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domingo, 19 de dezembro de 2010

A plenitude do Espírito Santo (1a Parte)

Efésios 5.18 "E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito..."
O termo “Plenitude” quer dizer: cheio, completo, inteiro, perfeito.O propósito de Deus para seus filhos é que todos sejam cheios, plenos do Espírito SantoTodo salvo é regenerado pelo Espírito, habitado pelo Espírito, selado pelo Espírito e batizado pelo Espírito no corpo de Cristo. Porém, nem todos os que têm o Espírito Santo estão cheios do Espírito. Cremos que o numero de Cristãos hoje, cheios do Espírito Santo é um numero muito pequeno. Muitas razões nos levam a isto:· Ignorância do assunto;· Falta de instrução sobre o assunto;· Preconceito – temos uma tradição muito forte que nos torna preconceituosos quanto ao Espírito Santo;· Medo –Muitas pessoas tem medo que certos fenômenos lhes aconteça e temem também o que os amigos vão dizer a seu respeito, medo da manifestação sobrenatural de Deus na vida.Nosso propósito com este assunto é o de orientar, inspirar, encorajar e desafiar os irmãos a buscarem e alcançarem esta feliz e gloriosa experiência da vida cristã.O apóstolo Paulo ordena: “E não vos embriagueis com vinho no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”. Aqui, Paulo dá uma ordem negativa: “não vos embriagueis com vinho” e uma ordem positiva: “enchei-vos do Espírito”. O contraste é que o vinho conduz à dissolução, mas a plenitude do Espírito ao domínio próprio. Quem está cheio de vinho não pode estar cheio do Espírito. Quem é dominado pelo vinho não pode ser dominado pelo Espírito.Alguns passos a serem dados na busca e obtenção desta bênção:
1º passo: Um total esvaziamento (Rm 7.8 e 21-25)
7.8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado.21 Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. 22 Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; 23 mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. 24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? 25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.
A leitura de Romanos 7 nos mostra um homem em conflitos, contra o seu pecado e contra seu “EU” –ego.O nosso EU é muito forte, orgulhoso, prepotente, não aceita ser ferido, humilhado. Como idolatramos o nosso Eu!Exemplo:-Eu quero;-Eu faço;Eu tenho; eu posso;- Chegamos a idolatrar o nosso eu- somos ególatras. E a única maneira de nos esvaziarmos do nosso ego é deixá-lo na cruz.Rm 6.6: “ sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;” Rm 6.11: Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.Gl 2.19: .19 Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo;Efésios 4.22 no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano,Precisamos de um total esvaziamento do nosso ego e dos nossos pecadosOs pecados ocultos precisam vir à tona pela confissão. Enquanto há pecados escondidos os canais estão obstruídos - Sl 66.18 Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido.O Espírito Santo deseja nos encher, mas como ele vai ocupar aquelas áreas que já estão ocupadas pelo pecado?À medida que somos purificados o Espírito Santo vai nos enchendo. Façamos agora uma sondagem do nosso coração, como estamos?Deus enche vasos vazios- Eliseu o profeta exigiu que a viúva pobre lhe trouxesse vasilhas vazias, muitas, para que o Senhor multiplicasse o azeite.Para que o Espírito Santo nos encha, 1º precisamos estar vazios de nosso ego e de nossos pecados . UM TOTAL ESVAZIAMENTO é o 1º passo para a plenitude do Espírito Santo.
2º passo : Um total quebrantamentoSl 51.17
Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.
Além de vazios de nosso ego, e de nosso pecado, o que o Espírito Santo deseja encontrar em nós quebrantamento. É o estado de estarmos quebrados, prostrados, caídos – passivos ao cuidado e ação de Deus.
Salmo 34.18 Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.
Jeremias 18.1-6 1 Palavra do SENHOR que veio a Jeremias, dizendo: 2 Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. 3 Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. 4 Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. 5 Então, veio a mim a palavra do SENHOR: 6 Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? — diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
Isaías 64.8: 64.8 Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.Só depois de quebrantados, desamanchados e refeitos, com as imperfeiçoes retiradas , estaremos preparados para ser, como vaso, cheios do óleo de Deus.

A plenitude do Espírito Santo (2a parte)

Efésios 5.18 E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito
Temos estudado nesses Domingos sobre o tema: Plenitude do Espírito Santo. O propósito de Deus para seus filhos é que todos sejam cheios, plenos do Espírito Santo
Todo salvo é regenerado pelo Espírito, habitado pelo Espírito, selado pelo Espírito e batizado pelo Espírito no corpo de Cristo. Porém, nem todos os que têm o Espírito Santo estão cheios do Espírito. O apóstolo Paulo ordena: “E não vos embriagueis com vinho no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”. Aqui, Paulo dá uma ordem negativa: “não vos embriagueis com vinho” e uma ordem positiva: “enchei-vos do Espírito”. O contraste é que o vinho conduz à dissolução, mas a plenitude do Espírito ao domínio próprio.
Alguns passos a serem dados na busca e obtenção desta bênção:
1º passo: Um total esvaziamento (Rm 7.8 e 21-25)
Precisamos de um total esvaziamento do nosso ego e dos nossos pecados

2º passo : Um total quebrantamento
Jr 18. 6 Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? — diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
Isaías 64.8: 64.8 Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.
A vida cheia do Espírito Santo tem um preço. Homens e mulheres de Deus pagaram e ainda pagam um alto preço para uma vida plena da pessoa do Espírito Santo.
Hoje veremos o terceiro passo para a plenitude do Espírito Santo :
3º Passo: Uma Plena submissão
Quem foi a pessoa mais plena do Espírito Santo nessa terra? Foi o mais obediente dessa terra, aquele que não pecou.
O próprio Senhor Jesus.
· Lc 2.51: ” E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração” .
· Esse versículo refere-se a Jesus na sua infância com 12 anos, quando seus pais o encontraram no templo, ouvindo e interrogando os doutores na Lei. E o texto faz uma referência a obediência de Jesus aos seus pais: que ele era-lhes submisso. Jesus, mesmo sendo Deus, vivia o principio da submissão na sua vida e no relacionamento com seus pais.
Sendo submisso aos pais, Jesus nos ensina que isso nos leva a sermos submissos também a Deus.
· Além de ser submisso aos seus próprios pais terrenos, ele foi nessa terra, submisso ao Pai celeste: João4.34 Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.
Enfim, a vida de Jesus e seu nascimento como homem nessa terra foi uma vida de submissão a vontade do Pai celeste.
Diante daquilo que ele haveria de passar no seu sacrifício por nós ele, em oração exclamou ao Pai: Mt 26.39b: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.
Filipenses 2: 5-8
“ 5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”
O texto lido fala do sentimento que deve estar em nós. O mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. A tradução Bíblica NVI, traduziu o vrs 5 e 6 de uma forma mais clara: “ Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, 6 - que, embora sendo Deus não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se”
E o versículo 8 nos fala dessa total submissão de Jesus à vontade de Deus:
“...tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.”
A obediência de Jesus Cristo sempre foi muito marcante.
Em Mt 6.39, quando próximo de sua crucificação, do sacrifício pelos nossos pecados ele disse: Mt 26.39b: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.
Jesus como homem já sentia o peso de seu sacrifício, porém ele disse:” não se faça a minha vontade, e sim a tua.”
Em outras palavras ele diz: “Pai eu sei que vai ser difícil, mas eu estou disposto a fazer o que o Senhor quer.”
Quantos de nós estamos declarando esse tipo de obediência?
Creio que esse ato de Jesus, foi a uma das decisão mais difíceis de sua vida. Mas ele optou pela obediência.
Ser cheio do Espírito Santo é optar pelo caminho da obediência, da submissão.
Nada é tão grato ao coração de Deus por parte de seus filhos como a obediência. O Espírito Santo quer encontrar vidas inteiramente submissas, obedientes para que ele possa encher. Enquanto há rebeldia, insubmissão, desobediência O ESPÍRITO Santo não pode operar em toda a sua amplitude, poder e graça. Submissão é chegarmos ao ponto de dizermos; “não seja como eu quero, e sim como tu ( Senhor)queres”.
Façamos agora uma sondagem dos nossos corações e permitamos que o Senhor nos mostre em que áreas ainda somos duros, rebeldes, desobedientes e insubmissos.
Já vimos três passos para a plenitude do Espírito Santo : 1º passo: Um total esvaziamento; 2º passo : Um total quebrantamento 3º Passo: uma Plena submissão
Agora veremos o 4º passo para a Plenitude do Espírito Santo
4º passo : Uma entrega total ( Salmo 37.5)
“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”.
Parece incrível, mas o homem tem estado em guerra com Deus.
Entrega é o mesmo que levantar uma bandeira branca, é dizer a Deus: “Senhor eu me rendo”. No hinário salmos e hinos temos a letra de um bonito hino, n 448 que diz: “ Salvador eu hoje venho me render, só por ti vencido poderei vencer”.
É só quando somos vencidos que Deus opera em nós todos, os seus lindos propósitos. Certa vez o Senhor em forma humana lutou com Jacó no vale de Jaboque, e para que Jacó fosse abençoado, 1º ele teve que ser vencido. Certa vez o Senhor Jesus, depois de já haver subido aos céus, em Atos 9, veio ao encontro do perseguidor dos Cristãos chamado (Saulo), que ao encontrar-se com Cristo caiu por terra, foi vencido por Cristo, e levantou-se como cristão. A vida de Saulo( Paulo) só pode ser mudada quando por Cristo foi vencida, ele só foi um homem cheio do Espírito Santo quando Cristo o venceu no caminho de Damasco.
Às vezes é preciso que Deus nos leve ao chão, ao pó, até que reconheçamos nossa insignificância e então nos entreguemos a ele.
Entregue-se totalmente ao Senhor, para ser cheio do Espírito Santo.
Diz uma ilustração que:
“Certa vez um pregador falava sobre a necessidade de entregarmos nossas vidas ao Senhor, e convidou aqueles que queriam entregar-se ao Senhor para irem à frente, algumas pessoas tocadas e comovidas vieram a frente, vencidas pelo Espírito Santo, entre elas estava um cadeirante, um homem que havia perdido as duas pernas, e perguntou ao pastor: - “Pastor, Deus aceita um homem pela metade?” E o pastor respondeu:-“Deus aceita um homem pela metade que se entrega por inteiro, mas não aceita um homem inteiro que se entrega pela metade”.
Uma vida plena do Espírito Santo exige uma entrega total a Deus, sem reservas. Deus não aceita ninguém que se entregue pela metade.
O hino que conhecemos bem “ em fervente oração” nos diz: “Quando tudo perante o Senhor estiver, e todo o teu ser ele controlar, só então hás de ver que o Senhor tem poder, quando tudo deixares no altar”.
Estar no altar é o mesmo que dizer a Deus:”Meu corpo, meus bens, meu tempo, minha vida são teus Senhor”. No Antigo Testamento o animal era colocado no altar e era todo queimado, isto era um holocausto. Deus nos quer assim também, totalmente entregues.
Como o Espírito Santo vai encher uma vida enquanto ela não estiver toda entregue a ele?
O Espírito Santo trabalha com pessoas, que como barro, ficam à disposição do Oleiro.
Se queremos uma vida cheia do Espírito Santo há um preço. Vale a pena pagá-lo. Quantos desejam viver tal experiência?

