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domingo, 8 de novembro de 2009

O fogo do Batismo com o Espírito Santo



O Fogo do Batismo com o Espírito SantoEm Lucas 3.16 lemos: "disse João a todos: Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo".

Edwin Orr, pregador evangélico do Séc XX, certa vez quando estava pregando disse:"Não importa a quantidade de água que vocês usam no batismo, porque a língua do batizando continuará seca. É necessário receber um batismo de fogo, porque a água lava o exterior, mas o fogo penetra e purifica o interior. O fogo depura as entranhas, o fogo queima por dentro.” Depois acrescentou :-“Vocês precisam desse batismo de fogo”.
Na Bíblia vemos várias vezes Deus usando a figura do fogo:
• Apareceu a Moisés em uma Sarça em Fogo, que não se consumia.
• Conduziu o povo de Israel pelo deserto quarenta anos, nas noites escuras , em uma coluna de fogo.
• No tabernáculo existia um fogo que não poderia ser apagado.

Deus muitas vezes usa a figura do fogo por causa de sua função.
O fogo serve de luz, para queimar, para limpar, purificar, aquecer  e o fogo se alastra com facilidade.

Por isso João Batista fala do fogo que está no Batismo com o Espírito Santo que Jesus realiza.
No texto lido, João Batista explica que ele não era o Cristo e que seu batismo era com água, e o batismo de Cristo é com o Espírito Santo e com fogo.
O batismo com o Espírito Santo que os crentes recebem, ascende neles um fogo, que ilumina ensinado o caminho, que purifica do pecado, que impulsiona à pregar a palavra.
Por isso dentro do batismo com o Espírito Santo, existe esse fogo.
O que esse fogo faz?

1º Ilumina:
(Mt 5.14-16)
“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; 15 nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa.16 Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus".

A candeia é acessa com fogo.

Não se ascende uma candeia, (tipo de lampião á óleo) para colocá-la debaixo do alqueire. A Nova Versão Internacional traduz: "E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa".
Claramente entendemos que a nossa vida está em evidência, e que as pessoas não apenas  ouvem o evangelho de nós, mas querem ver o evangelho em nós. É só pelo Espírito Santo, que nosso comportamento será mudado, para estarmos em evidência, sendo uma luz que ilumina o mundo.
As pessoas querem ver e o fogo do Espírito Santo em nós, é a luz para os perdidos que precisam ver.
Mas se colocarmos essa luz atrás do pecado, como verão?
E se colocarmos debaixo de uma vasilha(pecado) não é assim que ele se apagará?

O que esse fogo faz?
2º Purifica.Em Zacarias 13.9 lemos:“Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: é meu povo, e ela dirá: O SENHOR é meu Deus.”

      Neste texto, Deus promete dispersar o povo e tornar a terceira parte pura; através do fogo. Assim como se purifica a prata. Só assim o povo reconheceria o Deus Verdadeiro em sua vida.

Uma das funções do fogo é purificar, tornar limpo, queimar toda a sujeira, e quando a prata e o ouro são submetidos à altas temperaturas toda sujeira é separa da prata ou do ouro, os tornando puros.
Em 2 Coríntios 3.17-18, lemos: "Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. 18 E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito".


É dessa limpeza espiritual que precisamos em nossas vidas, muitas vezes estamos com a vida cheia de resquícios do mundo, lixo espiritual. Somos  como um terreno cheio de entulhos, precisamos renunciar o pecado. E Deus não faz o avivamento acontecer em uma vida cheia de lixo.
Que tipo de lixo?

  • Lixo da conformação com o mundo
  • Lixo dos vícios;;
  • Lixo das brigas familiares;
  • Lixo da pornografia;
  • Lixo do adultério;
  • Lixo do envolvimento com as trevas.


Para Deus fazer algo em nós, precisamos do fogo do Espírito, para antes sermos limpos, para que Deus tenha em nossas vidas lugar para realizar seus milagres.
O que esse fogo faz? Purifica.
O que esse fogo faz?
3º Aquece Lemos em Efésios 5.2:
...” e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.”
 O amor é dom de Deus, é produzido pelo Espírito Santo. Só é possível a igreja andar em amor, quando esta submissa a direção dEle.

O mundo que vivemos hoje, é frio. Pois nele não existe amor.
Lemos em Mateus 24:12 "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos".
O que as pessoas precisam hoje é o calor humano, é o afeto, é atenção, enfim  o amor.
O Amor é a joia mais buscada pelas pessoas hoje, e por não o conhecerem, muitos desgastam a sua vida em lugares que nunca o encontraram.
Vivemos um tempo de desavença nos lares, de separação conjugal, de falta de perdão, de depressão, de solidão, onde perdeu-se a comunhão com a família. Infelizmente, está faltando o fogo do Espírito Santo nas igrejas do nosso tempo, pois muitos vivem somente para si, e nem sequer lembram de auxiliar seu próximo, de oferecer amizade, de visitar, de abraçar com sinceridade. A evangelização só se dá, quando a igreja anda em amor.Só quando as pessoas entrarem  e se sentirem acolhidas, e aquecidas pelo fogo do Espírito, permanecerão.

Lemos em Galátas 5.22-23"Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei."
Esse fogo que aquece, deve começar dentro de nossas famílias, no perdão, no contato e nas conversas, atingirá a igreja que frequentamos e o mundo em que ela está inserida.
O mundo deixou o amor se esfriar, mas o fruto do Espírito Santo em nós é o amor.


O que esse fogo faz?
4º Alastra
Lemos Atos 1.8:“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”.
Jesus antes de subir aos céus, prometeu derramar seu Espírito Santo para que o evangelho se esparramasse por todos os confins da terra, começando pela cidade, onde a igreja estava, Jerusalém.
O fogo é algo que se alastra, a evangelização também deve ser assim.Quando há esse fogo na igreja, ela não fica estacionada,ela cresce, aumenta-se o número de membros, aumenta o numero de grupos familiares, aumenta o numero de pontos de pregação, de campos missionários e enfim de discípulos.
E agora chegou a vez do fogo se alastrar em nossa cidade.

É hora de nossa igreja pegar fogo!

“Certa vez, numa pequena cidade, uma igreja pregava há algumas décadas e nada acontecia ali. Os pecadores não tinham nenhum interesse por aquela igreja, pois não viam nada de novo, nem extraordinário acontecendo com aquele povo. Os crentes viviam vidas rasas, medíocres e sem unção. Havia até mesmo um ateu que morava ao lado da igreja e nunca fora atraído para lá.
Certa madrugada aquela cidade acordou assustada, a igreja estava pegando fogo, mas não era o do Espirito. Todos correram para apagar as chamas e ver se salvariam alguma coisa. E entre aquelas pessoas que estavam para ajudar, também estava o vizinho ateu.Então uma senhora, que pertencia a igreja, o viu ali, se admirou e disse: - “O senhor por aqui !? nunca vi o senhor em nossa igreja!” Então ele respondeu: - “ Pois é. É que eu nunca vi essa igreja pegando fogo.”

Não o fogo físico, mas o fogo do Espírito tem que se ascender em nossas vidas, no meio dessa igreja, aí as pessoas virão.

Conclusão


“...mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.”
O fogo do Batismo com o Espírito Santo.
O que esse fogo faz?
1º Ilumina
2º Purifica.
3º Aquece
4º Alastra

Que Deus ascenda a chama em nós!
Amém
Baseado em Hernandes Dias Lopes - "Avivamento Urgente"

Veja:
Precisamos saber mais sobre as cartas do Novo Testamento

Aulas de Violão para iniciantes



sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mudando situações impossíveis!

Cremos que não há impossíveis para Deus.Com Deus todas as coisas são possíveis!
A história do livro de Ezequiel acontece durante os primeiros anos do exílio babilônico (593-571 a.C.). Nabucodonosor levou cativos os judeus de Jerusalém para a Babilônia em três etapas:
em 605 a.C.,
Jovens judeus escolhidos foram deportados para Babilônia, entre eles Daniel e seus três amigos;
em 597 a.C.,
10.000 cativos foram levados à Babilônia, estando Ezequiel entre eles;
em 586 a.C.
As forças de Nabucodonosor destruíram totalmente a cidade e o templo, e a maioria dos sobreviventes foi transportada à Babilônia.
O ministério profético de Ezequiel ocorreu durante a hora mais tenebrosa da história do AT. Ezequiel, cujo nome significa “Deus fortalece” era de família sacerdotal (1.3) e passou os vinte e cinco primeiros anos da sua vida em Jerusalém. Estava se preparando para o trabalho sacerdotal do templo quando foi levado prisioneiro à Babilônia em 597 a.C. Uns cinco anos mais tarde, aos trinta anos (1.2,3), Ezequiel recebeu sua chamada profética da parte de Deus, e a partir daí ministrou fielmente durante pelo menos vinte e dois anos. Ezequiel tinha uns dezessete anos quando Daniel foi deportado e, portanto, os dois eram praticamente da mesma idade. Depois da queda de Jerusalém, Ezequiel profetiza a respeito do avivamento e restauração futuros, quando, então, Deus será e dará aos seus um“ novo coração” e um “novo espírito” (cap. 36). Neste contexto surge essa visão de Ezequiel, de um exército de ossos secos que ressuscitam mediante a mensagem profética (cap. 37).
O vale de ossos secos representava a situação do povo de Deus, mas também pode representar um momento sem solução de nossas vidas, pode retratar um momento difíceis na igreja; porém Deus pode transformar um monte de ossos secos num exército forte.
O que é preciso para que Deus transforme ossos secos em um exército? Ou melhor, como situações irreversíveis, sem solução ( ossos secos) podem ser mudadas por Deus?

O que é preciso para uma situação impossível ser mudada por Deus?
1) É preciso visão espiritual .
“V1 -Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos,”

Deus mostra a Ezequiel algo sem sentido aos olhos humanos, tinham muitos mortos (ossos), que não tinham vida, estavam todos em Ruínas, a Glória de Deus já tinha se retirado, estavam vazios.Sem ânimo de vida podemos imaginar o profeta olhando aquele monte de ossos, e não vendo nada de bom ali. Porém ,Deus faz a pergunta:
V3 Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: SENHOR Deus, tu o sabes.

