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quinta-feira, 25 de junho de 2009



Não há pão na Casa do Pão
Migalhas no chão e prateleiras vazias
A presença de Deus tem deixado de ser prioridade na Igreja moderna. Estamos como padarias abertas, mas que não têm pão. Além disto, não estamos, realmente, interessados em vender pão. Apenas gostamos do bate-papo ao redor dos fornos frios e prateleiras vazias. Na verdade, fico imaginando, será que ao menos sabemos se o Senhor está aqui ou não. E se está, o que Ele está fazendo? Onde Ele está indo? Ou será que estamos preocupados demais em varrer as migalhas imaginárias das padarias sem pão?
Será que sabemos, pelo menos, quando Ele está na cidade?
No dia em que Jesus realizou o que chamamos de Entrada triunfal em Jerusalém, montado em um jumento, Seu trajeto através da cidade, provavelmente, o fez passar perto da porta do templo de Herodes. Acredito que o que deixou os fariseus indignados, na passagem registrada em João 12, foi a perturbação de seu culto religioso dentro do templo.
Posso ouvi-los reclamando: “O que está acontecendo? Vocês estão perturbando o sumo sacerdote! Não sabem o que estamos fazendo? Estamos tendo um importante culto de oração aqui dentro. Sabe por que estamos orando? Estamos orando pela vinda do Messias! E vocês têm a audácia de fazer este desfile barulhento e nos perturbar?! E quem é o responsável por todo esse tumulto?”
Está vendo aquele moço montado no jumentinho?
Eles perderam a hora de sua visitação. O Messias já estava na cidade e eles não sabiam. O Messias passou em sua porta, enquanto estavam lá dentro orando para que Ele viesse. O problema era que Ele não veio da forma esperada. Eles não O reconheceram. Se Jesus estivesse em um cavalo branco, ou em uma carruagem real, com soldados à sua frente, os fariseus e os sacerdotes teriam dito:' “Deve ser Ele.” Infelizmente eles estavam mais interessados em ver o Messias derrubar o jugo do Império Romano do que o jugo espiritual que se transformara em uma praga entre seu povo.
Deus está pronto para Se manifestar, mesmo que precise Se desviar de nossas igrejas para manifestar-Se em bares! Seríamos sábios em lembrar que Ele já fez isto antes, ao se desviar da elite religiosa para jantar com os pobres, os profanos e as prostitutas. A Igreja do Ocidente e a Igreja Americana, em particular, têm exportado seus programas sobre Deus para o mundo inteiro, mas é hora de aprender que tais programas não significam avanço espiritual. O que precisamos é da presença de Deus. Precisamos tê-la, não importa o que aconteça, de onde venha ou o quanto custe. E o Senhor quer vir, mas do Seu jeito, não do nosso. Até que Ele venha, a ausência de “maravilhas” vai assombrar a Igreja.
Podemos estar aqui dentro orando para que o Senhor venha enquanto Ele passa lá fora. Pior que isto, os que estão aqui O perdem enquanto os que estão do lado de fora marcham com Ele!

O pão é escasso em tempos de fome.
“Nos dias em que julgavam os juizes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos.
Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali.
Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome duma Orfa e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos.
Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido.
Então, se dispôs ela com suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o Senhor se lembrara do seu povo, dando-lhe pão.”
(Rute 1.1-6.)
Há uma razão para que as pessoas deixem a Casa do Pão
Noemi, seu marido e seus dois filhos saíram de casa e foram para Moabe, porque havia fome em Belém. O significado literal do nome hebraico de sua cidade natal, Belém, é “casa do pão”. A razão pela qual eles deixaram a casa do pão era que não havia pão na casa. É uma constatação muito simples: Por que as pessoas deixam as igrejas? Porque não há pão. O pão era parte das práticas do templo também, era prova da presença do Senhor: o pão da proposição, o pão da Presença. O pão era o que, historicamente, indicava a presença de Deus. No Antigo Testamento, o pão da proposição estava no Santo Lugar. Era chamado “o pão da Presença” (Números 4.7). A melhor tradução para pão da proposição seria “pão da manifestação”, ou, em termos hebraicos, “pão da revelação”. Era um símbolo celestial do próprio Deus.
Noemi e sua família têm alguma coisa em comum com as pessoas que deixam ou evitam nossas igrejas hoje - eles deixaram o lugar onde estavam e procuraram outro onde pudessem encontrar pão. Posso dizer-lhe porque as pessoas estão se dirigindo aos bares, clubes e aos médiuns caríssimos. Estão tentando se arranjar e sobreviver porque a Igreja as têm frustrado. Elas procuraram, seus pais e amigos procuraram e comunicaram que o armário espiritual está vazio. Não há nada na despensa, nada além de prateleiras vazias, gavetas cheias de receitas para pão, fornos frios e empoeirados.
Temos, falsamente, anunciado que há pão em nossa casa. Mas quando vem a fome, tudo que fazemos é sair em busca das poucas migalhas dos avivamentos passados. Falamos sobre o que Deus fez e onde Ele esteve, mas podemos dizer muito pouco sobre o que Ele está fazendo entre nós hoje. E a culpa não é de Deus, é nossa. Temos somente os vestígios do que já se foi - um resíduo da glória em extinção. E, infelizmente, conservamos o véu do sigilo sobre este fato, da mesma forma que Moisés manteve o véu sobre sua face depois que o brilho da glória se extinguiu. Camuflamos nosso vazio assim como fazia o clero nos dias de Jesus, mantendo o véu no lugar tradicional, mesmo não estando mais a arca da aliança por detrás dele.
Deus também precisa rasgar o véu de nossa carne para revelar nosso vazio interior. E uma questão de orgulho - apontamos orgulhosamente para onde Deus esteve (preservando a tradição do templo), ao mesmo tempo em que negamos a irrefutável e manifesta glória do Filho de Deus. Os religiosos do tempo de Jesus não queriam que o povo percebesse que não havia glória atrás de seu véu. A presença de Jesus representava problemas. Os religiosos pragmáticos se acham no dever de preservar o local onde Deus esteve, ainda que isto implique a sua privação do local onde, de fato, Deus está!
O homem que tem uma experiência nunca ficará à mercê daquele que só tem argumentos, “... uma cousa eu sei: Eu era cego, e agora vejo!” (João 9.25b). Se pudermos conduzir as pessoas à presença manifesta de Deus, todos os aparentes “edifícios” teológicos construídos de papelão vão se desmoronar.
Por que as pessoas dificilmente curvam suas cabeças quando vêm a nossas reuniões e lugares de adoração? “Para onde foi o temor de Deus?”, clamamos como o avivalista A.W. Tozer. As pessoas não sentem a presença de Deus em nossas reuniões, porque ela não está lá em nível suficiente para estimular os nossos “sensores espirituais”. E isto, por sua vez, cria outro problema. Quando as pessoas captam um pouco de Deus, misturado com muito daquilo que não é Deus, acabam se tornando resistentes ao que é verdadeiro. Então, quando dizemos: “Deus está, realmente, aqui”, elas dizem: “Não, eu estive aí, até comprei esta camiseta, e não O encontrei. Realmente, não funcionou para mim.” O problema é que Deus estava lá, mas não havia o suficiente d'Ele! Não havia a experiência da estrada de Damasco. Não havia o sentimento inegável e irresistível de Sua presença.
As pessoas têm vindo à Casa do Pão, freqüentemente, apenas para descobrir que aqui existe muito de homens e pouco de Deus. O Todo-Poderoso quer restaurar a sensibilidade de Sua magnífica presença em nossas vidas e em nossas igrejas. Cada vez mais, falamos sobre a glória de Deus cobrindo a Terra, mas como ela vai fluir pelas ruas de nossas cidades, se não pode nem mesmo fluir pelos corredores de nossas igrejas? É preciso começar por algum lugar, e não será pelo lado de fora! É preciso começar aqui, “no templo”. Como Ezequiel escreveu: “Depois disto me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas debaixo do limiar do templo, para o oriente” (Ezequiel 47.1a).
Se a glória de Deus não pode fluir pelos corredores do templo, por causa da manipulação humana, Deus terá que se voltar para outro lugar, assim como fez no dia em que Jesus passou pela “Casa do Pão”, que era o templo em Jerusalém. Se não há pão na casa, eu não culpo os famintos por não irem até lá! Eu mesmo não iria!
Um rumor chega até Moabe
Quando Belém, a Casa do Pão, ficou vazia, as pessoas se viram obrigadas a procurar o pão da vida em outro lugar. O dilema que elas enfrentaram é que as alternativas do mundo podem ser mortais. Como Noemi estava prestes a descobrir, Moabe é um lugar cruel. Moabe furtará seus filhos e os sepultará antes do tempo. Moabe separará você de seu cônjuge. Moabe roubará toda a vitalidade que há em você. Por fim, tudo que restara a Noemi eram as duas noras apenas. Com nada além de um futuro sombrio e desastroso fitando a sua face, ela disse: "Vocês não devem permanecer comigo também. Eu não tenho mais filhos para dar a vocês." Mas, então, ela disse: "Ouvi um rumor...".
Existe um murmúrio que percorre cada comunidade, aldeia e cidade do mundo. Desce pelas encostas, pelas montanhas e lugares onde os homens habitam. É o murmúrio dos famintos. Se somente um deles ouvisse um boato de que o Pão está de volta à Casa do Pão, a notícia logo se espalharia como uma onda de eletricidade, na velocidade da luz. As novidades sobre o Pão correriam de casa em casa, de um lugar para outro instantaneamente. E você não teria que se preocupar em anunciar na TV ou usar outros meios de comunicação. Os famintos simplesmente ouviriam a notícia:

