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terça-feira, 6 de abril de 2010

Pascoa

A páscoa israelita e Jesus
Ex12. 1-30
A nação de Israel, estava sendo escravizada no Egito, o povo de Israel era mui numeroso, e os egípcios estavam amargando suas vidas com a escravidão os levando a construir cidades celeiros: Pistom e Ramsés. Mas, Deus resolveu libertar seu povo, enviou Moisés como instrumento para essa libertação. Porém, diante do pedido de Moisés para que o Faraó libertasse o povo escravo, o coração do faraó foi endurecido. E , assim Deus enviou terríveis pragas para castigar o Egito .Estas terríveis pragas tiveram por fim levar Faraó (Faraó, era o título dado ao monarca do Egito) a reconhecer e a confessar que o Deus dos hebreus era supremo, estando o seu poder acima da nação mais poderosa que era então o Egito (Ex 9.16; 1Sm 4.8) cujos habitantes deveriam ser julgados pela sua crueldade idolatria. 1- Águas em Sangue: Os egípcios tributavam honras divinas ao rio Nilo, e reverenciavam-no como o primeiro dos seus deuses. Diziam que ele era o rival do céu, visto como regava a terra sem o auxílio de nuvens e de chuva. O fato de se tornar em sangue a água do rio, durante sete dias, era uma calamidade, que foi causa de consternação e terror. (Ex 7.14...)2- A praga das rãs: Na praga das rãs foi o próprio rio sagrado um ativo instrumento de castigo, juntamente com outros dos seus deuses. A rã era um animal consagrado ao Sol. O repentino desaparecimento da praga foi uma prova tão forte do poder de Deus, como o seu aparecimento. (Ex 8.1...)3- Piolhos: A praga dos piolhos foi particularmente uma coisa horrorosa para o povo egípcio, tão escrupulosamente asseado e limpo. Dum modo especial os sacerdotes rapavam o pelo de todo o corpo de três em três dias, a fim de que nenhum parasita pudesse achar-se neles, enquanto serviam os seus deuses. (Ex 8.19).4- Moscas . 5-Peste no gado: A quinta praga se declarou no dia seguinte, em conformidade com a determinação divina (Ex 9.1). Outra vez é feita uma distinção entre os egípcios e os seus cativos. O gado dos primeiros é inteiramente destruído, escapando à mortandade o dos israelitas. Este milagre foi diretamente operado pela mão de Deus, sem a intervenção de Arão, embora Moisés fosse mandado a Faraó com o usual aviso.6- Úlceras e tumores: (Ex 9.8) A sexta praga mostra que, da parte de Deus, tinha aumentado a severidade contra o faraó, de coração pérfido. E aparecia agora também Moisés como executor das ordens divinas;- tendo ele arremessado no ar, na presença de Faraó, uma mão cheia de cinzas, caiu uma praga de úlceras sobre o povo. Foi um ato significativo. A dispersão de cinzas devia recordar aos egípcios o que eles costumavam fazer no sacrifício de vítimas humanas, concorrendo o ar, que era também uma divindade egípcia, para disseminar a doença.7- Chuva de pedras (Ex 9.22) Houve, com certeza. algum intervalo entre esta e a do nº 6, porque os egípcios tiveram tempo de ir buscar mais gado à terra de Gósen, onde estavam os israelitas. É também evidente que os egípcios tinham por esta ocasião um salutar temor de Deus de Israel, e a tempo precaveram-se contra a terrível praga dos trovões e da saraiva. (Ex 9.20).8- Os gafanhotos: Esta praga atacou o reino vegetal. Foi um castigo mais terrível que os outros, porque a alimentação do povo constava quase inteiramente de vegetais. (Ex 10.7-11). Foi então que uma vez mais estendeu Moisés o seu braço à ordem de Deus, cobrindo-se a terra de gafanhotos, destruidores de toda a vegetação que tinha escapado da praga da saraiva. Outra vez prometeu o Faraó que deixaria sair os israelitas, mas sendo a praga removida, não cumpriu a sua palavra.9- Três dias de escuridão: A praga das trevas mostraria a falta de poder do deus do sol, ao qual os egípcios prestavam culto. Caiu intempestivamente a nova praga sobre os egípcios, havendo uma horrorosa escuridão sobre a terra durante 3 dias (Ex 10.21). Mas, os israelitas tinham luz nas suas habitações. Faraó já consentia que todo o povo deixasse o Egito, devendo contudo, ficar o gado. Moisés, porém rejeitou tal solução. Sendo dessa forma a cegueira do rei, anunciou a última e a mais terrível praga que seria a destruição dos primogênitos do Egito (Ex 10.24-11.8). Afastou-se Moisés irritado da presença de Faraó cujo coração estava ainda endurecido (Ex 11.9,10).10- A morte dos primogênitos: Foi esta a última e decisiva praga (Ex 11.1). E foi, também, a mais claramente infligida pela direta ação de Deus, não só porque não teve relação alguma com qualquer fenômeno natural, mas também porque ocorreu sem a intervenção de qualquer agência conhecida. Mesmo as famílias, onde não havia crianças, foram afligidas com a morte dos primogênitos dos animais. Os israelitas foram protegidos, ficando livres da ação do anjo exterminador, pela obediência às especiais disposições divinas.