Embora a nossa visão física não veja nenhuma saída, nenhuma solução. Deus vem com uma pergunta que vem mexer com a visão da fé – que é a visão espiritual.
Deus pergunta: “acaso, poderão reviver estes ossos?”
· Poderá essa situação ser mudada?
· Poderá sua família ser transformada?
· Acaso PODERÁ ACONTECER UM MILAGRE?
Qual deve ser a nossa resposta?
Deve ser uma resposta por fé – fé é a visão espiritual.
Hb11.1
11.1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.
Embora humanamente não vejamos nada mais do que ossos secos, pela fé vemos o milagre.


2) É preciso profetizar (V.4)
Disse-me ele: Profetiza a estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR.”

Deus manda Ezequiel dar uma palavra profética aos ossos secos.

v.5e6:
5 Assim diz o SENHOR Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis. 6 Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o SENHOR.
Ossos não têm vida, mas diante da palavra do Senhor até ossos podem reviver.
Profetizar é declarar a palavra do Senhor. E há momentos em nossas vidas diante das impossibilidades que as palavras pronunciadas por nós, não devem ser de frustração, ou de medo, mas sim o que diz a palavra do Senhor.
· Diante da ansiedade e medo do futuro devemos declarar, como por exemplo, o Sl 23.1:”O Senhor é o meu pastor e nada me faltará” . E também:
· Fl 4.6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.
· Diante do medo devemos declarar:
Is 41.10 "não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. "
E, ainda:
Is 41.13 "Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo."
· Diante de ameaças - Rm 8.31
· "Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós"
· Diante das batalhas - Rm 8.37
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

Então você pode olhar pra situação e declarar em oração a palavra do Senhor referente a situação, e você receberá o cumprimento da palavra do Senhor.
· Então você pode olhar pra situação e declarar em oração a palavra do Senhor referente a situação, e você receberá o cumprimento da palavra do Senhor.

3) É preciso Obediência (v7,10)

7 " Então, profetizei segundo me fora ordenado; enquanto eu profetizava, houve um ruído, um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu osso."

10 " Profetizei como ele me ordenara ... "

Ezequiel toma uma atitude correta, obedecer o que Deus lhe falou, de nada adianta apenas ouvirmos o que a Bíblia diz a respeito de nossos problemas, ou situações impossíveis, mas as coisas se resolvem quando nós obedecemos a palavra do Senhor.
Dt 28.1 e 2:
28.1 Se atentamente ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra.
2 Se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos

Se você obedece a Palavra do Senhor, você não vai correr atrás das bênçãos,mas elas correrão atrás de você.
Se sua situação impossível for um emprego – e você obedece a Deus o emprego virá até você.
Se sua situação impossível for uma necessidade- a provisão virá até você.
E assim por diante.
Mt 6.33 “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

4) É preciso o poder de Deus (v10)
“10 Profetizei como ele me ordenara, e o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso.”

Deus revela-se a Ezequiel poderoso para restaurar a fé de seu povo. Pois seu poder demonstrou-se trazendo vida aos ossos.
Não haviam esperança pois estavam mortos precisava de uma visitação do poder de Deus, precisava da dinâmica do Espírito. Se queremos nestes últimos dias um grande despertamento Espiritual no meio da igreja do Senhor, devemos buscar o seu poder.
E o impossível só será mudado diante do Deus do impossível. - Jr 32.27 " Eis que eu sou o SENHOR, o Deus de todos os viventes; acaso, haveria coisa demasiadamente maravilhosa para mim?"
Is43.13 "Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?"

Cremos que não há impossíveis para Deus.

sábado, 19 de setembro de 2009


JUGO DESIGUAL
R David Jones - Adptado

É comum ouvirmos expressões como as a seguir:

"Na igreja não há bons rapazes para se namorar”.
“As meninas são muito inconstantes”.
“Meu(minha) namorado(a) não é crente, mas é mais cristão(ã) do que muitos crente que conheço”.
“Já procurei mas não encontrei ninguém que me atraia na igreja”.
“Ele(a) é super compreensivo, e não me impede de viver a minha fé”.
“Eu tenho certeza que ele(a) se converterá futuramente”.
“Eu conheço um casal que casou em jugo desigual, mas depois ele(a) se converteu e hoje vivem felizes na igreja”.

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14)
Na expressão "jugo desigual" há uma figura de linguagem que se baseia na forma em que animais são emparelhados e atrelados para puxar uma carroça ou arado na agricultura primitiva.

O jugo, que talvez conheçamos melhor por canga, é uma peça de madeira assentada sobre o pescoço dos animais, geralmente bois, para mantê-los submissos e obedientes a quem os conduz.

Para o conforto dos animais e a fim de permitir o aproveitamento melhor de cada um, é importante que sejam de natureza e porte iguais. Em Deuteronômio 22:10 foi proibido aos israelitas emparelhar um boi com um jumento para lavrar. São animais de porte e natureza diferentes, além do que o boi era um animal “limpo”, permitido para alimento e sacrifícios ao Senhor enquanto o jumento era “impuro”, proibido para essas coisas.

Por analogia, em sentido figurado, jugo representa uma sujeição imposta pela força ou autoridade, mesmo opressão, e também representa um vínculo de submissão e obediência resultante de determinado tipo de convenção.

No trecho que vai do versículo 11 a 18 do sexto capítulo da sua carta aos coríntios, Paulo reclama que, embora tivesse seu coração aberto para os coríntios, desejando estreitá-los em seus braços, eles se achavam esquivos, presos aos seus próprios afetos. Seu apelo foi para que deixassem seus laços com a idolatria, os pecados da sua velha natureza humana e o mundanismo em que estavam envolvidos.

Era um jugo desigual, ao qual estavam presos por suas afeições, e que exigia sua lealdade embora esses parceiros fossem “imundos”: totalmente incompatíveis com o alimento espiritual e o sacrifício de seus corpos a Deus que era o seu culto racional.

“Saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso” (vs.17,18).

O crente tem uma nova natureza que lhe é dada ao nascer de novo quando morre para si mesmo e passa a viver para Cristo ao converter-se. Ele continua no mundo, mas já não mais pertence ao mundo. Sua lealdade agora é para com Cristo, seus ideais consistem em seguir os caminhos de Deus e obedecer aos seus mandamentos. Já é uma nova criatura e é tão diferente dos incrédulos como é o boi do jumento, naquela figura.

Paulo contrasta justiça com injustiça, luz com trevas, Cristo com Belial (o diabo é entendido aqui), fiel com Infiel, templo de Deus (o crente) com ídolos (o incrédulo). São perfeitos antônimos em lingüística, denominando pessoas ou coisas de qualidades totalmente opostas. Assim difere o verdadeiro crente do incrédulo empedernido. É impossível haver concordância entre eles. Como então explicar como um crente pode não só consentir mas ter gosto em vincular-se, e assim restringir a sua liberdade, com essas pessoas ou coisas?

Como os crentes de Corinto, ele poderá já de início encontrar-se emparelhado com os incrédulos, em vínculos de submissão e obediência a religiões falsas, sociedades maliciosas e escusas, convenções mundanas, e outros similares. Essa parceria e submissão são altamente prejudiciais às suas obrigações para com o seu Senhor e Mestre, à sua integridade, e aos padrões elevados que lhe convém manter.

Na sua primeira carta aos coríntios Paulo havia explicado que o crente não se deve isolar dos descrentes, apesar da sua natureza pecaminosa, porque para isso teriam que sair do mundo (1 Coríntios 5:9,10). Também não deveriam deixar os seus cônjuges incrédulos se estes concordassem em continuar vivendo com eles (1 Coríntios 7:12,13). Os crentes têm que ser testemunhas ativas de Cristo no meio dos infiéis, pois são o sal ou a luz no mundo.

Mas vincular-se em submissão ao mesmo jugo que eles é diferente: Paulo define a liberdade do crente como “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm … eu não me deixarei dominar por nenhuma … nem todas as coisas edificam” (1 Coríntios 6:12, 10:23). A simples convivência é diferente da vinculação a uma submissão ou obediência, mediante uma convenção junto com eles.

O jugo pode ser decorrente de uma obrigação legal, como o serviço militar. Paulo não pode estar se referindo a isso, uma vez que ensinou que devemos obedecer à autoridade constituída em nosso país. Existem ainda, hoje em dia, associações para diversas finalidades e muitas não são prejudiciais ao testemunho cristão nem impingem sobre a liberdade do crente, por exemplo alguns clubes esportivos, alguns hospitais e sociedades beneficentes, associações profissionais, etc, nos quais os crentes podem exercer uma influência positiva sem incorrer em restrições ao seu testemunho.

Paulo está, sem dúvida, condenando aqui as associações pessoais ou sociais feitas de espontânea vontade com os incrédulos, quando, longe de edificar a vida espiritual do crente, elas cerceiam ou mesmo prejudicam o testemunho da sua fé. Ao pertencer, o crente estará sendo dominado por elas.

O mandamento é “saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor”. Evidentemente, muito menos ainda podemos começar por entrar, depois de ter sido recebidos como filhos de Deus. Devemos fazer de tudo que estiver ao nosso alcance para evitar situações em que nossa lealdade seja dividida, pois nossa dedicação a Deus deve ser integral.

Nossa cultura e civilização contemporânea é anti-Deus, e é por isso que nós, os filhos de Deus, não podemos amá-las. Muitos de nós vivemos no mundo de negócios, muitos temos mesmo que andar dentro de um ambiente social, mas não precisamos ser parte dele. Antes costumávamos obedecer ao sistema do mundo, viver nele, e apreciá-lo, mas agora somos filhos de Deus e vamos obedecê-Lo. Isto significa odiar o mundo, como Paulo disse: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gálatas 6:14). Uma cruz o separava deste sistema mundial satânico, e ele se gloriava nessa cruz mediante a qual o mundo havia morrido para ele, e ele para o mundo.

