primogênito. Todos os primogênitos do Egito morreram naquela noite, exceto aqueles que estavam debaixo do abrigo do sangue do Cordeiro.
Não foi a vida do cordeiro, mas sua morte que trouxe livramento para os israelitas. Assim, também, somos libertos da morte pela morte de Cristo. Ele morreu a nossa morte. Ele é o nosso cordeiro pascal.
2. O livramento da morte depende de estar debaixo do abrigo do sangue (Ex 12.7,13,14)
7 Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem;
13 O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.
14 Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.

– A libertação da morte dependeu não apenas da morte do cordeiro, mas também, do seu sangue aspergido nas ombreiras das portas. Precisamos estar debaixo do sangue de Cristo para sermos salvos. Não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. Não é o sangue de um cordeiro que pode nos purificar do pecado, mas apenas o sangue do Cordeiro sem defeito, o sangue de Cristo. Por ele somos remidos, comprados, purificados e justificados.
Toda vez que falamos da morte de Cristo na cruz, falamos ao mesmo tempo do derramamento do seu sangue. Em toda a Bíblia, o sangue tem um significado muito especial. Desde o gênesis, até o Apocalipse, ele aparece como elemento indispensável na redenção da humanidade.
Deus providenciou, então uma maneira perfeita e definitiva de resolver o problema dos nossos pecados. Jesus, como sacrifício perfeito, derramou uma única vez o seu sangue por nós, pagando assim, a nossa dívida.
( Hb 9:12-14 ) :
12 não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. 13 Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, 14 muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!
O sangue foi o preço pago pela nossa libertação
Talvez você já tenha assistido ou lido algo sobre o mercado de escravos que existia ( e infelizmente, ainda existe ) em muitos lugares do mundo. Pessoas eram expostas como mercadoria pra que outras pessoas as comprassem e as levassem para viverem em escravidão. Nós estávamos mortos por causa dos nossos pecados, sobre nós pesava uma condenação impagável, mas Cristo nos viu, quando ainda éramos pecadores e pagou um alto preço por cada um de nós.
Ele nos comprou! Mas, logo após a compra, Ele nos deu uma “carta de alforria”, ou seja, disse: “ eu lhe comprei, mas você é livre”.
Pois é essa consciência que devemos ter. Jesus pagou um alto preço por nós e agora, livremente, e de coração agradecido, vamos servi-lo!
O sangue representa a vida! Ele corre por nossas veias e artérias transportando oxigênio e nutrientes pra todo o nosso corpo. Quando Jesus derramou seu sangue por nós, Ele estava nos dando a sua própria vida. Nada mais justo que agora também vivamos por Ele e para Ele.
Você precisa cobrir-se com o sangue de Jesus
O sangue de Jesus é poderoso! Ele é suficiente pra nos purificar de todo o pecado ( I João 1:7 ), mas ele também nos dá acesso a Deus e nos oferece cobertura e proteção. Cobrir-se com o sangue de Jesus significa apropriar-se de todos os benefícios da cruz.
3)Os que foram libertos pelo sangue precisam se alimentar do Cordeiro
; 8 naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão.
9 Não comereis do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura.
10 Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis.
11 Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR.
12 Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR.

– Aqueles que foram salvos pelo sangue alimentaram-se do cordeiro. Reunidos em famílias os israelitas se fortaleceram para a caminhada, comendo a carne do cordeiro com ervas amargas.
Aqueles que são salvos pelo sangue de Cristo, precisam se alimentar de Cristo. Ele é o pão vivo que desceu do céu. Ele é o alimento para a nossa alma. A Páscoa judaica foi substituída pela Ceia do Senhor , onde pão simboliza o corpo de Cristo e o vinho o seu sangue. Devemos nos alimentar do corpo e do sangue do Senhor. O pão e o vinho não se transubstanciam em corpo de Cristo como ensina o dogma romano nem Cristo está presente fisicamente neles, como pensava Lutero. Cristo está presente na Ceia espiritualmente e dele nos alimentamos espiritualmente.
4. Os que celebram a Páscoa do Senhor precisam lançar fora todo o fermento da maldade (Ex 12.15, 19-20) –
15 Sete dias comereis pães asmos. Logo ao primeiro dia, tirareis o fermento das vossas casas, pois qualquer que comer coisa levedada, desde o primeiro dia até ao sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel.

