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domingo, 24 de outubro de 2010

A bênção de Deus e o descanso

2. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito.
3 E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.( Gn 2.2-3)
Com bênçãos Deus coroou os atos da criação. Primeiro ele abençoou o homem e o seu trabalho. Depois abençoou o sétimo dia. Homem, trabalho e dia foram abençoados. O homem o foi para poder empreender tudo o que o Criador lhe determinou que fizesse. O sétimo dia foi abençoado e santificado (separado) para ser ocasião de descanso. Abençoando-os, Deus relacionou-se intimamente com o homem, com o trabalho e com o necessário descanso, realidades que ele próprio planejou.
Deus abençoou o descanso, pois pensava no homem desobediente que, separado dele, não saberia associar o trabalho com o descanso, nem daria atenção aos limites que devem reger tanto um como o outro. A fonte do descanso não está, simplesmente, em um dia. Ela se encontra no Senhor que fez o tempo e quer ver o homem, coroa da criação, operante e, ao mesmo tempo, descansado. Deus não o criou para o esgotamento e a fadiga.
Não dando atenção ao necessário descanso em Deus, o homem torna-se cansado, oprimido, ansioso e desanimado. Jesus percebeu isso vendo as situações estafantes em que as pessoas viviam. Então, disse-lhes: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). E, para que seus discípulos não continuassem afadigados com o trabalho de cada dia – “porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que íam e vinham”, convidou-os: “Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto” (Marcos 6.31).
O conselho do apostolo Paulo é: “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4.6,7). O Apóstolo mostra que não é preciso chegar à ansiedade. Há uma alternativa para ela - a oração. O resultado maior de estarmos na presença de Deus em oração, além da resposta que teremos ao que lhe pedimos, é que seremos inundados com a “paz de Deus”. Paz da qual Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14.27). Alegremo-nos, porque a paz que provém de Deus, a qual Jesus nos dá, é uma das expressões do fruto de Espírito – daquele que reside em nosso coração.
Jesus faz uma pergunta: “Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mateus 6.25). Depois, pediu que observassem as aves do céu e considerassem os lírios do campo, e vissem que neles não há nenhuma ansiedade, opressão, estafa ou distúrbios emocionais, pois descansam no Deus que os alimenta e os veste. E nós, por que nos inquietamos? Por que imitamos os gentios (incrédulos) em suas situações de angústia, temores e preocupações, se somos filhos d’aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o poder que opera em nós” (Efésios 3.20) ?

Em um mundo, de tantas cobranças e agitações, onde o tempo é curto para inúmeras atividades, o nosso grande desafio é aprendermos descansar mentalmente , fisicamente e principalmente no SENHOR ( confiando no seu amor).

A importância de nos reunirmos como igreja


Hebreus 10.24-25
24 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. 25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.
Um freqüentador de igreja escreveu para o editor de um jornal e declarou que não faz sentido ir aos cultos todos os domingos.
"Eu tenho ido à igreja por 30 anos e durante este tempo devo ter ouvido uns 3.000 sermões. Mas, por minha vida, com exceção de um ou outro, eu não consigo lembrar da maioria deles... Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os pastores também estão desperdiçando o tempo deles".
Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna "Cartas ao Editor", para alegria do editor chefe do jornal, que recebeu diversas cartas, das quais, ele decidiu publicar esta resposta de um outro leitor: "Eu estou casado há mais de 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 3.000 refeições. Mas, por minha vida, com exceção de uma ou outra, eu não consigo me lembrar da maioria delas, mas de uma coisa eu sei, todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições, eu e nossos filhos estaríamos desnutridos ou mortos. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar minha alma e de minha família, estaríamos hoje em terríveis condições espirituais".
Nem só de pão viverá o homem,mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.Mateus 4.4
O texto da carta aos Hebreus, traz nos versículos anteriores explicações a respeito dos sacrifícios do Antigo Testamento, que não podem substituir o sacrifício de Jesus, pois tal sacrifício nos deu acesso ao Santo dos Santos, local no Templo de Israel, onde no Antigo Testamento era revelada a presença de Deus. Então o escritor da carta aos hebreus vem nos explicar, que todos nós podemos nas orações, nos cultos, nos louvores, pelo sacrifício de Jesus, o Novo e Vivo Caminho, adentrar no Santo dos Santos,onde é revelada a presença de Deus.
Hebreus 10.19-22:
“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.”
Porque temos acesso a revelação da presença de Deus, o texto nos diz: “aproximemo-nos”. Mostrando que todos os crentes devem aproximar-se a este local, a este nível de adoração.
Nesse contexto, de nos aproximarmos da presença de Deus, é que o Senhor através do escritor de hebreus nos adverte, Vrs.25: 25 “ Não deixemos de congregar-nos...”
O dicionário Online de português define congregar da seguinte forma: “Convocar, reunir. agregar, juntar, reunir, reunir-se em congresso”.
NVI traduz a nós o verso 25 da seguinte forma: "Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia."
Por que é importante nos reunirmos como igreja?
1ª Importância: O encorajamento mutuo (v.25)
“antes, façamos admoestações”
NVI – “mas procuremos encorajar-nos uns aos outros”.
O texto expressa que a atitude contrária do deixar a reunião da igreja, é o encorajamento de uns para com outros. É importante estarmos nos reunindo, congregando, porque nossas reuniões trazem a admoestação, o encorajamento para vivermos a nossa fé em meio ao mundo, onde estamos inseridos.
Na igreja, ao nos encontrarmos, somos fortalecidos, recebemos a palavra do Senhor através da pregação, através da vida de nossos irmãos, através dos dons do nosso próximo. Na igreja recebemos orações de uns para com os outros, e ganhamos energia espiritual para continuarmos a batalha.
2ª Importância: Alimentação Espiritual ( Deuteronômio 8.3)
“8.3 Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem.”
No texto lido Moisés relembra o sustento de Deus no deserto, quando Israel todos os dias recebia milagrosamente o maná, um tipo de pão que caía sobrenaturalmente dos céus para alimentar o povo por quarenta anos no deserto. E Moisés aplica aquilo que o Senhor Jesus ao ser tentado repetiu: “não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem.”
Assim, entendemos que nós não apenas precisamos de alimento físico, mas muito mais precisamos de alimento espiritual, de pão espiritual. Esse pão espiritual é a “palavra que procede da boca de Deus”. Essa palavra é nosso sustento, é nosso alimento. E a igreja, as nossas reuniões são a casa desse pão, a casa do pão espiritual- é na reunião da igreja que recebemos a porção da palavra de Deus, essencial para vivermos.
Entendemos assim que a igreja é a casa do pão. A igreja, casa do pão é representada de maneira muito clara no livro de Rute. ( Rute 1.1-6)
1.1 Nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos. 2 Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali. .3 Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, 4 os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos. 5 Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido. 6 Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o SENHOR se lembrara do seu povo, dando-lhe pão.