O mundo está passando - vai chegar a um fim, assim como as trevas vão se dissipar (1 João 2:8) - mesmo a sua concupiscência. Mas aquele que persevera em fazer a vontade de Deus permanece eternamente: ele está fazendo aquilo que é permanente, tem estabilidade, e vai durar por toda a eternidade.

Sejamos perspicazes para aprender de Deus como viver no mundo sem ser parte dele!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


O caráter da pessoa que Deus usa

1 João 2.12-14

“12 Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome. 13 Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque tendes vencido o Maligno. 14 Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai. Pais, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno. “
Exórdio:
Oswald Chambers escreveu:

“Ninguém nasce com caráter; nós o fazemos. “
Neste texto vemos que há três tipos de pessoas. João menciona crianças, jovens e pais. Para saber qual dos três você é, pode usar o seguinte critério: uma cri¬ança se delicia com o que tem, ou seja, com posses. O jovem se alegra com o que faz, com sua experiência. Um pai se alegra com o que é, em outras palavras, com o caráter.
Temos de nos perguntar onde estamos. Somos crianças que se alegram com o que têm, com suas pos¬ses? Ou ainda estamos nos alegrando com nossas ex¬periências? Nosso desejo deve ser que nos tornemos pais — felizes com o que somos, com o caráter formado. Estou convicto que essa é a grande necessidade da igreja hoje em dia. Precisamos de homens e mulheres de caráter, para causar um impacto por Jesus Cristo nessa socie¬dade em que vivemos.
A palavra de Deus identifica a necessidade de caráter sem mencionar o termo. Paulo, ao escrever a Timóteo e Tito, encarregou-os de escolher líderes nas igrejas. Ele lhes disse que procurassem por homens que "devem ser", e depois passa a explicar o que é isso.
Tt 1.5-8
“Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi:
1.6 alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados. 1.7 Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância; 1.8 antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si,”
Nosso problema é que tomamos o "deve ser" da Escritura e o substituímos por "seria bom se fosse..." "Seria bom se os líderes fossem assim e assim." Do que Paulo está falando quando diz que os líderes "de¬vem ser"? Ele está falando de caráter. A Bíblia, quando diz como eles "devem ser", está falando de caráter.
Tema: O caráter da pessoa que Deus usa
Vejamos alguns exemplos Bíblicos:
1º )Israel- um caráter despreparado
Êxodo 13.17,18
13.17 Tendo Faraó deixado ir o povo, Deus não o levou pelo caminho da terra dos filisteus, posto que mais perto, pois disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e torne ao Egito. 13.18 Porém Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do mar Vermelho; e, arregimentados, subiram os filhos de Israel do Egito.

Vemos que, "quando o rei deixou que o povo israelita saísse do Egito, Deus não os levou pelo caminho que vai pelo país dos filisteus, embora fosse o mais curto. Deus pensou assim: 'Não quero que os israelitas mudem de idéia e voltem para o Egito, quando virem que terão de guerrear.' Por isso Deus fez que o povo desse uma volta pelo caminho do deserto, na direção do mar Vermelho. Os israelitas saíram do Egito armados para guerrear."
Acho interessante este texto. Deus conhecia o seu povo. Ele sabia que não tinham a força interior para com¬bater na guerra. Não tinham o caráter para enfrentar batalhas. Por isso ele os levou por um caminho diferen¬te, mais longo, onde não teriam de lutar. Mesmo assim, os israelitas saíram armados.
O que isto quer dizer? Creio que eles tinham os apetrechos materiais necessários à guerra: espadas, es¬cudos etc. Mas não tinham o caráter interior necessário para enfrentar a guerra.
Não acontece a mesma coisa hoje em dia? Nós temos as formas exteriores para o serviço no exército do Senhor. Há pessoas que tem nossos diplomas, cursos, graus, mas não teem o caráter interior necessário para a batalha, para a guerra invisível que se enfrenta.
Qual tem sido o resultado? Temos visto pessoas sair para a guerra, que em pouco tempo estão de volta e desistem do seu chamado. Elas descobriram que é preciso ter mais do que apenas os emblemas exteriores; é preciso ter caráter para a batalha.

2º) Davi – Um caráter segundo o coração Deus.
1 Samuel 16.7.
“Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração. “
Nós olhamos sempre primeiro para o exterior. Deus disse a Samuel: "Não se impressione com a apa¬rência nem com a altura deste homem. Eu o rejeitei por¬que não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas eu vejo o coração" (1 Samuel 16.7).
Até Samuel estava olhando o exterior, Quando vira o filho mais velho de Jessé, pensara: "É este." Mas Deus o repreendeu com as palavras que lemos. Lendo o texto todo, parece que ninguém sequer pensou em Davi. Ele era jovem, estava cuidando das ovelhas, não chamava a atenção. Mas era ele quem Deus escolhera. O que Deus viu nele? Aparência? Inteligência? Formação? Não! Deus viu um coração com caráter.
Davi, tá no campo, sozinho com Deus, estava pas¬sando pelo processo que leva para formar o caráter. Ca¬ráter não se cria em um tubo de ensaio, não se aprende em sala de aula, não se adquire lendo um livro sobre o assunto. O caráter é desenvolvido nas dificuldades e pressões da vida. Ele estava sendo preparado para ser o principe de Israel, pois no seu coração Deus era o Rei de Israel.

3º)SALUM – UM CARÁTER DESAPROVADO
“11 Porque assim diz o SENHOR acerca de Salum, filho de Josias, rei de Judá, que reinou em lugar de Josias, seu pai, e que saiu deste lugar: Jamais tornará para ali. 22.12 Mas no lugar para onde o levaram cativo morrerá e nunca mais verá esta terra. 22.13 Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, sem direito! Que se vale do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o salário; 22.14 que diz: Edificarei para mim casa espaçosa e largos aposentos, e lhe abre janelas, e forra-a de cedros, e a pinta de vermelhão. 22.15 Reinarás tu, só porque rivalizas com outro em cedro? Acaso, teu pai não comeu, e bebeu, e não exercitou o juízo e a justiça? Por isso, tudo lhe sucedeu bem. 22.16 Julgou a causa do aflito e do necessitado; por isso, tudo lhe ia bem. Porventura, não é isso conhecer-me? — diz o SENHOR.
Aqui também vemos o que é exterior tomar prece¬dência sobre o interior. Salum está construindo um pa¬lácio para si, "com quartos espaçosos no andar de cima." Garanto que era impressionante. Mas também nessa his-tória se faz uma pergunta muito interessante, que eu que¬ro comentar: "Será que você é rei só porque constrói ca¬sas forradas de cedro?" — Qual é a implicação? (vrs 15-15 Reinarás tu, só porque rivalizas com outro em cedro? Ou “Você acha que acumular cedro faz de você um rei?-NVI”)
Creio que é a mesma de que falamos antes. Nos¬sa tendência é achar que aquilo que conta é o exterior. Nossa aparência, nossa maneira de falar, nossas pos¬ses, nossas realizações etc. Um palácio impressionan¬te não faz do seu dono um rei. Para ser rei é preciso ter as qualidades de um rei.

4º )OS DISCÍPULOS - CARÁTER EM EVIDÊNCIA
Mt 5.2:
“e ele passou a ensiná-los, dizendo:”
Mt 7.28:
“Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina;”
Jesus escolheu doze homens para estarem com ele. Era a eles que Jesus confiaria o ministério. Vemos na Bíblia que eles não eram pessoas instruídas. Eram da Galiléia, e não da capital. Eles não teriam sido acei¬tos em muitas agências missionárias hoje em dia. Seri¬am rejeitados porque não tinham os diplomas ou cur¬sos certos. Porém Jesus os admitiu e começou a ensi¬nar-lhes o que era importante.
Um dos maiores sermões já pregados foi o ser¬mão do Monte. Lemos em Mateus 5.2 que Jesus come¬çou a ensinar os seus discípulos. E veja 7.28: "Quando Jesus acabou de falar, a grande multidão estava admi¬rada com a sua maneira de ensinar." Estamos diante de algo que é muito importante: Jesus estava ensinan¬do os seus discípulos, mas a multidão, o mundo, estava ouvindo. A multidão sabia o que Jesus estava ensinan¬do aos seus discípulos e, por isso, também saberia se os discípulos estavam ou não seguindo os seus ensi¬nos.
Não é este um problema que temos hoje em dia? A multidão,'o mundo, olha para a igreja, o corpo de Cris¬to. Como as pessoas não vêem a realidade do ensino de Jesus — o seu caráter — em nossa vida, elas não aceitam nossa mensagem.
Em João 1.14 diz: Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. NVI Aqui diz "vimos". A distinção é importante. Nós queremos que as pessoas ouçam, mas elas querem ver. E o que vêem? Será que vêem o cará¬ter de Cristo desenvolvendo-se em nós?
Deus não ficou no céu e de lá gritou para nós qual era seu plano da salvação. Não! Ele veio à terra. Tor¬nou-se humano, como nós, e pudemos contemplá-lo. Pudemos ver.
Quando nosso caráter está em evidência:As pessoas olham nossa vida:
Chama a atenção que o que segue às bem-aventuranças, ou ao caráter, é influência: "Vocês são o sal para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelos que passam. Vocês são a luz para o mundo todo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lamparina para pôr debaixo de um cesto. Ao contrário, ela é colocada no lugar próprio para que ilumine todos os que estão na casa. Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai que está no céu" (Mateus 5.13-16).
O caráter se expressa na conduta. Que conduta queremos ter? Nós devemos ser sal e luz do mundo. Entretanto, sabemos que muitas vezes isto não está acontecendo na igreja hoje em dia. Perdemos nosso testemunho. Tornamo-nos uma instituição social ou fi¬lantrópica.
Como perdemos o nosso testemunho?
Quando assumirmos a forma do mundo;
Quando não gostamos da casa de Deus
Quando achamos normal o que todo mundo diz que é normal: o pecado
Quando vivemos uma religião de aparências, mas nosso coração está longe de Deus
Quando percebemos que ser evangélico se tornou mais um modismo, do que um padrão de conduta.
Hoje não quase não se distingue mais um crente de um incrédulo; os dois se comportam da mesma forma. “falam as mesmas coisas, contam as mesmas piadas sujas, não dão importância para a estabilidade familiar”
Nós deveríamos ser a consciência moral da nos¬sa nação, mas não é isso o que acontece. A igreja de hoje não impõe muito respeito. Tornamo-nos uma voz à qual ninguém dá atenção. Perdemos o respeito. Por quê? Não existe outro caráter como o daquele que di¬zemos estar seguindo. Queremos que as pessoas nos ouçam, mas elas querem ver. E o que elas vêem?