19 Por sete dias, não se ache nenhum fermento nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado será eliminado da congregação de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra. 20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos.
Durante a celebração da Páscoa judaica, os israelitas não podiam ter nenhuma espécie de fermento em casa nem comer pão levedado. O fermento é um símbolo da contaminação do pecado.
Assim a nossa aliança com Cristo consite num abandono diário de atos pecaminosos.
Precisamos examinar a nós mesmos antes de comermos o pão e bebermos o cálice. A igreja precisa ser uma comunidade de santidade, amor e perdão, antes de ser uma comunidade de celebração.

Conclusão:
Páscoa, o livramento da morte

Algumas lições podem ser destacadas para o nosso ensino:
1- O livramento da morte depende da morte do Cordeiro
2- O livramento da morte depende de estar debaixo do abrigo do sangue (Ex 12.7,13,14)
3- Os que foram libertos pelo sangue precisam se alimentar do Cordeiro
4- Os que celebram a Páscoa do Senhor precisam lançar fora todo o fermento da maldade.


Pr Welinton ( Adaptado de Hernandes Dias Lopes)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Prejuízos que a impaciência nos traz

Pv 21.5: Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza. Os planos bem elaborados levam à fartura; mas o apressado sempre acaba na miséria. (NVI) Quem plantou milho nessa época, ou logo depois da colheita da soja terá de esperar a época certa para colhê-lo, não existe nenhum lucro e sentido, acabar repentinamente com uma plantação de milho, ainda sem espigas, para apresar outro o plantio de soja por exemplo. Esse tipo de atitude resultaria apenas em um grande prejuízo. Então para não se ter prejuízos na agricultura tem que que se ter paciência, pois a impaciência pode causar graves prejuízos. Assim , é também em todas as áreas da vida, a falta de paciência resultará em prejuízos e perdas irrecuperáveis. A paciên­cia não é a habilidade de esperar, é a habi­lidade de manter uma boa atitude enquan­to se esperar. Temos essa virtude?”. Impaciência é o mesmo que intolerância, precipitação, pressa, falta de capacidade para esperar. Que prejuízos um discípulo de Cristo pode ter por ser impaciente? O versículo revelado ao Senhor através do sábio rei Salomão nos ensina que aquele que planeja, age com calma e com paciência tem prosperidade em seus projetos. Mas o impaciente, aquele que quer resultados breves e não tem paciência para esperar acaba na miséria. Sofre grandes prejuízos. Se você deseja colher o que está plantando em oração, tem que ter paciência, tem que aprender a esperar a época certa. Vejamos quais são esses prejuízos: 1º )O prejuízo de retardar a cura para sua alma. Salmo 40.1:” Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. “(RA) “Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.”(RC) O termo “impaciente” descreve uma pessoa que se recusa a ser tratada. Paciente é a pessoa que se coloca sob tratamento. Quando alguém se deixa tomar pela impaciência está, no mínimo, retardando a cura para sua alma. Você precisa libertar-se de toda impaciência para que Deus opere a cura para a sua alma. O Salmo 40.1 é nos diz: Esperei com paciência pelo Senhor, e Ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor. Quem não se coloca com paciência diante do Senhor deixa de receber os benefícios do Seu socorro. Decida se colocar como “um paciente” sob os cuidados do Senhor e Ele se inclinará para você também. Deus é o médico e você é o paciente. Só Ele sabe o tanto de cura que sua alma necessita. Mantenha-se paciente, sob os cuidados dEle. Lembre-se de que a Igreja é um grande hospital, onde as pessoas chegam enfermas e são tratadas quando desenvolvem a capacidade de se colocarem como pacientes. Dizem que a igreja não é um hotel para os santos, mas sim um hospital para pecadores. Deus está tratando você , enquanto você espera com paciência, ou seja, enquanto é paciente. 