Elimeleque morava com sua esposa e dois filhos em BELÉM ( no hebraico – CASA do Pão) Bet –casa Lém – Pão, mas havia fome na terra, e não havia pão na casa do pão, onde morava Elimeleque com sua família. Eles saem da Casa do Pão e vão para Moabe (lugar de idolatria, lugar dos prazeres) Em Moabe , Elimeleque morre, os filhos de Noemi casam-se e morrem, então Noemi ouve que havia pão na Casa do Pão e resolve voltar, havia pão em Belém- e volta para lá, junto com sua nora Rute, sua outra nora Orfa porém, resolveu voltar para sua família. De volta a Bélem, Rute casa-se, e Noemi, juntamente com Rute, saem da pobreza e da miséria, pois estavam no lugar onde havia pão.
Belém é uma figura clara da igreja, onde há o pão, onde há a palavra de Deus . Na igreja não pode faltar pão, não pode faltar a palavra de Deus. Vemos nessa história que quando nos afastamos de Belém e vamos para a terra da idolatria (MOABE) existe morte e fracasso, porém quando estamos na Casa do Pão, no lugar onde Deus está falando encontramos prosperidade e vida eterna.
Noemi foi a pródiga que deixou a Casa do Pão quando a mesa ficou vazia. Entretanto, quando ouviu que Deus havia restaurado o Pão em Belém, a Casa do Pão, rapidamente retornou. Os pródigos voltarão de Moabe, quando souberem que o Pão está de volta em casa e não virão sozinhos. Noemi voltou à Casa do Pão acompanhada de Rute, que nunca havia estado lá antes. Aqueles que nunca vieram, virão. Como resultado, Rute tornou-se integrante da linhagem messiânica de Jesus, quando ela se casou com Boaz e lhe deu um filho chamado Obede, que foi o pai de Jessé, o pai de Davi O avivamento verdadeiro trará os perdidos para a Casa do Pão. Pessoas que nunca adentraram as portas de uma igreja na vida, quando ouvirem que realmente há Pão na casa, virão correndo atrás do cheiro de pão quente dos fornos dos Céus!
Essa é a 2ª Importância de nos reunirmos como igreja: Alimentação Espiritual