Mas ainda há crentes , aqui , que fazem a diferença? Que tem o seu caráter em evidênvia?
OS SOFRIMENTOS TEM EFEITO NA FORMAÇÃO DE NOSSO CARÁTER:
(Romanos 5.3-5).
3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; 5.4 e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. 5.5 Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.
A palavra grega para tribulações é thlipsis. É uma palavra antiga que era usada para certa maneira de castigar alguém que tivesse cometido um crime. Deita¬va-se o preso no chão e punha-se pesos sobre o seu peito até que ele morresse esmagado. Isso é o que se chamava de thlipsis.
Na passagem acima, Paulo diz que se alegra em sua thlipsis — sua pressão. Por quê? A palavra chave na passagem é "sabendo". Paulo sabia que a pressão produz paciência ou perseverança, a perseverança pro¬duz caráter(experiência) e este, esperança.
É dessa maneira que Deus forma em nós o cará¬ter que ele quer. Ele o faz por meio das tremendas pro¬vações de que Tiago falou:
(Tiago 1.2-5).
Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,
1.3 sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.
1.4 Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. 1.5 Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.
Deus não nos permite mais do que podemos suportar, mas ele nos conduz pelas aflições para queimar a es¬cória de modo que apareça o ouro puro da fé.

POR QUÊ?
Por meio de Tiago, Deus diz que, ao passarmos pelas provações, podemos pedir por sabedoria. Se você não sabe o que o Senhor está fazendo, pode perguntar. Ele lhe mostrará o que quer fazer em sua vida, para que você brilhe com o caráter de Cristo.
Jesus disse: "Eu afirmo a vocês que, se o grão de trigo não for lançado na terra e não morrer, ele conti¬nuará a ser apenas um grão. Mas, se morrer, dará muito trigo" (João 12.24). E Paulo disse: "Todos os dias mor¬ro, irmãos; isso digo pelo orgulho que tenho de vocês em Cristo Jesus nosso Senhor" (1 Coríntios 15.31, NVI). E, mais tarde: "Em nós atua a morte; mas em vocês, a vida" (2 Coríntios 4.12).
Martinho Lutero, o grande reformador, disse: "Deus cria do nada; portanto, enquanto a pessoa não for nada, Deus não pode fazer nada dela."

Conclusão
Oswald Chambers
“Ninguém nasce com caráter; nós o fazemos. “
Na verdade, quem tem que nos desfazer, e fazer novamente o nosso caráter é Deus.
João menciona crianças, jovens e pais.
Temos de nos perguntar onde estamos. Somos crianças que se alegram com o que têm, com suas pos¬ses? Ou ainda estamos nos alegrando com nossas ex¬periências? Nosso desejo deve ser que nos tornemos pais — felizes com o que somos, com o caráter formado. Estou convicto que essa é a grande necessidade da igreja hoje em dia. Precisamos de homens e mulheres de caráter, para causar um impacto por Jesus Cristo nessa socie¬dade em que vivemos.
O caráter da pessoa que Deus usa
Vimos alguns exemplos Bíblicos:
1º )Israel- um caráter despreparado
2º) Davi – Um caráter segundo o coração Deus.
3º)SALUM – UM CARÁTER DESAPROVADO
4º )OS DISCÍPULOS - CARÁTER EM EVIDÊNCIA
Somos discipulos,
Nosso caráter está em evidência, e Deus está trabalhando e nos preparando para nos usar.


Baseado em Frank Dietz - A pessoa que Deus Usa: "Caráter"

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Encontrando vitórias em meio as decepções da vida


Encontrando vitórias em meio as decepções da vida

Gn 39.20-21
20 E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão.
21 O SENHOR, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro;

Quando nossas expectativas são frustradas, encontramos a chamada decepção.
Quando esperávamos que um acontecimento em nossas vidas trouxesse alegria, e isso não acontece encontramos a decepção. Quando esperamos algo bom de alguém, esta pessoa nos corresponde com coisas ruins, mais uma vez somos confrontados com a decepção. E quem nunca se decepcionou ? Quem nunca se sentiu frustrado, desapontado?
A decepção é um dos sentimentos que mais encontramos em um mundo falho e cheio de pecado. E sempre quando colocamos a nossa esperança em pessoas, situações, governantes e em nós mesmos podemos encontrá-la
Algumas vezes a vida está boa, achamos que já superamos todas as adversidades que já poderiam ter nos ocorrido, estamos num ponto em que pensamos que todas as lutas que poderíamos enfrentar, já foram enfrentadas, e que chegou enfim o tempo da nossa aposentadoria espiritual, ou de descansarmos esperando o dia de partirmos; mas de repente somos surpreendidos por uma situação difícil, onde nosso sossego é tirado e onde perdemos toda a estabilidade que tínhamos.
José, o bisneto de Abraão, já havia passado adversidade o suficiente para achar que havia chegado o momento de estabilizar na casa de seu senhor, o Egípcio Potifar.
Este jovem, o segundo mais novo entre seus irmãos, foi amarrado pelos seus irmãos mais velhos, colocado em uma velha cisterna, e vendido como escravo para comerciantes ismaelitas, e estes comerciantes o venderam no Egito, para Potifar, oficial de Faraó e comandante da guarda.
Mas, a diferença dele para um escravo comum, que mesmo no momento em que estava sendo escravo no Egito, mesmo decepcionado com seus irmãos, quem estava com ele era o SENHOR Deus.
Gn 39: 2-4
“ O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio. 3 Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos,4 logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha.
Quem sabe se fossemos “José,” pensaríamos:”Agora esta tudo bem, todas as lutas passaram”.
Porém, a esposa de seu senhor , começou a tentá-lo para que se deitasse com ele. E certo dia, quando o tentava seduzir, José foge, pois temia a Deus, porém suas vestes ficaram nas mãos da esposa do seu senhor e ela vingando-se, o acusou de tentar violentá-la. E com isto Potifar se decepciona com José, mesmo José não tendo culpa alguma e o lança no cárcere .
Gn 39.19-20
Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira. 20 E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão.
José que estava estabilizado na casa de Potifar, perdeu tudo, foi lançado no cárcere, teve suas expectativas frustradas. E teve que começar tudo de novo, para viver os sonhos de Deus.
Quando nossas expectativas são frustradas Deus está nos chamando para viver os sonhos dele para nós. Quando nos decepcionamos com o que esperávamos de nós mesmos e da vida, devemos aprender, e vencer as decepções.
O que Deus tinha para José era maior do que o que José esperava para si. E josé aprendeu a encontrar vitórias em meio as decepções de sua vida. Que vitórias podemos encontrar?


1ª Vitória: Em meio às decepções da vida, Deus ainda está conosco.
Gn 39 .2,3 ““ O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio. 3 Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos,...”
Na casa de Potifar, o SENHOR era com ele, mas o que aconteceu quando foi levado ao cárcere? (v.21): 21 “O SENHOR, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro; “
Deus está conosco todo o momento, ele não nos abandona, quando nossa posição, situação ou alegria mudam.
Is 41.9-13 “9 tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, 10 não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. 11 Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que estão indignados contra ti; serão reduzidos a nada, e os que contendem contigo perecerão. 12 Aos que pelejam contra ti, buscá-los-ás, porém não os acharás; serão reduzidos a nada e a coisa de nenhum valor os que fazem guerra contra ti.13 Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo”
José quando foi vendido pelos seus irmãos – o SENHOR era com ele.
Quando servindo na casa de Potifar – o SENHOR era com ele.
E quando na prisão – O Senhor era com ele.
Por mais diferentes que fosses as situações de José, o SENHOR era sempre com ele.
E esse Senhor é conosco os que o amam ; e se ele é conosco, mesmo em meio a decepções: ele nos fortalece, nos ajuda , nos sustenta, confunde nossos inimigos, nos toma pela mão direita e nos tira do meio da decepção dizendo: ” Não temas e eu te ajudo”.
Não sei quais são as suas decepções, ou o que frustrou os teus sonhos e teus projetos , mas sei que DEUS está com você e te tomará pela mão direita e te porá em pé. Como fez com José.
13 Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo”

2ª Vitória: Em meio as decepções da vida, Deus está nos dando novas oportunidades. V21 e cap 40 v2-8)
21 O SENHOR, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro;
O carcereiro gostou de José e ele se tornou um preso de confiança, a bênção que José trazia para a casa de Potifar, agora está trazendo a bênção para dentro da cadeia, para as vidas que estavam ali aflitas. E entre aqueles aflitos estava o padeiro real, e copeiro. E Deus prepara novas oportunidades para José exercer seu ministério .
2 Indignou-se Faraó contra os seus dois oficiais, o copeiro-chefe e o padeiro-chefe. 3 E mandou detê-los na casa do comandante da guarda, no cárcere onde José estava preso. 4 O comandante da guarda pô-los a cargo de José, para que os servisse; e por algum tempo estiveram na prisão. 5 E ambos sonharam, cada um o seu sonho, na mesma noite; cada sonho com a sua própria significação, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam encarcerados. 6 Vindo José, pela manhã, viu-os, e eis que estavam turbados. 7 Então, perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa do seu senhor: Por que tendes, hoje, triste o semblante? 8 Eles responderam: Tivemos um sonho, e não há quem o possa interpretar. Disse-lhes José: Porventura, não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me o sonho.
Nós não vamos entrar em detalhes o que foram os sonhos dos dois, apenas que o padeiro depois de três dias foi morto, mas o copeiro depois de três dias foi restituído ao cargo, de cuidar das bebidas e provar tudo o que o rei comia e bebia. E José pede que quando ele fosse restituído no cargo que se lembrasse dele, e rogasse por ele diante do rei. Mas o copeiro, chefe naquele momento não lembrou de José, lembrou-se depois, na hora que Deus quis honrar José.
Mesmo quando as coisas não vão bem, as oportunidades que podem mudar as nossas histórias estão passando diante de nós, para José talvez aquela oportunidade era pequena, mas foi por meio dela que Deus mudo usua posição de preso para governador.