"Não, não é uma farsa! É difícil de acreditar, mas desta vez não é uma propaganda enganosa. E não são migalhas no chão. Realmente existe Pão na Casa do Pão! Deus está na Igreja!"

Quando isto acontecesse, seriam tantos os que viriam, que não conseguiríamos comportá-los todos em nossos templos, não importa quantos cultos tivéssemos a cada dia. Por quê? Como? Tudo o que se tem a fazer é trazer o Pão de volta!
Satisfeitos com migalhas no chão
Podemos desfrutar da presença de Deus muito mais do que temos capacidade de imaginar, mas ficamos tão "satisfeitos" com o lugar onde estamos e com o que temos, que não reivindicamos o que há de melhor da parte de Deus. Sim, Ele está se movendo entre nós e trabalhando em nossas vidas, mas temos nos contentado em varrer o chão à procura de migalhas, ao invés de ter as abundantes fornadas de pão quente que Deus preparou para nós nos fornos dos céus! Ele preparou uma grande mesa cheia de Sua presença nestes dias, e está chamando a Igreja: "Venha e coma!”.
Ignoramos a chamada de Deus, enquanto, cuida­dosamente, contamos nossas migalhas de pão dormido. Enquanto isso, milhares de pessoas, fora das quatro paredes de nossas igrejas, estão famintas por vida. Elas estão doentes e saturadas da exibição dos programas feitos por homens. Estão famintas de Deus, não de histórias sobre Deus. Elas querem comida, mas tudo que temos para lhes oferecer são migalhas que sobraram do banquete que um dia esteve nas mãos de famintos desesperados, protegidas em vitrines de vidro.
É por isso que vemos homens e mulheres bem-posicionados socialmente, usando cristais em seus pescoços na esperança de entrar em contato com algo que esteja além de si mesmos e de sua triste existência. Ricos e pobres se atropelando em filas para grandes seminários sobre iluminação espiritual e paz interior, engolindo, passivamente, todo o lixo que lhes está sendo passado como se fosse a última revelação do outro mundo.
Como pode ser? Isto deveria envergonhar a Igreja! Tantas pessoas machucadas e carentes voltando-se para médiuns, astrólogos e espíritas para obter orientação e esperança em suas vidas! As pessoas, de tão famintas que estão, chegam a gastar milhões de dólares na indústria do ocultismo que surge da noite para o dia, manipuladas por falsos adivinhos, que não passam de exploradores oportunistas - até mesmo os verdadeiros médiuns ou guias, que tradicionalmente exploram o mundo de espíritos satânicos, são raros neste grupo. O desespero é tanto que elas aceitam as orientações desses negociantes como se fossem uma visão espiritual. Ah, as profundezas da fome espiritual no mundo! Só existe uma razão para que as pessoas estejam tão ansiosas por um contato com algo misterioso, oculto, aceitando até falsificações: elas não sabem onde encontrar O que é verdadeiro. A culpa disto só pode recair sobre um lugar. Esta é a hora perfeita para que a Igreja do Senhor prevaleça.
Quero repetir uma das chocantes frases que continuo ouvindo Deus dizer em meu espírito:
Existe mais de Deus na maior parte dos bares do que na maior parte das igrejas.
Nem crentes nem incrédulos sentem necessidade de se prostrarem quando estão em um culto de adoração, e isto não é imaginação. Eles não sentem a presença de nada nem de ninguém digno de louvor em nosso meio.
Por outro lado, se a Igreja se transformasse naquilo que poderia e deveria ser, então teríamos dificuldades para atender à demanda de "pão" na casa. E quando as pessoas entrassem em nossas igrejas, ninguém teria que lhes dizer para "curvarem suas frontes em oração". Elas se prostrariam perante Nosso Santo Deus, sem que qualquer palavra fosse dita. Mesmo os perdidos saberiam, instintivamente, que o próprio Deus havia entrado na casa (1 Co 14:25).
Perguntaríamos uns aos outros: "Quem ficará responsável pelos telefones amanhã?" sabendo que as linhas estariam ocupadas com pessoas ligando para dizer: "Tenho que ouvir a respeito de Deus!" Por que digo isto? Porque, quando pagam quantias exorbitantes aos médiuns, as pessoas estão realmente tentando tocar em Deus e encontrar alívio para a dor em suas vidas. Elas só não sabem mais aonde ir. O Rei Saul nos deu o exemplo do errante desesperado que foi cortado da presença de Deus. Quando ele não pôde mais alcançar ou "pegar" Deus, ele disse: "Então, deixe-me achar uma bruxa. Qualquer pessoa! Tenho que ter uma palavra, mesmo que eu tenha que me disfarçar e penetrar sorrateiramente pela porta do fundo. Preciso ter acesso ao reino espiritual." (1 Sm 28:7).
Existe outro problema com o qual Deus está preocupado e Jesus o revelou quando repreendeu os líderes religiosos de seu tempo:
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando." (Mateus 23.13).