2º ) O prejuízo de retardar a conquista de uma promessa. ( Gen. 16. 1-5) 1 Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos; tendo, porém, uma serva egípcia, por nome Agar, 2 disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai. 3 Então, Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, depois de ter ele habitado por dez anos na terra de Canaã. 4 Ele a possuiu, e ela concebeu. Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada. 5 Disse Sarai a Abrão: Seja sobre ti a afronta que se me faz a mim. Eu te dei a minha serva para a possuíres; ela, porém, vendo que concebeu, desprezou-me. Julgue o SENHOR entre mim e ti. Quando você é impaciente corre o risco de precipitar-se como Abrão e Sarai o fizeram. O Senhor prometera lhe dar um filho e através dele uma descendência muito grande. Tais promessas foram feitas em Gênesis 12, quando Abrão tinha 75 anos de idade. Em Gênesis 16, quando Abrão já tinha 85 anos, decidiu gerar um filho através da serva de sua esposa, a egípcia Hagar. Assim nasceu Ismael, o filho da impaciência de Abrão e Sarai, trazendo confusão e afrontas dentro desse lar. Aconteceu que o filho da Promessa de Deus era Isaque. Depois do nascimento de Ismael se passaram mais 14 anos até que nascesse o filho gerado através de Sara. Nesta ocasião, Abraão e Sara já haviam sido tratados. Aprenderam a se colocar pacientemente sob os cuidados de Deus. A impaciência sempre coloca em risco as nossas conquistas e vitórias. Ela nos leva a fugir do tratamento de Deus, o que resulta em prejuízos muitas vezes irreparáveis. Outro grande exemplo que a Bíblia nos traz, é o do povo de Israel no deserto, depois da libertação do Egito. A impaciência das pessoas de Israel é vista quando desviaram seus corações de depender de Deus, seja na adoração do bezerro de ouro (Êxodo 32), em reclamar sobre comida e água (Êxodo 15:22- 25; 16:1-17), ou no consumo de codornizes sem o preparo correto (Números 11). Os desejos dos seus corações impacientes trouxe como resultado a doença, morte prematura e decepção ainda maior. Núme­ros 14:22,23 Números14.22 nenhum dos homens que, tendo visto a minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, todavia, me puseram à prova já dez vezes e não obedeceram à minha voz, 23 nenhum deles verá a terra que, com juramento, prometi a seus pais, sim, nenhum daqueles que me desprezaram a verá. Ques­tão Quais são essas pro­va­ções que o povo fez a Deus na forma de mur­mu­ra­ção e quais as rela­ci­o­na­das diretamente com Cristo? 1ª Murmuração:Havia pouco tempo que os hebreus tinham dei­xado as suas casas no Egito. Mas, quando obser­va­ram que tinham o mar pela frente e o exér­cito egíp­cio na reta­guarda teme­ram por suas vidas. Então cla­ma­ram a Deus e a Moi­sés dizendo: Disseram a Moisés: Será, por não haver sepulcros no Egito, que nos tiraste de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito? 12 Não é isso o que te dissemos no Egito: deixa-nos, para que sirvamos os egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto. (Êx 14:11,12). “Moi­sés, porém, disse ao povo: Não temais; estai qui­e­tos e vede o livra­mento do Senhor, que ele hoje vos fará; por­que aos egíp­cios que hoje vis­tes nunca mais tor­na­reis a ver” (Êx 14:13). Esta foi a pri­meira mur­mu­ra­ção con­tra Deus trazida a Moi­sés, que foi cha­mado e comis­si­o­nado por Ele. 2ª Murmuração: Logo em seguida, que­rendo beber, depa­ra­ram com água salo­bra, impró­pria para beber, e mur­mu­ra­ram nova­mente con­tra o Senhor: (Êx 15:23 – 25). 23 Afinal, chegaram a Mara; todavia, não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se-lhe Mara. 24 E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? 25 Então, Moisés clamou ao SENHOR, e o SENHOR lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces. Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou, (Foi a segunda mur­mu­ra­ção con­tra Deus e seu servo Moi­sés por­que não tive­ram paci­ên­cia para espe­rar pelo milagre. 3ª Murmuração: Após qua­renta e cinco dias de via­gem, encontram-se no deserto de Sim, e aí mur­mu­ram nova­mente con­tra Deus e seu servo, por fal­tar o ali­mento: (Êx 16:3,4). disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão. 4 Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não. ” Deus concedeu-lhes maná do céu. 4ª Murmuração : Par­tindo dali dirigiram-se para Refi­dim e acam­pa­ram ali. Porém, não havia água para beber, e nova­mente mur­mu­ra­ram con­tra Deus e seu servo. (Êx 17:2,3). Contendeu, pois, o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para beber. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao SENHOR? 3 Tendo aí o povo sede de água, murmurou contra Moisés e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos? Mais uma vez, Moi­sés só tem uma saída: cla­mar ao Senhor: (Êx 17:4 – 6). Então, clamou Moisés ao SENHOR: Que farei a este povo? Só lhe resta apedrejar-me. 5 Respondeu o SENHOR a Moisés: Passa adiante do povo e toma contigo alguns dos anciãos de Israel, leva contigo em mão o bordão com que feriste o rio e vai. 6 Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá água, e o povo beberá. Moisés assim o fez na presença dos anciãos de Israel. 5ª Murmuração : Tendo Moi­sés subido ao monte para falar com Deus, e pas­sa­dos qua­renta dias, o povo vol­tou a mur­mu­rar, pela quinta vez, agora devido à demora de Moi­sés, e: (Êx 32:1). Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. Havendo con­ce­dido o ouro tra­zido do Egipto, fize­ram com ele um bezerro e come­ça­ram a fes­te­jar. Então disse o Senhor a Moi­sés: Vai, desce por­que o teu povo, que fizeste subir da terra do Egipto, se cor­rom­peu; depressa se des­viou do cami­nho que eu lhe orde­nei; eles fize­ram para si um bezerro de fun­di­ção e adoraram-no, e ofereceram-lhe sacri­fí­cios, e dis­se­ram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egipto.” (Êx 32:7,8). 6ª Murmuração : Queixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do SENHOR; ouvindo-o o SENHOR, acendeu-se-lhe a ira, e fogo do SENHOR ardeu entre eles e consumiu extremidades do arraial. 2 Então, o povo clamou a Moisés, e, orando este ao SENHOR, o fogo se apagou. Mais tarde, “ (Nm 11:1,2). “Ora, o vulgo que estava no meio deles veio a ter grande desejo, pelo que os filhos de Israel tam­bém tor­na­ram a cho­rar e dis­se­ram: Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos pei­xes que no Egipto comía­mos de graça, e dos pepi­nos, dos melões, dos alhos por­ros, das cebo­las e dos alhos. Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nos­sos olhos.” (Nm 11:4 – 6).Moi­sés alega perante Deus que o seu fardo é dema­si­ado pesado e rece­beu esta men­sa­gem para o povo des­con­tente: “o Senhor vos dará carne e come­reis. Não come­reis um dia, nem dois dias, nem cinco dias, nem dez dias, nem vinte dias; mas um mês inteiro, até vos sair pelas nari­nas, até que se vos torne coisa nojenta; por­quanto rejei­tas­tes ao Senhor, que está no meio de vós, e cho­ras­tes diante dele, dizendo: Por que saí­mos do Egipto? (Nm 11:19,20). E a res­posta não demo­rou: “Soprou, então, um vento da parte do Senhor e, do lado do mar, trouxe codor­ni­zes que dei­xou cair junto ao arraial quase cami­nho de um dia de um e de outro lado, à roda do arraial, a cerca de dois côva­dos da terra. Então o povo, levantando-se, colheu as codor­ni­zes por todo aquele dia e toda aquela noite, e por todo o dia seguinte; o que colheu menos, colheu dez ome­res. E as esten­de­ram para si ao redor do arraial.” (Nm 11:31,32). Esta foi a sexta vez que a impa­ci­ên­cia do povo pro­vo­cou a ira de Deus. 7ª Murmuração : Na sétima mur­mu­ra­ção, Arão e Miriam con­tes­ta­ram a auto­ri­dade de Moi­sés e dis­se­ram: “Por­ven­tura falou o Senhor somente por Moi­sés? Não falou tam­bém