Então muitas vezes estamos desperdiçando oportunidades de Deus fazer a obra dele nas nossas vidas.
• O jovem que desperdiça o seu tempo de estudo; e chega um momento que ele tem que entrar no mercado de trabalho, mas não pode prosperar financeiramente porque desperdiçou a oportunidade. E a pergunta é; teve oportunidade de estudar?
• Outro exemplo: as vezes, perdemos um emprego, um negócio, o sossego. E a minha pergunta é por quê?
Muitas vezes nos acomodamos com uma situação ruim e não entendemos que podemos sair dela tendo atitude e ação. Precisamos que algo muito ruim aconteça para agirmos. Ouça essa fábula bem interessante:

“Certa vez, numa terra distante, um sábio chinês e seu discí¬pulo. Certo dia, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada. Naquela área desolada, sem plantações nem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:
- Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem?
- O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento - disse o chefe da famí¬lia. - Ela nos dá leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discí¬pulo:
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipí¬cio ali em frente e atire-a lá pra baixo.
O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!
O sábio, como convém aos sábios , apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
- Vá lá e empurre a vaca no precipí¬cio.
Indignado porém resignado, o discí¬pulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e a empurrou. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discí¬pulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la, pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira. Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sí¬tio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos, comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discí¬pulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então, do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da famí¬lia que havia morado lá há alguns anos.

- Claro que sei. Você está olhando para ela - disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.
Incrédulo, o discíspulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
• - Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?
• O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
• - Nós tí¬nhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuí¬amos, mas um dia ela caiu no precipí¬cio e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes. "
Pergunto ; foi ruim para José ser retirado da estabilidade da casa de Potifar?
Se ele ficasse para sempre na casa de Potifar sempre seria um mordomo, mas Deus o permitiu ir a prisão e de lá o levou ao governo do Egito.
Quando nossa estabilidade é quebrada, e somos decepcionados pela vida : “ Deus está nos empurrando para cima.”
A “ vaquinha” foi jogada para baixo para que aquela família desse a volta por cima.
Romanos 8.28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
Não importa o momento ruim que você esteja vivendo , Deus te capacita a dar a volta por cima. Em tudo isso você está crescendo, Deus está te dando novas experiências, pois todas as coisas cooperam para o nosso próprio bem.
Não de importância as decepções que a vida lhe trouxe, mas perceba as oportunidades de vencer.

3ª Vitória :Em meio as decepções da vida, Deus está nos pondo por cabeça e não por cauda. (12-45)
Dt 28.13
.13 O SENHOR te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do SENHOR, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.
Se obedecemos a voz do Senhor, quando as coisas não estão bem , Deu inverte totalmete a situação.
No cap 41, de Genesis, vemos isso acontecendo na vida de José.

Depois de dois anos que o copeiro foi restituído em seu posto o faraó teve um sonho :

41.2 Do rio subiam sete vacas formosas à vista e gordas e pastavam no carriçal. 3 Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio. 4 As vacas feias à vista e magras comiam as sete formosas à vista e gordas. Então, acordou Faraó. 5 Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas. 6 E após elas nasciam sete espigas mirradas, crestadas do vento oriental. 7 As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, acordou Faraó. Fora isto um sonho. 8 De manhã, achando-se ele de espírito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios e lhes contou os sonhos; mas ninguém havia que lhos interpretasse.

Então o copeiro lembrou de José
41.14e15

14 Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó. 15 Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo.
O faraó conta o sonho e Deus revela a interpretação a José: 41.28
28 Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó, que Deus manifestou a Faraó que ele há de fazer.

E assim Deus revelou que viriam sobre aquela região sete anos de fartura, e depois sete anops de “ vacas magras”, e que assim fosse administrado o alimento no Egito para ter em abundância nos sete anos de seca.

Gn 41.37-43:
“37 O conselho foi agradável a Faraó e a todos os seus oficiais. 38 Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus? 39 Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu. 40 Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. 41 Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito. 42 Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro. 43 E fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Inclinai-vos! Desse modo, o constituiu sobre toda a terra do Egito. “________________________________________
41.57 E todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José, porque a fome prevaleceu em todo o mundo.
________________________________________

Então , o momento de decepção e tribulação que você está vivendo PASSARÁ, E DEUS TE COLOCARÁ NO LUGAR QUE ELE QUISER, CONFORME A SUA PALAVRA.
Conclusão
Quando esperávamos que um acontecimento em nossas vidas trouxesse alegria, e isso não acontece encontramos a decepção. Quando esperamos algo bom de alguém, esta pessoa nos corresponde com coisas ruins, mais uma vez somos confrontados com a decepção. E quem nunca se decepcionou ? Quem nunca se sentiu frustrado, desapontado?
José que estava estabilizado na casa de Potifar, perdeu tudo, foi lançado no cárcere, teve suas expectativas frustradas. E teve que começar tudo de novo, para viver os sonhos de Deus.
Quando nossas expectativas são frustradas Deus está nos chamando para viver os sonhos dele para nós. Quando nos decepcionamos com o que esperávamos de nós mesmos e da vida, devemos aprender, e vencer as decepções.
O que Deus tinha para José era maior do que o que José esperava para si.

quinta-feira, 25 de junho de 2009



Não há pão na Casa do Pão
Migalhas no chão e prateleiras vazias
A presença de Deus tem deixado de ser prioridade na Igreja moderna. Estamos como padarias abertas, mas que não têm pão. Além disto, não estamos, realmente, interessados em vender pão. Apenas gostamos do bate-papo ao redor dos fornos frios e prateleiras vazias. Na verdade, fico imaginando, será que ao menos sabemos se o Senhor está aqui ou não. E se está, o que Ele está fazendo? Onde Ele está indo? Ou será que estamos preocupados demais em varrer as migalhas imaginárias das padarias sem pão?
Será que sabemos, pelo menos, quando Ele está na cidade?
No dia em que Jesus realizou o que chamamos de Entrada triunfal em Jerusalém, montado em um jumento, Seu trajeto através da cidade, provavelmente, o fez passar perto da porta do templo de Herodes. Acredito que o que deixou os fariseus indignados, na passagem registrada em João 12, foi a perturbação de seu culto religioso dentro do templo.
Posso ouvi-los reclamando: “O que está acontecendo? Vocês estão perturbando o sumo sacerdote! Não sabem o que estamos fazendo? Estamos tendo um importante culto de oração aqui dentro. Sabe por que estamos orando? Estamos orando pela vinda do Messias! E vocês têm a audácia de fazer este desfile barulhento e nos perturbar?! E quem é o responsável por todo esse tumulto?”
Está vendo aquele moço montado no jumentinho?
Eles perderam a hora de sua visitação. O Messias já estava na cidade e eles não sabiam. O Messias passou em sua porta, enquanto estavam lá dentro orando para que Ele viesse. O problema era que Ele não veio da forma esperada. Eles não O reconheceram. Se Jesus estivesse em um cavalo branco, ou em uma carruagem real, com soldados à sua frente, os fariseus e os sacerdotes teriam dito:' “Deve ser Ele.” Infelizmente eles estavam mais interessados em ver o Messias derrubar o jugo do Império Romano do que o jugo espiritual que se transformara em uma praga entre seu povo.
Deus está pronto para Se manifestar, mesmo que precise Se desviar de nossas igrejas para manifestar-Se em bares! Seríamos sábios em lembrar que Ele já fez isto antes, ao se desviar da elite religiosa para jantar com os pobres, os profanos e as prostitutas. A Igreja do Ocidente e a Igreja Americana, em particular, têm exportado seus programas sobre Deus para o mundo inteiro, mas é hora de aprender que tais programas não significam avanço espiritual. O que precisamos é da presença de Deus. Precisamos tê-la, não importa o que aconteça, de onde venha ou o quanto custe. E o Senhor quer vir, mas do Seu jeito, não do nosso. Até que Ele venha, a ausência de “maravilhas” vai assombrar a Igreja.
Podemos estar aqui dentro orando para que o Senhor venha enquanto Ele passa lá fora. Pior que isto, os que estão aqui O perdem enquanto os que estão do lado de fora marcham com Ele!