A plenitude do Espírito Santo (3a Parte)

Atos 2.1-4
Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. 3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.
O texto que lemos hoje, fala da descida do Espírito Santo de Deus sobre a vida dos discípulos do Senhor, isto aconteceu dez dias depois de o Senhor Jesus haver subido aos céus. Aconteceu na festa Judaica de pentecostes, quando Jerusalém estava cheia de Judeus de todas as regiões de Israel, nesse dia, depois da vida do Espírito Santo sobre a igreja houve um acréscimo de mais de 3000 pessoas, que se converteram a Cristo e que foram batizadas.
O que destacamos no texto de hoje é que o espírito Santo não apenas desceu sobre os seguidores de Cristo cumprindo a promessa, mas ele encheu os seguidores do Senhor, v.4 nos diz: . 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.
O propósito do Senhor Jesus, não é apenas nos dar o seu Espírito, como quando o recebemos como nosso Salvador, mas sim é nos encher do Seu Espírito: Efésios 4.10:”Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas”. Lembramos de efésios 5.18, quando o apostolo Paulo nos orienta: E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito,
O termo “Plenitude” quer dizer: cheio, completo, inteiro, perfeito.
O propósito de Deus para seus filhos é que todos sejam cheios, plenos do Espírito Santo.

Alguns passos a serem dados na busca e obtenção desta bênção:
1º passo: Um total esvaziamento (Rm 7.8 e 21-25)
Precisamos de um total esvaziamento do nosso ego e dos nossos pecados

2º passo : Um total quebrantamento
Jr 18. 6 Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? — diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
Isaías 64.8: 64.8 Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.
3º Passo: Uma Plena submissão (Obediência)
4º passo : Uma entrega total
( Deus não aceita um homem inteiro que se entrega pela metade), precisamos ser vencidos por Deus.
5º passo: Uma firme perseverança
Lucas 24.49 Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder
Antes de subir aos céus, o Senhor Jesus prometeu aos discípulos a vinda do Espírito Santo (poder), mas eles deveriam permanecer em Jerusalém até receber esse revestimento de poder que é a plenitude do Espírito Santo. Essas duas palavras permanecei e até, nos dão uma clara idéia de perseverança. Perseverar é permanecer em oração, permanecer confiando, permanecer louvando, não desistir. Até – fala da recompensa dessa perseverança.
Atos 1.14 e 15: Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele. 15 Naqueles dias, levantou-se Pedro no meio dos irmãos (ora, compunha-se a assembléia de umas cento e vinte pessoas) e disse:
O grupo de cento e vinte pessoas perseverou em Jerusalém, ficou no Cenáculo cerca de dez dias. Quando estamos buscando uma vida cheia do Espírito Santo é necessário que perseveremos, nas orações, nos louvores, nas buscas , nas vigílias noturnas ou na madrugada.
O profeta Eliseu quis a porção dobrada do espírito de Elias ( Espírito Santo que estava sobre Elias) ele perseverou, não se apartou de Elias até ser Elias arrebatado, e então recebeu da sua unção. Isaías 35.3 Fortalecei as mãos frouxas e firmai os joelhos vacilantes.
Estamos com as mãos frouxas e joelhos vacilantes, temos desistido facilmente do propósito de buscar a plenitude do Espírito Santo?
5º Passo para a plenitude do Espírito Santo em nós é uma firme perseverança
6º passo Vida em Santificação
Josué 3.5 Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós.
O povo de Israel, após quarenta anos de peregrinação no deserto (uma geração) o povo que estava com Josué, filho do povo que andou com Moisés, estão no limite da terra prometida, prontos para entrar no lugar que Deus lhes havia preparado. E chegaram ao rio Jordão.
Para conquistar as cidades adiante, a terra prometida, o povo, mais de 2 milhões de pessoas, teria que passar o Jordão. Mas, o rio estava cheio v.15 diz:” 15 e, quando os que levavam a arca chegaram até ao Jordão, e os seus pés se molharam na borda das águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega),
Santificai-vos – Para Israel ver as bênçãos de Deus deveria santificar-se. Deixar os pecados e preparar-se para ver as bênçãos de Deus. Este era o preço exigido pelo Senhor naquela hora, e também é nas nossas vidas.
O Espírito Santo não habita com o pecado, e para que Le nos encha, devemos nos santificar.
Alguém poderá argumentar dizendo que a santificação é fruto da plenitude, mas ela não é só isso, é também um requisito para a plenitude.
Mas o queremos hoje aqui colocar é a santificação como uma vida que está sendo colocada a parte para que Deus possa enche - lá.
Antes de o povo atravessar o Jordão e entrar na terra prometida o Senhor exigiu que o seu povo se santificasse. Para uma grande bênção exige-se uma grande preparação.
No desafio de Elias aos profetas de Baal, antes do profeta pedir a Deus fogo, colocou o altar em ordem (1 Rs 18.30) .
Nosas vidas , como novas criaturas que somos, não podem mais viver no pecado, estamos no mundo, mas não somos do mundo. É preciso colocar o altar em ordem para que o fogo caia. ( vida) ( casamento) ( família)
Quando começamos a buscar a plenitude do Espírito Santo também começaremos a rever algumas coisas tais como:
· Leituras
· Musicas
· Diversões
· Vestimentas
· Uso do dinheiro
· Amizades
· Lugares que freqüentamos etc.
Conclusão
Ser cheio do Espírito Santo não é mérito nosso. Mas precisamos também estar no lugar onde Deus quer que estejamos para recebermos da plenitude do Espírito Santo. Deus não vai nos encher se vivermos de qualquer forma e fazermos qualquer coisa, mas sim vi nos encher se seguirmos os passos certos para isso.

1º passo: Um total esvaziamento (Rm 7.8 e 21-25)
Precisamos de um total esvaziamento do nosso ego e dos nossos pecados
2º passo : Um total quebrantamento
3º Passo: Uma Plena submissão (Obediência)
4º passo : Uma entrega total ( Deus não aceita um homem inteiro que se entrega pela metade), precisamos ser vencidos por Deus.
5º passo: Uma firme perseverança
Lucas 24.49 Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder
6º passo Vida em Santificação
5 Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós.

sábado, 20 de novembro de 2010

A mão de Deus

1 Pe 5.5-7
Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça. 6 Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, 7 lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
Introdução
Numa cidade, dessas de transito intenso com caminhões, ônibus, carros e motocicletas num grande vai-e-vem, um pai procurava atravessar uma avenida, segurando a mão da filha de sete anos. Depois de alguns minutos de espera e de indecisão, se dava ou se não dava para atravessar, o pai conseguiu atravessar ao outro lado da avenida tendo sempre a filha segura em sua mão. E depois de feita aquela travessia, a garotinha comentou: “Papai, aquele edifício ali, tem 10 andares. Eu contei direitinho!” Como a menininha conseguiu essa despreocupação, visto o perigo da rua e dos carros? …ah! Ela estava segura na mão do pai! Não estava preocupada, mas submissa a direção que seu pai dava, através de sua forte mão.O v.6 fala da mão de Deus: “ Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte“.
QUE SIGNIFICA A MÃO DE DEUS? A mão de Deus é a mão protetora, é a mão que abençoa. É a mão do Pai que ama a seu filho e que o guia pelos caminhos corretos. Um pai, em seu verdadeiro juízo, não deseja que algo ruim ocorra a seu filho, por isso, procura levá-lo pelos caminhos corretos, pelos caminhos em que não se ache nada em que o filho possa tropeçar, cair e se perder. O filho, então, tem essa sensação de paz e de tranqüilidade: ele caminha por lugares em que nunca andou, mas confia na mão do pai que o segura e guia. O Senhor está falando em Sua Palavra, da potente mão, da poderosa mão de Deus – mão que nos segura e dá proteção. E o que o Senhor diz, nesse v.6, é que nós devemos ser humildes e nos submeter debaixo da poderosa mão de Deus. Isso se dá por meio da humilhação espontânea (oração), de nossos corações declarando total dependência de sua mão. E quando Deus fala dessa sujeição, desse nosso humilhar-se debaixo da sua poderosa mão, o Senhor está dizendo: “confie em mim, porque com minha poderosa mão Eu sei o que faço, Eu cuido de você”.
Pedro nos ensina sobre a submissão aos mais velhos e está nos esclarecendo a importância de sermos humildes diante de Deus, e deixarmos a ansiedade sobre o Senhor. Toda a ansiedade é lançada sobre o Pai, enquanto nós ficamos livres, porque Ele sabe o que fazer. É assim que pode se dar conosco também, nós podemos desfrutar de paz, quando nos colocamos debaixo da mão de Deus. Vejamos então dois ensinamentos:
1) A MÃO DE DEUS OPERA (vers. 6)Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte. Para sermos honrados, pela mão de Deus, no tempo certo ou exaltados no tempo devido, é preciso que nós nos sujeitemos humildemente debaixo da mão de Deus. Então, a mão de Deus para operar em nosso favor, precisa que estejamos dispostos a nos agarrar nela. E não deveríamos encontrar dificuldade para nos agarrarmos à mão de Deus e nos humilharmos debaixo dela.
Deus está dizendo para que você não tema, para que não esteja ansioso… Ele está dizendo para você esperar, confiar nEle, porque Ele é o teu Pai amoroso.. que tem cuidado de você: “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”(v.7). Para Moisés, Deus disse: “…Ter-se-ia encurtado a mão do Senhor?”. (Nm 11.23). E o profeta Isaías anunciou: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar…”.
A mão de Deus te levará a todo o bem. A mão de Deus estará contigo. Ele quer o teu bem!
2) A MÃO DE DEUS nos levanta . Em 1Pd 5.6, diz que a mão de Deus nos promove, nos exalta. Está escrito: “para que ele, em tempo oportuno, vos exalte,”
Se humilhando debaixo da poderosa mão de Deus, fazendo isso, tarde ou cedo, você alcançará posição de honra, você será exaltado, diante dos inimigos que se levantam contra ti. O Senhor diz que te exaltará, ainda que você não tenha forças, porque você está segurado pela mão de Deus, Ele te exaltará! Agora, no reino de Deus, para ser levantado, muitas vezes é preciso estar caído.
Foi assim com a vida de José quando Deus lhe deu uma visão de liderança. Seus irmãos o venderam, seu senhor o prendeu. Mas Deus o conduziu até o governo do Egito. Então, humilhe-se debaixo da mão de Deus. Is 41.13 “Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo. “
Conclusão
Se uma criança pequena, ao atravessar a rua, tentar ela, por si só segurar na mão de seu pai, pode ser que sua pequena mão se solte na hora do perigo. Mas , se o pai pegar na mão da criança não haverá o que temer, pois a mão do pai é grande, forte, produz segurança. Assim é a a mão de Deus.A mão de Deus opera e nos levanta.
Que a nossa oração seja a do Hino 153 estrofe 1:
“Com tua mão segura bem a minha, pois eu tão frágil sou , ó Salvador,Que não me atrevo a dar jamais um passo Sem teu amparo, Cristo, meu Senhor!”