Deus mandou as dez pragas do Egito, mas antes que a décima praga viesse, instituiu que o seu povo deveria sacrificar um cordeiro, sem defeito, macho de um ano, ou um cabrito e matá-lo á tarde, passarem o sangue na porta e comerem de sua carne, pois a décima praga viria: a morte dos primogênitos do Egito. Deus passaria por cima do povo e viria que a casa marcada pelo sangue do Cordeiro era de seu povo, Deus queria do seu povo que eles assumissem uma posição de povo exclusivo de Deus. Deus sabia quem era israelita e quem não era, porém o povo deveria ter uma marca assumida, mostrando que pertenciam a Deus – o sangue do cordeiro. Com o sangue nas portas, eles não seriam feridos.
Então enquanto o SENHOR feriria o povo Egípcio, seu povo Israel estaria comendo o cordeiro sacrificado, com pães sem fermento e ervas amarga em suas casas.
13 "O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito. "
Este cordeiro é um anuncio do cordeiro de Deus que seria sacrificado para salvar aqueles que marcarem suas vidas e casas com seu precioso sangue derramado no sacrifício da Cruz.
Assim é instituída a páscoa do Senhor
Qual é a relação da páscoa Israelita e Jesus?
1)O sangue de Jesus, marca a vida da família,
21 Chamou, pois, Moisés todos os anciãos de Israel e lhes disse: Escolhei, e tomai cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a Páscoa. 22 Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã.

É nas portas de nossas casas (famílias), e quando nossas famílias estão marcadas pelo sangue de Jesus, não sofreram a morte Eterna, mas passarão da morte para a vida.
Deveria haver uma decisão no coração do pai Israelita. Quando ele marcasse sua casa com o sangue do cordeiro derramado, estaria declarando a Deus, que não apenas ele, mas também sua família serviriam ao Senhor.
Como declarou Josué, mais tarde: Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.
(Js 22.15)

2) Pascoa é a passar da morte para a vida
23 Porque o SENHOR passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o SENHOR aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir.

A Palavra páscoa é hebraica e significa passagem.
A páscoa era uma das três grandes festas, em comemoração do êxodo, ou seja, da libertação dos israelitas do Egito.(24-27)
24 Guardai, pois, isto por estatuto para vós outros e para vossos filhos, para sempre. 25 E, uma vez dentro na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, observai este rito.
26 Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? 27 Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou
.
Essa palavra passagem (pesha) , significava tanto o livramento dos primogênitos dos Israelitas, quando o Senhor passa pelos Israelitas e não fere suas casas, qunto a passagem da vida de escarvidão, no Egito, para a liberdade no desero e posteriormente em Canaã.

O povo de Deus reunia-se anualmente, em Jerusalém para esta festa que começava no mês primeiro, aos 14 do mês, no crepúsculo da tarde. Iniciava com uma refeição sacrificial, que consistia de um cordeiro assado, ou um cabrito, pães asmos e ervas amarga. O cordeiro servia para recordação do sacrifício; o pão sem fermento da pureza; e as ervas amargas da servidão amarga do Egito.
Agora no Novo Testamento, comemoramos também a nossa passagem. A saída da escravidão do pecado para a vida com Deus e vida Eterna. Esta passagem foi feita na Cruz de Cristo e sua ressurreição. Pois na sua cruz ele nos lavou de nossos pecados e na ressurreição ele venceu a morte demonstrando o grande amor que tem por nós. A sua ressurreição aconteceu no dia da páscoa judaica, lembrando-nos que seu sacrifício e ressurreição são a passagem da escravidão e morte do pecado para a liberdade e vida com Deus. Assim como o povo de Israel foi liberto da escravidão e morte do Egito, assim também em Cristo podemos viver livres da escravidão do pecado e cativos ao amor de DEUS. Páscoa é vida com Deus. Aleluia!

Conclusão

Jesus ressuscitou na manhã da páscoa, e nós nessa manhã podemos passar da morte (inferno) para a vida( ressurreição) graças ao que Jesus Fez por nós.
Somos livres, graças a Jesus!

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