O pão é escasso em tempos de fome.
“Nos dias em que julgavam os juizes, houve fome na terra; e um homem de Belém de Judá saiu a habitar na terra de Moabe, com sua mulher e seus dois filhos.
Este homem se chamava Elimeleque, e sua mulher, Noemi; os filhos se chamavam Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; vieram à terra de Moabe e ficaram ali.
Morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos, os quais casaram com mulheres moabitas; era o nome duma Orfa e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos.
Morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando, assim, a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido.
Então, se dispôs ela com suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o Senhor se lembrara do seu povo, dando-lhe pão.”
(Rute 1.1-6.)
Há uma razão para que as pessoas deixem a Casa do Pão
Noemi, seu marido e seus dois filhos saíram de casa e foram para Moabe, porque havia fome em Belém. O significado literal do nome hebraico de sua cidade natal, Belém, é “casa do pão”. A razão pela qual eles deixaram a casa do pão era que não havia pão na casa. É uma constatação muito simples: Por que as pessoas deixam as igrejas? Porque não há pão. O pão era parte das práticas do templo também, era prova da presença do Senhor: o pão da proposição, o pão da Presença. O pão era o que, historicamente, indicava a presença de Deus. No Antigo Testamento, o pão da proposição estava no Santo Lugar. Era chamado “o pão da Presença” (Números 4.7). A melhor tradução para pão da proposição seria “pão da manifestação”, ou, em termos hebraicos, “pão da revelação”. Era um símbolo celestial do próprio Deus.
Noemi e sua família têm alguma coisa em comum com as pessoas que deixam ou evitam nossas igrejas hoje - eles deixaram o lugar onde estavam e procuraram outro onde pudessem encontrar pão. Posso dizer-lhe porque as pessoas estão se dirigindo aos bares, clubes e aos médiuns caríssimos. Estão tentando se arranjar e sobreviver porque a Igreja as têm frustrado. Elas procuraram, seus pais e amigos procuraram e comunicaram que o armário espiritual está vazio. Não há nada na despensa, nada além de prateleiras vazias, gavetas cheias de receitas para pão, fornos frios e empoeirados.
Temos, falsamente, anunciado que há pão em nossa casa. Mas quando vem a fome, tudo que fazemos é sair em busca das poucas migalhas dos avivamentos passados. Falamos sobre o que Deus fez e onde Ele esteve, mas podemos dizer muito pouco sobre o que Ele está fazendo entre nós hoje. E a culpa não é de Deus, é nossa. Temos somente os vestígios do que já se foi - um resíduo da glória em extinção. E, infelizmente, conservamos o véu do sigilo sobre este fato, da mesma forma que Moisés manteve o véu sobre sua face depois que o brilho da glória se extinguiu. Camuflamos nosso vazio assim como fazia o clero nos dias de Jesus, mantendo o véu no lugar tradicional, mesmo não estando mais a arca da aliança por detrás dele.
Deus também precisa rasgar o véu de nossa carne para revelar nosso vazio interior. E uma questão de orgulho - apontamos orgulhosamente para onde Deus esteve (preservando a tradição do templo), ao mesmo tempo em que negamos a irrefutável e manifesta glória do Filho de Deus. Os religiosos do tempo de Jesus não queriam que o povo percebesse que não havia glória atrás de seu véu. A presença de Jesus representava problemas. Os religiosos pragmáticos se acham no dever de preservar o local onde Deus esteve, ainda que isto implique a sua privação do local onde, de fato, Deus está!
O homem que tem uma experiência nunca ficará à mercê daquele que só tem argumentos, “... uma cousa eu sei: Eu era cego, e agora vejo!” (João 9.25b). Se pudermos conduzir as pessoas à presença manifesta de Deus, todos os aparentes “edifícios” teológicos construídos de papelão vão se desmoronar.
Por que as pessoas dificilmente curvam suas cabeças quando vêm a nossas reuniões e lugares de adoração? “Para onde foi o temor de Deus?”, clamamos como o avivalista A.W. Tozer. As pessoas não sentem a presença de Deus em nossas reuniões, porque ela não está lá em nível suficiente para estimular os nossos “sensores espirituais”. E isto, por sua vez, cria outro problema. Quando as pessoas captam um pouco de Deus, misturado com muito daquilo que não é Deus, acabam se tornando resistentes ao que é verdadeiro. Então, quando dizemos: “Deus está, realmente, aqui”, elas dizem: “Não, eu estive aí, até comprei esta camiseta, e não O encontrei. Realmente, não funcionou para mim.” O problema é que Deus estava lá, mas não havia o suficiente d'Ele! Não havia a experiência da estrada de Damasco. Não havia o sentimento inegável e irresistível de Sua presença.
As pessoas têm vindo à Casa do Pão, freqüentemente, apenas para descobrir que aqui existe muito de homens e pouco de Deus. O Todo-Poderoso quer restaurar a sensibilidade de Sua magnífica presença em nossas vidas e em nossas igrejas. Cada vez mais, falamos sobre a glória de Deus cobrindo a Terra, mas como ela vai fluir pelas ruas de nossas cidades, se não pode nem mesmo fluir pelos corredores de nossas igrejas? É preciso começar por algum lugar, e não será pelo lado de fora! É preciso começar aqui, “no templo”. Como Ezequiel escreveu: “Depois disto me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas debaixo do limiar do templo, para o oriente” (Ezequiel 47.1a).
Se a glória de Deus não pode fluir pelos corredores do templo, por causa da manipulação humana, Deus terá que se voltar para outro lugar, assim como fez no dia em que Jesus passou pela “Casa do Pão”, que era o templo em Jerusalém. Se não há pão na casa, eu não culpo os famintos por não irem até lá! Eu mesmo não iria!
Um rumor chega até Moabe
Quando Belém, a Casa do Pão, ficou vazia, as pessoas se viram obrigadas a procurar o pão da vida em outro lugar. O dilema que elas enfrentaram é que as alternativas do mundo podem ser mortais. Como Noemi estava prestes a descobrir, Moabe é um lugar cruel. Moabe furtará seus filhos e os sepultará antes do tempo. Moabe separará você de seu cônjuge. Moabe roubará toda a vitalidade que há em você. Por fim, tudo que restara a Noemi eram as duas noras apenas. Com nada além de um futuro sombrio e desastroso fitando a sua face, ela disse: "Vocês não devem permanecer comigo também. Eu não tenho mais filhos para dar a vocês." Mas, então, ela disse: "Ouvi um rumor...".
Existe um murmúrio que percorre cada comunidade, aldeia e cidade do mundo. Desce pelas encostas, pelas montanhas e lugares onde os homens habitam. É o murmúrio dos famintos. Se somente um deles ouvisse um boato de que o Pão está de volta à Casa do Pão, a notícia logo se espalharia como uma onda de eletricidade, na velocidade da luz. As novidades sobre o Pão correriam de casa em casa, de um lugar para outro instantaneamente. E você não teria que se preocupar em anunciar na TV ou usar outros meios de comunicação. Os famintos simplesmente ouviriam a notícia:

"Não, não é uma farsa! É difícil de acreditar, mas desta vez não é uma propaganda enganosa. E não são migalhas no chão. Realmente existe Pão na Casa do Pão! Deus está na Igreja!"

Quando isto acontecesse, seriam tantos os que viriam, que não conseguiríamos comportá-los todos em nossos templos, não importa quantos cultos tivéssemos a cada dia. Por quê? Como? Tudo o que se tem a fazer é trazer o Pão de volta!
Satisfeitos com migalhas no chão
Podemos desfrutar da presença de Deus muito mais do que temos capacidade de imaginar, mas ficamos tão "satisfeitos" com o lugar onde estamos e com o que temos, que não reivindicamos o que há de melhor da parte de Deus. Sim, Ele está se movendo entre nós e trabalhando em nossas vidas, mas temos nos contentado em varrer o chão à procura de migalhas, ao invés de ter as abundantes fornadas de pão quente que Deus preparou para nós nos fornos dos céus! Ele preparou uma grande mesa cheia de Sua presença nestes dias, e está chamando a Igreja: "Venha e coma!”.
Ignoramos a chamada de Deus, enquanto, cuida­dosamente, contamos nossas migalhas de pão dormido. Enquanto isso, milhares de pessoas, fora das quatro paredes de nossas igrejas, estão famintas por vida. Elas estão doentes e saturadas da exibição dos programas feitos por homens. Estão famintas de Deus, não de histórias sobre Deus. Elas querem comida, mas tudo que temos para lhes oferecer são migalhas que sobraram do banquete que um dia esteve nas mãos de famintos desesperados, protegidas em vitrines de vidro.
É por isso que vemos homens e mulheres bem-posicionados socialmente, usando cristais em seus pescoços na esperança de entrar em contato com algo que esteja além de si mesmos e de sua triste existência. Ricos e pobres se atropelando em filas para grandes seminários sobre iluminação espiritual e paz interior, engolindo, passivamente, todo o lixo que lhes está sendo passado como se fosse a última revelação do outro mundo.
Como pode ser? Isto deveria envergonhar a Igreja! Tantas pessoas machucadas e carentes voltando-se para médiuns, astrólogos e espíritas para obter orientação e esperança em suas vidas! As pessoas, de tão famintas que estão, chegam a gastar milhões de dólares na indústria do ocultismo que surge da noite para o dia, manipuladas por falsos adivinhos, que não passam de exploradores oportunistas - até mesmo os verdadeiros médiuns ou guias, que tradicionalmente exploram o mundo de espíritos satânicos, são raros neste grupo. O desespero é tanto que elas aceitam as orientações desses negociantes como se fossem uma visão espiritual. Ah, as profundezas da fome espiritual no mundo! Só existe uma razão para que as pessoas estejam tão ansiosas por um contato com algo misterioso, oculto, aceitando até falsificações: elas não sabem onde encontrar O que é verdadeiro. A culpa disto só pode recair sobre um lugar. Esta é a hora perfeita para que a Igreja do Senhor prevaleça.
Quero repetir uma das chocantes frases que continuo ouvindo Deus dizer em meu espírito:
Existe mais de Deus na maior parte dos bares do que na maior parte das igrejas.
Nem crentes nem incrédulos sentem necessidade de se prostrarem quando estão em um culto de adoração, e isto não é imaginação. Eles não sentem a presença de nada nem de ninguém digno de louvor em nosso meio.
Por outro lado, se a Igreja se transformasse naquilo que poderia e deveria ser, então teríamos dificuldades para atender à demanda de "pão" na casa. E quando as pessoas entrassem em nossas igrejas, ninguém teria que lhes dizer para "curvarem suas frontes em oração". Elas se prostrariam perante Nosso Santo Deus, sem que qualquer palavra fosse dita. Mesmo os perdidos saberiam, instintivamente, que o próprio Deus havia entrado na casa (1 Co 14:25).
Perguntaríamos uns aos outros: "Quem ficará responsável pelos telefones amanhã?" sabendo que as linhas estariam ocupadas com pessoas ligando para dizer: "Tenho que ouvir a respeito de Deus!" Por que digo isto? Porque, quando pagam quantias exorbitantes aos médiuns, as pessoas estão realmente tentando tocar em Deus e encontrar alívio para a dor em suas vidas. Elas só não sabem mais aonde ir. O Rei Saul nos deu o exemplo do errante desesperado que foi cortado da presença de Deus. Quando ele não pôde mais alcançar ou "pegar" Deus, ele disse: "Então, deixe-me achar uma bruxa. Qualquer pessoa! Tenho que ter uma palavra, mesmo que eu tenha que me disfarçar e penetrar sorrateiramente pela porta do fundo. Preciso ter acesso ao reino espiritual." (1 Sm 28:7).
Existe outro problema com o qual Deus está preocupado e Jesus o revelou quando repreendeu os líderes religiosos de seu tempo:
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando." (Mateus 23.13).