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

UMA EDUCAÇÃO SEXUAL SEM VALORES MORAIS CRISTÃOS

O Governo Federal, através dos PCNs propõe que a escola informe e discuta os aspectos relacionados à orientação sexual, buscando, a isenção de valores dos educadores. A idéia é que as crianças decidam por si mesmas seu comportamento. Por exemplo:“Na discussão sobre a virgindade entre um grupo de alunos de oitava série com seu professor abordam-se todos os aspectos e opiniões sobre o tema, seu significado para meninos e meninas, pesquisam-se suas implicações em diferentes culturas, sua conotação em diferentes momentos históricos e os valores atribuídos por distintos grupos sociais contemporâneos. Após essa discussão é uma opção pessoal do aluno tirar (ou não) uma conclusão.”
A educação sexual abrangente tem permitido que educadores sexuais chamados isentos de valores e moralmente neutros, incluindo o Governo Federal atual, ensinem que o aluno reconheça como determinações culturais as características socialmente atribuídas ao masculino e ao feminino, e não como um ato criativo de Deus (cf. Gn 1:27). Fazer isso com o endosso da autoridade do Estado e da escola não é de fato isenção de valores: significa, na verdade, doutrinação. Veja o que o presidente Lula pronunciou primeiro plano da América Latina para conter a disseminação do HIV entre as mulheres: “Temas como o uso de preservativo não são debatidos por puro preconceito ou porque a mãe, o pai ou a igreja não gostam. Vamos fazer o combate à hipocrisia no país. Preservativo tem que ser doado e ensinado como usar. Sexo tem que ser feito e ensinado como fazer, somente assim teremos um país livre da AIDS. [...] Não tem como carimbar na testa de um adolescente quando é momento de começar a fazer sexo”. (O Dia online, 2007).
Será que os valores sexuais ensinados nas escolas são os mesmos valores que Deus propõe em sua palavra?
“O Governo Federal elaborou e distribuiu uma cartilha para estudantes de escolas públicas de 13 a 19 anos. Uma “agendinha” com dicas sobre beijos, sedução, masturbação e saúde. Polêmica, a cartilha inclui até uma lista a ser preenchida com as melhores “ficadas”(relacionamentos breves entre os jovens). Na parte sobre beijos, a cartilha orienta: “beijar muitos desconhecidos numa única noite não é tão bom assim” pelo risco de doenças. Mas compara o beijo ao chocolate por “aguçar todos os sentidos” e “liberar endorfinas”, com a vantagem de ainda “queimar calorias”, ao contrário do doce. O material faz parte do Programa Saúde e Prevenção nas Escolas. A primeira tiragem teve 40 mil exemplares e o governo pretende encomendar 400 mil cópias adicionais. (SUWWAN, 2010)”
A Bíblia tem muito a dizer sobre o sexo. O sexo é importante. Está intimamente entrelaçado com a obra da criação. O sexo, em si mesmo, não é pecaminoso. Pode ser expressão de amor e de beleza na vida, mas tem que ser praticado à luz Bíblia. O assunto é honroso (Hb 13:4), desde que esteja em conformidade com a vontade de Deus, que o deu. Biblicamente, a sexualidade foi estabelecida para a liberdade. Liberdade, porém, não significa autonomia para orientar e assumir relações sexuais fora dos padrões de Deus. Liberdade também não é sinônimo de promiscuidade. O corpo humano foi feito para a liberdade. As pessoas encontrarão liberdade sexual (ou em qualquer outra área) quando cumprirem o propósito da criação.
O sexo é uma dádiva de Deus para ser vivido apenas dentro do casamento, fora do casamento o sexo é destrutivo e doentio. Então, queridos pais que lêem esse artigo: A bíblia é clara em dizer: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” ( Pv 22.6). Muitas vezes temos terceirizado a educação dos nossos filhos. Tenhamos um diálogo aberto com eles mostrando o que a palavra de Deus ensina sobre o querer de Deus para a vida conjugal. O teólogo Agostinho já disse: “Longe de Deus só há destruição e miséria” .
Deus abençoe sua vida. Pr Welinton.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Crente Espírita?

Josué24.15 Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.
Is 8.19 e 20 ( Versão Corrigida) Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; -- não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? 8.20 À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.
Is 8.19 e 20
(Linguagem de Hoje ) — Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns, que cochicham e falam baixinho. Essas pessoas dirão: “Precisamos receber mensagens dos espíritos, precisamos consultar os mortos em favor dos vivos!Mas vocês respondam assim: “O que devemos fazer é consultar a lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.”
Muitas vezes me preocupo como pastor, ao visitar pessoas que são crentes, e algumas vezes lideres na igreja, mas que são fascinados em novelas. mas, você me pergunta, qual é o problema das novelas? Eu diria que novela não teria problema, mas o problema é o que elas ensinam e pregam dia a dia omeopáticamente nas mentes das pessoas, que muitas vezes estão acompanhadas com crianças na sala, que assistem a tudo quanto as novelas pregam, principalmente quando elas tem apresentado, além de conteúdo imoral, sensualidade, adultério, ensinamentos espíritas que distancima-nos da presença do Senhor. Por favor, meu querido noveleiro, não deixe de ler o restante desse artigo, pois o que vou postar agora é uma reportagem secular, que não tem cunho religioso e que concorda comigo nesse artigo:
""Escrito nas Estrelas" chegou ao fim na sexta-feira (24). A novela de Elizabeth Jhin, que teve o capítulo final reprisado no sábado (25), é apenas mais um exemplo de obra ficcional que traz a temática espírita como carro-chefe. A indústria cultural, tanto da TV quanto do cinema, tem aproveitado da expansão do espiritismo usando o tema em diversas produções.
Se você tem ou já teve a impressão de ouvir falar muitas vezes sobre isso ultimamente, saiba que não é somente mera coincidência. Pode-se dizer até que há um levante espírita em curso no entretenimento do nosso país. Só para se ter uma ideia, o Brasil, de acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem 2,3 milhões de pessoas que se declaram espíritas ou simpatizantes do segmento. Os adeptos, inclusive, questionam esses número, alegando que são menores do que a realidade.
E se hoje o país é considerado uma das maiores potências espíritas do mundo, grande parte dos méritos é, sem dúvida, atribuída ao mineiro Chico Xavier, considerado o maior médium desde Allan Kardec, tido como o “fundador“ da crença. Há quem diga, inclusive, que Chico teria sido a reencarnação de Kardec. Ele, porém, nunca negou, mas também nunca afirmou nada.
Falar da vida após a morte, tema que já inspirou as novelas “A Viagem” (1994), “Anjo de Mim” (1996), “Alma Gêmea” (2005), “O Profeta” (2006) e agora, a mais recente “Escrito nas Estrelas”, voltou com força total em 2010. Abordar o assunto pode fornecer um certo alívio à principal angústia humana, que é a da morte, sugerindo que a vida pode não terminar com a morte fisica, da matéria.
Em “Escrito nas Estrelas”, por exemplo, o espírito do personagem vivido pelo jovem ator Jayme Matarazzo morreu no primeiro capítulo, mas circulou ao longo de toda a trama. Para Pedro Vasconcelos, um dos diretores da novela das 18 horas, trabalhar com a espiritualidade sempre será instigante para o público justamente pelas perguntas sem respostas.
“O povo brasileiro é, sem dúvida, muito religioso e, por isso, ele gosta de ver histórias bem escritas e bem dirigidas sobre o tema. Sem falar que tudo que está relacionado com vida após a morte parece que desperta mais interessa, de fato, a todos nós. Há uma curiosidade natural já do ser humano em saber o que rola do lado de lá”, refletiu, em entrevista ao Famosidades.
Mesmo sendo católica, a autora Elizabeth Jhin mostrou ao público um universo criado a partir de elementos espíritas. Ela afirmou acreditar na existência de um outro plano. "Estou apaixonada pela busca de entender, seja em qualquer religião, essa transcendência que há entre os mundos", confessou a autora. [Fonte: msn Entretenimento]
Postado por: Professor Jorge Schemes Data:
Segunda-feira, Setembro 27, 2010 "
Será que estamos mesmo servindo somente ao Senhor Deus, permitindo que conteúdo ligado ao espíritismo seja inserido em nossas mentes, e em nossos filhos? "Mas vocês respondam assim: “O que devemos fazer é consultar a lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor".”(Isaías 8.20)
Agora, EU NÃO SEI QUANTO A VOCÊ: " Mas eu , e minha casa serviremos ao Senhor".
Lembre-se: A DECISÂO é sua!
Você tem o controle nas mãos!!
Pr Welinton

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O compromisso de seguirmos a Cristo


Jo 8.31 Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;
Lc 9.23: Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.
A falta de compromisso atinge muitas áreas de nossa vida.
O compromisso é importante. O dicionário Aurélio define "comprometer" como: implicar, envolver, dar como garantia, empenhar, e "comprometer-se" como assumir responsabilidade, obrigar-se. Isso quer dizer que devemos comprometer nossas vidas com Cristo Jesus. Dando-lhe nossas vidas em totalidade.
Quando comprometemos nossa vida com Deus, estamos submetidos à sua vontade. Aos judeus que tinham crido nele, Jesus disse: "Se vocês obedece­rem às minhas palavras, serão de fato meus seguidores" (Jo 8.31). E a todos Nós Jesus declarou o que está em Lucas 9.23 “ Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome sua cruz e siga-me” essas duas palavras de Jesus são expressões diferentes do mesmo assunto: Compromisso. Seguir a Jesus envolve plenamente essa duas palavras, obediência a palavra e a negação da nossa prórpia vontade, o tomar a cruz, e viver como Jesus viveu.
O que envolve o compromisso de seguirmos a Cristo?
1)Envolve vencermos nossas barreiras pessoais. Lucas 9.57-62
57 Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que fores.
58 Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. 59 A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. 60 Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus.
61 -Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa.
62 Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.
Neste texto do evangelho de Lucas notamos que Jesus encontra-se na sua caminhada com algumas pessoas que são de alguma forma colocadas diante do compromisso de seguir a Jesus, mas que diante das barreiras pessoais acabaram por não seguir a Cristo.
O 1º deles, chega-se a Jesus e parece que ele está realmente disposto para seguir a Jesus: Seguir-te-ei para onde quer que fores.
Mas, quando Jesus lhe descreve as condições do seu ministério, ele simplesmente sai de cena e deixa a Jesus, Jesus afirma: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. O ministério de Jesus não apresentava luxo ou conforto, por muitas vezes dormiu ao relento, ou em grutas, ou em campos, muitas noites no monte orando, depois de um cansativo dia de curas, pregações e milagres. E aquele que afirmava querer seguir a Jesus, logo abre mão, pois seu coração estava preso no conforto e naquilo que era material em sua vida.
A 2ª pessoa deste relato tem no seu coração a barreira da tradição, e quando Jesus o convida para seguir, ele quer cumprir primeiramente uma tradição de sua cultura, que o impedia de sair de casa antes de falecer o seu pai. É a barreira da tradição.
A 3ª pessoa deste relato, também se oferece para seguir a Jesus, mas primeiramente pede para despedir-se dos de casa, esse poderia até mesmo seguir a Cristo , mas seu coração sempre colocaria em primeiro lugar o desejo de sua família – É a barreira familiar.Há outras barreiras pessoais que nos impedem de ter com Jesus um verdadeiro compromisso. Como o buscar primeiramente as riquezas e depois a Deus, como aquele jovem rico que chegou a Jesus, conhecendo a lei, os mandamentos, mas não estava disposto a abrir mão do seu dinheiro para ter Jesus em 1º lugar e herdar a vida eterna.
Que barreiras estão dentro de nós, nos impedindo de ter um verdadeiro compromisso com Jesus?
A barreira material?
A Barreira das nossas tradições?
A barreira de fazer a vontade de familiares que não servem a Deus; em vez de fazermos a vontade de Deus?
A barreira das riquezas?
Quem sabe outras barreiras pessoais, como comodismos, desinteresse, amizades, prazeres do mundo?