por nós? E o Senhor o ouviu.” (Nm 12:2). E Deus chama os dois e diz-lhes: “Por que, pois, não temes­tes falar con­tra o meu servo, con­tra Moi­sés?” (Nm 12:8). Visto que Deus o tinha comis­si­o­nado para o ser­vir, toda a afronta era diri­gida con­tra Si mesmo. “Assim se acen­deu a ira do Senhor con­tra eles e ele se reti­rou; tam­bém a nuvem se reti­rou de sobre a tenda; e eis que Miriã se tor­nara leprosa, branca como a neve; e olhou Arão para Miriã e eis que estava leprosa.” (Nm 12:9,10). Aquilo que Deus faz nin­guém pode con­tes­tar, por­que Ele é sobe­rano jamais alguém deverá fazê-lo. Então os dois irmãos roga­ram ao Senhor pela cura da sua irmã, mas Deus orde­nou que esti­vesse fora do arraial durante sete dias até à puri­fi­ca­ção total. 8ª Murmuração : Quando Moi­sés orde­nou que espi­as­sem a terra pro­me­tida e os espias regres­sa­ram com a notí­cia, dez deles ate­mo­ri­za­ram o povo com o relato da exis­tên­cia de gigan­tes peri­go­sos naquela terra, pelo que o povo mur­mu­rou nova­mente. “E todos os filhos de Israel mur­mu­ra­ram con­tra Moi­sés e Arão; e toda a con­gre­ga­ção lhes disse: Antes tivés­se­mos mor­rido na terra do Egipto, ou tivés­se­mos mor­rido neste deserto.” (Nm 14:2). “E diziam uns aos outros: Cons­ti­tu­a­mos um por chefe o vol­te­mos para o Egipto.” (Nm 14:4). Esta foi a oitava mur­mu­ra­ção pela qual pro­vo­ca­ram Deus. Final­mente, alguém tinha uma boa notí­cia para entre­gar. Josué e Calebe eram mais con­fi­an­tes a ani­ma­ram o povo com as seguin­tes pala­vras: “A terra, pela qual pas­sá­mos para a espiar, é terra mui­tís­simo boa. Se o Senhor se agra­dar de nós, então nos intro­du­zirá nesta terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão somente não sejais rebel­des con­tra o Senhor e não temais o povo desta terra, por­quanto eles são o nosso pão. Retirou-se deles a sua defesa e o Senhor está conosco; não os temais.” (Nm 14:7 – 9). Porém, ape­sar da boa notí­cia, o povo per­ma­ne­ceu rebelde, pelo que “Disse então o Senhor a Moi­sés: Até quando me des­pre­zará este povo e até quando não crerá em mim, ape­sar de todos os sinais que tenho feito no meio dele?” (Nm 14:11). 9ª Murmuração : A nona vez ficou mar­cada pela con­tes­ta­ção à lide­rança de Moi­sés e Arão por três homens ambi­ci­o­sos que ajun­ta­ram outros “e ajuntando-se con­tra Moi­sés e con­tra Arão, disseram-lhes: Demais é o que vos arro­gais a vós, visto que toda a con­gre­ga­ção e santa, todos eles são san­tos, e o Senhor está no meio deles; por que, pois, vos ele­vais sobre a assem­bleia do Senhor?” (Nm 16:3). Desta forma pro­vo­ca­ram grande des­con­ten­ta­mento entre o povo e irri­ta­ram nova­mente o Senhor que os liber­tara da escra­va­tura egíp­cia. Seria ótimo ler o refe­rido tre­cho a fim de recor­dar a tota­li­dade do suce­dido. Moi­sés teve nova­mente que inter­vir perante Deus e o povo “e acon­te­ceu que, aca­bando ele de falar todas estas pala­vras, a terra que estava debaixo deles se fen­deu; e a terra abriu a boca e os tra­gou com as suas famí­lias, como tam­bém a todos os homens que per­ten­ciam a Corá, e a toda a sua fazenda.” (Nm 16:31,32). Qual­quer mur­mu­ra­ção, rebe­lião, ou con­tes­ta­ção dos desíg­nios de Deus rece­be­rão a justa retribuição. A décima mur­mu­ra­ção foi par­ti­ci­pada pela tota­li­dade dos hebreus, des­con­ten­tes pelo mor­ti­cí­nio havido por causa da rebe­lião no dia ante­rior. “Mas no dia seguinte toda a con­gre­ga­ção dos filhos de Israel mur­mu­rou con­tra Moi­sés e Arão, dizendo: Vós matas­tes o povo do Senhor.” (Nm 16:41). Deus não pode ficar indi­fe­rente a rebe­liões, muito menos enquanto pere­gri­na­vam no deserto rumo à terra pro­me­tida sob lide­rança de Moi­sés, a quem ele comis­si­o­nara para o efeito. “Ora, os que mor­re­ram da praga foram catorze mil e sete­cen­tos, além dos que mor­re­ram no caso de Corá.” (Nm 16:49). A conseqüência dessas dez murmurações foi que eles, literalmente, ficaram andando em círculos, de forma que, pela narrativa de Números, capítulo 14, todos que saíram do Egito e que tinham mais de vinte anos de idade, foram morrendo no deserto, por causa da desobediência e da murmuração, inclusive Moisés, de sorte que, dos que saíram, somente Josué e Calebe foram poupados para entrar na terra prometida, uma geração inteira perdeu a promessa a deixando apenas para seus descendentes.