Já é terrível quando você mesmo se recusa a ir, mas Deus fica incomodado quando você pára na porta e impede que outros entrem! Através de nossa ignorância espiritual e nossa falta de apetite, estamos parados na porta barrando os que estão realmente famintos e perdidos. Temos falado que há pão quando, na verdade, só existem migalhas de pão dormido. Isto tem deixado gerações famintas, desabrigadas e sem outra alternativa, a não ser partir para Moabe. E o preço cobrado em Moabe é muito caro: lá as pessoas pagam com seus casamentos, seus filhos, suas vidas.
Agora, existem rumores de que há pão novamente na Casa de Deus. Esta geração, assim como Rute (que retrata os perdidos), está prestes a acompanhar Noemi, (um retrato dos pródigos), dizendo: "Se você ouviu que realmente há pão lá, então irei com você. Onde quer que vá, eu irei. Seu povo será meu povo, e o seu Deus será o meu Deus" (Rute 1.16). Se... realmente existe pão. A reputação de Belém (a Casa do Pão) estava tão prejudicada que Orfa não foi. Quantos, como ela, "não vão" porque a propaganda da Igreja esgota suas energias?
Sabe quando é que as pessoas se integrarão rapidamente à Igreja local? No momento em que provarem o pão da presença de Deus. Quando Rute ouviu que o pão estava de volta em Belém, ela se levantou de sua tristeza para ir à Casa do Pão.
Texto de Tommy Tenney -Livro :" Os caçadores de Deus"

O que aconteceu com o pão?
A placa ainda está lá. Ainda levamos as pessoas às nossas igrejas e mostramos a elas os fornos onde costumávamos assar o pão. Os fornos ainda estão no lugar e tudo mais, mas o que encontramos são migalhas da última visitação e da última grande onda de avivamento, sobre a qual os nossos antecessores nos contaram. Agora nos limitamos a ser meros pesquisadores daquilo que esperamos experimentar um dia. Estou, constantemente, lendo sobre avivamento. Um dia desses, Deus me assegurou: "Filho, você está lendo sobre isto porque não teve ainda uma experiência para escrever”.
Estou cansado de ler sobre as últimas visitações de Deus. Quero que Deus se manifeste em algum lugar da minha existência para que, no futuro, meus filhos possam dizer: "Estivemos lá. Nós sabemos: é verdade!" Deus não tem netos. Cada geração deve experimentar Sua presença. O conhecimento não deveria tomar o lugar da experiência.
Os efeitos do pão de volta ao seu lugar
Duas coisas acontecem quando o Pão da presença de Deus é restaurado na Igreja. Noemi foi a pródiga que deixou a Casa do Pão quando a mesa ficou vazia. Entretanto, quando ouviu que Deus havia restaurado o Pão em Belém, a Casa do Pão, rapidamente retornou. Os pródigos voltarão de Moabe, quando souberem que o Pão está de volta em casa e não virão sozinhos. Noemi voltou à Casa do Pão acompanhada de Rute, que nunca havia estado lá antes. Aqueles que nunca vieram, virão. Como resultado, Rute tornou-se integrante da linhagem messiânica de Jesus, quando ela se casou com Boaz e lhe deu um filho chamado Obed, que foi o pai de Jessé, o pai de Davi. A futura realeza conta com as nossas ações que serão desencadeadas por causa da fome de pão.
O avivamento, tal como o conhecemos agora, é simplesmente a "reciclagem" dos salvos para que permaneçam "acesos". Mas a próxima onda de avivamento verdadeiro trará os perdidos para a Casa do Pão. Pessoas que nunca adentraram as portas de uma igreja na vida, quando ouvirem que realmente há Pão na casa, virão correndo atrás do cheiro de pão quente dos fornos dos Céus!
Estamos, freqüentemente, tão saciados e satisfeitos com outras coisas, que insistimos em nos contentar com migalhas de pão dormido. Estamos felizes com nossa música do jeito que é. Estamos felizes com nossas reuniões de "restauração". Já é hora de termos o que costumo chamar de "insatisfação divina".
Não estou feliz. Será que posso dizer isto e não ser julgado? Quero dizer com isto que, embora tenha participado do que alguns chamariam de avivamento, ainda não estou feliz. Por quê? Porque sei o que mais pode acontecer. Posso pegar Deus. Sei que existe muito mais do que temos visto ou esperado e isto tem se transformado em uma santa obsessão para mim. Eu quero Deus. Eu quero mais d'Ele.
A solução parece ser que haja menos de mim
O plano satânico consiste em nos manter tão cheios de lixo, que não tenhamos fome de Deus, e isto tem funcionado muito bem por séculos. O inimigo tem nos feito acostumar a sobreviver em uma prosperidade terrena, porém, em uma mendicância espiritual. Dessa forma, basta uma migalha da presença de Deus para que nos demos por satisfeitos. Mas existem aqueles que não se contentam mais com migalhas. Querem Deus e nada mais. Falsificações não lhes satisfazem ou interessam; querem o pão verdadeiro. A maior parte, entretanto, mantém suas vidas tão tomadas de "sobras" para a alma e banquetes para a carne, que não sabem o que é estar realmente faminto.
Você já viu pessoas famintas? Quero dizer, pessoas realmente famintas? Se pudesse vir comigo em uma viagem à Etiópia ou a outra localidade assolada pela fome, veria o que acontece quando sacos de arroz são colocados no meio de pessoas realmente famintas. Elas aparecem de todos os lugares em questão de segundos. Muitos de nós comemos antes de irmos para o culto, por isso, quando vemos o pão sobre o altar, não nos sentimos estimulados. Mas, quando Deus me disse, certa manhã, para pregar sobre o pão, Ele disse também: "Filho, se eles estivessem fisicamente famintos, não agiriam da mesma forma" (Curiosamente, naquela manhã, um intercessor sentiu-se constrangido a assar pão e o pastor foi divinamente compelido a colocá-lo sobre o altar!). Nasceu, naquele dia, uma fome pelo pão da presença de Deus, estimulada pelos céus. Este é o pão que tem operado cura, restauração e fome de avivamento por todo o mundo.
A Bíblia diz:
"Desde os tempos de João Batista até agora o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele." (Mateus 11.12)

Isso não soa, de alguma maneira, como uma descrição nossa? Tornamo-nos tão inertes na igreja, que temos nosso próprio manual de ações "politicamente corretas" e de regras de etiqueta. Porque não queremos nos parecer radicais demais, alinhamos as cadeiras em fileiras muito bem arranjadas e esperamos que nossos cultos sejam igualmente lineares e previsíveis. Precisamos ficar desesperadamente famintos por Deus e, literalmente, nos esquecermos das "boas maneiras"! A aparente diferença entre um louvor litúrgico e um louvor "carismático" é que o programa de um é impresso e o outro memorizado. Geralmente já sabem quando "Deus" vai falar!
Todas as pessoas do Novo Testamento que "esqueceram suas boas maneiras" receberam algo de Deus. Não estou falando da indelicadeza propriamente dita, mas da indelicadeza que brota do desespero! Você se lembra daquela mulher atormentada por uma hemorragia incurável, que, com dificuldade, abriu caminho em meio à multidão para tocar a orla das vestes do Senhor? (Mt 9:20-22). E quanto à impertinente mulher cananéia que não parava de implorar que Jesus libertasse sua filha endemoninhada em Mateus 15.22-28? Embora Jesus a tenha humilhado, dizendo: "Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos" (Mateus 15.26b), ela persistiu. E foi tão indelicada, tão incômoda (ou simplesmente tão desesperadamente faminta por pão), que replicou:
“... Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos.” (Mateus 15.27).