Quando Jesus apresentou as condições do discipulado, não temos mais notícia desses que queri­am ser seus seguidores.
O que envolve o compromisso de seguirmos a Cristo?
2) Envolve disposição de sofrermos por Cristo (1 Pe 4.1)
“Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado”.
NVI :” Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente
armem-se também do mesmo pensamento(de sofrer corporalmente) pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado”.
Estamos dipostos a sofer por amor a Cristo? Por defender sua causa, pele nossa fé?
O texto nos ensina que assim como Cristo sofreu , também devemos nos armar do pensamento que também sofreremos por Cristo.
Isso é parte de nossa armadura e é tão essencial para nós como a armadura sobre a qual lemos em Efésios 6. Por não termos essa disposição ou mentalidade é que constatamos que o inimigo penetra e nos derrota justa­mente quando não queremos sofrer. Em decorrência, fa­zemos o possível para quebrar nosso compromisso.
Frank Dietz conta em seu livro : “A pessoa que Deus usa” que certa jovem aderiu há uma missão em um navio durante dois anos. Havia sido muito ativa em sua igreja e tinha feito um trabalho responsável. Enquanto estava no na­vio, teve de passar um bom tempo lavando pratos.Todas as noites, no quarto, ela se lamentava das mãos de lavadora de pratos. Reclamava que não entrara no navio para lavar pratos etc. Uma noite, quando se queixava a Deus a respei­to de suas mãos, de como estavam vermelhas e machucadas, e pensava como poderia escapar do com­promisso, o Senhor falou com ela: "Olhe para as minhas mãos..."
Foi esse um momento de virada na vida dela. Ela deu-se conta de como o Senhor tinha sofrido em favor dela.
A mensagem do Senhor sempre tem sido: Morri na cruz por ti, que fazes tu por mim?”
O que envolve o compromisso de seguirmos a Cristo?
3) Envolve Sabermos o que realmente é seguirmos a Cristo 1 Coríntios 4.8-13.

8 Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco.
9 Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. 10 Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. 11 Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, 12 e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; 13 quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.
Temos IDÉIAS ERRADAS DO QUE SIGNIFICA SEGUIR A CRISTO
Parece que pensamos que, ao seguirmos a Cristo, não teremos nenhum problema. Não compreendemos como o Senhor constrói o caráter em nós. Não é assim que não teremos problemas, porque os temos. Na reali­dade, provavelmente passamos por mais problemas (por­que Satanás é contra nós), mas temos uma solução para nossos problemas. É isso que faz a diferença.
Há uma tendência para pensar que, se seguimos a Cristo e as coisas são duras e não se resolvem, isso não pode ser de Deus. É essa forma de pensamento que conduz a muitas idéias errôneas sobre o discipulado.
"Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imi­tadores" (1 Co 4.16, ARA).
Neste texto Paulo nos está dando uma idéia do que significa seguir a Cristo, Depois de descrever tudo pelo que ele e os outros apóstolos passaram, ele tem a audácia de dizer, no v. 16, que insiste para que os coríntios o imitem.
Sabemos que temso aflições nessa terra, mas o que dizer de nossos irmãos e irmãs em algumas das regiões difíceis do mundo, como o Sudão,Eritréia, Azerbajão, Pazaquistão onde atu­almente estão sendo martirizados por amor a Cristo? São tirados das casas e lançados no deserto sem comida, água ou proteção das intempéries, outros presos , maltratados e mortos.
Não... Temos de compreender o que significa se­guir a Cristo. Agora temos sofrido . Mais tarde ha­veremos de reinar, mas agora, como ao apóstolo Pau­lo, cabe-nos completar os sofrimentos de Cristo. Cristo sofreu e morreu na cruz. Agora ele reina. É assim que ocorre no presente com a igreja. Sofremos agora, mas mais tarde reinaremos.
O verso 13 diz em seu final: “ temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.”
Ser Cristão implica muitas vezes em ser considerado lixo do mundo, escória de todos – Isso diante dos homens desta terra, mas você quem você é diante de Deus? Uma jóia, que dinheiro nenhum pode comprar, nem prata nem ouro equivalem ao teu valor diante de Deus, mas você vale o sangue de Jesus, que foi derramado para comprar-te do pecado para ser dele.
Então, o que você prefere- Eu prefiro ser lixo pro mundo, mas precioso pra Deus, comprado com sangue de Jesus.
Concluindo
Quando olho para o cenário evangélico atual, vejo uma grande ausência de compromisso. Aos judeus que tinham crido nele, Jesus disse: "Se vocês obedece­rem às minhas palavras, serão de fato meus seguidores" (Jo 8.31). E a todos Nós Jesus declarou o que está em Lucas 9.23 “ Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome sua cruz e siga-me”.
Tema: O Compromisso de seguirmos a Cristo
O que envolve o compromisso de seguirmos a Cristo?
1)Envolve vencermos nossas barreiras pessoais. Lucas 9.57-62
2) Envolve disposição de sofrermos por Cristo (1 Pe 4.1)
3)Envolve Sabermos o que realmente é seguirmos a Cristo



domingo, 24 de outubro de 2010

A bênção de Deus e o descanso

2. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito.
3 E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.( Gn 2.2-3)
Com bênçãos Deus coroou os atos da criação. Primeiro ele abençoou o homem e o seu trabalho. Depois abençoou o sétimo dia. Homem, trabalho e dia foram abençoados. O homem o foi para poder empreender tudo o que o Criador lhe determinou que fizesse. O sétimo dia foi abençoado e santificado (separado) para ser ocasião de descanso. Abençoando-os, Deus relacionou-se intimamente com o homem, com o trabalho e com o necessário descanso, realidades que ele próprio planejou.
Deus abençoou o descanso, pois pensava no homem desobediente que, separado dele, não saberia associar o trabalho com o descanso, nem daria atenção aos limites que devem reger tanto um como o outro. A fonte do descanso não está, simplesmente, em um dia. Ela se encontra no Senhor que fez o tempo e quer ver o homem, coroa da criação, operante e, ao mesmo tempo, descansado. Deus não o criou para o esgotamento e a fadiga.
Não dando atenção ao necessário descanso em Deus, o homem torna-se cansado, oprimido, ansioso e desanimado. Jesus percebeu isso vendo as situações estafantes em que as pessoas viviam. Então, disse-lhes: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). E, para que seus discípulos não continuassem afadigados com o trabalho de cada dia – “porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que íam e vinham”, convidou-os: “Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto” (Marcos 6.31).
O conselho do apostolo Paulo é: “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4.6,7). O Apóstolo mostra que não é preciso chegar à ansiedade. Há uma alternativa para ela - a oração. O resultado maior de estarmos na presença de Deus em oração, além da resposta que teremos ao que lhe pedimos, é que seremos inundados com a “paz de Deus”. Paz da qual Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14.27). Alegremo-nos, porque a paz que provém de Deus, a qual Jesus nos dá, é uma das expressões do fruto de Espírito – daquele que reside em nosso coração.
Jesus faz uma pergunta: “Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mateus 6.25). Depois, pediu que observassem as aves do céu e considerassem os lírios do campo, e vissem que neles não há nenhuma ansiedade, opressão, estafa ou distúrbios emocionais, pois descansam no Deus que os alimenta e os veste. E nós, por que nos inquietamos? Por que imitamos os gentios (incrédulos) em suas situações de angústia, temores e preocupações, se somos filhos d’aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o poder que opera em nós” (Efésios 3.20) ?

Em um mundo, de tantas cobranças e agitações, onde o tempo é curto para inúmeras atividades, o nosso grande desafio é aprendermos descansar mentalmente , fisicamente e principalmente no SENHOR ( confiando no seu amor).