Já é terrível quando você mesmo se recusa a ir, mas Deus fica incomodado quando você pára na porta e impede que outros entrem! Através de nossa ignorância espiritual e nossa falta de apetite, estamos parados na porta barrando os que estão realmente famintos e perdidos. Temos falado que há pão quando, na verdade, só existem migalhas de pão dormido. Isto tem deixado gerações famintas, desabrigadas e sem outra alternativa, a não ser partir para Moabe. E o preço cobrado em Moabe é muito caro: lá as pessoas pagam com seus casamentos, seus filhos, suas vidas.
Agora, existem rumores de que há pão novamente na Casa de Deus. Esta geração, assim como Rute (que retrata os perdidos), está prestes a acompanhar Noemi, (um retrato dos pródigos), dizendo: "Se você ouviu que realmente há pão lá, então irei com você. Onde quer que vá, eu irei. Seu povo será meu povo, e o seu Deus será o meu Deus" (Rute 1.16). Se... realmente existe pão. A reputação de Belém (a Casa do Pão) estava tão prejudicada que Orfa não foi. Quantos, como ela, "não vão" porque a propaganda da Igreja esgota suas energias?
Sabe quando é que as pessoas se integrarão rapidamente à Igreja local? No momento em que provarem o pão da presença de Deus. Quando Rute ouviu que o pão estava de volta em Belém, ela se levantou de sua tristeza para ir à Casa do Pão.
Texto de Tommy Tenney -Livro :" Os caçadores de Deus"

O que aconteceu com o pão?
A placa ainda está lá. Ainda levamos as pessoas às nossas igrejas e mostramos a elas os fornos onde costumávamos assar o pão. Os fornos ainda estão no lugar e tudo mais, mas o que encontramos são migalhas da última visitação e da última grande onda de avivamento, sobre a qual os nossos antecessores nos contaram. Agora nos limitamos a ser meros pesquisadores daquilo que esperamos experimentar um dia. Estou, constantemente, lendo sobre avivamento. Um dia desses, Deus me assegurou: "Filho, você está lendo sobre isto porque não teve ainda uma experiência para escrever”.
Estou cansado de ler sobre as últimas visitações de Deus. Quero que Deus se manifeste em algum lugar da minha existência para que, no futuro, meus filhos possam dizer: "Estivemos lá. Nós sabemos: é verdade!" Deus não tem netos. Cada geração deve experimentar Sua presença. O conhecimento não deveria tomar o lugar da experiência.
Os efeitos do pão de volta ao seu lugar
Duas coisas acontecem quando o Pão da presença de Deus é restaurado na Igreja. Noemi foi a pródiga que deixou a Casa do Pão quando a mesa ficou vazia. Entretanto, quando ouviu que Deus havia restaurado o Pão em Belém, a Casa do Pão, rapidamente retornou. Os pródigos voltarão de Moabe, quando souberem que o Pão está de volta em casa e não virão sozinhos. Noemi voltou à Casa do Pão acompanhada de Rute, que nunca havia estado lá antes. Aqueles que nunca vieram, virão. Como resultado, Rute tornou-se integrante da linhagem messiânica de Jesus, quando ela se casou com Boaz e lhe deu um filho chamado Obed, que foi o pai de Jessé, o pai de Davi. A futura realeza conta com as nossas ações que serão desencadeadas por causa da fome de pão.
O avivamento, tal como o conhecemos agora, é simplesmente a "reciclagem" dos salvos para que permaneçam "acesos". Mas a próxima onda de avivamento verdadeiro trará os perdidos para a Casa do Pão. Pessoas que nunca adentraram as portas de uma igreja na vida, quando ouvirem que realmente há Pão na casa, virão correndo atrás do cheiro de pão quente dos fornos dos Céus!
Estamos, freqüentemente, tão saciados e satisfeitos com outras coisas, que insistimos em nos contentar com migalhas de pão dormido. Estamos felizes com nossa música do jeito que é. Estamos felizes com nossas reuniões de "restauração". Já é hora de termos o que costumo chamar de "insatisfação divina".
Não estou feliz. Será que posso dizer isto e não ser julgado? Quero dizer com isto que, embora tenha participado do que alguns chamariam de avivamento, ainda não estou feliz. Por quê? Porque sei o que mais pode acontecer. Posso pegar Deus. Sei que existe muito mais do que temos visto ou esperado e isto tem se transformado em uma santa obsessão para mim. Eu quero Deus. Eu quero mais d'Ele.
A solução parece ser que haja menos de mim
O plano satânico consiste em nos manter tão cheios de lixo, que não tenhamos fome de Deus, e isto tem funcionado muito bem por séculos. O inimigo tem nos feito acostumar a sobreviver em uma prosperidade terrena, porém, em uma mendicância espiritual. Dessa forma, basta uma migalha da presença de Deus para que nos demos por satisfeitos. Mas existem aqueles que não se contentam mais com migalhas. Querem Deus e nada mais. Falsificações não lhes satisfazem ou interessam; querem o pão verdadeiro. A maior parte, entretanto, mantém suas vidas tão tomadas de "sobras" para a alma e banquetes para a carne, que não sabem o que é estar realmente faminto.
Você já viu pessoas famintas? Quero dizer, pessoas realmente famintas? Se pudesse vir comigo em uma viagem à Etiópia ou a outra localidade assolada pela fome, veria o que acontece quando sacos de arroz são colocados no meio de pessoas realmente famintas. Elas aparecem de todos os lugares em questão de segundos. Muitos de nós comemos antes de irmos para o culto, por isso, quando vemos o pão sobre o altar, não nos sentimos estimulados. Mas, quando Deus me disse, certa manhã, para pregar sobre o pão, Ele disse também: "Filho, se eles estivessem fisicamente famintos, não agiriam da mesma forma" (Curiosamente, naquela manhã, um intercessor sentiu-se constrangido a assar pão e o pastor foi divinamente compelido a colocá-lo sobre o altar!). Nasceu, naquele dia, uma fome pelo pão da presença de Deus, estimulada pelos céus. Este é o pão que tem operado cura, restauração e fome de avivamento por todo o mundo.
A Bíblia diz:
"Desde os tempos de João Batista até agora o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele." (Mateus 11.12)