( Filhos e netos). Com os dois (Josué e Calebe) , entraria na terra prometida uma nova geração. “Assim vos hei de fazer: neste deserto cairão os vossos cadáveres. Nenhum de vós que fostes contados segundo a vossa conta de vinte anos para cima, que contra mim murmurastes, certamente nenhum de vós entrará na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.” – essa era a determinação do SENHOR, segundo registro de Números 14:29-30. A impaciência e murmuração daquela geração de Israel a levou a perder o privilégio de receber as bênçãos e promessas do Senhor para eles. E esse é o 2º prejuízo da impaciência: O prejuízo de retardar a conquista de uma Promessa. 3º) O prejuízo de perder uma colheita. Pv 21.5: Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza. Os planos bem elaborados levam à fartura; mas o apressado sempre acaba na miséria. A impaciência leva a pessoa a rejeitar um plano excelente. O impaciente tenta saltar etapas, burlar regras. Sobre isto o texto de Pv 21.5, lido hoje nos alerta. Ao rejeitar os planos de Deus qualquer pessoa afugentará de si as bênçãos, os frutos. Existe um princípio natural que não pode ser burlado: o que planta precisa ser paciente para colher. II Tm 2.6 O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos., o apóstolo Paulo lembra do árduo trabalho do lavrador. Pense nas etapas que precisam ser cumpridas pacientemente pelo agricultor até que possa desfrutar do resultado do seu trabalho. Ainda que ele tenha trabalhado muito, se não tiver paciência até a colheita, tudo se perderá. Nosso trabalho como servos de Deus em muito se assemelha ao do lavrador. Lidamos com frutos fiéis e preciosos que precisam nascer a partir da semeadura da Semente, que é o Evangelho. Após a semeadura há uma série de etapas que pacientemente precisamos empreender para ver os resultados nas vidas dos nossos discípulos. Um discipulador, evangelizador ou intercessor impaciente é como um lavrador que põe sua lavoura a perder por queimar etapas. Quem busca a bênção, mas não espera a hora certa de colher, pelo contrário desiste, põe toda uma colheita de bênçãos e promessas a perder. Conclusão: Quem planta tem, que esperar a época certa para colher, não existe nenhum lucro e sentido, acabar repentinamente com uma plantação. A paciên­cia não é a habilidade de esperar, é a habi­lidade de manter uma boa atitude enquan­to se esperar. Temos essa virtude?”. Impaciência é o mesmo que intolerância, precipitação, pressa, falta de capacidade para esperar. Os planos bem elaborados levam à fartura; mas o apressado sempre acaba na miséria. (NVI) Esse versículo lido no inicio da mensagem, nos ensina que aquele que planeja, age com calma e com paciência tem prosperidade em seus projetos. Mas o impaciente, aquele que quer resultados breves e não tem paciência para esperar acaba na miséria. Sofre grandes prejuízos. Se você deseja colher o que está plantando em oração, tem que ter paciência, tem que aprender a esperar a época certa. Prejuízos que a impaciência nos traz Vimos quais são esses prejuízos: 1º )O prejuízo de retardar a cura para sua alma. Salmo 40.1 “Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.”(RC) 2º ) O prejuízo de retardar a conquista de uma Promessa. Como Abraão e Sarai e o povo de Israel no deserto. 3º) O prejuízo de perder uma colheita. Pv 21.5: Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza. Os planos bem elaborados levam à fartura; mas o apressado sempre acaba na miséria.