A importância de nos reunirmos como igreja


Hebreus 10.24-25
24 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. 25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.
Um freqüentador de igreja escreveu para o editor de um jornal e declarou que não faz sentido ir aos cultos todos os domingos.
"Eu tenho ido à igreja por 30 anos e durante este tempo devo ter ouvido uns 3.000 sermões. Mas, por minha vida, com exceção de um ou outro, eu não consigo lembrar da maioria deles... Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os pastores também estão desperdiçando o tempo deles".
Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna "Cartas ao Editor", para alegria do editor chefe do jornal, que recebeu diversas cartas, das quais, ele decidiu publicar esta resposta de um outro leitor: "Eu estou casado há mais de 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 3.000 refeições. Mas, por minha vida, com exceção de uma ou outra, eu não consigo me lembrar da maioria delas, mas de uma coisa eu sei, todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições, eu e nossos filhos estaríamos desnutridos ou mortos. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar minha alma e de minha família, estaríamos hoje em terríveis condições espirituais".
Nem só de pão viverá o homem,mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.Mateus 4.4
O texto da carta aos Hebreus, traz nos versículos anteriores explicações a respeito dos sacrifícios do Antigo Testamento, que não podem substituir o sacrifício de Jesus, pois tal sacrifício nos deu acesso ao Santo dos Santos, local no Templo de Israel, onde no Antigo Testamento era revelada a presença de Deus. Então o escritor da carta aos hebreus vem nos explicar, que todos nós podemos nas orações, nos cultos, nos louvores, pelo sacrifício de Jesus, o Novo e Vivo Caminho, adentrar no Santo dos Santos,onde é revelada a presença de Deus.
Hebreus 10.19-22:
“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.”
Porque temos acesso a revelação da presença de Deus, o texto nos diz: “aproximemo-nos”. Mostrando que todos os crentes devem aproximar-se a este local, a este nível de adoração.
Nesse contexto, de nos aproximarmos da presença de Deus, é que o Senhor através do escritor de hebreus nos adverte, Vrs.25: 25 “ Não deixemos de congregar-nos...”
O dicionário Online de português define congregar da seguinte forma: “Convocar, reunir. agregar, juntar, reunir, reunir-se em congresso”.
NVI traduz a nós o verso 25 da seguinte forma: "Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia."
Por que é importante nos reunirmos como igreja?
1ª Importância: O encorajamento mutuo (v.25)
“antes, façamos admoestações”
NVI – “mas procuremos encorajar-nos uns aos outros”.
O texto expressa que a atitude contrária do deixar a reunião da igreja, é o encorajamento de uns para com outros. É importante estarmos nos reunindo, congregando, porque nossas reuniões trazem a admoestação, o encorajamento para vivermos a nossa fé em meio ao mundo, onde estamos inseridos.
Na igreja, ao nos encontrarmos, somos fortalecidos, recebemos a palavra do Senhor através da pregação, através da vida de nossos irmãos, através dos dons do nosso próximo. Na igreja recebemos orações de uns para com os outros, e ganhamos energia espiritual para continuarmos a batalha.
2ª Importância: Alimentação Espiritual ( Deuteronômio 8.3)
“8.3 Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem.”
No texto lido Moisés relembra o sustento de Deus no deserto, quando Israel todos os dias recebia milagrosamente o maná, um tipo de pão que caía sobrenaturalmente dos céus para alimentar o povo por quarenta anos no deserto. E Moisés aplica aquilo que o Senhor Jesus ao ser tentado repetiu: “não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem.”
Assim, entendemos que nós não apenas precisamos de alimento físico, mas muito mais precisamos de alimento espiritual, de pão espiritual. Esse pão espiritual é a “palavra que procede da boca de Deus”. Essa palavra é nosso sustento, é nosso alimento. E a igreja, as nossas reuniões são a casa desse pão, a casa do pão espiritual- é na reunião da igreja que recebemos a porção da palavra de Deus, essencial para vivermos.
Entendemos assim que a igreja é a casa do pão. A igreja, casa do pão é representada de maneira muito clara no livro de Rute. ( Rute 1.1-6)
1.1 Nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos. 2 Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali. .3 Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, 4 os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos. 5 Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido. 6 Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o SENHOR se lembrara do seu povo, dando-lhe pão.

Elimeleque morava com sua esposa e dois filhos em BELÉM ( no hebraico – CASA do Pão) Bet –casa Lém – Pão, mas havia fome na terra, e não havia pão na casa do pão, onde morava Elimeleque com sua família. Eles saem da Casa do Pão e vão para Moabe (lugar de idolatria, lugar dos prazeres) Em Moabe , Elimeleque morre, os filhos de Noemi casam-se e morrem, então Noemi ouve que havia pão na Casa do Pão e resolve voltar, havia pão em Belém- e volta para lá, junto com sua nora Rute, sua outra nora Orfa porém, resolveu voltar para sua família. De volta a Bélem, Rute casa-se, e Noemi, juntamente com Rute, saem da pobreza e da miséria, pois estavam no lugar onde havia pão.
Belém é uma figura clara da igreja, onde há o pão, onde há a palavra de Deus . Na igreja não pode faltar pão, não pode faltar a palavra de Deus. Vemos nessa história que quando nos afastamos de Belém e vamos para a terra da idolatria (MOABE) existe morte e fracasso, porém quando estamos na Casa do Pão, no lugar onde Deus está falando encontramos prosperidade e vida eterna.
Noemi foi a pródiga que deixou a Casa do Pão quando a mesa ficou vazia. Entretanto, quando ouviu que Deus havia restaurado o Pão em Belém, a Casa do Pão, rapidamente retornou. Os pródigos voltarão de Moabe, quando souberem que o Pão está de volta em casa e não virão sozinhos. Noemi voltou à Casa do Pão acompanhada de Rute, que nunca havia estado lá antes. Aqueles que nunca vieram, virão. Como resultado, Rute tornou-se integrante da linhagem messiânica de Jesus, quando ela se casou com Boaz e lhe deu um filho chamado Obede, que foi o pai de Jessé, o pai de Davi O avivamento verdadeiro trará os perdidos para a Casa do Pão. Pessoas que nunca adentraram as portas de uma igreja na vida, quando ouvirem que realmente há Pão na casa, virão correndo atrás do cheiro de pão quente dos fornos dos Céus!
Essa é a 2ª Importância de nos reunirmos como igreja: Alimentação Espiritual

3ª Importância: A bênção da consagração, condicionada a união ( Salmo 133)
133.1 [Cântico de romagem. De Davi] Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!
2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. 3 É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.
O salmo 133, fala sobre a importância da união dos filhos de Deus, e vem descrevendo essa união na figura da unção sacerdotal, Arão foi o 1º sacerdote instituído por Deus em Israel, ainda no deserto, quando Israel saiu do Egito. Então falar da unção de Arão, é falar da consagração que estava sobre ele. Mas, o salmo fala dessa união entre os irmãos nesse sentido de consagração. Então, é na união e na reunião da igreja que o Senhor ordena essa consagração.
Quando nos reunimos como igreja, estamos não apenas nos reunindo, mas nos conhecendo, exercitando o amor, perdoando uns aos outros, sendo edificados, assim a nossa reunião deixa de simplesmente ser uma reunião e passa a ser uma união.
4ª Importância : A manifestação da presença de Jesus (Mt 18.20)
" Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles." Nós cremos que Deus está presente em todos os lugares. Ele é onipresente, mas existe diferença entre a presença de Deus, e a manifestação da sua presença. Jesus está se referindo aqui sobre a sua presença no que se refere a manifestação do seu poder, como manifestava-se com seus discípulos.
Uma tradução mais exata de Mateus 18:20 seria esta: “Porque, onde foram dois ou três reunidos para o meu nome, ali estou no meio deles”.Assim fica claro, que não são as pessoas que se reúnem, mas, sim, que existe alguém que os reuniu.
O Senhor Jesus prometeu estar no meio onde dois ou três estiverem reunidos em Seu nome(Mateus 18:20). Freqüentemente, os cristãos fazem uso deste versículo para afirmar que o Senhor está sempre no meio quando cristãos estão juntos. Embora, se isto fosse o significado, o Senhor teria prometido de estar no meio dos dois ou três reunidos, sem as palavras restritivas: “em meu nome”. Esta distinção é importante. Nós notamos também que o Senhor diz: “foram reunidos”, indicando assim que tem alguém que os reúne, o Espírito Santo.
Quando estamos aqui na igreja, estamos em nome de Jesus porque o Espírito Santo nos trouxe aqui.
Entendemos que nos reunirmos na igreja é obra do Espírito Santo. E é nessa reunião que o Senhor manifesta-se com seu poder.
Conclusão
Assim, como talvez você não lembre daquilo que tem alimentado seu corpo, talvez você não lembre de boa parte das pregações e mensagem que aqui foram trazidas. Mas, entendemos, que o alimento trouxe sustento e vida para o nossos corpo, e nossa alma recebe um alimento nessa casa que traz sustento e vida eterna para a alma. Nem só de pão viverá o homem,mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.Mateus 4.4
Nesse contexto, de nos aproximarmos da presença de Deus, é que o Senhor através do escritor de hebreus nos adverte, Vrs.25: 25 “ Não deixemos de congregar-nos...”
A importância de nos reunirmos como igreja
Por que é importante nos reunirmos como igreja?
1ª Importância: O encorajamento mutuo (v.25)
“antes, façamos admoestações”
NVI – “mas procuremos encorajar-nos uns aos outros”.
2ª Importância: Alimentação Espiritual ( Deuteronômio 8.3)
3ª Importância: A bênção da consagração, condicionada a união ( Salmo 133)
4ª Importância : A manifestação da presença de Jesus (Mt 18.20)

“Assim eu te contemplo no santuário para ver a tua força e a tua glória” – Salmo 63.2

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sofrimento e aflição

“Considera as minhas aflições e o meu sofrimento e perdoa todos os meus pecados”( Salmo 25.18).
Conta-se uma ilustração que certa mulher havia perdido seu único filho, seu sofrimento foi profundo e ela se sentia inconsolável. Então ela procurou conselho com um homem sábio. Ele lhe disse: “Eu lhe devolverei seu filho se você me trouxer algumas sementes de mostarda, mas há uma condição: As sementes têm que vir de um lar onde nunca tenha existido qualquer sofrimento”. Então, com ansiedade a mulher começou a sua procura. Ela foi de casa em casa, em todas elas lhe foi dito que lá também se experimentou sofrimento e dor. Ela voltou ao sábio e disse: ”O sofrimento é comum a todas as pessoas”.
Aquela mulher aprendeu uma valiosa verdade! O sofrimento atinge a todos. Todos sofrem, embora os sofrimentos não sejam iguais para todos.
O salmista Davi também percebia essa realidade do sofrimento em sua vida, porém, sabia com quem contar e a quem descrever suas aflições. No texto acima, Davi faz um clamor a Deus, para que Ele considerasse as suas aflições e os seus sofrimentos e perdoasse seus pecados. O sofrimento é um fato real na vida de todos nós, mas, mais real que o sofrimento, é a grande verdade que temos alguém conosco em todos os momentos de nossa existência. Alguém que se importa conosco, e Davi sabia que Deus olharia para suas aflições e sofrimentos e consideraria suas lutas. Essa mesma certeza de Davi, deve conduzir nossos sentimentos a segurança que existe em Jesus Cristo o Salvador. Que segurança podemos ter em Jesus, pois nele gozamos, mesmo que exista o sofrimento, paz vida e luz.
Por isso, mesmo em meio às aflições e sofrimentos: “Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e Ele te susterá” ( Salmo 55.22). E ainda: “Lançai sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós”(I Pe 5.7).
Deus te abençoe muito!
Pastor Welinton Mehret

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Necessidade de uma bênção


II Reis 5:1-18
5.1 Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o SENHOR dera vitória à Síria; era ele herói da guerra, porém leproso.
2 Saíram tropas da Síria, e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã.
3 Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.
4 Então, foi Naamã e disse ao seu senhor: Assim e assim falou a jovem que é da terra de Israel. 5 Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Ele partiu e levou consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes festivais.
6 Levou também ao rei de Israel a carta, que dizia: Logo, em chegando a ti esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures da sua lepra.
7 Tendo lido o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes e disse: Acaso, sou Deus com poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu curá-lo de sua lepra? Notai, pois, e vede que procura um pretexto para romper comigo.
8 Ouvindo, porém, Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel. 9 Veio, pois, Naamã com os seus cavalos e os seus carros e parou à porta da casa de Eliseu.
10 Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. 11 Naamã, porém, muito se indignou e se foi, dizendo: Pensava eu que ele sairia a ter comigo, pôr-se-ia de pé, invocaria o nome do SENHOR, seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra e restauraria o leproso.
12 Não são, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles e ficar limpo? E voltou-se e se foi com indignação.
13 Então, se chegaram a ele os seus oficiais e lhe disseram: Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Lava-te e ficarás limpo.
14 Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo. 15 Voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva; veio, pôs-se diante dele e disse: Eis que, agora, reconheço que em toda a terra não há Deus, senão em Israel; agora, pois, te peço aceites um presente do teu servo.
16 Porém ele disse: Tão certo como vive o SENHOR, em cuja presença estou, não o aceitarei. Instou com ele para que o aceitasse, mas ele recusou.
17 Disse Naamã: Se não queres, peço-te que ao teu servo seja dado levar uma carga de terra de dois mulos; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao SENHOR. 18 Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando o meu senhor entra na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encosta na minha mão, e eu também me tenha de encurvar na casa de Rimom, quando assim me prostrar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR a teu servo. (Mas que o Senhor me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali, pois ele se apóia em meu braço. Que o Senhor perdoe o teu servo por isso".)