Isso não soa, de alguma maneira, como uma descrição nossa? Tornamo-nos tão inertes na igreja, que temos nosso próprio manual de ações "politicamente corretas" e de regras de etiqueta. Porque não queremos nos parecer radicais demais, alinhamos as cadeiras em fileiras muito bem arranjadas e esperamos que nossos cultos sejam igualmente lineares e previsíveis. Precisamos ficar desesperadamente famintos por Deus e, literalmente, nos esquecermos das "boas maneiras"! A aparente diferença entre um louvor litúrgico e um louvor "carismático" é que o programa de um é impresso e o outro memorizado. Geralmente já sabem quando "Deus" vai falar!
Todas as pessoas do Novo Testamento que "esqueceram suas boas maneiras" receberam algo de Deus. Não estou falando da indelicadeza propriamente dita, mas da indelicadeza que brota do desespero! Você se lembra daquela mulher atormentada por uma hemorragia incurável, que, com dificuldade, abriu caminho em meio à multidão para tocar a orla das vestes do Senhor? (Mt 9:20-22). E quanto à impertinente mulher cananéia que não parava de implorar que Jesus libertasse sua filha endemoninhada em Mateus 15.22-28? Embora Jesus a tenha humilhado, dizendo: "Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos" (Mateus 15.26b), ela persistiu. E foi tão indelicada, tão incômoda (ou simplesmente tão desesperadamente faminta por pão), que replicou:
“... Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos.” (Mateus 15.27).