3ª Importância: A bênção da consagração, condicionada a união ( Salmo 133)
133.1 [Cântico de romagem. De Davi] Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!
2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. 3 É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.
O salmo 133, fala sobre a importância da união dos filhos de Deus, e vem descrevendo essa união na figura da unção sacerdotal, Arão foi o 1º sacerdote instituído por Deus em Israel, ainda no deserto, quando Israel saiu do Egito. Então falar da unção de Arão, é falar da consagração que estava sobre ele. Mas, o salmo fala dessa união entre os irmãos nesse sentido de consagração. Então, é na união e na reunião da igreja que o Senhor ordena essa consagração.
Quando nos reunimos como igreja, estamos não apenas nos reunindo, mas nos conhecendo, exercitando o amor, perdoando uns aos outros, sendo edificados, assim a nossa reunião deixa de simplesmente ser uma reunião e passa a ser uma união.
4ª Importância : A manifestação da presença de Jesus (Mt 18.20)
" Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles." Nós cremos que Deus está presente em todos os lugares. Ele é onipresente, mas existe diferença entre a presença de Deus, e a manifestação da sua presença. Jesus está se referindo aqui sobre a sua presença no que se refere a manifestação do seu poder, como manifestava-se com seus discípulos.
Uma tradução mais exata de Mateus 18:20 seria esta: “Porque, onde foram dois ou três reunidos para o meu nome, ali estou no meio deles”.Assim fica claro, que não são as pessoas que se reúnem, mas, sim, que existe alguém que os reuniu.
O Senhor Jesus prometeu estar no meio onde dois ou três estiverem reunidos em Seu nome(Mateus 18:20). Freqüentemente, os cristãos fazem uso deste versículo para afirmar que o Senhor está sempre no meio quando cristãos estão juntos. Embora, se isto fosse o significado, o Senhor teria prometido de estar no meio dos dois ou três reunidos, sem as palavras restritivas: “em meu nome”. Esta distinção é importante. Nós notamos também que o Senhor diz: “foram reunidos”, indicando assim que tem alguém que os reúne, o Espírito Santo.
Quando estamos aqui na igreja, estamos em nome de Jesus porque o Espírito Santo nos trouxe aqui.
Entendemos que nos reunirmos na igreja é obra do Espírito Santo. E é nessa reunião que o Senhor manifesta-se com seu poder.
Conclusão
Assim, como talvez você não lembre daquilo que tem alimentado seu corpo, talvez você não lembre de boa parte das pregações e mensagem que aqui foram trazidas. Mas, entendemos, que o alimento trouxe sustento e vida para o nossos corpo, e nossa alma recebe um alimento nessa casa que traz sustento e vida eterna para a alma. Nem só de pão viverá o homem,mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.Mateus 4.4
Nesse contexto, de nos aproximarmos da presença de Deus, é que o Senhor através do escritor de hebreus nos adverte, Vrs.25: 25 “ Não deixemos de congregar-nos...”
A importância de nos reunirmos como igreja
Por que é importante nos reunirmos como igreja?
1ª Importância: O encorajamento mutuo (v.25)
“antes, façamos admoestações”
NVI – “mas procuremos encorajar-nos uns aos outros”.
2ª Importância: Alimentação Espiritual ( Deuteronômio 8.3)
3ª Importância: A bênção da consagração, condicionada a união ( Salmo 133)
4ª Importância : A manifestação da presença de Jesus (Mt 18.20)

“Assim eu te contemplo no santuário para ver a tua força e a tua glória” – Salmo 63.2

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sofrimento e aflição

“Considera as minhas aflições e o meu sofrimento e perdoa todos os meus pecados”( Salmo 25.18).
Conta-se uma ilustração que certa mulher havia perdido seu único filho, seu sofrimento foi profundo e ela se sentia inconsolável. Então ela procurou conselho com um homem sábio. Ele lhe disse: “Eu lhe devolverei seu filho se você me trouxer algumas sementes de mostarda, mas há uma condição: As sementes têm que vir de um lar onde nunca tenha existido qualquer sofrimento”. Então, com ansiedade a mulher começou a sua procura. Ela foi de casa em casa, em todas elas lhe foi dito que lá também se experimentou sofrimento e dor. Ela voltou ao sábio e disse: ”O sofrimento é comum a todas as pessoas”.
Aquela mulher aprendeu uma valiosa verdade! O sofrimento atinge a todos. Todos sofrem, embora os sofrimentos não sejam iguais para todos.
O salmista Davi também percebia essa realidade do sofrimento em sua vida, porém, sabia com quem contar e a quem descrever suas aflições. No texto acima, Davi faz um clamor a Deus, para que Ele considerasse as suas aflições e os seus sofrimentos e perdoasse seus pecados. O sofrimento é um fato real na vida de todos nós, mas, mais real que o sofrimento, é a grande verdade que temos alguém conosco em todos os momentos de nossa existência. Alguém que se importa conosco, e Davi sabia que Deus olharia para suas aflições e sofrimentos e consideraria suas lutas. Essa mesma certeza de Davi, deve conduzir nossos sentimentos a segurança que existe em Jesus Cristo o Salvador. Que segurança podemos ter em Jesus, pois nele gozamos, mesmo que exista o sofrimento, paz vida e luz.
Por isso, mesmo em meio às aflições e sofrimentos: “Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e Ele te susterá” ( Salmo 55.22). E ainda: “Lançai sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós”(I Pe 5.7).
Deus te abençoe muito!
Pastor Welinton Mehret