Deus não prometeu providenciar ou suprir todos os nossos desejos, mas sim todas as nossas necessidades.
Na verdade, quando entendemos que Deus pode suprir as nossas necessidades, desejamos buscar dele as suas bênçãos.
No texto lido vemos um homem que tinha uma grande necessidade e resolveu suprir sua necessidade com a bênção de Deus. Ele era leproso e necessitava de uma cura imediata.
Este homem se chamava Naamã, ele era um homem que possuía um cargo elevado na Síria, era comandante do exército, mas ao mesmo tempo era exposta a todos sua enfermidade, pois era leproso.
Sua esposa tinha uma serva que era israelita e conhecia o profeta Eliseu. Então ela sugeriu que Naamã fosse procurar Eliseu para receber a cura de Deus através de Eliseu. Então Naamã pediu autorização do rei da Síria para ir a Israel, e o rei o enviou ao rei de Israel. O rei de Israel, não entendeu o que estava acontecendo, então Eliseu, mandou um recado, ao rei, pedindo que Naamã fosse até ele, para que Deus realizasse mais um milagre através da vida de Eliseu. Sabemos que o maior desejo de alguém doente é a cura e com Naamã não foi diferente. Assim que soube de alguém em Israel que pudesse curá-lo, dirigiu-se para lá. Ao chegar na casa do profeta Eliseu, recebe a mensagem de banhar-se no rio Jordão. Naamã, resistiu essa ordem, porém após o convencimento de seus servos, resolve obedecer, banhando-se 7 vezes naquele rio e assim ficou curado.
A necessidade da cura, de uma bênção levou Naamã a tomar alguns passos necessários para o reconhecimento do Senhorio de Deus em sua vida.
O que essa história nos ministra?

À que nos leva a necessidade de uma bênção?

1) Nos leva a aprendermos a vontade de Deus ( 8 a 10 )
8 Ouvindo, porém, Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel. 9 Veio, pois, Naamã com os seus cavalos e os seus carros e parou à porta da casa de Eliseu. 10 Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo
Naamã vai a Israel, primeiramente ao rei, para depois ser chamado por Eliseu. Naamã esperava uma atitude simples e prática da parte de Eliseu, esperava que ele apenas orasse e assim, fosse curado da sua lepra.
Mas a vontade de Deus na vida de Naamã era diferente do que ele queria, ao invés disso acontecer, Eliseu mandou banhar-se sete vezes no rio Jordão para ser curado.
A necessidade de uma bênção nos leva a entender que os pensamentos de Deus não são como os nossos. Muitas vezes achamos que a forma como Deus irá operar será a que imaginamos, mas vemos pela história de Naamã que não foi assim. Possivelmente Naamã achava que receberia uma oração do profeta e sairia curado, no entanto, ele nem ao menos foi recebido pelo profeta.
Nós queremos as bênçãos do Senhor, mas na maioria das vezes queremos que Deus nos abençoe na forma que queremos, as vezes de maneira mais simples, sem precisarmos passar por um processo de oração, de quebrantamento e de espera.
Mas, enquanto nós não entendermos a vontade Deus, a aceitando, embora ela seja de maneira diferente do que esperávamos, não estaremos capacitados a receber a bênção que buscamos.
Então primeiramente Naamã teve que aprender a vontade de Deus.
A necessidade de uma bênção
À que nos leva a necessidade de uma bênção
Nos leva a aprender a vontade de Deus.

2)Nos leva a submeter-mo-nos à uma posição de humilhação. (v 12-14)
Veja o que Naamã respondeu
12 Não são, porventura, Abana e Farfar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles e ficar limpo? E voltou-se e se foi com indignação.
13 Então, se chegaram a ele os seus oficiais e lhe disseram: Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Lava-te e ficarás limpo.
Veja a atitude de Naamã:
14 Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo
Então desceu.”
A necessidade de uma bênção quebrou o orgulho desse homem, ele a principio não admite a orientação de Deus através de Eliseu, mas depois notou que a necessidade que tinha era maior que seu orgulho, e ele desceu.
Lavar-se no Jordão era sinônimo de se humilhar. Naamã precisou expor sua nudez, sua lepra diante daqueles que estavam sob sua autoridade e tudo isso num rio considerado sujo.
Deus nunca perde tempo. Ele sempre quer nos ministrar algo. Podemos ter uma imagem a nosso respeito de que somos bons e humildes, mas será essa a visão de Deus ao nosso respeito? Naamã era capitão da guarda, tinha um cargo importante, talvez se considerasse superior por isso. O fato de ele ser leproso não era por acaso, isso ministrava algo que estava dentro dele e se expressava em seu exterior. Deus, no seu infinito amor, queria mostrar a Naamã quem ele era por dentro.
Naamã até chegar à casa de Eliseu parecia um homem manso, humilde e obediente. Vemos, no entanto, que quando lhe foi dada a ordem do que deveria fazer para ser curado, muita indignação e fúria saíram dele. Ele se rebelou contra a ordenança que Deus havia dado através do profeta. Isso revelou quem ele realmente era. Um homem rebelde e orgulhoso. Nenhum orgulhoso gosta de ser humilhado, de ser exposto, mas foi o que Naamã precisou fazer. Ele precisou mostrar a todos a sua lepra indo banhar-se e, além disso, no Jordão, um rio sujo. No entanto, sua cura se processou quando ele obedeceu.
O orgulho é sinônimo de independência de Deus e desobediência.
O que aconteceu quando Naamã ficou curado? Seu interior foi transformado. Ele discerniu que em toda terra não havia outro Deus, a não ser o Deus de Israel. Deus conseguiu mostrar a este homem quem ele era e quem Deus era, coisa que não aconteceria se Naamã não tivesse passado por aquela situação.
3) Nos leva obedecer mos a ordem de Deus (v 14)
14 Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e a sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo

O importante não era ele banhar-se no Jordão, mas obedecer. Obediência é sinônimo de humildade, pois obedecer inclui ter de fazer qualquer coisa que Deus mande,inclusive banhar-se nos Jordões da vida.
O importante é que a obediência tem que estar acima de nossas sugestões: quando Naamã descobre que deve ir ao Jordão, sugere outros rios mais limpos do que aquele para banhar-se. O rio Jordão não era o que Naamã poderia visualizar como fonte de cura, no entanto, o Senhor queria ministrar a este homem que a obediência está acima de tudo
Os pensamentos de Deus não são os nossos. Talvez hoje você ache que tenha alguma idéia genial para apresentar a Deus e talvez crê que os milagres de que necessitas virão apenas dos lugares que você considera bons e melhores. No entanto, a história de Naamã nos mostra que Deus opera por meios e formas que muitas vezes não nos agrada e que não esperamos.
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Conclusão

Deus não prometeu providenciar ou suprir todos os nossos desejos, mas sim todas as nossas necessidades.
E Naamã pode evidenciar isso em sua vida, quando foi levado pela sua necessidade de cura a reconhecer o Senhorio de Deus em sua vida. Depois de curado da lepra ele pede a Deus perdão do pecado que havia cometido, apoiando o rei Síria fisicamente quando o rei cultuava o falso Deus Rimon. Naamã reconhece Deus como o único Senhor de sua vida.
A necessidade de uma bênção o levou a :
· Aprender a vontade de Deus.
· Submeter-nos à uma posição de humilhação
· Obedecer a ordem de Deus

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dízimo: Celebração da Redenção