Muitos de nós, por outro lado, vamos a nossos pastores e dizemos: "Oh, pastor, será que poderia, por favor, orar por mim e me abençoar?" Se nada, realmente, acontece, simplesmente damos de ombros e dizemos: "Bem, acho que vou comer ou então relaxar", ou: "Vou para casa e aplacar a minha fome interior com comida carnal e entretenimento."
Para ser honesto, espero que Deus incomode homens e mulheres em Sua Igreja e os torne tão obcecados com o pão da Sua presença, de forma que não parem mais. E, quando isto acontecer, não vão querer somente o "por favor, me abençoe". Vão querer a manifestação da presença de Deus, não importa o que custe ou quão insólitos possam parecer. Poderão parecer rudes ou indelicados, mas não se importarão mais com a opinião de homens, somente com a vontade de Deus. Podemos dizer que a Igreja, de modo geral, não tem dado lugar a pessoas assim.
Um dos primeiros passos para o avivamento real é reconhecer que você está em estado de decadência. Esta não é uma tarefa fácil em face da nossa aparente prosperidade, mas precisamos dizer: "Estamos em decadência. Não estamos mais vivendo nossos melhores momentos." Ironicamente, nos encontramos na clássica situação descrita no livro A Tale of Two Cities (Uma história de duas cidades), de Charles Dickens: "Foram os melhores momentos, foram os piores momentos".
Em termos econômicos, talvez, sejam estes os melhores momentos, mas, como um todo, a Igreja não está se movendo sobre uma onda de prosperidade espiritual. Qual foi a última vez que sua sombra curou alguém? Qual foi a última vez que sua presença, em algum lugar, tenha levado as pessoas a dizerem: "Tenho que me reconciliar com Deus"? Onde estão os futuros Finneys e Wigglesworths, homens que incendiaram sua geração através do poder do Espírito Santo? Maravilhas provenientes de Deus faziam parte do cotidiano deles.
Conheço um pastor na Etiópia que certa feita estava ministrando um culto, quando homens do Governo Comunista o interromperam, dizendo: "Estamos aqui para acabar com esta igreja." Eles já tinham tentado de tudo sem sucesso. Então, naquele dia, agarraram a filha de três anos do pastor e a arremessaram pela janela do templo à vista de todos que ali estavam presentes. Os comunistas pensaram que esta violência acabaria com aquela igreja, mas a esposa do pastor desceu, colocou seu bebê morto nos braços, retornou ao seu lugar na primeira fila, e a adoração continuou. Como conseqüência da fidelidade deste humilde pastor, quatrocentos mil crentes fiéis destemidamente compareceram em suas conferências bíblicas na Etiópia.
Certa vez, meu pai, líder nacional de uma denominação pentecostal nos Estados Unidos, estava conversando com este pastor. Meu pai sabia que ele morava em meio a uma horrível miséria na Etiópia e cometeu o erro de tentar mostrar um pouco do que ele pensava ser consideração. Ele disse ao pastor etíope: "Irmão, temos orado por vocês, por causa de sua pobreza."
Este humilde homem voltou-se para meu pai e disse: "Não, você não compreende. Nós é que temos orado por vocês, por causa de sua prosperidade." Meu pai ficou confuso, mas o pastor etíope explicou: "Nós oramos pelos americanos, porque é muito mais difícil para vocês estarem onde Deus quer, em meio à prosperidade, do que para nós em meio à pobreza."
A maior artimanha que o inimigo tem usado para roubar a vitalidade da Igreja é acenar-lhe com a bandeirinha da prosperidade. Não sou contra a prosperidade. Seja tão próspero quanto você deseja, mas busque Deus ao invés de buscar a prosperidade. Veja bem, é muito fácil começar buscando a Deus e se desviar para outra coisa. Não seja assim! Seja um caçador de Deus e ponto final!
(Nota do autor: Ao utilizar a expressão “caçando Deus”, quero me referir à nossa busca por Deus como Senhor e razão principal da nossa existência – pós-salvação. Não quero dizer que somos salvos pelas nossas obras. A salvação é a graça obtida através do sacrifício de Jesus na cruz e Sua ressurreição. Embora possa parecer óbvio para alguns leitores, considerei importante incluir este esclarecimento. Para aqueles que queiram maior aprofundamento quanto ao assunto, recomendo o livro The Pursuit of God, (A busca de Deus) de A. W. Tozer).
E se Deus realmente Se revelasse em sua Igreja?
Se Deus realmente se revelasse em sua Igreja, posso assegurar que aqueles "rumores dos famintos", em sua cidade ou região, espalhariam a notícia rapidamente! Antes que você pudesse abrir as portas no dia seguinte, os famintos já estariam em fila por pão fresco. Por que não vemos este tipo de reação agora? Os famintos têm sido frustrados. Tão logo a menor gota da presença de Deus flui em nossos cultos, dizemos ao mundo inteiro: "Há um rio da unção de Deus fluindo aqui”.
Infelizmente, sempre gritamos: "Deus está aqui! E os famintos vêm somente para descobrir que super-dimensionamos a realidade e que tudo não passou de propaganda enganosa. Temos falsamente apresentado as gotas da unção de Deus como se fossem um rio poderoso, mas o único rio que as pessoas encontram entre nós é um rio de palavras. Algumas vezes, até mesmo construímos maravilhosas pontes sobre leitos secos!
Não podemos esperar que os perdidos e feridos venham correndo para nosso "rio" apenas para descobrir que mal existe o suficiente para aliviar um pouco da sua sede, não chega a ser nem um gole da taça de Deus. Dizemos: "Deus está realmente aqui: há comida na mesa", mas toda vez que acreditam, vêem-se obrigados a procurar pelo chão meras migalhas do banquete prometido. Nosso passado fala mais alto que nosso presente.
Nada tendes porque...
Em comparação ao que Deus quer fazer, estamos catando farelos, enquanto Ele tem, para nós, um crocante pão quentinho, que acabou de sair dos fornos dos céus! Ele não é Deus de migalhas e de escassez. Ele está esperando que O busquemos para dispensar porções infinitas de Sua presença. Mas nosso problema foi descrito há muito tempo pelo apóstolo Tiago, "Nada tendes, porque não pedis" (Tiago 4.2c). Não obstante, o salmista Davi canta, através dos tempos, que "sua semente" nunca iria "mendigar o pão" (Salmos 37.25).
Precisamos compreender que o que nós temos, onde estamos e o que estamos fazendo é muito pequeno em comparação ao que Deus quer fazer entre nós e através de nós. O jovem Samuel foi profeta numa geração em transição como a nossa. A Bíblia nos diz que cedo, na vida de Samuel, "...a palavra do Senhor era mui rara; as visões não eram freqüentes" (I Samuel 3.1b).
Certa noite, o sumo sacerdote Eli foi dormir, ele estava tão avançado em dias, que mal podia enxergar. Parte do problema na Igreja histórica é que nossa visão tem ficado embaçada e não podemos ver como deveríamos. Estamos satisfeitos em ver a Igreja prosseguindo da mesma forma como sempre foi. Enquanto isso, continuamos na nossa rotina, tateando de um lugar para outro, como se Deus estivesse ainda falando conosco. Mas, quando Ele realmente fala, pensamos que as pessoas estão sonhando. Quando Ele realmente aparece, os olhos embaçados não podem vê-Lo. Quando Ele realmente se move, relutamos em acreditar por medo de "esbarrarmos" em algo que não seja peculiar à penumbra em que vivemos. É frustrante quando o Senhor muda de lugar alguma mobília dentro de nós. Dizemos ao jovem Samuel entre nós: "Volte a dormir! Continue fazendo tudo da maneira que lhe ensinei, Samuel! Não há nada de errado. Tudo sempre foi assim."
Não, nem sempre tudo foi desta forma! E eu não estou satisfeito com tudo deste jeito, quero mais! Não sei quanto a você, mas cada banco vazio que vejo na igreja parece clamar: "Eu poderia ser preenchido com alguns cidadãos de Moabe! Você não pode colocar alguém aqui?" Não sei quanto a você, mas isso alimenta minha santa frustração, minha insatisfação da parte de Deus.

"...e tendo-se deitado também Samuel, no templo do Senhor, em que estava a arca, antes que a lâmpada de Deus se apagasse, o Senhor chamou o menino: Samuel, Samuel. Este respondeu: Eis-me aqui."
(1 Samuel 3.3-4.)

A lâmpada de Deus estava fraca e prestes a se apagar, mas isto não chamou a atenção de Eli: ele já vivia em um permanente estado de penumbra. O jovem Samuel, entretanto, disse: "Ouço algo." Já é tempo de admitir que a lâmpada de Deus está se apagando. Sim, ainda está queimando, mas as coisas não estão como deveriam estar. Olhamos para esta pequena chama lançando uma luz fraca, aqui e ali, e dizemos: "Oh, é o avivamento!" Pode até ser, para alguns que conseguem chegar bem perto para ver, mas e quanto àqueles que estão distantes? E aqueles que estão perdidos e que nunca leram nossas revistas, assistiram a nossos programas de televisão ou ouviram as nossas fitas de estudo? Precisamos que a luz da glória de Deus brilhe o bastante para que possa ser vista à distância. Em outras palavras, é tempo de a glória de Deus, a luz de Deus, extrapolar os limites da Igreja e iluminar nossas cidades! (Veja Mateus 5:15).
Creio que o Senhor está prestes a manifestar "aquele que abrirá caminhos" (Miquéias 2.13) e que, literalmente, irá fender os céus, para que todos possam comer na mesa de Deus. Antes que isto aconteça, as fontes do grande abismo (Veja Gênesis 1:8; 7:11) devem ser rompidas. Já é tempo de alguma igreja, em algum lugar, parar de tentar ser "politicamente correta" e abrir os céus, para que o maná possa cair e alimentar a fome espiritual da cidade! Já é hora de fendermos os céus e aliviar a agonia dos que estão famintos, para que a glória de Deus comece a brilhar em nossa cidade. Mas a verdade é que não podemos ver nem mesmo uma simples gota fluir pelos corredores, muito menos a glória de Deus fluir pelas ruas, e isto porque não estamos realmente famintos. Estamos como os crentes da Igreja de Laodicéia (Apocalipse 3.17), satisfeitos e contentes.

Pai, eu oro para que o Espírito incomode nossos corações e nos transforme em guerreiros da adoração.
Oro para que não paremos até que vejamos uma rachadura nos céus e eles se abram. Nossas cidades e nações precisam do Senhor. Nós precisamos do Senhor. Estamos cansados de procurar migalhas no chão. Mande-nos pão quente dos céus, mande-nos o maná de Tua presença...

Não importa o que você precise ou o que falte em sua vida - o que você realmente precisa é de Deus. E para tê-Lo, precisa estar faminto. Oro para que Deus lhe faça sentir fome, para, assim, qualificar você à promessa de abastança. Jesus disse:

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados."
(Mateus 5.6)

Se pudermos ficar famintos, então Ele poderá nos santificar. Ele colocará os pedaços de nossa vida no lugar. Mas a nossa fome é a chave de tudo.
Então quando você se encontrar procurando migalhas no chão da Casa do Pão, ore:
"Senhor, desperte em mim uma fome incontrolável!"
Texto de Tommy Tenney -Livro :" Os caçadores de Deus".