Muitos de nós, por outro lado, vamos a nossos pastores e dizemos: "Oh, pastor, será que poderia, por favor, orar por mim e me abençoar?" Se nada, realmente, acontece, simplesmente damos de ombros e dizemos: "Bem, acho que vou comer ou então relaxar", ou: "Vou para casa e aplacar a minha fome interior com comida carnal e entretenimento."
Para ser honesto, espero que Deus incomode homens e mulheres em Sua Igreja e os torne tão obcecados com o pão da Sua presença, de forma que não parem mais. E, quando isto acontecer, não vão querer somente o "por favor, me abençoe". Vão querer a manifestação da presença de Deus, não importa o que custe ou quão insólitos possam parecer. Poderão parecer rudes ou indelicados, mas não se importarão mais com a opinião de homens, somente com a vontade de Deus. Podemos dizer que a Igreja, de modo geral, não tem dado lugar a pessoas assim.
Um dos primeiros passos para o avivamento real é reconhecer que você está em estado de decadência. Esta não é uma tarefa fácil em face da nossa aparente prosperidade, mas precisamos dizer: "Estamos em decadência. Não estamos mais vivendo nossos melhores momentos." Ironicamente, nos encontramos na clássica situação descrita no livro A Tale of Two Cities (Uma história de duas cidades), de Charles Dickens: "Foram os melhores momentos, foram os piores momentos".
Em termos econômicos, talvez, sejam estes os melhores momentos, mas, como um todo, a Igreja não está se movendo sobre uma onda de prosperidade espiritual. Qual foi a última vez que sua sombra curou alguém? Qual foi a última vez que sua presença, em algum lugar, tenha levado as pessoas a dizerem: "Tenho que me reconciliar com Deus"? Onde estão os futuros Finneys e Wigglesworths, homens que incendiaram sua geração através do poder do Espírito Santo? Maravilhas provenientes de Deus faziam parte do cotidiano deles.
Conheço um pastor na Etiópia que certa feita estava ministrando um culto, quando homens do Governo Comunista o interromperam, dizendo: "Estamos aqui para acabar com esta igreja." Eles já tinham tentado de tudo sem sucesso. Então, naquele dia, agarraram a filha de três anos do pastor e a arremessaram pela janela do templo à vista de todos que ali estavam presentes. Os comunistas pensaram que esta violência acabaria com aquela igreja, mas a esposa do pastor desceu, colocou seu bebê morto nos braços, retornou ao seu lugar na primeira fila, e a adoração continuou. Como conseqüência da fidelidade deste humilde pastor, quatrocentos mil crentes fiéis destemidamente compareceram em suas conferências bíblicas na Etiópia.
Certa vez, meu pai, líder nacional de uma denominação pentecostal nos Estados Unidos, estava conversando com este pastor. Meu pai sabia que ele morava em meio a uma horrível miséria na Etiópia e cometeu o erro de tentar mostrar um pouco do que ele pensava ser consideração. Ele disse ao pastor etíope: "Irmão, temos orado por vocês, por causa de sua pobreza."
Este humilde homem voltou-se para meu pai e disse: "Não, você não compreende. Nós é que temos orado por vocês, por causa de sua prosperidade." Meu pai ficou confuso, mas o pastor etíope explicou: "Nós oramos pelos americanos, porque é muito mais difícil para vocês estarem onde Deus quer, em meio à prosperidade, do que para nós em meio à pobreza."
A maior artimanha que o inimigo tem usado para roubar a vitalidade da Igreja é acenar-lhe com a bandeirinha da prosperidade. Não sou contra a prosperidade. Seja tão próspero quanto você deseja, mas busque Deus ao invés de buscar a prosperidade. Veja bem, é muito fácil começar buscando a Deus e se desviar para outra coisa. Não seja assim! Seja um caçador de Deus e ponto final!
(Nota do autor: Ao utilizar a expressão “caçando Deus”, quero me referir à nossa busca por Deus como Senhor e razão principal da nossa existência – pós-salvação. Não quero dizer que somos salvos pelas nossas obras. A salvação é a graça obtida através do sacrifício de Jesus na cruz e Sua ressurreição. Embora possa parecer óbvio para alguns leitores, considerei importante incluir este esclarecimento. Para aqueles que queiram maior aprofundamento quanto ao assunto, recomendo o livro The Pursuit of God, (A busca de Deus) de A. W. Tozer).
E se Deus realmente Se revelasse em sua Igreja?
Se Deus realmente se revelasse em sua Igreja, posso assegurar que aqueles "rumores dos famintos", em sua cidade ou região, espalhariam a notícia rapidamente! Antes que você pudesse abrir as portas no dia seguinte, os famintos já estariam em fila por pão fresco. Por que não vemos este tipo de reação agora? Os famintos têm sido frustrados. Tão logo a menor gota da presença de Deus flui em nossos cultos, dizemos ao mundo inteiro: "Há um rio da unção de Deus fluindo aqui”.
Infelizmente, sempre gritamos: "Deus está aqui! E os famintos vêm somente para descobrir que super-dimensionamos a realidade e que tudo não passou de propaganda enganosa. Temos falsamente apresentado as gotas da unção de Deus como se fossem um rio poderoso, mas o único rio que as pessoas encontram entre nós é um rio de palavras. Algumas vezes, até mesmo construímos maravilhosas pontes sobre leitos secos!
Não podemos esperar que os perdidos e feridos venham correndo para nosso "rio" apenas para descobrir que mal existe o suficiente para aliviar um pouco da sua sede, não chega a ser nem um gole da taça de Deus. Dizemos: "Deus está realmente aqui: há comida na mesa", mas toda vez que acreditam, vêem-se obrigados a procurar pelo chão meras migalhas do banquete prometido. Nosso passado fala mais alto que nosso presente.
Nada tendes porque...
Em comparação ao que Deus quer fazer, estamos catando farelos, enquanto Ele tem, para nós, um crocante pão quentinho, que acabou de sair dos fornos dos céus! Ele não é Deus de migalhas e de escassez. Ele está esperando que O busquemos para dispensar porções infinitas de Sua presença. Mas nosso problema foi descrito há muito tempo pelo apóstolo Tiago, "Nada tendes, porque não pedis" (Tiago 4.2c). Não obstante, o salmista Davi canta, através dos tempos, que "sua semente" nunca iria "mendigar o pão" (Salmos 37.25).
Precisamos compreender que o que nós temos, onde estamos e o que estamos fazendo é muito pequeno em comparação ao que Deus quer fazer entre nós e através de nós. O jovem Samuel foi profeta numa geração em transição como a nossa. A Bíblia nos diz que cedo, na vida de Samuel, "...a palavra do Senhor era mui rara; as visões não eram freqüentes" (I Samuel 3.1b).
Certa noite, o sumo sacerdote Eli foi dormir, ele estava tão avançado em dias, que mal podia enxergar. Parte do problema na Igreja histórica é que nossa visão tem ficado embaçada e não podemos ver como deveríamos. Estamos satisfeitos em ver a Igreja prosseguindo da mesma forma como sempre foi. Enquanto isso, continuamos na nossa rotina, tateando de um lugar para outro, como se Deus estivesse ainda falando conosco. Mas, quando Ele realmente fala, pensamos que as pessoas estão sonhando. Quando Ele realmente aparece, os olhos embaçados não podem vê-Lo. Quando Ele realmente se move, relutamos em acreditar por medo de "esbarrarmos" em algo que não seja peculiar à penumbra em que vivemos. É frustrante quando o Senhor muda de lugar alguma mobília dentro de nós. Dizemos ao jovem Samuel entre nós: "Volte a dormir! Continue fazendo tudo da maneira que lhe ensinei, Samuel! Não há nada de errado. Tudo sempre foi assim."
Não, nem sempre tudo foi desta forma! E eu não estou satisfeito com tudo deste jeito, quero mais! Não sei quanto a você, mas cada banco vazio que vejo na igreja parece clamar: "Eu poderia ser preenchido com alguns cidadãos de Moabe! Você não pode colocar alguém aqui?" Não sei quanto a você, mas isso alimenta minha santa frustração, minha insatisfação da parte de Deus.

"...e tendo-se deitado também Samuel, no templo do Senhor, em que estava a arca, antes que a lâmpada de Deus se apagasse, o Senhor chamou o menino: Samuel, Samuel. Este respondeu: Eis-me aqui."
(1 Samuel 3.3-4.)

A lâmpada de Deus estava fraca e prestes a se apagar, mas isto não chamou a atenção de Eli: ele já vivia em um permanente estado de penumbra. O jovem Samuel, entretanto, disse: "Ouço algo." Já é tempo de admitir que a lâmpada de Deus está se apagando. Sim, ainda está queimando, mas as coisas não estão como deveriam estar. Olhamos para esta pequena chama lançando uma luz fraca, aqui e ali, e dizemos: "Oh, é o avivamento!" Pode até ser, para alguns que conseguem chegar bem perto para ver, mas e quanto àqueles que estão distantes? E aqueles que estão perdidos e que nunca leram nossas revistas, assistiram a nossos programas de televisão ou ouviram as nossas fitas de estudo? Precisamos que a luz da glória de Deus brilhe o bastante para que possa ser vista à distância. Em outras palavras, é tempo de a glória de Deus, a luz de Deus, extrapolar os limites da Igreja e iluminar nossas cidades! (Veja Mateus 5:15).
Creio que o Senhor está prestes a manifestar "aquele que abrirá caminhos" (Miquéias 2.13) e que, literalmente, irá fender os céus, para que todos possam comer na mesa de Deus. Antes que isto aconteça, as fontes do grande abismo (Veja Gênesis 1:8; 7:11) devem ser rompidas. Já é tempo de alguma igreja, em algum lugar, parar de tentar ser "politicamente correta" e abrir os céus, para que o maná possa cair e alimentar a fome espiritual da cidade! Já é hora de fendermos os céus e aliviar a agonia dos que estão famintos, para que a glória de Deus comece a brilhar em nossa cidade. Mas a verdade é que não podemos ver nem mesmo uma simples gota fluir pelos corredores, muito menos a glória de Deus fluir pelas ruas, e isto porque não estamos realmente famintos. Estamos como os crentes da Igreja de Laodicéia (Apocalipse 3.17), satisfeitos e contentes.