por Luciano Subirá

É impossível discutirmos a fundo as questões da nossa vida financeira e da nossa contribuição ao Senhor sem entendermos o que é a Redenção. No Livro do profeta Malaquias, no clássico texto a respeito dos dízimos, encontramos este nível de abordagem. Ao falar sobre a da retenção dos dízimos e ofertas, Deus chama isto de roubo:
“Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.” (Malaquias 3.8,9)
Uma abordagem do ponto de vista jurídico diria que o assunto abordado por Deus é uma questão de propriedade. Legalmente falando, envolve posse. E não há como falarmos de coisas que dizem respeito à propriedade de Deus, sem antes estudarmos a Lei da Redenção.
ENTENDENDO A REDENÇÃO
Para muitos cristãos, a palavra “redenção” não significa nada mais do que “perdão dos pecados” ou “salvação”. Mas o seu significado vai muito além disto!
A palavra “redenção” significa “resgate” ou “remissão”. Ela retrata o ato de se readquirir uma propriedade perdida. Antes de Deus estabelecer algumas verdades no Novo Testamento, Ele determinou que elas fossem primeiramente ilustradas no Antigo Testamento:
“Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.” (Hebreus 10.1 – TB)
A sombra é diferente do objeto que a projeta. Assim também, o que se via nas ordenanças da Antiga Aliança eram características similares (em ordenanças “literais”) às dos princípios que Deus revelaria nos dias da Nova Aliança (práticas espirituais). Por exemplo, o ato da circuncisão deixou de ser “literal” e passou a ser uma experiência no coração (Rm 2.28,29). A serpente que Moisés levantou no deserto se tornou uma figura da obra redentora de Cristo na Cruz (Jo 3.14). Assim também, outros detalhes da Lei que envolviam comida, bebida e dias de festa, começaram a ser vistos, não como ordenanças “literais” pelas quais quem não as praticasse poderia ser julgado, mas como uma revelação de princípios espirituais, cabíveis na Nova Aliança:
“Ninguém, portanto, vos julgue pelo comer, nem pelo beber, nem a respeito de um dia de festa, ou de lua nova ou de sábado, as quais coisas são sombras das vindouras, mas o corpo é de Cristo.” (Colossenses 2.16,17)
É desta forma que precisamos olhar para a Lei da Redenção no Antigo Testamento. Durante anos Deus fez o povo praticar pela fé uma tipologia do que Ele Mesmo um dia faria conosco. Foi assim com o sacrifício do cordeiro que os israelitas repetiam anualmente em várias cerimônias; por fim, vemos João Batista apontando para Jesus e dizendo:
“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29)
Paulo se referiu a Jesus como sendo o Cordeiro Pascal (1 Co 5.7). Vemos nestas passagens que as práticas repetidas por centenas e centenas de anos visavam levá-los a entenderem uma figura que só seria revelada posteriormente. Com a Redenção não foi diferente.
O Livro de Rute nos mostra Boaz resgatando (ou redimindo) as propriedades de Noemi. Ele estava readquirindo uma posse perdida.
Toda dívida tinha que ser paga. Se uma pessoa não tivesse recursos para honrar os seus compromissos, ela deveria dar os seus bens em pagamento, e, se também não fossem suficientes, ela deveria dar as suas terras. E, se isto ainda não bastasse para a quitação da sua dívida, o próprio indivíduo (e às vezes até a própria família) deveria ser dado como pagamento. Isto faria dele um escravo!
Lemos em 2 Reis 4.1-7 que uma mulher viúva teria seus filhos transformados em escravos se ela não pagasse a sua dívida. E, quando isto acontecia com alguém, só havia duas formas de esta pessoa sair da condição de escravidão: ou alguém teria que pagar a sua dívida (um redentor), ou ela teria que esperar nesta condição até que o Ano do Jubileu (que se repetia a cada cinqüenta anos; a exceção ocorria quando o escravo também era um judeu – Êx 21.2) chegasse. Veja o que a Lei dizia acerca disto:
“Se teu irmão empobrecer e vender alguma parte das suas possessões, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que seu irmão vendeu. Se alguém não tiver resgatador, porém vier a tornar-se próspero e achar o bastante com que a remir, então, contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem vendeu, e tornará à sua possessão. Mas, se as suas posses não lhe permitirem reavê-la, então, a que for vendida ficará na mão do comprador até ao Ano do Jubileu; porém, no Ano do Jubileu, sairá do poder deste, e aquele tornará à sua possessão.” (Levítico 25.25-28)
Neste texto, que fala somente da perda da terra, e não da escravidão, vemos que havia três formas de alguém recuperar as suas posses:
• a redenção (o pagamento feito por um parente);
• o perdão da sua dívida, proclamado no Ano do Jubileu;
• a sua própria possibilidade de pagar caso viesse a prosperar (o que não ocorria no caso dos escravos).
Para o escravo, porém, só havia duas formas de ficar livre: o Jubileu (já vimos que a exceção a este prazo ocorria no caso de um hebreu ter sido comprado como escravo por um outro hebreu. Neste caso ele teria que libertá-lo depois de seis anos de servidão – Êx 21.2) ou a Redenção!
A redenção era o pagamento da dívida, feito por um parente próximo. Por meio do pagamento, ele comprava de volta tudo aquilo que se perdera. Assim a pessoa que fora escravizada não mais pertenceria a quem antes ela devia, mas ao que pagava sua dívida. Por exemplo: se eu me endividasse a ponto de perder todas as minhas posses e fosse transformado num escravo, e o meu irmão me resgatasse, eu não deixaria de ser escravo! Eu somente mudaria de amo! Eu passaria a ser escravo do meu irmão, porque ele me comprou!
E qual seria o proveito disto? De que adiantaria ficar livre de um, para se tornar escravo de outro? A diferença era que o novo dono era um parente e ele pagou aquela dívida por amor (uma vez que um escravo normalmente não custava tanto), e, justamente por causa do seu amor, ele trataria o escravo com brandura, com misericórdia.
O QUE CRISTO FEZ POR NÓS
Foi exatamente isto que Jesus fez por nós! Jesus Cristo nos comprou para Deus através da Sua morte na Cruz:
“… porque foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” (Apocalipse 5.9b,10)
O homem se transformou num escravo de Satanás ao render-se ao pecado no Jardim do Éden. A Bíblia declara que “aquele que é vencido fica escravo do vencedor” (2 Pe 2.19), e foi isto que ocorreu ao primeiro casal. Eles foram separados da glória de Deus e perderam a filiação divina. Adão foi chamado filho de Deus (Lc 3.38), mas esta condição não foi mantida. Quando Jesus veio ao mundo, Ele foi chamado de Filho Único de Deus (Jo 3.16), mas Ele veio mudar esta condição e passou a ser o Primogênito de muitos irmãos (Rm 8.29).
O Diabo se assenhoreou do homem e da Terra, que fora dada ao homem (Sl 115.16), e afirmou isto para Jesus na tentação do deserto (Lc 4.6). Mas Jesus veio pagar a nossa dívida do pecado, e, ao fazê-lo, garantiu a nossa libertação das mãos de Satanás:
“Ele nos resgatou do poder das trevas e nos trasladou para o reino do seu Filho muito amado, no qual temos a nossa redenção, a remissão dos nossos pecados.” (Colossenses 1.13,14 – TB)
Observe o termo “resgatou”, que aparece quando o apóstolo Paulo está falando que fomos transportados do Reino das Trevas e levados ao Reino do Filho de Deus. Depois, ele afirma: “no qual temos a nossa redenção”. Esta redenção foi um ato de compra, efetuado pelo pagamento da dívida do pecado:
“Tendo cancelado o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o inteiramente, cravando-o na cruz; e tendo despojado os principados e potestades, os exibiu abertamente, triunfando deles na mesma cruz.” (Colossenses 2.14,15 – TB)
O Texto Sagrado revela que Jesus despojou os príncipes malignos. Segundo o Dicionário Aurélio, “despojar” significa: “privar da posse; espoliar, desapossar”. Isto nos faz questionar o que, exatamente, Jesus tirou destes principados malignos. O que eles possuíam que pudesse interessá-Lo? Nada, a não ser o senhorio sobre as nossas vidas! O despojo somos nós, que fomos comprados por Ele para Deus, e, a partir de então, passamos a ser propriedade de Deus. É exatamente assim que as Escrituras se referem a nós. Somos agora chamados de propriedade de Deus:
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2.9)
Repetidas vezes encontramos a ênfase de que o Senhor Jesus Cristo nos comprou para Si. E o preço pago foi o Seu próprio sangue!
“Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo.” (1 Pedro 1.18,19)
Portanto, quando Jesus nos comprou, Ele nos livrou da escravidão do Diabo, mas nos fez escravos de Deus! Coisa alguma do que “possuímos” é de fato uma propriedade exclusivamente nossa. Nem as nossas próprias vidas pertencem a nós mesmos! Somos propriedade de Deus! Ele é o nosso Dono! Conseqüentemente, tudo o que nos pertence, é d’Ele também!
Referindo-se ao Espírito Santo em nós, Paulo O chamou de “o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus” (Ef 1.14 – ARC). Observe que o termo “herança” aparece associado aos termos “redenção” e “possessão”, pois é disto que o princípio da redenção sempre trata: o resgate da propriedade!
CELEBRANDO A REDENÇÃO
A consciência da Redenção deve provocar em nós uma atitude de gratidão e de culto a Deus. Paulo falou sobre vivermos uma vida de santidade, que é fruto desta consciência:
“Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (1 Coríntios 6.18-20 – ARC)
O apóstolo deixa claro, em três frases distintas, a ênfase de que somos propriedade de Deus. Primeiro ele afirma que não somos de nós mesmos. Depois ele declara que fomos comprados – e por um bom preço! E finalmente ele diz que o nosso corpo e o nosso espírito “pertencem” (verbo que indica posse) a Deus.
Portanto, separar-se do pecado e santificar-se para Deus é glorificá-Lo por meio do corpo. Não é um culto de palavras, mas não deixa de ser uma exaltação. É um culto de santidade e boa mordomia! Celebramos a Redenção não só por meio de cânticos, mas também de atitudes. Quando reconhecemos que Deus comprou o nosso corpo e cuidamos dele com a consciência de que ele é de Deus, estamos cultuando ao Senhor.
Da mesma forma, há um culto que é expresso não só por meio de palavras, mas também por nossas atitudes em relação às nossas finanças. Assim como Deus redimiu o nosso corpo, Ele também redimiu os nossos bens. Logo, da mesma forma como o bom uso do corpo (em santidade) glorifica a Deus, assim também o bom uso dos nossos recursos financeiros, que são de Deus, O glorifica!
A SIMBOLOGIA DO QUE JOSÉ FEZ
José comprou para Faraó todo o povo egípcio:
“Findo aquele ano, vieram a José no ano seguinte e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que o nosso dinheiro está todo gasto; as manadas de gado já pertencem a meu senhor; e nada resta diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra; por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra em troca de pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; dá-nos também semente, para que vivamos e não morramos, e para que a terra não fique desolada. Então disse José ao povo: Hoje vos tenho comprado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra.” (Gênesis 47.18,19,23)
O que aconteceu com este povo? Deixaram de pertencer a si mesmos e passaram a pertencer a Faraó! O seu gado, as suas casas, as suas terras – tudo pertencia ao rei do Egito! Eles se tornaram servos de Faraó, para cuidarem do que era dele!
O que Cristo fez conosco por meio do Seu sacrifício na Cruz foi algo semelhante. Isto é o que significa “redenção”. Originalmente éramos propriedade de Deus, mas a nossa queda e o nosso pecado nos roubaram isto. Quando Cristo pagou o preço da nossa dívida, Ele nos remiu da mão daquele que havia se tornado o nosso dono, o Diabo. Quando declaramos que somos servos de Deus, estamos reconhecendo que não pertencemos a nós mesmos, e que tudo o que temos na verdade pertence ao Senhor. Somos apenas mordomos de algo que não é nosso! Não nos atolaríamos em dívidas geradas em caprichos e excessos, se andássemos com esta mentalidade. Se sempre tomássemos decisões na área financeira, com a consciência de que os recursos empregados pertencem ao Senhor, cometeríamos menos erros.