Pai, eu oro para que o Espírito incomode nossos corações e nos transforme em guerreiros da adoração.
Oro para que não paremos até que vejamos uma rachadura nos céus e eles se abram. Nossas cidades e nações precisam do Senhor. Nós precisamos do Senhor. Estamos cansados de procurar migalhas no chão. Mande-nos pão quente dos céus, mande-nos o maná de Tua presença...

Não importa o que você precise ou o que falte em sua vida - o que você realmente precisa é de Deus. E para tê-Lo, precisa estar faminto. Oro para que Deus lhe faça sentir fome, para, assim, qualificar você à promessa de abastança. Jesus disse:

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados."
(Mateus 5.6)

Se pudermos ficar famintos, então Ele poderá nos santificar. Ele colocará os pedaços de nossa vida no lugar. Mas a nossa fome é a chave de tudo.
Então quando você se encontrar procurando migalhas no chão da Casa do Pão, ore:
"Senhor, desperte em mim uma fome incontrolável!"
Texto de Tommy Tenney -Livro :" Os caçadores de Deus".

quarta-feira, 17 de junho de 2009


O preço de uma bênção!
Js 3.1-17
Se você tivesse que pagar para ser feliz, quanto pagaria?
Há pessoas que gastam muito dinheiro, e se esforçam muito, achando que serão felizes, com o dinheiro que tem, com as coisas que podem comprar, como se de alguma forma isso fosse lhes satisfazer.
Graças a Deus não podemos comprar a felicidade, assim como também não podemos, com nosso dinheiro, comprar as bênçãos de Deus. Deus não está interessado nisso.
Porém, ainda existe um preço a ser pago, para receber as bênçãos de Deus, não é uma compra , não é uma troca, nem uma barganha. Você não chega na loja de Deus, e diz que quer 50r$ de felicidade.
Mas, se existe um preço, qual seria ele?
O povo de Israel, após quarenta anos de peregrinação no deserto (uma geração) o povo que estava com Josué, filho do povo que andou com Moisés, estão no limite da terra prometida, prontos para entrar no lugar que Deus lhes havia preparado. E chegaram ao rio Jordão.
Para conquistar as cidades adiante, a terra prometida, o povo, mais de 2 milhões de pessoas, teria que passar o Jordão. Mas, o rio estava cheio v.15 diz:” 15 e, quando os que levavam a arca chegaram até ao Jordão, e os seus pés se molharam na borda das águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega)".
A “Pequena enciclopédia de Boyer” conta que normalmente o rio “Jordão tem a profundidade de dois a quatro metros”. Porém era época de enchente.
A enchente, tomava um curso direto e com força incalculável nessa época. Mas com a ordem de Deus o povo avançou, e quando os pés dos sacerdotes molharam as águas que vinham de cima levantaram-se num montão até a cidade de Adã. E mais uma vez, assim como no mar Vermelho, Israel passou a pé enxuto.
Mas para que essa ação milagrosa de Deus acontecesse, o povo de Israel teve que tomar atitudes espirituais, pois são nessas atitudes que recebemos o milagre, essas atitudes foram o preço pago para receber a bênção do Senhor.Se queremos ser abençoados, e felizes, temos que pagar um preço, que não é dinheiro.

O que é preciso para sermos abençoados:
1) Para sermos abençoados é preciso: o preço da preparação (v.5)
5 Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós.
Santificai-vos – Para Israel ver as bênçãos de Deus deveria santificar-se. Deixar os pecados e preparar-se para ver as bênçãos de Deus. Este era opreço exigido pelo Senhor naquela hora, e também é nas nossas vidas.
1Sm 7.3-4
3 Falou Samuel a toda a casa de Israel, dizendo: Se é de todo o vosso coração que voltais ao SENHOR, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o coração ao SENHOR, e servi a ele só, e ele vos livrará das mãos dos filisteus. 4 Então, os filhos de Israel tiraram dentre si os baalins e os astarotes e serviram só ao SENHOR.
Os Israelitas estavam em uma situação de pecado, corrupção no sacerdócio de Eli e seus filhos, idolatria aos baalins e astarotes. E por causa disso, os filisteus, inimigos do povo, tomaram a arca da aliança. Agora Samuel era o sacerdote, e o povo de Israel lamentava que a arca estava fora de Israel há vinte anos- era a arca símbolo da Presença de Deus, e deveria ficar no Santo dos Santos, no lugar mais sagrado, do tabernáculo. Então Samuel chama o povo á santificação: “tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, os filhos de Israel tiraram dentre si os baalins e os astarotes e serviram só ao SENHOR.
Depois que jogaram seus ídolos fora puderam vencer os filisteus. Você só terá vitória, quando jogar os ídolos fora da sua vida. Ídolo é aquilo que é abominável ao SENHOR. Aquilo que você confia mais do que em Deus. “Imagens, objetos de feitiçaria, amuletos ,cartas, e não só isso, mas aquilo que não edifica mas destrói.”
1 Sm 7.5-10: “ Disse mais Samuel: Congregai todo o Israel em Mispa, e orarei por vós ao SENHOR. 6 Congregaram-se em Mispa, tiraram água e a derramaram perante o SENHOR; jejuaram aquele dia e ali disseram: Pecamos contra o SENHOR. E Samuel julgou os filhos de Israel em Mispa. 7 Quando, pois, os filisteus ouviram que os filhos de Israel estavam congregados em Mispa, subiram os príncipes dos filisteus contra Israel; o que ouvindo os filhos de Israel, tiveram medo dos filisteus. 8 Então, disseram os filhos de Israel a Samuel: Não cesses de clamar ao SENHOR, nosso Deus, por nós, para que nos livre da mão dos filisteus. 9 Tomou, pois, Samuel um cordeiro que ainda mamava e o sacrificou em holocausto ao SENHOR; clamou Samuel ao SENHOR por Israel, e o SENHOR lhe respondeu. 10 Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel; mas trovejou o SENHOR aquele dia com grande estampido sobre os filisteus e os aterrou de tal modo, que foram derrotados diante dos filhos de Israel.
Quando santificaram-se obtiveram o favor de Deus, e Deus trovejou e com grande Barulho espantou os inimigos.
A bíblia diz que o diabo é nosso adveersário. Só podemos ser vitoriosos sobre ele, e recebermos a bênção da vitória, com santificação.
2º Para sermos abençoados é preciso: O preço da obediência (Js 3.6) . 6 “E também falou aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca da Aliança e passai adiante do povo. Levantaram, pois, a arca da Aliança e foram andando adiante do povo. “
Quando Israel marchava, a arcada aliança ia na frente, era a presença de Deus na frente da caminhada.
O Senhor através de Josué mandou levantar a arca da aliança e passar adiante do povo, e eles obedeceram.
Devemos obedecer a Deus e colocá-lo adiante de tudo. E sermos guiados por Ele, e por sua vontade.
Você tem que colocar Deus adiante da sua vida.
É ele que tem que guiar, é ele que tem que governar, não é você. Não adianta querer viver a minha vontade, sem me importar com a vontade dele. Sua presença tem que estar adiante.
Quantas vezes temos nossas vontades, planos, desejos e queremos que eles sejam cumpridos, sem nos importarmos se é essa a vontade de Deus ou não.
Ec.7. 29: “Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias”.
Na NVI diz: “muitas intrigas”
Quando seguimos nossas próprias mentes e não a mente de Deus. Nos metemos em muitas “intrigas”, “complicações” ,”astucias”. Por isso a vontade de Deus, sua presença, e minha obediência tem que estar em 1º Lugar. Esse é o preço da bênção. È isso que nos leva a atravessar o Jordão.
3o ) Para sermos abençoados é preciso: O preço da fé (v.13)13 porque há de acontecer que, assim que as plantas dos pés dos sacerdotes que levam a arca do SENHOR, o Senhor de toda a terra, pousem nas águas do Jordão, serão elas cortadas, a saber, as que vêm de cima, e se amontoarão.
Sem fé é impossível agradar a Deus.
Era a ordem de Deus que os pés dos sacerdotes pousassem nas águas do rio Jordão, então as águas parariam para o povo passar.
Primeiro é necessário pisar nas águas, e depois o milagre acontece e as águas param. Isso é agir por fé, “não nenhuma condição favorável, mas devo prosseguir fazendo a obra de Deus.” E Deus dará jeito nas condições contrárias.
As vezes, queremos ao contrário, primeiro que as águas parem para depois prosseguirmos, mas a atitude de fé que traz a bênção de Deus é: priemiro eu não me importo com os problemas, pois confio em Deus e depois os problemas vão embora, pois confio em Deus.
Pr. Messias Anacleto Rosa escreveu: “ Maravilhas, portentos, coisas grandes e firmes muitas vezes não acontecem no meio do povo de Deus por causa da nossa incredulidade, a nossa falta de fé no Deus vivo poderoso e atuante”.
Quem sabe existe um Jordão na sua frente (problemas, lutas, dificuldades) tome uma decisão:”Hoje vou enfrentar” e vá que a palavra de Deus está com você e as águas se amontoarão. Pague o preço da fé.
4º ) Para sermos abençoados é preciso:O preço da perseverança (v.17)
17 Porém os sacerdotes que levavam a arca da Aliança do SENHOR pararam firmes no meio do Jordão, e todo o Israel passou a pé enxuto, atravessando o Jordão.
Os sacerdotes que levavam a Arca pararam firmes no meio do Jordão, enquanto o povo de Israel passou, firmeza que exigiu coragem : as águas estavam acima. Firmeza que exigiu força : a arca era pesada, firmeza que levava a acreditar que Deus sustentaria as águas até o povo passar. Essa firmeza chama-se perseverança.
Quando buscamos uma bênção precisamos ser perseverantes.
É hora de você perseverar, buscar o propósito de Deus, não desistir, por mais que sejam duros os ataques de Satanás contra voc~e, fique firme, não desista, Deus está com você.
Conclusão
Deus quer te abençoar.
E você já descobriu o preço? Não é dinheiro, nem sacrifício, nem penitência.
O que é preciso para sermos abençoados:
1 - Para sermos abençoados é preciso: o preço da preparação (v.5)
2- Para sermos abençoados é preciso: O preço da obediência (Js 3.6) .
3- Para sermos abençoados é preciso: O preço da fé (v.13)
4- Para sermos abençoados é preciso:O preço da perseverança (v.17)