Quando José comprou aqueles egípcios para Faraó, tudo o que era deles passou a ser de Faraó; logo, toda a renda deles deveria ir para Faraó. Mas o que fez o rei egípcio com o povo? Ele tomou tudo o que era deles? Não! Ele permitiu que eles usassem a terra e os demais recursos para que vivessem; mas, para que se lembrassem sempre que tudo o que eles tinham não era deles, um quinto da colheita (ou 20% da renda) ia para Faraó:
“Há de ser, porém, que no tempo das colheitas dareis a quinta parte a Faraó, e quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento e dos que estão nas vossas casas, e para o mantimento de vossos filhinhos.” (Gênesis 47.24)
E o que os egípcios fizeram? Ficaram reclamando e dizendo que era injusto? Claro que não! A reação deles foi justamente o contrário:
“Responderam eles: Tu nos tens conservado a vida! Achemos graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó.” (Gênesis 47.25)
Viver como servos de Faraó era para eles um privilégio, pois nem vivos estariam, se não fosse a intervenção do rei! Eu vejo nisto um perfeito paralelo do que Deus fez conosco. As nossas vidas e tudo o que tínhamos passaram a pertencer ao Senhor, mas Ele não queria tomar tudo de nós! Ele queria que continuássemos vivendo! Ele queria que vivêssemos melhor do que viveríamos se não fôssemos mordomos Seus. É como se Ele estivesse nos dizendo:
“Vão em frente! Usem o que é Meu para que vocês possam viver as suas vidas e continuar produzindo, mas não quero que vocês se esqueçam que vocês são apenas mordomos do que não pertence a vocês. Então, de toda a sua renda Eu quero um décimo (dízimo) para Mim, além do que vocês me darão espontaneamente!”
E sabe o que muitos crentes ainda dizem?
“Isto não é justo!”
Como isto pode ser algo injusto? Ao invés de nos regozijarmos por pertencermos a Ele e podermos servir Aquele que redimiu as nossas vidas, reclamamos muitas vezes por termos que devolver um pouco do que é d’Ele. Isto é ingratidão! É falta de compreensão do que é a Redenção!
Há pessoas que consideram os dízimos como se Deus quisesse tirar dez por cento do que é nosso. Mas esta não é a perspectiva correta. É Deus que permite que fiquemos com noventa por cento do que é d’Ele! A maioria de nós ainda não conseguiu compreender que a entrega dos dízimos é uma forma de celebrarmos a Redenção. Ao dizimarmos, não só expressamos gratidão pelo que Ele fez por nós e nos mantemos conscientes do nosso lugar em nosso relacionamento com Deus, mas também realizamos um ato profético.
UM ATO PROFÉTICO
A entrega dos dízimos é um ato profético. Semelhantemente aos israelitas que, ao celebrarem a primeira Páscoa praticaram um ato profético, assim também fazemos algo semelhante ao dizimarmos.
Deus advertiu que naquela noite o Anjo da Morte haveria de matar todos os primogênitos dos homens e dos animais no Egito (Êx 12.12). Em todas as pragas anteriores, os hebreus haviam sido poupados, mas, naquela noite, a proteção não seria automática, mas dependeria de um ato profético, com um simbolismo espiritual. Cada um deles deveria aplicar o sangue do cordeiro da Páscoa aos umbrais de suas portas:
“O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.” (Êxodo 12.13)
O sangue de um animal não tinha o poder de promover em si uma proteção espiritual. Ele era só um sinal, uma mensagem simbólica! Era um ato profético, por meio do qual eles reconheciam a redenção de Deus em suas vidas naquela noite e apontavam para o futuro, quando Cristo viria nos resgatar e nos proteger por meio do Seu sangue vertido na Cruz.
O interessante é que os hebreus não precisavam se proteger. Eles somente precisavam cumprir o sinal que foi estabelecido por Deus. Então, o próprio Deus cuidaria da proteção deles. Mas, se não O obedecessem, não fazendo o sinal de proteção, então a morte dos seus primogênitos seria inevitável:
“Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã. Porque o Senhor passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o Senhor aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir.” (Êxodo 12.22,23)
Há algo que precisa ser entendido aqui. Deus diz: “Eu passarei pelas portas… Eu ferirei os primogênitos…” Em primeira instância, parece que é Ele fazendo tudo pessoalmente, mas não é isto o que vemos aqui. Vemos Deus determinando a execução do juízo, mas não exercendo-o sozinho e diretamente. O versículo 23 termina dizendo que Deus não permitiria que o Destruidor entrasse. Logo, quem executava as mortes não era Ele pessoalmente, mas um anjo. Vários textos do Antigo Testamento mostram enfaticamente Deus exercendo este juízo (Nm 33.4; Sl 135.8), mas a forma como Ele executou isto é o que estamos discutindo aqui.
E que anjo era este? Ele foi chamado de “Destruidor”. Curiosamente, este mesmo nome é dado ao Anjo do Abismo, cujo nome em hebraico é “Abadom”, e o nome em grego é “Apoliom” (ambos significam “destruidor”); e a Palavra de Deus declara que ele era o rei sobre os outros anjos que saíram do abismo (Ap 9.11)! No juízo que Deus determinou sobre a cidade de Jerusalém, o Anjo Destruidor também foi enviado (1 Cr 21.15). Satanás executa atos de juízo divino quando ele é liberado para ferir e destruir os que desobedecem. E não tenho medo de dizer que quem de fato exerceu o juízo de Deus naquela noite foi o Diabo, o Anjo da Morte.
As Escrituras dizem que um espírito maligno da parte do Senhor atormentava a Saul (1 Sm 16.14-16). Isto não quer dizer que o espírito maligno era do Céu, mas que ele foi autorizado por Deus para exercer juízo sobre quem se afastou deliberadamente do Senhor!
O sangue naquela noite era um sinal de propriedade. E o Diabo não pode ir além do sangue. Lemos em Apocalipse 12.11 sobre um grupo de fiéis que venceram a Satanás, e o texto revela que eles o venceram pelo sangue do Cordeiro! Satanás não pode tocar no que é de Deus.
Conheci pessoas que foram alcançadas por Jesus e que antes serviam aos demônios. Eu ouvi pessoalmente de algumas delas que, antes da sua conversão, elas tiveram experiências que as fizeram refletir sobre o cuidado de Deus com os Seus. Uma destas pessoas, a irmã Vilma Laudelino de Souza (hoje missionária), quando pertencia à magia negra, tentou matar uma crente com os seus trabalhos, mas o demônio disse que não poderia fazer nada contra tal pessoa, a qual, nas palavras dele mesmo, tinha um “espírito terrível”. Uma outra pessoa, o irmão Carlos (hoje pastor), quando ainda era um bruxo, tentou violar o túmulo de uma cristã, mas a entidade que lhe apareceu materializada no momento do trabalho disse que o Carlos não poderiam tocar naquele corpo, uma vez que ele pertencia a quem o próprio demônio chamou de “O Homem Lá de Cima”! Aleluia! Se até os restos mortais do crente, que sofreram decomposição, estão sob proteção divina, o que não dizer de nós hoje, de nossas famílias e bens?
Quando um hebreu estava colocando o sinal do sangue na porta, ele estava dizendo com aquele gesto que aquilo era propriedade de Deus e não podia ser tocado. E sempre que a Redenção está em questão, Deus decide defender pessoalmente o que é Seu. Foi assim na Páscoa, e é assim com os nossos dízimos hoje. Quando dizimamos, Ele Mesmo repreende o Devorador!
No momento em que o crente entrega os seus dízimos diante de Deus e de todo o reino espiritual, ele está reconhecendo a Redenção e a conseqüência de ter a Deus como seu Dono, bem como de tudo o que lhe pertence. Diante deste reconhecimento, o Senhor mesmo afasta o Devorador e protege o que é d’Ele. E o Diabo não se atreve a tentar tocar no que pertence a Deus!
Mas, quando desobedecemos o mandamento referente aos dízimos, estamos declarando que Deus não é o Dono destas quantias. E não só estamos roubando os dízimos (o que é uma apropriação indébita do que é de Deus), como também estamos nos apropriando dos noventa por cento que ficam. E, ao fazermos isto, o Diabo está de longe, assistindo tudo. Aí então ele diz: “Ah, este dinheiro não é de Deus? O que é de Deus eu não posso tocar, mas o que é seu…”
E é aí que as perdas ocorrem! Devemos fazer dos dízimos um ato de celebração da Redenção. O número dez está ligado à simbologia da Redenção. Mesmo quando ele fala de prova (nos Dez Mandamentos) ou juízo (nas dez pragas), é porque a Redenção está por trás da história. O cordeiro da Páscoa deveria ser escolhido no dia dez do mês de Abib (Êx 12.3). Ao entregarmos os nossos dízimos, devemos ser gratos pela Redenção e compreender que, através deste gesto, redimimos os noventa por cento da renda restantes para administrá-los para o Senhor.
PERDAS E GANHOS
Muitos não entendem a bênção e a maldição mencionadas por Malaquias em sua profecia. Acham que Deus ameaça os Seus filhos, para que O obedeçam por medo, mas não se trata disto!
Vimos que o Diabo não pode tocar no que é de Deus, mas ele pode tocar em nosso dinheiro quando deixamos de reconhecer a Deus como Dono de tudo o que temos. Devido ao nosso pecado de roubarmos o que é de Deus, o Maligno encontra uma brecha para nos tocar. Esta é a razão pela qual a maldição fere os que negligenciam a entrega dos dízimos. As perdas se manifestam em decorrência de uma maldição, a qual, por sua vez, entra em nossas vidas pela desobediência.
Por outro lado, a bênção proveniente da fidelidade nos dízimos também precisa ser entendida. Ela não se trata de uma recompensa por um bom comportamento, mas dos princípios que estão sendo devidamente aplicados pelo cristão. Será que há ganhos para os que dizimam? Claro que sim! Mas eles não devem ser vistos como se Deus estivesse aumentando o nosso patrimônio, e sim como uma forma de Deus aumentar o patrimônio d’Ele, sob nossa mordomia. Jesus nos ensinou um princípio que rege vários aspectos da vida cristã:
“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.” (Lucas 16.10)
Se não dizimarmos o pouco que Deus nos confiou, mas O roubarmos, com uma atitude de infidelidade em nossa mordomia, Ele não nos confiará mais, pois continuaríamos sendo injustos no muito. Esta infidelidade impede a bênção financeira sobre quem retém os dízimos!
Por outro lado, quem é fiel no pouco também o será no muito. Se demonstrarmos obediência, dizimando o que já temos, Deus nos confiará mais dos Seus bens. Esta é a prova que determina quem receberá mais do Senhor e quem não receberá!
MANTENDO-NOS CONSCIENTES
Jesus instituiu uma Ceia Memorial para que sempre recordássemos o que Ele fez por nós na Cruz (1 Co 11.24,25). O Senhor conhece a nós, como também a nossa inclinação ao esquecimento do que Ele fez por nós. Portanto, Ele estabeleceu uma forma de nos manter conscientes do que Ele fez. Os dízimos também servem para este mesmo propósito. A sua relação com a Redenção deve nos manter conscientes de que Deus é o nosso Dono e que somos propriedade Sua.
Assim como a Ceia faz parte de um culto de gratidão e anuncia uma mensagem (a morte do Senhor até que Ele venha – 1 Co 11.26), assim também a entrega dos dízimos celebra a Redenção e testemunha à nossa consciência que pertencemos ao Senhor. É interessante observarmos que a primeira menção dos dízimos na Bíblia aparece justamente num contexto de redenção (Abraão resgatando o seu sobrinho Ló), juntamente com a tipologia da Ceia: Melquisedeque (que recebe os dízimos) veio ao encontro de Abraão, trazendo pão e vinho. Quando temos o Culto de Ceia na igreja que eu pastoreio, deixamos para entregar os nossos dízimos no momento em que participamos da Ceia. Assim como celebramos a Ceia, lembrando o que o Senhor fez por nós na Cruz, assim também celebramos a Redenção ao entregarmos os nossos dízimos.
Quando você entregar os seus dízimos em sua igreja local, faça-o com esta consciência. Uma atitude correta com relação ao que você oferece ao Senhor é um passo vital para você desfrutar das Suas bênçãos!
(Extraído do livro “Honrando ao Senhor Com Nossos Bens”, de Luciano Subirá)
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Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um ministério de ensino bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.