domingo, 7 de junho de 2009


A paz que o Senhor Jesus oferece
Jo 14.27
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
O mundo busca uma paz, há passeatas pela paz, esportes pela paz, documentos pela paz. Mas o que esse mundo em sua maioria não percebeu ainda, que a Bíblia é um livro de paz.
No salmo 119.165 há uma palavra de Paz :”Grande Paz tem os que ama a tua lei; para eles não há tropeço”, revelando que a paz está atrelada ao amor a lei do SENHOR.
No versículo que lemos, Jesus está com seus discípulos dando as ultimas palavras antes da sua oração sacerdotal ,antes de ser preso e ser levado à Cruz.
Ele está falando:“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” . Mas ele fala de uma paz que é maior e diferente da paz que o mundo prega e espera pois diz: “ não vo-la dou como a dá o mundo. “
Que Paz é essa diferente da paz que o mundo espera?
De que tipo de Paz o Senhor Jesus está falando?
Você já Experimentou essa paz?
Que paz é essa que o Senhor Jesus oferece?
1)O Senhor Jesus oferece paz com Deus.
Rm 5.1: 1 “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;”
A paz com Deus é algo muitíssimo precioso. O custo dela foi pago por Jesus Cristo. É exatamente sobre isto que o apóstolo Paulo escreveu no versículo lido. Nossa fé em Jesus nos habilita a desfrutarmos do que Ele pagou por nós e o resultado disso é a paz com Deus.
E o que, exatamente, Jesus pagou? Em Isaías 53.5, temos a resposta: Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Para você ter paz com Deus é preciso compreender que um preço foi pago por Jesus. O preço da sua dívida, da dívida de pecados que você tinha contra Deus. Observe o que o apóstolo Paulo escreveu sobre a paz que custou o sangue de Jesus em Colossences 1.20: “e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.”
É importante compreender que o sacrifício de Jesus Cristo no Calvário não foi um acidente. Foi necessário para que nos fosse possível ter paz com Deus. Sem aquele sacrifício não haveria nenhuma possibilidade de recebermos esta paz.
Para ter paz com Deus é preciso reconhecer seus pecados. Há dois textos em Isaías que nos ajudam a entender que os pecados impedem a pessoa de ter paz com Deus.
· Isaías 59.2 “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.”
· Isaías 64.6: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.” Uma pessoa salva é alguém que compreende sua condição enquanto pecadora, que se arrepende dos seus pecados e que entende que Jesus morreu com um propósito. A fé em Jesus é garantia de perdão e paz.
Esta paz que Jesus nos dá, o mundo não tem e não conhece. O mundo que, de acordo com Tiago 4.4, se mantém em inimizade contra Deus. Este mundo tem suas “cápsulas de paz”. Você sabia que os remédios mais vendidos nas farmácias do Brasil hoje são tranqüilizantes? Quem são as pessoas que tomam toneladas de tranqüilizantes todos os dias no mundo? Há outros tipos de “cápsulas” de paz: ideologias políticas, filosofias, futilidades diversas e até religiões. Porém, basta observar um pouquinho mais atentamente e perceber que o mundo não tem paz. Basta ligar a televisão e assistir um noticiário.
2) O Senhor Jesus oferece paz com o próximo. Ef 2. 13-18
“13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. 14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, 15 aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, 16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. 17 E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; 18 porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.”
Se você tem paz com Deus, deve também ter paz com seu próximo.
Todos os que têm paz com Deus formam uma grande família. Este era o tema abordado por Paulo em Efésios 2. Agora, não importa de que etnia você é, se é judeu de nascimento ou se é de outra nacionalidade.
Os homens sem Deus constroem muros de separação social, moral e política.
Quando Filipe contou a Natanael que encontrará o Messias e que este era de Nazaré, Natanael demonstrou todo o seu preconceito dizendo: “pode vir alguma coisa boa de lá?” Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Respondeu-lhe Filipe: Vem e vê. (Jo 1.46). Natanael não nutria simpatia pelos habitantes de Nazaré. Outro exemplo de “muro” é relatado em João 4, na história da mulher samaritana que foi surpreendida com a iniciativa de Jesus, sendo judeu, conversar com ela (mulher Samaritana) “por que os judeus não se dão com os Samaritanos” , e pedir-lhe água (Jo 4.9).
Note que em Efésios 2.14, o apóstolo Paulo afirma que não há mais muros ou barreiras que nos separem dos nossos irmãos em Cristo. Os filhos da paz formam a família de Deus (Ef. 2.19). Como irmãos em Cristo, temos o mandamento de viver em paz uns com os outros (I Ts 5.13 b)” Vivei em paz uns com os outros.”.
Para viver em paz com o próximo é preciso amar intensamente e, por vezes, perdoar. Sobre isto o apóstolo Pedro advertiu: Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados. (I Pe 4.8).
Uma das razões para que Deus nos desse um mandamento como este é esta: saúde. Sim, a medicina comprova que mágoa, ressentimento, ódio e ansiedade são sentimentos por demais nocivos para a saúde de uma pessoa. Portanto, aproveite este momento para abrir seu coração diante do Senhor e limpar sua alma de todo sentimento nocivo que porventura tenha sido nutrido. Hoje é dia de você estabelecer paz nos seus relacionamentos.
3) O Senhor Jesus oferece o ministério da paz.
II Co 5.18-20: Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.
O versículo lido resume tanto a Obra de Jesus Cristo, enviado por Deus Pai com a finalidade de estabelecer a PAZ conosco. Ou seja, havia uma inimizade entre nós e Deus. Através de Jesus Cristo, nos reconciliamos. Tudo foi planejado e executado por Deus para que nos reconciliássemos com Ele. Há ainda um detalhe muito importante: todos que já temos paz com Deus recebemos dele um ministério.
Você sabe o que é um ministro? “Aquele que executa os desígnios de outrem” ou “um intermediário”. Ou seja, Deus nos legou uma incumbência, de representá-lo no trabalho de anunciar às pessoas a intenção dele de dar PAZ. Assim, cabe a cada um de nós, filhos da paz, ajudarmos Deus nesta busca pelas pessoas que ainda estão longe dele.
Observe o verso seguinte, II Co 5.19: Ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Está muito claro aqui nas palavras do apóstolo Paulo que Deus nos deu um “sermão” que devemos pregar para todas as pessoas:
1º. Que o propósito de Jesus ter vindo ao mundo foi o de “reconciliar” Deus com os homens (fazê-los amigos, estabelecer paz entre ambos);
2º. Que Deus já providenciou uma maneira de os pecados não serem mais obstáculos a esta reconciliação (Jesus morreu pelos nossos pecados!);
3º. Nossa parte é entregar o “recado” de Deus às pessoas. Cada um é livre para decidir o que fará.
Portanto, vemos assim um esboço da mensagem do Evangelho, das boas notícias que Deus quer que todas as pessoas saibam. No verso 20 de II Co 5, Paulo ainda acrescenta que Deus nos fez “embaixadores de Cristo”. Você sabe que um embaixador é alguém que representa seu governo num país estrangeiro. Quer dizer que hoje você é um “representante legal” de Deus, do Céu, aqui na Terra, às pessoas que Ele quer salvar.
Em II Co 5.20, Paulo assevera que através de nós, Deus “faz um apelo” às pessoas, uma súplica: “reconciliem-se com Deus!”.
A Bíblia contém exemplos de pessoas que exerceram este papel, de auxiliar outros a se achegarem a Deus. André foi quem levou Simão Pedro até Jesus (Jo 1.40-41). Filipe apresentou Natanael ao Messias (Jo 1.45). A samaritana levou o povo de sua cidade a Jesus (Jo 4.28-29 e 39).
Este é o nosso papel, ajudar as pessoas a aproveitarem a oportunidade de se reconciliar com Deus. Em II Co 6.1, Paulo diz que nosso papel de “cooperadores de Deus” nos leva a insistir a que as pessoas não desperdicem a graça ou a oportunidade que Deus lhes dá.
Infelizmente há pessoas que deixam de aproveitar a oportunidade. Houve um rei chamado Agripa, cuja esposa se chamava Berenice. O apóstolo Paulo pessoalmente pregou a mensagem da reconciliação a eles, estando preso na cidade de Cesaréia, na Palestina. Ao final da mensagem, a reação de Agripa foi de dizer: “Paulo, você quase me convenceu a me tornar um Cristão” (At 26.28).
Conclusão
Embora o mundo esteja ansioso por paz, só existe uma paz verdadeira, a Paz do Senhor Jesus. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo.
A paz de Jesus é diferente da paz do mundo.
Que paz é essa que o Senhor Jesus oferece?
1)O Senhor Jesus oferece paz com Deus.
2) O Senhor Jesus oferece paz com o próximo.
3)O Senhor Jesus oferece o ministério da paz.
A Paz que o Senhor Jesus oferece é a reconciliação com Deus, com o próximo, e é um ministério.
Que Deus nos abençoe !